quarta-feira, setembro 12, 2012

Governança Corporativa na Prática

Governança Corporativa na Prática: Integrando Acionistas, Conselho de Administração e Diretoria Executiva na Geração de Resultados | Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira Este livro apresenta, de forma estruturada, a explicação detalhada de “como” as empresas podem desenvolver e consolidar otimizadas governanças corporativas sustentadas por adequados conselhos de administração, os quais representam o foco central das decisões das empresas que têm esses modernos modelos de gestão. Os Conselhos de Administração das empresas e, consequentemente, os conselheiros têm um novo contexto de responsabilidades nas empresas e na economia brasileira. Esses conselhos também estão com maior amplitude de atuação e com forte interação com os acionistas das empresas, o que consolida a base de sustentação da atuação da Governança Corporativa. A maior interação com os acionistas ou quotistas das empresas também é de elevada importância para os resultados das empresas, pois esta situação proporciona, de forma natural, maior atratividade das empresas no mercado. Com referência à Diretoria Executiva, o livro apresenta o procedimento estruturado para que as informações e as decisões da Governança Corporativa sejam melhor aplicadas pelas empresas. Esta nova abordagem de atuação está ocorrendo, inclusive, em empresas que não precisam, do ponto de vista legal, consolidar estas novas formas organizacionais baseadas na Governança Corporativa. Isto porque a prática tem demonstrado que esta nova estruturação pode ser fundamental para seus planos estratégicos e de desenvolvimento de novos negócios, bem como para a consolidação de fortes vantagens competitivas no mercado. Portanto, este livro proporciona uma contribuição efetiva para que as empresas possam desenvolver e operacionalizar este novo modelo de gestão e usufruir de todas as suas vantagens administrativas. Livro-texto para as disciplinas GOVERNANÇA CORPORATIVA, CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, PROCESSO DIRETIVO e TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO dos cursos de graduação e pós-graduação em Administração, Economia, Contabilidade e Direito. Leitura de atualização e reciclagem profissional para os acionistas, conselheiros e executivos das empresas. Por blogsicurezzaeditora

PROSPERIDADE É ISSO !

.Câmera de Vigilância Pré-Crime

Um novo e poderoso sistema de vigilância (AISight - Surveillance Software) lançado por B R S Labs na GOP (Grand Old Party) no dia 28 de agosto em Tampa - Flórida. O presidente dessa empresa, John Franzinni, um ex-agente secreto, afirma que esse equipamento foi desenhado para prevê crimes usando inteligência artificial. O sistema coleta imagens que são armazenadas como “normais” por vários dias e logo manda um alerta para o comando central quando capta algo “fora do normal”. Alguns já até apelidaram o equipamento de “equipamento que pensa”. Esse sistema de Surveillance foi instalado no local, onde está ocorrendo a Convenção Nacional Republicana, já por vários meses, vigiando, coletando e guardando informações da rotina no local. Logo o sistema tem a habilidade de analisar atividades anormais que levantam suspeitas, baseado no comportamento de indivíduos. Quando atividade suspeitas é observada, um sinal de alerta é mandado para o centro de comando, exigindo dos “humanos” a análise e a determinação, se existe a possibilidade de um possível crime. Desde então, os analistas definem se alguma providência deverá ser tomada. Em um exemplo mostrado em um vídeo na televisão Americana FOX News, se pode ver imagens de um homem examinando a fechadura de um carro com cuidado e logo saindo “despercebido.” As câmeras haviam captado imagem desse mesmo homem, nas proximidades observando a movimentação de pessoas no local. A equipe de segurança foi alertada e chegou a tempo de prevenir que o crime ocorresse, nesse caso, que o carro fosse roubado. Em outro exemplo, se pode ver um pacote sendo abandonado de propósito em uma estação de trem. Nesse caso, o sistema chama atenção dos operadores para uma ação imediata. BRS Labs se considera o líder de Mercado provedor de câmeras de vigilância e software inteligentes. Eles operam mediante uma teoria que as coisas não são o que parecem ser olhando de um ângulo diferente. Eles vão além ao dizer que o comportamento humano em uma câmera pode ser completamente diferente do comportamento observado por outra câmera. BRS Labs afirma que ao adquirir esse novo sistema de vigilância – considerado o mais poderoso no Mercado até o momento - logo o cliente vai perceber que acabou de adquirir uma arma formidável de proteção contra o crime. Nos Estados Unidos existem milhares de câmeras de vigilâncias, onde captam crimes que já aconteceram, mas no caso desse poderoso equipamento de vigilância - AISight - Surveillance Software essa realidade tem se transformado, colocando as autoridades um passo a frente e no controle do que se chama “pré-crime”. Mas nem todos estão felizes com esse avanço da tecnologia. Para o analista Jay Stanley, ter um computador te observando e te acusando como um possível criminoso poderá causar constrangimento para o cidadão e para as autoridades. Ter policiais perdendo tempo ao incomodar pessoas que são perfeitamente inocentes, como um potencial criminoso, irá gerar uma polêmica e não necessariamente trazendo maior segurança para a população. A privacidade do cidadão Americano está mais uma vez em debate. O cientista chefe da BRS Labs, Wesley Cobb, alega que a violação da privacidade não ocorre com esse novo equipamento, porque o mesmo focaliza em comportamento e não identificação de indivíduos. Ele ainda destaca que BRS Labs é muito séria com a questão de proteger a privacidade dos cidadãos, além disso, o equipamento não focaliza a placa de nenhum carro, nem focaliza o rosto de ninguém. A concentração está no comportamento do indivíduo cuja identificação fica a critério da polícia. De acordo com o canal de TV ABC News, a cidade de Tampa - Flórida gastou o equivalente de dois milhões de dólares com a instalação desses equipamentos. Para quem está passeando nessa cidade de Tampa - Flórida, fique atento, sua imagem estará sendo gravada, observada, analisada e julgada de acordo com seu comportamento, por um computador inteligente. As câmeras estão instaladas em lugares variados, mas não necessariamente escondidas. Jon Gales, um web designer fez questão de andar na área em busca das lentes “mágicas” do AISight. Ele então criou um web site com um mapa de onde as câmeras se encontram e o publicou em seu web site como um ato de protesto ao sentir seus direitos de privacidade violados. Mas as autoridades estão contentes com essa atitude de Gales porque eles acreditam que com essa publicação de onde estão as câmeras, os protestantes irão se comportar, fazendo com que a convenção seja pacífica. Já está confirmado que até o final desse ano de 2012, AISight - Surveillance Software estará instalado em todo Estados Unidos.

Estratégia: o que é isso? "Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém" (Alvin Toffler)

Henry Mintzberg, um dos criadores do CoachingOurselves, e considerado o mais notável pensador de gerenciamento e estratégia da atualidade em sua obra "Ascensão e Queda do Planejamento Estratégico" diz que "As estratégias pretendidas não têm valor por si mesmas; elas só passam a ter valor quando pessoas empenhadas às enchem de energia. É por isso que todo problema de implementação também é um problema de formulação – não somente para as estratégias reais concebidas, mas também para o processo pelo qual ocorre a concepção". Atualmente, todo mundo fala em estratégia. Talvez mais do que deveria, quer na literatura especializada, quer nos textos mais comuns, mesmo de âmbito jornalístico. Mas o que muitos não admitem é que o conceito de estratégia e seu entendimento não estão tão claros assim. Estratégia é uma daquelas palavras capciosas que todos pensam saber o que significa, mas quando têm de explicar, se atrapalham. Alem disso as definições do conceito de estratégia são quase tão numerosas quanto os autores que as referem. Por isso procurei uma definição extremamente simples e curta que satisfaça a maioria das pessoas, sejam leigas ou especialistas: estratégia é o conjunto de passos mentais e comportamentais usados para realizar um objetivo específico. Acredito que, na realidade, o desafio não está em definir o que é estratégia, mas em implementá-la. Segundo H. Igor Ansoff uma das maiores autoridades em Administração Estratégica e Planejamento Estratégico, não há nenhum mistério em formular uma estratégia, o problema é fazê-la funcionar. Já a revista Fortune publicou a seguinte frase: "Menos de 10% das estratégias efetivamente formuladas são efetivamente executadas". Meu foco será voltado para estratégia pessoal ou de vida, pois acredito que ela seja a base para quaisquer outras estratégias que possam surgir ao longo de sua existência. São as pessoas que fazem as estratégias saírem do papel e se concretizarem, por isso a importância da sua estratégia pessoal estar alinhada as demais estratégias como de carreira, empresarial, política, relacionamento etc. Se isso não acontecer à estratégia não sairá do papel devido à auto-sabotagem inconsciente das pessoas envolvidas.
Em sua edição nº 16, a revista Administradores traz um especial sobre as lições de estratégia do Oriente (Imagem: Revista Administradores/Utagawa Kuniyoshi) O projeto de vida é o carro-chefe de qualquer outro projeto que um ser humano possa ter, seja de caráter empresarial, comercial, político, religioso, artístico etc. Estes outros tipos de projetos podem ser atrelados ao projeto de vida, nunca ao revés. Um pesquisador do comportamento humano, E.M. Gray, após uma vida inteira dedicada à busca do fator comum compartilhado pelas pessoas bem-sucedidas, concluiu que estas compartilham duas habilidades: saber priorizar de forma coerente, e fazer coisas que os fracassados não gostam ou não estão dispostos a fazer. Estas duas habilidades fazem com que estas pessoas consigam realizar suas estratégia e atingir seus objetivos e consequentemente sintam-se realizadas e felizes, ao passo que as pessoas fracassadas sucumbem a defeitos como preguiça, medo, imediatismo, entre outros e não conseguindo atingir seus objetivos, se sentem infelizes. Quem vê apenas o momento, acaba sucumbindo aos desejos momentâneos e aos defeitos pessoais, pois não tem motivação para fazer algo da qual não esteja com vontade no momento. Mas quando você vê o caminho como um todo, o que o motiva é o resultado final e você faz o que tem que ser feito, pois sabe que a recompensa é muito melhor que o que tem no presente. Eduardo Giannetti, filósofo e Ph.D. em Economia pela University of Cambridge, em seu livro "O Valor do Amanhã", define este comportamento de sacrificar algo no presente para se obter algo no futuro como troca intertemporal. O dilema que surge é qual o valor que atribuirei ao amanhã em relação à hoje? Utilizando o exemplo de a dieta alimentar onde a pessoa abre mão de um prazer momentâneo para obter um benefício futuro, que é um corpo esbelto, saúde etc. Giannetti demonstra que sempre haverá uma troca em nossas vidas. Giannetti classifica dois posicionamentos pessoais quanto à troca intertemporal. Posição credora, quando a pessoa faz algum sacrifício no presente tendo em vista um benefício no futuro. É o chamado "pagar agora, viver depois". O termo de troca na posição credora é a recompensa da espera, o prêmio daquele sacrifício. E posição devedora definida pelo viver agora e pagar depois. São pessoas estilo "Carpe Diem", ou aproveite o dia, onde o benefício precede o custo. Na posição devedora, o termo de troca é o preço da impaciência: quanto maior a urgência do indivíduo, maior será o preço que ele irá pagar por aquela escolha. È importante ressaltar que não há nada de errado entre as duas posições, desde que os termos de troca sejam adequados. Eles devem refletir os valores pessoais de cada um. Qual a sua estratégia de vida? Quem não planejar sua estratégia está planejando fracassar. Você deve definir claramente os seus objetivos adequar a sua imagem e a sua atitude, lembrando que manter um posicionamento correto exige disciplina e paciência, pois nada acontece do dia para á noite. Somente o preparo, trabalho e perseverança poderão transformar e melhorar as condições que determinam o nosso estilo de vida. Para garantir que qualquer meta ou objetivo seja conquistado da forma esperada, deve-se aplicar o conhecimento estratégico. As soluções estratégicas devem libertar o homem de seus limites, condicionamentos e fragilidades, para que o amanhã seja melhor do que o hoje, para que cada um possa evoluir tornando-se cada vez mais inteligente, mais motivado, mais criativo e claro mais feliz. Henry Mintzberg considerado o mais notável pensador de gerenciamento e estratégia da atualidade em sua obra "Ascensão e Queda do Planejamento Estratégico" diz que "As estratégias pretendidas não têm valor por si mesmas; elas só passam a ter valor quando pessoas empenhadas às enchem de energia. É por isso que todo problema de implementação também é um problema de formulação – não somente para as estratégias reais concebidas, mas também para o processo pelo qual ocorre a concepção". Resumindo não adianta apenas planejar, temos que realizar, e para isso deve-se colocar paixão nos sonhos e objetivos que nos propomos a realizar e atingir. Encontro diariamente em minhas aulas, cursos, palestras, eventos sociais, pessoas que não sabem o que fazer e como fazer. Estão completamente perdidas quanto ao rumo de suas vidas. Seus sonhos são medíocres e mesquinhos. Não percebo o "T gigante" em seus olhares, estão apáticos e reativos á vida. Reconheço que em muitos momentos, gostaria que as coisas se resolvessem rapidamente ou que fossem diferentes sem que eu fizesse nenhum esforço. Ou então "aguardar" que a boa sorte chegue um dia e mude completamente a minha vida. Mas que aprendizado isso me traria. Tenho plena consciência de que à medida que os anos passam, a vida parece que se complicar em vez de ser mais simples: grandes mudanças repentinas, menos estabilidade, múltiplas obrigações, pouco tempo e dificuldades financeiras constantes são algumas características desses nossos "tempos modernos". Antigamente na geração de nossos pais e avós bastava se formar, trabalhar e se não fizesse nenhuma grande besteira, aos poucos se podia comprar um carro e construir uma casa. Hoje não existem mais garantias.Tudo muda. Por isso que a estratégia pessoal se tornou ainda mais importante em nossas vidas atualmente. Sem estratégia nada acontece, você fica a deriva na vida, sendo levado pelas ondas dos movimentos da empresa que trabalha, dos amigos e familiares. Desenvolver estratégias para viver ajuda a identificar aquilo que sabemos fazer bem e o que gostamos de fazer. Conhecer nossos talentos, qualidades e interesses facilitarão o avanço neste mar de oportunidades e desafios que a vida nos oferece. Uma dica importante é nunca trabalhe pelo dinheiro, trabalhe pela realização, o dinheiro é conseqüência, nunca deve ser um objetivo. Uma técnica interessante de definir sua estratégia de vida é contar duas historias. Se possível escreva-as ou grave-as, o importante é registrá-las de algum modo. A primeira é para si mesmo. Imagine-se com cem anos sentado em uma confortável poltrona descrevendo sua trajetória de vida pra você mesmo, contando seus erros, acertos, medos, preocupações e claro dando muitos conselhos. Anote tudo. A segunda historia você contará para as outras pessoas, seja da família, amigos, colegas, lideres ou liderados, enfim para qualquer pessoa que você tiver vontade de contar e claro esteja disposta a ouvir. Nesta historia você irá contar a sua estratégia de sucesso futuro, quais são seus objetivos e metas, quais os motivos de tê-los escolhido, como você tentará atingi-los, quais ferramentas irá utilizar, quais as competências e talentos necessários para isso, mas acima de tudo não se esqueça da habilidade de contar a história com paixão suficiente para inspirar as pessoas e principalmente a si próprio. Depois de ter feito este exercício de contar as duas historias provavelmente você terá em mãos no mínimo um esboço do seu plano de vida pessoal com toda a estratégia descrita. Esse será o seu ponto de partida. Agora, mãos à obra, pois tenha certeza que ninguém irá fazer isso por você.

DEUS É FIEL. OBRIGADA SENHOR!!!

10 perguntas para Henry Mintzberg

Mintzberg diz que muitos CEOs, alienados da realidade, ignoraram riscos óbvios. Conhecido pelas ácidas críticas à educação executiva tradicional e autor do livro MBA? Não, Obrigado, Mintzberg é cofundador de um curso alternativo de administração, o CoachingOurselves. O professor canadense esteve no Brasil em abril para preparar um dos módulos que será ministrado na Fundação Getulio Vargas, do Rio de Janeiro, e falou à DINHEIRO. Erros de gestão nas grandes corporações americanas, mais do que problemas financeiros e bancários, provocaram a crise internacional, afirma o polêmico professor Henry Mintzberg, da Universidade McGill, do Canadá. Por Tatiana Bautzer Mintzberg diz que muitos CEOs, alienados da realidade, ignoraram riscos óbvios. Conhecido pelas ácidas críticas à educação executiva tradicional e autor do livro MBA? Não, Obrigado, Mintzberg é cofundador de um curso alternativo de administração. O professor canadense esteve no Brasil em abril para preparar um dos módulos que será ministrado na Fundação Getulio Vargas, do Rio de Janeiro, e falou à DINHEIRO. A seguir, os principais trechos da entrevista: Por que o sr. diz que a crise foi causada pelas empresas e não pelas condições econômicas? Acredito que a crise que começou nos Estados Unidos não foi econômica nem bancária. É uma crise de gestão, principalmente. Havia gestores totalmente desconectados da realidade, ganhando bônus milionários. Como pode ter acontecido a crise das hipotecas de alto risco? Todos os presidentes dos bancos e seguradoras simplesmente não sabiam o que ocorria em suas empresas e não se interessavam por saber. O que está errado na política de remuneração? Acho que nenhuma empresa deveria conceder bônus para os CEOs e pagar salários tão altos. A estrutura de remuneração das empresas hoje, simplesmente, passa a mensagem errada. Na lista das 500 maiores empresas americanas da revista Forbes, só três ou quatro companhias não concedem bônus aos seus executivos e a proporção deveria ser inversa. O que essa compensação excessiva está dizendo ao mercado é que o CEO é a única pessoa importante da companhia. Se um CEO ganha 400 ou 500 vezes mais que a média dos demais funcionários, a empresa está dizendo que ele vale muito mais do que todos os outros e que os resultados vêm de um esforço individual e não coletivo. É preciso que a empresa seja vista como uma comunidade para engajar os empregados e que eles tenham responsabilidade sobre os resultados. "Administrar de olho no preço das ações é a pior ideia da história" Qual o efeito disso? Quando o CEO é visto como o principal e único responsável pela empresa, todo o resto vira “recursos humanos” passíveis de downsizing . Novamente, é uma mensagem errada, de que a administração depende de uma só pessoa. E isso não mudou. Mesmo depois da crise, essa lição não foi aprendida. As opções de ações não significam um compromisso maior do executivo com os resultados da empresa? Sou totalmente contra a concessão de opções de ações como maneira de remunerar os diretores. Se o executivo quer participação acionária, que compre as ações no mercado. Essas políticas são a razão pela qual as empresas americanas estão em dificuldades. O melhor que as empresas brasileiras têm a fazer é fugir do modelo americano. O sr. também faz críticas em um de seus artigos à administração visando a criação de valor para o acionista? Ter como meta a geração de valor para o acionista é a pior ideia da história da administração de empresas. Isso está acabando com os negócios. Esse parâmetro não mede o sucesso de longo prazo, só o de curto prazo. Todos aqueles bancos e seguradoras de Nova York iam muito bem no curto prazo e estavam falidos três ou quatro anos depois. Além disso, esse conceito implica a noção de que os únicos envolvidos na empresa que importam são os donos. Ninguém mais conta: nem os empregados nem os consumidores. Quais são os efeitos práticos desse princípio de gestão? Até hoje, o principal efeito foi manter baixos os salários dos funcionários e aumentar os bônus da alta gerência. No limite, o modelo de criação de valor para o acionista levaria uma empresa a demitir a maior parte dos funcionários e vender seu estoque. A empresa seria muito lucrativa até o estoque acabar e ela ser fechada. Então, é isso que, de certa forma, as empresas têm feito, ao criar valor para os acionistas nas costas dos trabalhadores e da média gerência, que sofre com as pressões dos dois lados. Por que o sr. critica tanto os cursos de MBA, que se tornaram símbolos da formação de um administrador de empresas? Os programas de MBA até são bons no ensino de marketing, finanças ou contabilidade. Mas, o problema é que você não cria um gestor numa sala de aula. É por isso que é preciso distinguir os MBAs para pessoas jovens e para alunos mais velhos. No modelo típico, você coloca numa classe pessoas de 23, 25 ou 27 anos, que nunca tiveram uma posição de gerência e supostamente os transforma em gestores. Eles são perigosos, porque pensam que sabem gerir, mas não sabem. Os cursos de formação executiva são inúteis, então? Não acho isso. A formação executiva é um instrumento poderoso, mas deve ocorrer no momento certo. Defendo um modelo de educação executiva para pessoas com experiência em gestão. É o que estamos tentando fazer no International Masters Program in Practicing Management, resultado de uma parceria de universidades no Canadá, Reino Unido, na China, Índia e no Brasil. No período de um ano e meio, os estudantes passam temporadas de duas semanas em cada universidade (no Brasil, a parceria do IMPM é com a Fundação Getulio Vargas, do Rio de Janeiro). Todos os estudantes são mais velhos, entre 35 e 55 anos, e, quase sempre, enviados pelas empresas. Nós abandonamos o estudo de casos: em vez de discutir situações que não têm nenhuma relação com o dia a dia deles, em metade do tempo eles compartilham suas experiências. Qual será o tema do módulo brasileiro do programa, em outubro? A mudança na administração. Acho que o Brasil é o país perfeito para tratar desse tema, pois tem, atualmente, uma das economias mais interessantes do mundo. Os gestores precisam prestar atenção às iniciativas baseadas na comunidade. E não há outro país que tenha tantas iniciativas sociais. O Brasil tem tratado de maneira inovadora problemas que vão desde o tratamento da Aids até a pobreza, com o Bolsa Família ou o uso do etanol como combustível. É um grande número de iniciativas sociais. No seu último livro, Managing: Desvendando o Dia da Gestão, o sr. diz que há uma valorização excessiva da liderança em contraposição à gestão. O que quer dizer com isso? Nos últimos anos, nos Estados Unidos, deu-se muita importância à liderança, mas há um problema sério com líderes que não gerenciam. Ninguém fala sobre a liderança baseada na comunidade. Um gestor é alguém que arregaça as mangas, sabe o que está acontecendo em campo, sabe o que está acontecendo com os consumidores e está pessoalmente envolvido nas atividades da empresa. Não é alguém que está num pedestal. O CEO ideal é alguém apaixonado, que não se vê como o foco principal das atenções, que encoraja o resto da equipe e é modesto. O líder precisa ser um gestor.

EXERCÍCIO - FAB realiza primeiro treinamento noturno de simulação de combate

A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou pela primeira vez um treinamento noturno de simulação de combate. A missão ocorreu (5/9) durante o Exercício Sabre II e envolveu mais de vinte aeronaves. As esquadrilhas eram compostas por caças Mirage 2000-C, F-5 Tiger, A-1 e A-29 Super Tucano. O treinamento inédito também envolveu aviões radar R-99 e E-99. O Exercício Sabre II reuniu durante dez dias cerca de 60 aeronaves na Base Aérea de Anápolis (GO). A operação é realizada em um cenário composto por dois países: Veritas, país amigo, e Araguaia, que representa as forças inimigas. A missão de Veritas é tomar o controle do ar sobre Araguaia. Para cumprir esse objetivo, as aeronaves aliadas têm que cumprir diversas missões de ataque e reconhecimento. Durante o treinamento noturno, os caças da FAB realizaram ataques simulados com bombas guiadas a laser utilizando óculos de visão noturna. Para o Brigadeiro do Ar Paulo Erico Santos de Oliveira, Comandante da Terceira Força Aérea (III FAE), o exercício Sabre II é uma oportunidade de reunir todas as unidades de caça, reconhecimento e controle e alarme em voo da FAB. “O vôo noturno é o coroamento desse exercício. Esse tipo de missão potencializa nossa capacidade de combate”, disse. O Sabre é um exercício genuinamente nacional, em que é possível treinar dentro da realidade brasileira. As missões de ataque e destruição dos alvos inimigos trazem treinamento integral para pilotos, controladores e aqueles que fazem o planejamento das missões. É também uma oportunidade de pilotos mais jovens terem contato com os mais experientes. “Espero que possamos aperfeiçoar as próximas edições. Tivemos muitos ganhos, mas queremos melhorar ainda mais, buscando chegar o mais próximo possível da realidade”, afirmou o Comandante da III FAE.

Dia da Independência tem protestos contra corrupção em todo o País

Protestos nacionais marcam a comemoração da Independência do Brasil ao longo desta sexta-feira, 7. No ano passado, os movimentos atingiram cerca de 25 mil pessoas em uma megapasseata em Brasília, organizada pelas redes sociais. Neste ano, o objetivo é o mesmo, mas desta vez outros estados brasileiros também registrarão o marco contra o oportunismo na política nacional. Milhares de pessoas já confirmaram presença nos manifestos de todo o País.Mais de 22 mil pessoas confirmaram presença no evento do Facebook que registra o Dia do Basta. Entre todas as cidades do País, 58 confirmaram atos contra a corrupção, o fim do foro privilegiado e pelo voto aberto parlamentar. No Distrito Federal, integrantes do movimento começam a se reunir às 10h em frente ao Museu Nacional. No Rio, a concentração tem início às 16h na Praça da Igreja do Carmo, em Angra dos Reis e às 16h no Posto 4 de Copacabana. Na capital paulista o grupo marcou encontro para às 15h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Haverão passeatas também em outras cidades da Grande São Paulo: Osasco, São Bernardo do Campo e no litoral paulista, em Santos. O grupo Nas Ruas, que também combate a corrupção envolvendo o dinheiro público, terá atos em 73 cidades de 26 estados brasileiros. Cerca de 12 mil brasileiros receberam convites, via Facebook, para participar dos manifestos. A Esplanada dos Ministérios recebe o ato, segundo os organizadores será pacífico, a partir das 8h desta sexta. No Rio de Janeiro e em São Paulo, os protestos tem previsão de acontecer nos mesmos horários e locais do grupo Dia do Basta. Em sua 17.ª edição, o Grito dos Excluídos acontecerá em 25 estados brasileiros. O movimento é encabeçado pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e tem como foco de crítica, neste ano, o modelo econômico do País. O Grito começa por volta das 9h no Distrito Federal com concentração de batucada, capoeira e arte na rodoviária do Plano, onde haverá, também, confecção de faixas e cartazes. Às 12h o grupo organizou uma feira de troca e exibição de curtas-metragens. No Rio de Janeiro o movimento pretende começar o protesto às 9h, na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Uruguaiana, no Centro da capital. E em São Paulo, os integrantes do movimento farão caminhada a partir das 9h, entre a Praça Osvaldo Cruz, passarão pela Avenida Brigadeiro Luiz Antonio e seguem em destino ao Monumento das Bandeiras no Parque do Ibirapuera. Marinha A Marinha do Brasil faz nesta sexta o Desfile Naval na Orla do Rio de Janeiro. Como parte das comemorações do Dia da Independência, navios e aeronaves da Esquadra Brasileira desfilam ao longo das regiões do Recreio, Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana e Leme. Após o Desfile Naval, duas fragatas brasileiras, dois navios argentinos e um uruguaio atracarão no cais do Píer Mauá, onde ficarão abertos à visitação pública, no sábado, 8, e no domingo, 9. A visitação é aberta ao público das 14h e o final da tarde, de acordo com a Marinha.

Chegam os últimos helicópteros AH-2 Sabre para a FAB

Ontem pousou na Base Aérea de Porto Velho, estado de Rondônia, um avião de transporte Antonov An-124 da companhia russa Volga-Dnepr trazendo da Rússia os três últimos exemplares dos 12 helicópteros de ataque AH-2 Sabre (designação adotada pela Força Aérea Brasileira para os Mi-35M de fabricação russa) encomendados como parte do Plano Nacional de Defesa da Amazônia. Esses aparelhos estão sendo operados pelo Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAv), Esquadrão Poti, desde abril de 2010 e representam um grande salto qualitativo em termos de poder de combate da unidade, antes equipada com helicópteros Helibras H-50 Esquilo.Os AH-2 Sabre são os vetores de asas rotativas mais bem armados da FAB na atualidade, possuindo um canhão direcionável de dois canos GSh-23 de 23 mm, sistemas para uso de mísseis anti-carro guiados, lançadores de foguetes, etc. O modelo dispõe um moderno sensor de visão frontal infravermelha (FLIR) para aquisição de alvos e pontaria das armas. Além de suas qualidades ofensivas, o AH-2 é construído de forma a garantir a sua sobrevivência nos mais duros ambientes de combate, incorporando blindagens das partes vitais e uma eficiente suíte de contra-medidas dotada de lançadores de flare, interferidor ativo de radiação infravermelha (IR), sistema de alerta de radar (RHAW) e supressores de calor nos dutos de saída dos motores. O AH-2 tem uma cabine com capacidade de transportar um pequeno comando de soldados, característica que abre possibilidades de emprego do aparelho em missões C-SAR (Combate-SAR).

AS CINCO PRINCIPAIS RAZÕES PORQUE VOCÊ NÃO RECEBE RETORNO SOBRE UMA VAGA

As pessoas muitas vezes perguntam por que elas nunca recebem uma resposta depois de clicar 'enviar' no e-mail com currículo anexado ou depois de uma candidatura de emprego on-line. Se você tiver muita sorte, você pode conseguir uma troca de e-mail preliminar com um recrutador e, em seguida, nunca ouvi-lo novamente. É uma experiência deprimente e que também lança uma sombra sobre a reputação da empresa contratante. Então por que isto acontece? É você, são eles ou é apenas algo que cada candidato deve se preparar para enfrentar em um processo de seleção? Não há dúvida que os candidatos encaram uma tarefa difícil. Uma elevada taxa de desemprego nacional significa mais concorrência para cada cargo; de acordo com um artigo de Janeiro de 2012 no Wall Street Journal; "... atraiu 7,60 milhões de candidatos nos últimos 12 meses para cerca de 65.000 vagas de emprego de varejo..." (nos EUA). A queixa de um recrutador é que 50 por cento das pessoas que se candidatam para um determinado trabalho simplesmente não estão qualificados. Para piorar, a maioria das grandes empresas – e muitas menores – usam softwares de gestão de talentos para avaliar os currículos, eliminando em até 50 por cento de candidatos antes mesmo de um ser humano olhar para o currículo ou carta de apresentação. As regras do jogo parecem estar contra o candidato a emprego. Então, como você pode vencer? Estão aqui minhas cinco principais razões por que você não está recebendo retorno depois de se candidatar a um emprego, com cinco sugestões de como evitar o “buraco negro de currículo”. Por que você nunca recebe um contato: 1. Você realmente não está qualificado para a vaga. Se uma descrição de trabalho especifica, por exmplo, um desenvolvedor de software com 3-5 anos de experiência e você é um graduado recente com um estágio, é improvável que você vai receber uma ligação. Evite decepções – não se candidate a empregos para os quais você não tem qualificações. A maioria das descrições de cargo é escrita com requisitos muito específicos. Sim, a empresa está tentando encontrar o candidato mais qualificado. Sim, eles estão tentando eliminar pessoas. Não é pessoal. Eles tem um negócio. 2. Você não otimizou seu currículo ou canditura com palavras-chave. Descrições de cargo são salpicadas com palavras-chave específicas de habilidades ou atributos que a empresa busca nos candidatos. Uma leitura cuidadosa da descrição do cargo é uma necessidade, assim como é otimizar com palavras-chave seu currículo e carta de apresentação, se você estiver usando, ou e-mail. Se a descrição do cargo lista as palavras em uma determinada ordem, por exemplo, uma relação com linguagens de programação necessária, use a mesma ordem em seu currículo. 3. Seu currículo não está formatado corretamente. Você pode pensar que a formatação diferenciada de seu currículo irá definir o destino de seu currículo, mas programas automatizados não se importam se um documento é bonito. Ajude a máquina. Seja consistente na formatação - considere o uso de linhas separadas para empregos anteriores, título do trabalho, anos de experiência. 4. Seu currículo é substancialmente diferente do seu perfil online. LinkedIn, Dice e outros sites de perfil on-line podem ser ferramentas úteis para recrutadores, por isso é importante se certificar de que eles correspondem ao que está em seu currículo. Isso parece ser uma contradição – no item 1, aconselhei a otimização com palavras-chave – mas realmente é senso comum. Empregos anteriores, empregadores, anos de experiência e outros detalhes devem bater. A indicação aqui é escrever sempre a verdade. 5. A empresa recebeu 500 currículos para um anúncio de emprego e o seu foi o 499º. Procurar por emprego é um emprego. Faça sua pesquisa - saiba quais as empresas você deseja trabalhar, onde a cultura organizacional bate com a sua. Todas as manhãs vasculhe as ofertas de empregos e salte sobre qualquer coisa para a qual você esteja qualificado (e em que você estiver interessado). Enviar o currículo e candidatar-se logo que a vaga é aberta é importante. Verifique nos primeiros dias se o anúncio não mudou. Muitas vezes uma empresa posta uma vaga, mas logo em seguida muda sua descrição. É difícil jogar este jogo. Sua melhor aposta é ainda uma referência pessoal e mesmo isto pode não ser suficiente para receber uma ligação. Um cara que eu conheço entregou seu currículo para uma amiga que trabalhava em uma empresa onde uma boa vaga tinha sido anunciada. Ele recebeu um e-mail informando que seu currículo tinha sido recebido, mas não teve mais algum outro contato. Depois de um mês ele pediu a sua amiga para verificar com o recrutador. Descobriu-se que a descrição da vaga tinha mudado, mas o recrutador não se preocupou em avisar o candidato ou a amiga que o tinha indicado. Isso não é incomum, infelizmente. Então o que você pode fazer? Como você pode melhorar as chances de contato: 1. Pesquise empresas interessantes nas redes sociais. Saiba quem são os recrutadores e siga-os. Muitos postam novas vagas. Então observe suas tendências e agarre qualquer coisa para a qual você esteja qualificado. E se eles postarem uma notícia relevante sobre a empresa, faça algum comentário positivo. 2. Considere criar um blog em sua área de interesse ou experiência. Este é um mundo social. Tempo para construir uma trilha de migalhas de pão levando até você. Inclua o blog e links para posts relevantes em seus e-mails para os recrutadores com quem você está em contato. 3. Obtenha ajuda profissional para seu currículo. Um especialista em currículo pode ajudá-lo a aumentar suas chances de conseguir uma entrevista. Se você não puder pagar por este serviço, recorra a artigos sobre o assunto disponíveis na internet. 4. Se possível, não espere até que você esteja sem trabalho para encontrar o seu próximo emprego. Sei que para muitas pessoas isso não é possível ou pode até pode ser considerado errado, mas suas chances de encontrar o próximo trabalho são melhores quando você ainda está empregado. 5. Network. É um velho conselho, mas ainda é verdade. Esteja visível e bem informado sobre as tendências do setor e novidades na sua área de atuação. Encontrar um emprego é difícil, sem dúvida. Eu tenho conversado com recrutadores que dizem que eles só respondem à 30% dos candidatos. Então as chances são boas de você estar entre os 70% que não serão contatados. Não tome isso como pessoal - não é uma rejeição à você. É um reflexo dos tempos. Se você não receber nenhum contato, saiba que você não está sozinho. Meghan M. Biro, Glassdoor – Business Insider – 31/07/12

sexta-feira, agosto 17, 2012

PROGRAMA ONDE MORA O PERIGO...: SOLDADO BRASILEIRO SEMPRE EM AÇÃO - DIA DO SOLDADO...

PROGRAMA ONDE MORA O PERIGO...: SOLDADO BRASILEIRO SEMPRE EM AÇÃO - DIA DO SOLDADO...

Exército quer novas armas antiaéreas até Copa 2014 para sanar ponto fraco

Artilharia antiaérea é pré-requisito dos comitês internacionais que organizam a Copa do Mundo e a Olimpíada, competições esportivas que serão sediadas pelo Brasil em 2014 e 2016, respectivamente. O sistema de defesa, capaz de prevenir e impedir ataques aéreos realizados por aeronaves ou aviões não tripulados, é um dos pontos fracos do ExércitoO G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa (END), decreto assinado pelo ex-presidente Lula que prevê o reequipamento das Forças Armadas. Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes - da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética, artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre outros pontos considerados fundamentais pelos militares. Com mais de 35 anos, as armas brasileiras são de tecnologia ultrapassada e não possuem potencial de alcance a média altitude, entre 3 km e 15 km, podendo atingir apenas alvos encontrados a uma distância inferior. É possível ter ideia da levando em conta que todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm capacidade de abate antiaéreo à média altura. O reaparelhamento do setor antiaéreo do Brasil é uma das prioridades da Estratégia Nacional de Defesa, que determina que o país adquira a capacidade de operar artilharia antiaérea a média altura. “O material que temos é bastante defasado tecnologicamente. Os canhões entraram em operação no Brasil em 1977, mas funcionam ainda, embora com dificuldade de manutenção. Também temos outros canhões que foram fabricados pela Avibras, uma empresa brasileira, e que começaram a operar em 1985. Também é um material bastante antigo”, diz o general Marcio Roland Heise, que comanda a artilharia antiaérea brasileira. “O problema que temos com a manutenção dos canhões e com os equipamentos de direção de tiro é que, como são antigos, é difícil achar peças para reposição. Mas isso não impede o nosso uso”, acrescenta o general. Roland Heise explica por que o Brasil ficou tanto tempo com essa defasagem. “Temos sempre que priorizar o que é mais importante quando há dificuldades no orçamento. Como os recursos são restritos, as dificuldades foram sendo sempre colocadas. Foi priorizado o que o Exército julgou, ao longo dos anos, o mais importante”, afirma. “Agora estamos trabalhando na recuperação. Vamos lutar para que seja eficiente novamente”, completa.Os misseis e canhões que o Brasil possui atingem uma altitude de até 3 km de altitude e podem ser disparados de um raio de até 4 km. Conforme o Livro Branco, documento que detalha a política de defesa nacional, a tropa conta com 702 canhões, de vários tipos, a maioria adquiridos no final dos anos 70 e no início dos anos 80. O documento não divulga quantidade de mísseis que o Brasil tem.Em setembro de 2009, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comprou 300 unidades de mísseis Igla, de alta tecnologia, da Rússia, assustando os militares brasileiros. Cada um deles custa US$ 80 mil. O comandante diz não poder informar quantos Igla o Brasil possui, “por questões estratégicas”. “Nossos vizinhos compram e colocam na imprensa. Mas nós não divulgamos. Somos um país pacifista. Mas posso falar que temos o suficiente”, afirma. Durante a Rio+20, em junho, o Exército posicionou o armamento em lugares isolados ao redor do Rio Centro, com a missão de abater qualquer aeronave ou explosivo que invadisse o espaço aéreo. Os canhões ficaram escondidos dentro do Autódromo de Jacarepaguá, de empresas ou em áreas abertas, como campos de futebol, para que a população e os turistas não pudessem ver. Os canhões e os mísseis não precisaram ser usados. Em 2014, o general garante que o Brasil não vai passar vergonha. “Nós temos a pretensão de adquirir tudo o que precisamos até a Copa, sim. O Exército está conduzindo um projeto para reformular material e também conceitos de uso, buscando também a capacidade de alvo a média altura. É o que queremos”, diz Heise. Ao custo de R$ 2,354 bilhões, segundo o general Heise, a proposta para atualizar o sistema de defesa antiaérea começou em 2011. O estudo de viabilidade está em fase de elaboração. Contudo, o Livro Branco estima em R$ 859,4 milhões a previsão de investimentos na área até 2023. Os militares levantaram mais de 4 mil especificações sobre que tipo de armas, comunicações e logística desejam ter. Ao término do trabalho, será apresentado em licitação o que o país precisa para se proteger diante das “ameaças modernas”. Entre os interessados no contrato estão fabricantes russas, francesas, israelenses e americanas. “O projeto segue um cronograma de 10 anos para que possamos colocar todo o material em ordem. Isso demora, porque temos também que capacitar o pessoal e fazer testes. Não adianta nada termos o equipamento se ninguém sabe operá-lo”, diz o general. “Eu gostaria de ter muita coisa, mas não temos todo o dinheiro do mundo para isso. Eu queria ter a Ferrari, mas às vezes você só consegue comprar outro carro, mesmo que não seja tão potente”. O alcance de média altura, no entanto, está praticamente certo. “A vantagem dessa tecnologia é podermos atuar também à baixa altura de uma distância maior. Você pode até estar a 40 km do alvo e disparar”, diz.Áreas estratégicas Os grupos de defesa antiaérea do Brasil começaram a ser criados em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, e foram posicionados em áreas que preocupavam na época, como Rio de Janeiro, Praia Grande (SP), Caxias do Sul (RS) e Sete Lagoas (MG). O último grupo a ser criado foi o Brasília, que começou a ser estruturado em 1988 e é o melhor equipado, com a missão de defender o Palácio do Planalto. “O posicionamento dos grupos atende interesse de proteção de estruturas estratégicas. Na Baixada Santista, há refinarias de petróleo. No Rio Grande do Sul, várias fábricas importantes no setor de defesa e também refinarias. Em Minas, temos outras indústrias de armas. Já no Rio, há plataformas de petróleo que devem ser defendidas ”, explica o general. O Exército pretende construir pelo menos três novos grupos em áreas estratégicas, como na Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, e na região amazônica, para proteger a selva e as hidrelétricas que estão sendo construídas. Outras áreas de interesse são aeroportos, portos e estações de transmissão. Em todo grande evento internacional, a artilharia antiaérea é fundamental para defender chefes de estado e autoridades de ataques terroristas. Na Copa do Mundo, é uma das exigências da Fifa. Em 2010, a África do Sul teve de alugar os sistemas de radares e antimísseis de Israel para atender aos requisitos, ao custo de mais de R$ 1 bilhão.Modo de atuação A artilharia antiaérea funciona por meio de canhões e mísseis. No Brasil, dentre os canhões utilizados estão o Oerlinkon/Contraves 35 mm, de fabricação italiana e suíça, adquirido em 1977, e o sueco Bofors 40 mm. Já os mísseis são do tipo Igla, russos, e que são disparados por apenas um homem. Os mísseis têm validade de 10 anos e, quando estão para vencer, são usados em treinamento. A última leva chegou em 2011 – a quantidade comprada não é divulgada, mas os oficiais afirmam que é suficiente. “Um ataque não ocorre do dia para a noite. Se houve uma crise, deslocamos pessoal e as armas para o local. Só atuamos sob ordem do Comando de Defesa Aeroespacial (Comdabra). Em tempos de paz, um tiro de abate depende da autorização da Presidência ou de alguém designado por ela”, diz.Necessidades Com velocidade de 1.200 km/h, os mísseis Igla são do tipo “atira e esquece”, seguem em direção do alvo guiados por infravermelho. Eles são mais empregados no abate de aeronaves. Os canhões requerem orientação por radar e cálculos de tiro, para que os explosivos acertem o alvo em determinada posição no futuro. Eles podem ser usados para derrubar drones (aviões não tripulados que recolhem informações e realizam ataques) ou helicópteros a baixa altitude. “O Igla nos interessa em alguns tipos de emprego, pois é levado por um único homem e vem pronto, é fácil de transportar”, diz o general. Dentre os equipamentos que a Brigada de Artilharia Antiaérea pretende adquirir até a Copa está a tecnologia de guiamento. “Algumas ameaças não possuem fonte de infravermelho suficiente para que o Igla possa interceptá-los. Precisamos de novos tipos de mísseis, que sejam capazes de se guiarem e perseguir a ameaça se ela fizer manobras para fugir”. “Até hoje, nunca fizemos um disparo real. É uma responsabilidade e um risco muito grande, precisa ter certeza. Depois de disparado o míssil, não tem volta. Quando se abate uma aeronave, pessoas morrem. Em exercícios, simulamos isso. Mas, em uma operação de não-guerra, como Rio+20 e grandes competições, uma falha é inadmissível. Essa palavra não existe no dicionário da antiaérea”, afirma Heise.

Segurança nacional: Sucateado, Exército não teria como responder a gue...

Segurança nacional: Sucateado, Exército não teria como responder a gue...: Assinada em 2008, a Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê o reaparelhamento das Forças Armadas do país em busca de desenvolvimento ...

Indígenas ajudam Exército a defender fronteira do Brasil

Situado na fronteira do Brasil com a Colômbia, o Pelotão Especial de Fronteira de São Joaquim é a base militar mais remota da Amazônia brasileira. Suas trincheiras e casas vermelhas de madeira ficam separadas de uma aldeia de índios Kuripaco por uma cerca e uma pista de pouso de 1.200 metros, raramente usada pela Força Aérea. Grande parte dos 100 militares que trabalham no pelotão é de origem indígena. Eles são o exemplo de uma tendência adotada pelo Exército brasileiro: contratar índios para defender e Os indígenas atualmente representam cerca de 70% dos 1.400 militares da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, que agrupa sete bases avançadas nas fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, além de um complexo militar na maior cidade do extremo norte do Amazonas: São Gabriel da Cachoeira, de 38 mil habitantes. Eles são recrutados entre os cerca de 30 mil índios de 14 etnias que habitam a região do alto rio Negro. São Joaquim, uma dessas sete bases avançadas, está situada a 326 quilômetros de São Gabriel da Cachoeira e a 90 quilômetros do vilarejo colombiano de Mitú, ambos embrenhados na floresta equatorial. Essas distâncias ficam ainda maiores quando se leva em conta que o deslocamento na região é feito majoritariamente pelos rios, pois não há estradas e não é possível andar longas distâncias pela selva fechada. A viagem de barco dura em média quatro dias. Ela é realizada em pequenas embarcações equipadas com motores de 40hp conhecidas como "voadeiras" - que precisam ser carregadas nas costas nos sete trechos em que o rio forma cachoeiras maiores.O pelotão foi instalado em 1988 para defender o rio Içana, que nasce na Colômbia e deságua no rio Negro, no Brasil, funcionando como uma via de ligação fluvial - não muito utilizada - entre os dois países. Ele não passa de uma pequena vila militar com algumas fortificações e um posto de saúde atendido por um médico, um farmacêutico e um dentista. Não há telefone, apenas estações de rádio. Dialetos Apesar da existência de uma pista de pouso na localidade, os voos da Força Aérea que abastecem o pelotão com equipamentos e comida não são frequentes. Por vezes, o aeródromo fica mais de um mês sem receber voos. Isso significa que quando o clima instável da região não permite o pouso do avião, os militares que moram na base ficam sem comida. Uma solução é fazer o trajeto de barco de quatro dias. Mas, o mais comum é o recurso a um sistema de trocas de combustível por alimentos com os cerca de 8.000 índios das 46 aldeias Kuripaco e Baniwa situadas ao longo do rio Içana. Na hora de negociações como essa, a presença do militar indígena é fundamental, segundo o Exército. "Às vezes a comunidade ajuda com o transporte dos materiais. Às vezes trocam coisas com o pelotão, como peixe e farinha (de mandioca) por gasolina para gerador e para as rabetas (motores de popa)", disse o soldado Edgar Alves Cardoso, de 24 anos, militar da etnia Pira-tapuya, que trabalha no pelotão e vive com a mulher, uma índia Kuripaco, na aldeia ao lado da base. Segundo ele, em toda a região do alto rio Negro, cada aldeia fala um dialeto diferente, de acordo com a etnia de seus habitantes. Contudo, a maioria das populações ribeirinhas fala o "tukano", que funciona como uma espécie de língua comum. Os militares índios atuam então como tradutores e negociadores para seus oficiais.Mas não é apenas a facilidade com os dialetos que torna os indígenas militares de alto valor para o Exército. "O militar de origem indígena tem muita facilidade para realizar as tarefas relacionadas à vida e ao combate no interior da selva, por estar completamente integrado nesse ambiente", afirmou o general Luiz Sérgio Goulart Duarte, comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva. "São excelentes exploradores e guias; têm bastante experiência em pilotar embarcações, o que é uma característica essencial para quem navega no alto rio Negro, onde existem muitas corredeiras e bancos de areia", disse o general. "Os indígenas conhecem os lugares por onde passar a voadeira nas cachoeiras. Sabem onde são as comunidades (indígenas), quantas pessoas moram lá, suas crenças. Têm conhecimento de plantas medicinais e podem dar amparo a qualquer ferimento que aconteça nas missões", disse o soldado Cardoso. As técnicas indígenas de sobrevivência e combate na selva - herdadas de comunidades nativas da Amazônia e que incluem desde a obtenção de alimento a técnicas de acampamento, natação e localização- não são usadas apenas no dia-a-dia das bases militares de fronteira. Foram incorporadas pelo Exército e hoje são ensinadas nos cursos do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva). A unidade, sediada em Manaus, forma militares de elite do Exército e se tornou referência internacional em técnicas de combate em ambiente de floresta.
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quinta-feira, agosto 16, 2012

A VOLTA DO SENHOR

Texto ll Ts 2.1-12 Pr. Edimilson Moraes Entre tantos assuntos importantes na palavra de Deus, ministrar sobre a volta do messias se torna cada vez mais uma necessidade absoluta. A igreja de Tessalônica abraçou tanto a idéia da eminência da volta de Jesus que alguns até abandonaram o trabalho secular, se aprontaram para esperar Jesus; pois tudo parecia algo imediato demais para eles. Ao contrário dos cristãos de hoje, para muitos a volta de Jesus é algo muito remoto ou apenas uma doutrina, mas não uma realidade. Os sinais do fim dos tempos tem se manifestado claramente entre nós: Jesus foi o que mais deu pistas sobre este tempo do fim. Falsos cristos, rumores de guerras,terremotos, fome, pestes, multiplicação da iniqüidade, perseguição, esfriamento do amor a Deus, a pregação do Evangelho ao mundo, coisas espantosas, epidemias e a banalização da vida humana. Jl 2.1-11 – Tocar a trombeta em Sião significava: Avisar a igreja de todas as nações; tanto do bem quanto do mal, que são precedentes à volta do Senhor Jesus a esta terra. Será um dia de trevas. Não que Jesus voltará num cenário escuro literalmente, mas, de acordo com Ap 9, uma nuvem de gafanhotos, com aparência de cavalos e cavaleiros, cobrirão a terra nesta ocasião. Aqui pode ser que Joel estivesse relatando a força do exército chinês que de acordo com apocalipse ele terá um contingente de 200 milhões de soldados e partirão contra Jerusalém e o povo de Deus. Este exército usará o poder das três armas de destruição em massa: Química, biológica e nuclear. Por um instante confundimos esse exército com demônios, os quais estarão presentes neste tempo de destruição. Cavalos e cavaleiros na Bíblia são figuras de demônios que saem pela terra para causar a destruição do homem sem aliança com Deus. Ap 9.1-12 – Deus permite a soltura de muitos demônios que permaneceram aprisionados por milhares de anos, pois são de alto poder de destruição. Seu alvo:Homens que não receberam a marca de Deus vivo na fronte. Isso quer dizer que nunca receberam a mente de Cristo. vv. 6 – A morte – Neste tempo o desespero consiste no desconsolo em não ser capaz de morrer. Todos temem o perigo da morte, porém quando alguém conhece um perigo mais temível ainda, espera morrer. Vv. 4 – Quando nos deparamos com a promessa de imunidade ao dano, não podemos concluir de imediato que estes danos são físicos, pois no que tange ao verdadeiro prejuízo, o eterno, estamos imunes. Lc 21.34-36 – Haverá um escape para os que permanecerem na torre de vigília, os que não se embriagarem com as conseqüências da orgia, da embriagues e das preocupações deste mundo.

terça-feira, agosto 14, 2012

USP e PM definirão matriz curricular para policiais

Até o fim do ano, a Polícia Militar pretende definir, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), uma nova matriz curricular para os cursos de praças e oficiais. Esse currículo buscará criar condições para mudar a postura e a forma de agir dos novos policiais que forem treinados para a corporação seguindo as novas diretrizes do Comando-Geral, priorizando o serviço de proteção social da PM. A ideia do comandante-geral, Roberval Ferreira França, é receber a ajuda de núcleos de pesquisas da USP, como o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) e o Núcleo de Pesquisas de Políticas Públicas (NUPPS). A parceria com a USP já estava prevista no convênio assinado entre a corporação e a Reitoria da universidade para a vigilância do câmpus universitário da capital. Segundo o coronel Luiz Eduardo Pesce Arruda, diretor de Ensino e de Cultura da Polícia Militar, a corporação discute atualmente as competências e o perfil que pretende buscar entre aqueles que querem trabalhar na PM. Depois de definido o perfil, serão discutidas as disciplinas a serem ensinadas para conseguir formar o profissional com as características almejadas. "A ideia é formar esse policial mais voltado para a proteção social, capaz de lidar com a população. Um dos desafios, por exemplo, é ensinar esse policial a lidar com adolescentes, que não aceitam bem a autoridade. É preciso prepará-lo. O policial precisa saber o seu papel", diz Arruda. Novos turnos Além da reestruturação curricular, a reforma quer ainda mexer nos turnos policiais, para permitir um aumento do treinamento do efetivo. Atualmente, ao longo de um ano, o policial militar é treinado apenas durante uma semana. A mudança no turno do policial teria o objetivo de permitir que houvesse duas horas diárias de treinamento. Nos dias de hoje, para melhorar as ações policiais nas ruas, a PM criou o Método Giraldi de Tiro Defensivo e dezenas de Procedimentos Operacionais Padrão (POP), regras que indicam a forma de agir em inúmeras ocorrências policiais. O problema é que esses cursos e esses procedimentos não estão sendo usados nas ruas como o Comando espera. A falta de tempo para a realização de treinamento é apontada como uma das causas para esse problema. "O estágio, que hoje é feito na base de uma semana por ano, vai ser transformado em um programa permanente com duas horas por dia para atualização profissional", diz o comandante-geral. As mudanças nos turnos, contudo, segundo o coronel, vão ter o cuidado de manter as Operações Delegadas, os chamados bicos oficiais, que pagam salário extra aos PMs que trabalham nos dias de folga. "Já temos mais de 80 municípios pedindo as atividades delegadas, o que mostra que a operação é um sucesso e deve ser mantida", diz França. Alta na criminalidade O coronel evitou admitir que São Paulo vive uma escalada de violência - em junho, o Estado registrou aumento de 27% no número de homicídios, enquanto a capital teve aumento de 47% do mesmo crime. Segundo sua avaliação, os dados continuam apontando o Estado como um dos que têm as menores taxas de homicídio de jovens e mulheres no Brasil. "Houve um crescimento nas taxas de homicídio, mas esse crescimento não chega a assustar e podemos voltar a registrar uma tendência de diminuição se a PM trabalhar direito." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. Fonte: Clica Brasília

Convergência Digital - Cobertura Especial RioInfo 2012

Convergência Digital - Cobertura Especial RioInfo 2012

Rua Amauri cria vigilância antiarrastão

Associação de restaurantes instala câmeras inteligentes, com alerta para movimentação suspeita; V. Madalena quer sistema semelhante Uma equipe de vigilância 24 horas com homens uniformizados e à paisana, patrulhas com moto e Segway (patinete motorizado). Essas são as novas apostas de moradores e empresários da Rua Amauri, no Itaim-Bibi, zona sul, e da Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista, para combater arrastões a restaurantes e bares. As estratégias incluem, ainda, mais de cem câmeras de segurança com central de monitoramento. Um dos pacotes anticrime começou a funcionar na semana passada na Rua Amauri. Ali, há um sistema de câmeras inteligentes cuja programação permite que seja emitido um alerta em uma central quando é detectada alguma pessoa suspeita na calçada. O sistema "vê", por exemplo, quando a mesma moto passa mais de uma vez pela via em pouco tempo. Preocupados com as invasões de assaltantes aos estabelecimentos e roubos a residências, a Associação de Moradores e Empresários da Rua Amauri passou a fazer orçamentos com empresas de segurança e discutir qual seria a melhor solução para o local, que recebe 50 mil pessoas por mês. "O projeto é para os restaurantes e residências", afirma o presidente da entidade, Paulo Morais. Ele explica que as medidas foram preventivas, pois a rua não aparece nas estatísticas policiais como perigosa. Segundo Morais, um sistema de pânico foi instalado nas casas e estabelecimentos. Diante de uma tentativa de roubo, por exemplo, um botão é apertado e a empresa de segurança é comunicada na mesma hora para tomar providências. "No momento em que a população demonstra preocupação com o tema, surge uma forma de gestão de segurança que pode ser seguida por outros bairros", comenta. No papel. O presidente da Sociedade Amigos de Vila Madalena, Cássio Callazans, busca parceiros para implementar projeto semelhante. "O morador perdeu a liberdade. Tem muito assalto e arrastão por aqui", diz. Ele quer instalar um sistema com ao menos 150 câmeras fixas com zoom e colocar homens a pé vestindo camisetas com a inscrição "Angel". O projeto foi criado após consultas a especialistas da área de segurança. "Também queremos ter uma base de monitoramento com seis pessoas." Frequentadora do Itaim e da Vila Madalena, a supervisora de eventos Luciana Migliano diz que não deixa de sair de casa. "Se eu me sentir insegura, não farei mais nada na vida. O que faço é manter a atenção, levo na bolsa somente cartão de débito, chave de casa, um documento e celular, para não ter muito prejuízo. Não podemos virar reféns dos bandidos", diz. "Como moradora do Itaim, vou aos bares e restaurantes da região. Acho válido qualquer ferramenta que aumente a segurança dos moradores. Eu ando tranquilamente, me sinto segura, mas não deixo de estar atenta a tudo", afirma Gabriella Ramos, que trabalha com organização de eventos. Melhora. Já o diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Alberto Lyra, diz que após o reforço no patrulhamento da Polícia Militar e ações dos comerciantes para prevenir crimes, a situação melhorou na região. "Mas as ações precisam continuar", alerta. Fonte: O Estado de S. Paulo

Forum Brasileiro de Segurança Publica - SP

Segurança terá helicópteros e delegacias móveis Antes de deixar o tão esperado legado, as Olimpíadas vão receber uma herança e tanto da Copa de 2014. Num prazo de 90 dias, devem ser lançados cerca de 15 editais de licitação para a compra de equipamentos. Mais da metade de R$ 1,17 bilhão em investimentos previstos para a área de segurança vai para a aquisição de material que ficará, depois, para os Jogos de 2016. Os itens que serão comprados são os mais variados, e alguns nunca foram usados no Brasil, como imageadores aéreos para acoplar em helicópteros. Serão usados ainda delegacias móveis, ônibus adaptados para registrar flagrantes na hora e plataformas móveis de observação para policiais vigiarem tudo do alto. O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Valdinho Jacinto Caetano, explica que o planejamento também é focado no treinamento maciço de pessoal e em simulações. - As Olimpíadas de 2016 acontecem apenas dois anos depois da Copa, que será um teste monstruoso. É claro que vamos ter um planejamento específico para os Jogos, mas muita coisa já é investimento que vai ficar para o evento. Nós também estivemos em Londres e observamos que há pilares fundamentais, que são integração das forças, treinamento e simulação- diz o secretário. - As simulações são muito importantes, cruciais. Precisamos saber, por exemplo, como evacuar um estádio em caso de explosão de bomba ou, se o caso não for tão grave, como fazer a descontaminação da área de forma ágil e recuperar o local para que o evento prossiga. Tudo isso depende de muito treino. Ele afirma que o processo de pacificação do Rio deu mais tranquilidade para as equipes envolvidas no planejamento da segurança das Olimpíadas na cidade do Rio. - O que acontecia nas favelas do Rio há alguns anos era algo extraordinário, fora do normal, que o estado está enfrentando e ampliando. Com isso, vamos poder nos concentrar nas áreas dos eventos e de interesse dos Jogos - afirma o secretário que, junto com observadores, esteve em Londres para estudar o esquema de segurança adotado. De olho em londres O diretor de Segurança dos Jogos de 2016, Luiz Fernando Corrêa, também acredita que a Copa servirá de experiência para as Olimpíadas: - O conceito do que é segurança é universal. O que muda é como aplicar os princípios. Em Londres, pudemos observar, em tempo real, como foi controlado o acesso aos estádios e a circulação do público pela área dos Jogos. Luiz Fernando também reafirmou sua disposição de lançar mão de segurança particular nas arenas, tomando como base a regulamentação da atividade, cuja responsabilidade, inclusive de preparação das equipes, é da Polícia Federal. Ele disse, no entanto, que isso não quer dizer que esteja pensando em descartar a ação de tropas para pronto emprego. - Elas estarão a postos para intervir em caso de necessidade. Fonte: O Globo

Projeto da Polícia Civil é apresentado para delegados

O GEA um programa que oferece respostas rápidas A Polícia Judiciária Civil iniciou a implantação do projeto “Gea” para auxiliar na gestão e investigações das delegacias do Estado. O módulo administrativo foi apresentado nesta sexta-feira (10) aos delegados titulares das unidades policiais. O projeto Gea é um sistema que reúne um conjunto de módulos que visa a gestão, controle e rotinas administrativas e operacionais, ajudando no fornecimento de informações rápidas sobre efetivo, lotações, viaturas, móveis e relatórios paras titulares, além de outras ferramentas que ajudarão as unidades em pesquisas análise de vínculos de pessoas investigadas, como o IdSeg (software com recurso para coletar, integrar e armazenar dados), da Diretoria de Inteligência e o Guardião Web . O delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Anderson Garcia, disse que primeiro módulo, o administrativo, já está pronto e já está em desenvolvimento módulo operacional, para auxiliar nas investigações policiais. “O Gea sai do papel agora e começa a entrar na vida real da Polícia Civil. Esse é um mecanismo que irá facilitar a gestão para que possamos administrar e planejar”,declarou Garcia. Para o delegado geral, o projeto é de suma importância e possibilitará avanços na gestão. “A Polícia Civil dará um salto de qualidade muito grande. Esse módulo estará disponível às delegacias”, afirmou Anderson Garcia. O Gea foi desenvolvido pela fábrica de software da Academia da Polícia Judiciária Civil. O acesso ao sistema é autorizado, com senha individual aos operadores, que também ajudarão na alimentação e atualização dos dados.