ELE ESTÁ EM VOCÊ,
Ramo da segurança que cuida dos interesses ligados à empresas públicas ou privadas, no que tange à proteção de seus recursos humanos e materiais e deve estar em consonância com a missão e valores da empresa, devendo também respeitar os limites éticos e legais impostos nas regiões em que atuam. " Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." Salmos 127:1
quarta-feira, março 13, 2013
"Estamos a caminho de curar a cegueira"
Neurocientista brasileiro
desenvolve uma tecnologia que abre a possibilidade de recuperar a visão e a
audição em humanos
por Juliana
Tiraboschi
O neurocientista brasileiro Miguel
Nicolelis não se cansa de surpreender. Em 2011, fez um macaco controlar um braço
robótico apenas com o pensamento, feito inédito na história da ciência e que
entrou na lista das tecnologias que irão mudar o mundo, elaborada pelo Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Nesta semana, uma das ramificações da
revista britânica "Nature" publicou a nova e surpreendente pesquisa de
Nicolelis: ele e seus colegas Eric Thomson e Rafael Carra fizeram ratos "sentir"
a luz infravermelha, invisível para os mamíferos. Dessa forma, criaram um novo
sentido além dos cinco naturais: visão, audição, paladar, tato e olfato. Tão
importante quanto a descoberta são os novos caminhos abertos por ela. Fazer com
que uma parte do cérebro aprenda um novo sentido indica que é possível recuperar
capacidades perdidas, utilizando a mesma técnica. Para curar determinados tipos
de cegueira, bastaria religar os nervos ópticos em uma parte do córtex cerebral
que não estivesse avariada. O mesmo poderia ser feito com os demais
sentidos.
Professor de neurobiologia,
engenharia biomédica, psicologia e neurociência e codiretor do Centro de
Neuroengenharia da Universidade de Duke, nos EUA, e pesquisador do Instituto
Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (INN), Nicolelis fala
na entrevista a seguir sobre esse estudo e projetos como o Andar de Novo, que
engloba uma série de pesquisas relacionadas à ligação entre cérebro e máquina e
ao uso da atividade elétrica produzida pelos neurônios para controlar
dispositivos robóticos como braços e pernas artificiais. Por trás desse plano
está o grande sonho do cientista: fazer um tetraplégico brasileiro voltar a
andar com a ajuda de um exoesqueleto e dar o pontapé inicial na Copa de
2014.
Istoé -Nessa nova pesquisa, vocês
fizeram com que os ratos sentissem a luz infravermelha como uma informação
táctil?
Miguel Nicolelis - Exatamente. Por
isso dizemos que é como se eles "tocassem" a luz. Induzimos os animais a
reconhecer uma luz invisível como se fosse uma sensação do
tato.
Istoé -E os animais demoraram
quanto tempo para aprender esse novo sentido?
Miguel Nicolelis - Cerca de 30
dias. E nós notamos que os ratos mudaram seu comportamento. Eles começaram a
fazer gestos com a cabeça que se parecem com movimentos de morcego, "escaneando"
o ambiente em busca da luz. Eles estavam em uma sala escura, não enxergavam a
luz, mas, toda vez que chegavam próximo dela, sentiam mais a sua intensidade
táctil. Assim, percebemos que eles desenvolveram uma nova sensação e uma
estratégia para processar esse estímulo.
Istoé -Vocês esperavam esse
resultado ou foi uma surpresa?
Miguel Nicolelis - Foi
surpreendente. Primeiro pela rapidez com que aconteceu a mudança e depois pela
forma como o animal usa esse sentido de uma maneira eficiente. Os ratos passaram
de movimentos aleatórios em busca de comida a quase 100% de
acerto.
Istoé -Esse resultado mostra que o
cérebro pode ser bem mais plástico do que se imagina?
Miguel Nicolelis - Sim, sem
dúvida. Ninguém esperaria que um pedaço de córtex táctil fosse capaz de criar
uma codificação de uma luz invisível. Essa foi uma grande demonstração de que,
mesmo durante a fase adulta da vida, o cérebro é capaz de criar um novo modelo
interno do mundo exterior, mesmo que seja de um sinal que o corpo nunca
experimentou.
Istoé -E esse novo modelo seria um
novo sentido?
Miguel Nicolelis - Isso mesmo. Não
temos um nome para isso, mas é como se tivéssemos criado uma mistura de visão e
tato, parecido com um fenômeno raro chamado sinestesia. Ele acontece com pessoas
que ouvem um tipo de som e enxergam determinadas cores, uma mistura de duas
modalidades de sentido.
Istoé -E vocês pretendem dar
continuidade a essa pesquisa?
Miguel Nicolelis - Sim, já temos
um macaco que consegue sentir luz infravermelha. Podíamos ter testado qualquer
outro tipo de onda eletromagnética: de rádio, raio X ou magnética propriamente
dita. Escolhemos a infravermelha porque ela não interfere com os registros
cerebrais. Agora estamos pensando em iniciar testes com ondas de
rádio.
Istoé -O sr. acha que essa técnica
poderá ser aplicada na criação de novos sentidos em humanos?
Miguel Nicolelis - Acho que sim.
Com os métodos não invasivos para estimular o cérebro que estão começando a
aparecer, é possível. Imagine poder aumentar os canais sensoriais dos seres
humanos. Iria ampliar bastante nossa capacidade de ver o mundo. Imagine poder
ter visão de raio X, sentir ondas de rádio, infravermelhas, campo magnético.
Teríamos uma capacidade de interpretar o mundo além dos limites do
corpo.
Istoé -Como a aplicação dessa
técnica pode ajudar na recuperação de visão e audição em pessoas cegas e surdas?
Há um potencial de cura dessas deficiências?
Miguel Nicolelis - Em pessoas que
tiveram lesões no córtex e ficaram cegas, por exemplo, sim, seria possível
reverter o quadro, porque você pode usar o córtex para outras coisas. Em teoria,
poderíamos tratar qualquer déficit sensorial com esse tipo de abordagem. É outra
linha de pesquisa que vai se abrir.
Istoé -O sr. acha que a ciência
está próxima disso?
Miguel Nicolelis - Esses trabalhos
começam a colocá-la próxima disso. É uma outra porta que ninguém tinha pensado
em usar até esse momento. Ainda não dá para estimar quão próximos estamos da
cura da cegueira ou da surdez por meio dessa técnica, mas as coisas estão
acontecendo muito rapidamente. E é um incentivo muito grande para os
pesquisadores saber que um pedaço de córtex não visual pode ser usado para se
transformar nesse estímulo. Agora temos outra alternativa de
pesquisa.
Istoé -Em que estágio está o
projeto Andar de Novo?
Miguel Nicolelis - Estamos
trabalhando dia e noite, aqui na Universidade de Duke, no Instituto de
Neurociências em Natal (RN) e na Universidade Técnica de Munique. Recebemos
pedidos de adesão de diversas instituições do Brasil e do resto do mundo que
querem colaborar. Agora estamos combinando todos os registros cerebrais que
criamos e construindo o exoesqueleto. Já temos um protótipo para macacos, vamos
testá-lo nos próximos quatro meses. O plano é simular uma lesão medular no
animal com uma anestesia que fará com que ele fique paralisado da cintura para
baixo por seis horas para testar o equipamento.
Istoé -Está mantido seu plano de
levar um tetraplégico a dar o pontapé inicial na Copa de 2014?
Miguel Nicolelis - Sim,
cientificamente estamos em dia com a pesquisa. Estamos começando o processo de
selecionar pacientes no Brasil e montar a equipe clínica. O projeto já é
conhecido no mundo inteiro. Para a área de neurociências é como ir para a Lua,
como um pouso em Marte.
Istoé -E como anda o projeto da
Cidade do Cérebro, que vai abrigar o Instituto de Neurociências e uma escola de
ciências?
Miguel Nicolelis - Estamos
esperando a Universidade Federal do Rio Grande do Norte cumprir a promessa de
terminar o campus no prazo. O projeto está atrasado em vários anos. É uma obra
muito grande. A parte de alvenaria dos dois prédios está pronta, agora faltam as
obras de infraestrutura. Esperamos que eles sejam entregues no ano que vem para
podermos iniciar a nossa escola em período integral para três mil alunos e levar
o Instituto de Neurociências para lá. Gostaríamos de inaugurá-lo antes da
Copa.
Istoé -Como vai funcionar essa
escola?
Miguel Nicolelis - Será a primeira
instituição de ensino que vai começar no pré-natal da mãe. Nós já temos um
programa de pré-natal há cinco anos na cidade de Macaíba (RN), onde a
mortalidade materna era de 90 óbitos a cada 100 mil partos. Estamos avaliando os
números, mas reduzimos dramaticamente esse índice, e nosso trabalho virou
referência para o Ministério da Saúde. Essas são as mães dos nossos futuros
alunos. A fase crucial de formação do cérebro é no período pré-natal. Ao longo
desses anos fomos introduzindo técnicas para que os bebês nasçam com seu
potencial neurobiológico intacto. Quando a escola abrir, essas crianças terão um
período de currículo oficial e um dedicado à educação científica. Isso
acontecerá desde o berçário até o final do ensino médio.
Istoé -Há três anos o sr. deu uma
entrevista criticando a falta de incentivo oficial a esses projetos. A situação
continua a mesma?
Miguel Nicolelis - Continua muito
parecida. O governo do Rio Grande do Norte não dá muita relevância para esse
tipo de investimento em educação científica. Mas já nos conformamos com isso, e
os recursos do governo federal estão sendo suficientes.
Istoé -Em 2011, o sr. rompeu com o
cofundador do Instituto de Neurociências Sidarta Ribeiro, que deixou o projeto
junto com outros pesquisadores da UFRN. Como está a situação
hoje?
Miguel Nicolelis - O que aconteceu
é que essas dez pessoas que saíram do INN não aceitavam as normas impostas pelo
instituto e pelo governo federal. Em qualquer lugar, você tem que seguir regras.
Por exemplo, você tem que esperar o fabricante vir instalar um equipamento – se
abrir antes, perde a garantia –, tem que aprovar protocolos, as pessoas que
acessam o instituto têm de ser identificadas e existem questões de segurança em
relação à propriedade intelectual.
Istoé -Uma das reclamações do
grupo que se desligou girava em torno da dificuldade de acesso de pessoal da
UFRN ao instituto.
Miguel Nicolelis - Imagina... Eles
tinham uma lista de 90 nomes que nunca se materializou. A média de presença de
gente da universidade era de apenas 12 pessoas por dia. Quando percebemos que o
conceito deles não batia com o nosso, para nós foi muito tranquilo que eles
saíssem. Ficamos surpresos com o estardalhaço que isso gerou. E agora, quase
dois anos depois, todas as reivindicações que eles fizeram, como a retirada de
equipamentos, foram negadas pelas agências reguladoras. A atitude deles
demonstrou imaturidade e falta de seriedade. Essas coisas acontecem em todo
lugar e não viram notícia de jornal.
Justiça sentencia colegas de trabalho por assédio moral contra empregado
Por: Sabrina Alves
Casos de assédio moral estão sendo
cada vez mais julgados pelo Tribunal de Justiça do Trabalho (TRT), e a 3ª Vara
de Uberaba, através do juiz Flávio Vilson da Silva Barbosa julgou mais um caso
de exposição de trabalhadores em situações humilhantes e
constrangedoras.
O caso, de acordo com TRT, o
denunciante vinha passando por repetidas situações ofensivas e se expondo a
repetidas e exaustivas jornadas de trabalho. Ainda de acordo com o TRT, “nos
tempos atuais, a tolerância da empresa a práticas que desestabilizem
emocionalmente o empregado é o quanto basta para caracterizar omissão do poder
diretivo e, consequentemente, a prática de ato ilícito que leva ao dever de
reparar o dano moral causado”.
Na situação julgada em Uberaba,
mediante provas orais, foi constatada que colegas de trabalho chamavam o
recorrente de “mostro e doidão”, e ainda conforme as declarações de testemunhas,
os fatos se vinham por conta de alguns exames que o reclamante vinha fazendo
para a cabeça.
Por conta disso, o magistrada
entendeu que o empregado sofria e por isso compensação do dano moral sofrido.
Conforme a sentença, o juiz levou em conta para decretar a penalidade final
confições financeiras das partes, bem como caráter pedagógico, fixada em 15 mil
reais. Porém a condenação foi mantida pelo Tribunal amenizando o valor da
indenização para R$ 5 mil.
'Bolsa-academia' contra obesidade
Para reduzir sobrepeso, que
atinge 13,8% dos jovens mineiros, estado inicia em abril programa que prevê
repassar a academias R$ 50 mensais por aluno. Objetivo é atender 14 mil
pessoas
Patricia Giudice
Patricia Giudice
Diante de números que apontam
crescimento do sobrepeso entre adolescentes, surge em Minas Gerais uma espécie
de "bolsa-academia". A partir de abril, jovens de 10 a 19 anos que estiverem
acima do peso e sendo atendidos pelo Programa Saúde da Família poderão ter a
atividade física custeada pelo governo. Para ter uma dimensão do problema, dados
da Secretaria de Estado de Saúde mostram que, em 2010, 13,8% dos mineiros nessa
faixa etária tinham o Índice de Massa Corporal (IMC) acima do recomendado. Em
2012, eram 15,1%. No Brasil, de acordo com o último Vigitel – pesquisa do
Ministério da Saúde feita por inquérito telefônico –, 21,7% dos meninos e 19%
das meninas estavam acima do peso em 2008/2009.
Desde o início do ano, prefeituras
e academias estão sendo cadastradas para acolher os novos alunos no projeto
Geração Saúde, desenvolvido pelas secretarias de estado de Esportes e de Saúde.
A mensalidade será de R$ 50, paga pelo estado. Um total de 78 academias já se
inscreveram no estado. Para ser beneficiado, o jovem precisa comparecer no
mínimo três vezes por semana à academia e a presença será confirmada por meio de
biometria.
A ideia é que ele seja avaliado
constantemente e obtenha resultados positivos ao final de 18 meses.
Inicialmente, são 14 mil vagas para este ano, gasto estimado em R$ 10 milhões.
Eles poderão fazer qualquer atividade oferecida pela academia a partir de
avaliação do educador físico, ou seja, além de musculação, terão acesso a
atividades como spinning, hidroginástica, natação e jump, entre
outras.
Interessado em atender a região
onde está a L&F Academia, no Bairro Novo Riacho, em Contagem, na Grande BH,
o preparador físico, professor e sócio-proprietário Fabrício Santos Araújo fez o
cadastro do estabelecimento, mas não sabe se poderá participar. Segundo ele, o
PSF não abrange todas as famílias que estão na região e, por isso, pode ser que
não atenda o público do projeto. "A nossa expectativa é receber entre 50 e 80
alunos a mais", afirmou.
EXPECTATIVA Ainda assim, os
profissionais da academia pensam em atendimentos diferenciados para os
adolescentes. Além do programa individualizado para a prática de atividades
físicas, eles planejam formar grupos de ginástica coletiva. A mensalidade
cobrada na L&F está em torno de R$ 70, dependendo das modalidades e
frequência, e atende uma média de 300 alunos por ano.
Já Gleiciene Lúcia Marques,
proprietária da Atenas Academia Hidrofitness, no Bairro Céu Azul, Região da
Pampulha, em Belo Horizonte, contou que soube do projeto por meio do Conselho
Regional de Educação Física. Ela se cadastrou e montou uma nova unidade da
academia no ano passado para receber os novos alunos. Mas a estrutura montada
ainda não foi usada e ela ficou desanimada. "Providenciei a documentação, mas
não foi de interesse da prefeitura na época. Agora, estamos esperando para ver
se o projeto vai para a frente, mas perdi um pouco o interesse", afirmou. A
expectativa era de captar mais 100 alunos em uma região que, segundo ela, tem
muita demanda.
Combate ao
sedentarismo
De acordo com o subsecretário de
Esportes, Adenilson Souza, o projeto Geração Saúde surgiu da necessidade de
fazer os jovens serem mais ativos, tirá-los do sedentarismo, diminuir os índices
de obesidade e ainda prevenir que eles tenham tantas doenças crônicas no futuro.
Antes, o incentivo estava focado no projeto Saúde na Praça, em que eram montadas
academias ao ar livre para os jovens se exercitarem.
Mas, em 2011, segundo ele, a
secretaria identificou que os adolescentes não aderiam ao espaço, que tinha um
tempo limitado de uso. "E começamos a pensar formas de levar o jovem para onde
tem mais profissionais de educação física trabalhando, onde ele possa ter acesso
a atividades aeróbicas diversas, até chegarmos à proposta atual", explicou. Além
de ir à academia, o jovem deve participar também de atividades com psicólogos e
nutricionistas. Se não tiver 75% da frequência, ele será reavaliado e pode
perder a vaga.
A diretora de Promoção à saúde em
agravos não transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde, Daniela Souza Lima
Campos, diz que, além do sobrepeso, a intenção é trabalhar outros fatores de
risco que aparecem tipicamente na adolescência, como tabagismo e álcool. No
total, 291.331 adolescentes são acompanhados nos postos de saúde do
estado.
PALAVRA DE
ESPECIALISTA:
ALINE CRISTINE SOUZA LOPES,
professora do departamento de nutrição da UFMG
"Essa é uma idade
esquecida"
"O principal desafio é fazer com
que os pais levem esses adolescentes aos centros de saúde para que o excesso de
peso seja diagnosticado e que o acompanhamento continue após a infância. Essa é
uma idade esquecida. A pediatra é uma especialidade difundida, mas poucos
recorrem ao hebiatra, que é importante porque tem formação mais ampla, como em
sexualidade. Acho que toda iniciativa é válida e vejo o projeto (Geração Saúde)
como de cunho emergencial diante do quadro que estamos vivendo, mas a escola
deve ser o caminho para incentivar a alimentação saudável e a atividade física.
A educação física, por exemplo, hoje é negligenciada, não tem mais objetivo,
rigor, ocorre uma vez por semana, sendo que a necessidade é praticar exercícios
pelo menos três vezes por semana."
Vítima de assédio moral será indenizada em R$ 20 mil
Uma empregada da
Ricardo Eletro - empresa varejista de eletrodomésticos - receberá R$ 20 mil por
ter sido vítima de assédio moral praticado por suas superiores hierárquicas.
Na ação proposta, a auxiliar administrativa afirmou ter sido perseguida na empresa em que trabalhou por quase dois anos. Explicou que, durante o vínculo, sofreu exagerada cobrança profissional, com jornadas extenuantes. Afirmou, também, que diariamente era humilhada, principalmente por suas duas superiores, que a chamavam de "jumenta" e "burra", além de ser xingada com palavrões e expressões de baixo calão. Ao ouvir as testemunhas, o juiz de primeira instância se convenceu da veracidade das acusações, ante a consistência das declarações feitas por três empregadas da mesma empresa. De acordo com os depoimentos, afirmou o magistrado, uma delas afirmou que "já presenciou a Sra. Joelma chamando a reclamante de "burra", "retardada", sendo que o adjetivo "'incompetente" era o mais leve que Sra. Joelma proferia". Segundo essa mesma testemunha, a outra supervisora se referia a todas as empregadas como "porcas" e usava outras expressões de baixo calão.
A sentença foi
confirmada nos tribunais superiores, que mantiveram, inclusive, o valor da
indenização.
Com informações
do Tribunal Superior do Trabalho.
Ônus da
prova
Empregador deve provar que não
houve assédio moral
Por Jomar Martins A dificuldade de provar que o assédio moral causou danos à saúde do trabalhador, justamente por se tratar de uma conduta que não se apresenta de forma clara, é motivo para que o ônus da prova seja invertido — desde que as alegações sejam verdadeiras, conforme o artigo 6º, inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor. Com este entendimento majoritário, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul reformou sentença para reconhecer dano moral sofrido por uma copeira que trabalhou no Hospital Regina, de Novo Hamburgo (RS). Para conceder os R$ 5 mil de reparação moral, o colegiado considerou que a copeira foi ridicularizada num momento em que retornara da licença para tratamento de depressão. Apesar disso, a turma também considerou que a testemunha indicada pelo empregador não presenciou as situações de abuso que pesam contra a chefe. Os desembargadores entenderam que a situação trazida aos autos extrapolou o razoável, ofendendo diretamente os direitos de personalidade do indivíduo. Estes são assegurados nos artigos 1º, inciso III, 3º, inciso IV; e 5º, inciso X, da Constituição; na Convenção nº 111, da Organização Internacional do Trabalho; no artigo 11 e seguintes do atual Código Civil; e na Lei 9.029/95. Ônus da prova O relator do recurso, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, afirmou no acórdão que o assédio é uma conduta negativa que não pode ser descrita por um só ato, já que assume formas inimagináveis. ‘‘A agressão não é aberta, não é direta; é sub-reptícia. Às vezes, consiste em um simples olhar carregado de ódio ou de desprezo. Suspiros, dar de ombros, demonstrando indiferença para com aquilo que a vítima diz ou faz’’, citou. Diante disso, o relator afirmou que competia ao empregador provar a inexistência do assédio, numa aplicação supletiva do artigo 6º, inciso VIII, do Código de de Defesa do Consumidor. Esta diretiva do ônus da prova, segundo ele, tende a sofrer significativa mudança, já que a União Europeia firmou acordo entre os seus membros aprovando a inversão na hipótese de assédio sexual. ‘‘Na mesma direção trilhou o legislador francês, na lei que coíbe o assédio moral no trabalho. Admite-se a inversão do ônus da prova, revertendo para o agressor o encargo de provar a inexistência do assédio, na medida em que o autor da ação já tenha apresentado elementos suficientes para permitir a presunção de veracidade dos fatos narrados na petição inicia’’, encerrou. O acórdão é do dia 7 de fevereiro. O caso Na ação, a copeira afirma que durante o período em que trabalhou no hospital — de novembro de 2008 a fevereiro de 2012 — submetida a humilhações, pressão exacerbada e constrangimento por parte de sua chefe. O objetivo, segundo a autora, seria desestabilizá-la no ambiente de trabalho para forçá-la a pedir dispensa. A funcionária afirmou ainda que chegou a sofrer ameaça de demissão em função de três faltas não-justificadas e que usufruiu de benefício previdenciário para tratamento de depressão. Na reclamatória trabalhista, com reconhecimento de rescisão indireta do contrato de trabalho, pediu o pagamento das verbas rescisórias de praxe e indenização de 10 salários-mínimos, a título de danos morais.
No juízo de
primeira instância, o juiz Volnei de Oliveira Mayer, da 3ª Vara do Trabalho de
Novo Hamburgo, afirmou na sentença que a comprovação de dano moral independe de
produção de prova específica. ‘‘Seria uma demasia, algo até impossível, exigir
que a vítima comprove a dor, a tristeza ou a humilhação através de depoimentos,
documentos ou perícia’’, escreveu.
Entretanto, o juiz considerou que, para que ocorra o direito à indenização por danos morais, é preciso provar o fato delituoso, o nexo de causalidade e a culpa do empregador — o que não foi feito pela autora da ação. ‘‘Não vislumbro, no presente caso, tenha a reclamante sofrido pressão de seus superiores hierárquicos no intuito de forçá-la a pedir demissão, de modo a lhe causar abalo moral e situações constrangedoras em face da cobrança por parte da chefe, capaz de ensejar a indenização por dano moral.’’ |
Arquivo mostra elo entre comércio de escravos e riqueza de ingleses
Pesquisa
disponibiliza documentos inéditos com valores e nomes de donos de escravos que
foram beneficiados com indenizações públicas após a
abolição
Por Maurício
Hashizume
Além do retorno
financeiro obtido pelo próprio negócio da escravidão transatlântica (que
funcionava de modo bastante similar ao de uma bolsa de valores dos dias de
hoje), “investidores” privados da venda de pessoas ainda foram recompensados com grandiosas
indenizações do governo inglês quando da abolição
legal.
Dados tornados
públicos a partir desta quarta-feira (27/02) em um arquivo na internet disponível para
consulta revelam que quantias equivalentes a bilhões de libras
esterlinas foram transferidas dos cofres públicos para “empreendedores”
escravagistas, ou seja, muitas das fortunas de hoje estão diretamente ligadas à
abolição da escravidão.
Base de dados está disponível para
consulta no endereço http://www.ucl.ac.uk/lbs/
(Foto: Reprodução)
Pelos cálculos
dos responsáveis pela pesquisa – centralizada na University College, de Londres
–, nada menos que um quinto da riqueza dos britânicos da Era Vitoriana guardava
relação com a escravidão. Entre os beneficiados, encontram-se, por exemplo,
parentes do atual primeiro-ministro inglês, David Cameron, do Partido
Conservador, assim como familiares do escritor George Orwell.
“Ao focalizar
os proprietários de escravos, o nosso objetivo não é ‘nomear para envergonhar’
['naming and shaming', na expressão em inglês]. Buscamos desfazer o
esquecimento: a ‘re-relembrar’, como diz Toni Morrison, reconhecer as formas
pelas quais os frutos da escravidão fazem parte da nossa história coletiva –
incorporado em nosso país, nas casas de nossas cidades, nas instituições
filantrópicas, nas coleções de arte , nos bancos comerciais e nas pessoas
jurídicas, nas estradas de ferro, e nas formas que continuamos a pensar sobre
raça”, explica Catherine Hall, pesquisadora-chefe da iniciativa, em artigo
publicado no diário inglês The
Guardian. “Proprietários de escravos se envolveram ativamente na
reconfiguração decorrida após a escravidão, popularizando novas legitimações
para a desigualdade que permanecem até hoje como parte do legado do passado
colonial da Grã-Bretanha”, emenda.
O arquivo reúne
46 mil pedidos de “indenização” encaminhados por ex-donos de escravos ao governo
britânico. São registros detalhados que, conforme descreve Catherine, “foram
mantidos longe de todos aqueles que reivindicavam compensações” e que nunca
tinham sido sistematicamente estudados antes. De acordo com ela, os documentos
consistem em uma “nova luz” para se entender “como o negócio da escravidão
contribuiu de forma significativa para a Grã-Bretanha tornar-se a primeira nação
industrial”. O esforço de pesquisa vai de encontro, segundo a historiadora, ao
desejo de homens e mulheres que almejavam que suas identidades como
proprietários de escravos fossem esquecidas.
A exposição das
entranhas políticas, econômicas e culturais da escravidão antiga se dá no mesmo
contexto em que se fortalece um movimento nos países do Caribe (com Barbados à
frente) que reivindica, junto aos governos das nações colonizadoras, formas de
compensação pelos profundos danos causados pela exploração do comércio
transatlântico de vidas humanas ao conjunto de ex-colonizados. Para a
responsável pela pesquisa, o trabalho, que dá contornos mais palpáveis à dívida
da “moderna” Grã-Bretanha com a escravidão “antiga”, tem o objetivo de
contribuir “para uma compreensão mais rica e mais honesta das histórias
conectadas do império”.
Marcação a ferro, prática
recorrente nas antigas formas de escravidão (Foto: Reprodução)
terça-feira, março 12, 2013
Não Foi Acidente 2
Um braço arrancado é mais do que apenas um braço arrancado
Por Leonardo Sakamoto
São Paulo é uma não-cidade.
Não pelo atropelamento na avenida Paulista de um jovem, morador do Jardim Pantanal, bairro pobre do extremo Leste da capital, que costumava ir para o trabalho de bicicleta....Expandir esta postagem »
Por Leonardo Sakamoto
São Paulo é uma não-cidade.
Não pelo atropelamento na avenida Paulista de um jovem, morador do Jardim Pantanal, bairro pobre do extremo Leste da capital, que costumava ir para o trabalho de bicicleta....Expandir esta postagem »
Um braço arrancado é mais do que apenas um braço arrancado
Por Leonardo Sakamoto
São Paulo é uma não-cidade.
Não pelo atropelamento na avenida Paulista de um jovem, morador do Jardim Pantanal, bairro pobre do extremo Leste da capital, que costumava ir para o trabalho de bicicleta.
Não por outro jovem que saiu de uma balada no Itaim Bibi, bairro rico da cidade, dirigindo seu carro bonito, após ter ingerido álcool, na madrugada.
Não por uma alegação de que houve fuga sem que fosse prestado socorro por medo de linchamento.
Não pelo motorista ter arrancado o braço do ciclista na batida e, ao descobrir o membro em seu automóvel quilômetros depois, tê-lo arremessado em um córrego fétido ao invés de devolver para um reimplante.
Não, por nada disso.
Pois li e reli todas as notícias produzidas sobre o caso e percebi, de forma melancólica, que essa sequência de fatos bizarros, sem razão nenhuma de ser, fazem muito sentido para mim, que sou morador da maior cidade do país. De uma forma ou de outra, já ouvi essa história antes, com pequenas variações e tenho certeza que meus colegas a relataram outras tantas, com outros nomes. Às vezes é um braço que se vai preso a um carro, às vezes é uma vida inteira lançada ao esgoto.
Mas isso não deve fazer sentido para milhões de outras pessoas, moradoras de milhares de outras cidades no país. Não, não estou dizendo que São Paulo é mais violenta. Mas em São Paulo, apesar da indignação, o surreal e o insano fazem todo o sentido. Nós os banalizamos.
E ajudamos a construir uma cidade, que não faz sentido, por nossa ação ou omissão.
Podemos tentar fazer diferente?
Num passe de mágica, o braço emergiu do córrego e voou para as mãos de Alex, que entrou em seu carro e, rapidamente, chegou à avenida Paulista onde David o esperava deitado no chão. Ao chegar, o braço retornou de pronto ao seu lugar e a bicicleta prateada se desamassou. Alex voltou para o carro a tempo de chegar antes do fim da balada. Passou uma noite alegre, bebendo com os amigos. Quando o barman deixou cair o copo no chão, fazendo com que o tempo voltasse a correr para frente, chegou para um camarada e pediu para colocá-lo num táxi. Em casa, caiu em sono profundo, como há muito tempo não fazia, e sonhou com o futuro.
Queria que as coisas fossem tão fáceis quanto uma inversão de texto.
E que a responsabilidade pelo acontecido, no fundo, fosse só dele.
“Meu filho disse que, mesmo sem o braço, tem a impressão de que ainda pode mexê-lo.”
E que essa história saísse da minha cabeça e me deixasse dormir.
Amigos, vamos assinar: http://naofoiacidente.org/blog/assine-a-peticao/
Por Leonardo Sakamoto
São Paulo é uma não-cidade.
Não pelo atropelamento na avenida Paulista de um jovem, morador do Jardim Pantanal, bairro pobre do extremo Leste da capital, que costumava ir para o trabalho de bicicleta.
Não por outro jovem que saiu de uma balada no Itaim Bibi, bairro rico da cidade, dirigindo seu carro bonito, após ter ingerido álcool, na madrugada.
Não por uma alegação de que houve fuga sem que fosse prestado socorro por medo de linchamento.
Não pelo motorista ter arrancado o braço do ciclista na batida e, ao descobrir o membro em seu automóvel quilômetros depois, tê-lo arremessado em um córrego fétido ao invés de devolver para um reimplante.
Não, por nada disso.
Pois li e reli todas as notícias produzidas sobre o caso e percebi, de forma melancólica, que essa sequência de fatos bizarros, sem razão nenhuma de ser, fazem muito sentido para mim, que sou morador da maior cidade do país. De uma forma ou de outra, já ouvi essa história antes, com pequenas variações e tenho certeza que meus colegas a relataram outras tantas, com outros nomes. Às vezes é um braço que se vai preso a um carro, às vezes é uma vida inteira lançada ao esgoto.
Mas isso não deve fazer sentido para milhões de outras pessoas, moradoras de milhares de outras cidades no país. Não, não estou dizendo que São Paulo é mais violenta. Mas em São Paulo, apesar da indignação, o surreal e o insano fazem todo o sentido. Nós os banalizamos.
E ajudamos a construir uma cidade, que não faz sentido, por nossa ação ou omissão.
Podemos tentar fazer diferente?
Num passe de mágica, o braço emergiu do córrego e voou para as mãos de Alex, que entrou em seu carro e, rapidamente, chegou à avenida Paulista onde David o esperava deitado no chão. Ao chegar, o braço retornou de pronto ao seu lugar e a bicicleta prateada se desamassou. Alex voltou para o carro a tempo de chegar antes do fim da balada. Passou uma noite alegre, bebendo com os amigos. Quando o barman deixou cair o copo no chão, fazendo com que o tempo voltasse a correr para frente, chegou para um camarada e pediu para colocá-lo num táxi. Em casa, caiu em sono profundo, como há muito tempo não fazia, e sonhou com o futuro.
Queria que as coisas fossem tão fáceis quanto uma inversão de texto.
E que a responsabilidade pelo acontecido, no fundo, fosse só dele.
“Meu filho disse que, mesmo sem o braço, tem a impressão de que ainda pode mexê-lo.”
E que essa história saísse da minha cabeça e me deixasse dormir.
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Não Foi Acidente
Veja a íntegra da declaração da médica Rachel Baptista, da equipe do Hospital das Clínicas:
“Quero manifestar a minha indignação quanto a atitude desse monstro que atropelou o ciclista na avenida paulista e que inviabilizou a chance desse menino de 21anos de tentar recuperar o braço. A nossa equipe: Dr Guilherme Barreiro, Dra Rachel Baptista, Dr Kiril Kasai, Dr Daniel dos Anjos sente muito por essa ...Expandir esta postagem »
“Quero manifestar a minha indignação quanto a atitude desse monstro que atropelou o ciclista na avenida paulista e que inviabilizou a chance desse menino de 21anos de tentar recuperar o braço. A nossa equipe: Dr Guilherme Barreiro, Dra Rachel Baptista, Dr Kiril Kasai, Dr Daniel dos Anjos sente muito por essa ...Expandir esta postagem »
Veja a íntegra da declaração da médica Rachel Baptista, da equipe do Hospital das Clínicas:
“Quero manifestar a minha indignação quanto a atitude desse monstro que atropelou o ciclista na avenida paulista e que inviabilizou a chance desse menino de 21anos de tentar recuperar o braço. A nossa equipe: Dr Guilherme Barreiro, Dra Rachel Baptista, Dr Kiril Kasai, Dr Daniel dos Anjos sente muito por essa desgraça. Estávamos prontos para tentar o reimplante e infelizmente a policia juntamente com os bombeiros não conseguiram encontrar o braço no rio. O tempo de tentativa já se foi e nos restou somente a opção de limpar e suturar a ferida. O paciente esta estável e foi terminada a cirurgia.
Sou totalmente a favor da lei seca e de tolerância zero. Não há como ter brechas permitindo pessoas totalmente irresponsáveis dirigirem nestas condições. Tem que haver justiça neste pais.
Sinto muito, mas chegamos ao nosso limite. Sinto pela família e pelo paciente.
Espero que vcs divulguem e busquem mobilizar o governo para ter uma atitude incisiva na aplicação das leis e na punição dos responsáveis”
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“Quero manifestar a minha indignação quanto a atitude desse monstro que atropelou o ciclista na avenida paulista e que inviabilizou a chance desse menino de 21anos de tentar recuperar o braço. A nossa equipe: Dr Guilherme Barreiro, Dra Rachel Baptista, Dr Kiril Kasai, Dr Daniel dos Anjos sente muito por essa desgraça. Estávamos prontos para tentar o reimplante e infelizmente a policia juntamente com os bombeiros não conseguiram encontrar o braço no rio. O tempo de tentativa já se foi e nos restou somente a opção de limpar e suturar a ferida. O paciente esta estável e foi terminada a cirurgia.
Sou totalmente a favor da lei seca e de tolerância zero. Não há como ter brechas permitindo pessoas totalmente irresponsáveis dirigirem nestas condições. Tem que haver justiça neste pais.
Sinto muito, mas chegamos ao nosso limite. Sinto pela família e pelo paciente.
Espero que vcs divulguem e busquem mobilizar o governo para ter uma atitude incisiva na aplicação das leis e na punição dos responsáveis”
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COMO SOBREVIVER A UM ATAQUE CARDÍACO QUANDO SOZINHO
Como muitas pessoas estão sozinhas quando sofrem um ataque cardíaco, sem ajuda, a pessoa cujo coração está batendo indevidamente e que começa a se sentir fraco, tem apenas cerca de 10 segundos antes de perder a consciência.
No entanto, essas vítimas podem ajudar a si mesmos tossindo repetidamente e vigorosamente. Uma respiração profunda deve ser efetuada antes de cada tosse, e a tosse deve ser profunda e vigorosa, prolongada como se produzida no interior do tórax.
A respiração e a tosse devem ser repetidas a cada dois segundos, sem parar, até que a ajuda chegue, ou até que sinta que o coração está batendo normalmente.
Respirações profundas obtém oxigênio para os pulmões e os movimentos de tosse pressionam o coração e mantém o sangue circulante. A pressão de compressão sobre o coração também ajuda a recuperar o ritmo normal. Desta forma, vítimas de ataque cardíaco podem chegar a um hospital. Diga a muitas outras pessoas sobre isso. Isso pode salvar suas vidas!
Um cardiologista diz que se todos que receberem este e-mail enviarem para 10 pessoas, você pode apostar que nós vamos salvar pelo menos uma vida.
Por: Cida Freitas
A Calme-se
"Mesmo sem entender
Que você apenas possa crer
Porque a todo o momento, Deus está cuidando de você
E acredite: Ele tem o melhor para te oferecer
Ei, não fique triste não
Pois o Senhor sabe de todos os desejos do seu coração
Na hora certa, muito mais do que você imagina, Ele irá realizar
Mas deixe Ele trabalhar. Ele sabe o que faz. Você precisa apenas confiar
Ele nunca desamparou ninguém
Tenha a certeza que tudo que você esta passando, coopera para o seu bem
Portanto siga em frente, com a certeza que o melhor ainda está por vir
Deus te ama e grandes coisas Ele tem reservado para ti"
Que você apenas possa crer
Porque a todo o momento, Deus está cuidando de você
E acredite: Ele tem o melhor para te oferecer
Ei, não fique triste não
Pois o Senhor sabe de todos os desejos do seu coração
Na hora certa, muito mais do que você imagina, Ele irá realizar
Mas deixe Ele trabalhar. Ele sabe o que faz. Você precisa apenas confiar
Ele nunca desamparou ninguém
Tenha a certeza que tudo que você esta passando, coopera para o seu bem
Portanto siga em frente, com a certeza que o melhor ainda está por vir
Deus te ama e grandes coisas Ele tem reservado para ti"
segunda-feira, março 11, 2013
Até Juscelino ficaria orgulhoso !
Eco tecnológico, JK 1600 está preparado para iniciar as operações - com conforto aos usuários e economia na manutenção
Por Eduardo Honda e Érica Marcondes

A fachada do edifício é em pele de vidro laminado instalado por meio de esquadria de alumínio sistema unitizado, com aplicação de granito Branco Ceará e vidro laminado tipo Low-e, que oferece luminosidade com características termoacústicas. A solução proporciona economia no uso do ar condicionado, somando pontos para o selo de certificação LEED, conquistado pelo JK 1600 na categoria NC (Nova Construção) nível Ouro.
Operação verde
Por Eduardo Honda e Érica Marcondes

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Atrium na cobertura: paisagismo, entrada de luz natural, acesso a vestiários e refeitório, além de espaço para geradores; além de vagas para ciclistas e fachada ventilada. Abaixo à esq.: fachada ventilada |
Uma nova edificação comercial está pronta para estrear no mercado imobiliário de São Paulo. É o JK 1600, incorporação da Etoile em parceria com a Grifo Empreendimentos e a VR Empreendimentos, que encomendaram a construção da HOCHTIEF do Brasil e a arquitetura do renomado escritório Aflalo & Gasperini.
Localizado em uma das principais regiões corporativas da capital paulista – na Avenida Juscelino Kubitschek, próximo a Faria Lima –, o edifício alia as tecnologias de um Triple A, aspectos sustentáveis de última geração e comodidade. “A ideia era ter um produto para gerar renda. Determinamos, então, que o melhor seria uma laje corporativa com tudo que um prédio de alto padrão oferece”, conta Roberto de Abreu Pereira, diretor da Etoile.
O investimento total de R$ 119 milhões deu origem a 15 pavimentos idênticos com previsão para dois conjuntos cada, entregues com forro modulado acústico, luminárias, sistema contra incêndio e piso elevado de 15 cm. O conceito Open Floor permite maior amplitude e flexibilidade de layout para os projetos de interiores – o que não impede que o andar seja convertido em espaços individuais. “Se for de interesse do inquilino, ainda há a possibilidade de instalar uma escada interna entre os pavimentos”, informa Pereira.
A fachada do edifício é em pele de vidro laminado instalado por meio de esquadria de alumínio sistema unitizado, com aplicação de granito Branco Ceará e vidro laminado tipo Low-e, que oferece luminosidade com características termoacústicas. A solução proporciona economia no uso do ar condicionado, somando pontos para o selo de certificação LEED, conquistado pelo JK 1600 na categoria NC (Nova Construção) nível Ouro.
Ainda no aspecto sustentável, destaque para o bicicletário, vestiário e vagas preferenciais destinadas a veículos elétricos ou menos poluentes. O empreendimento ainda adotou uma pequena praça construída na Rua Ramos Batista, adjacente ao prédio.
“A sustentabilidade sempre está inserida no conceito dos nossos projetos. Para nós, ela é um pré-requisito para um prédio Triple A, que também contempla localização, arquitetura e toda a tecnologia possível”, ressalta Pereira.
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Espelho d’água surpreende já na entrada. Na foto ao lado: arquitetura imponente do teatro arena, para 200 pessoas |
Um espelho d’água no térreo e um átrio no terraço (espaço social) são mais dois atrativos do produto imobiliário. Além da vista singular, a cobertura foi o local escolhido para os vestiários dos inquilinos, os geradores, o refeitório dos colaboradores e um pequeno jardim que atua como um sistema de drenagem da água da chuva.
Com todas as tecnologias prediais de um Triple A (confira no quadro na pág. 40), o edifício também é autossuficiente em caso de queda de energia. Um gerador de emergência a diesel tem a função de manter todas as operações em pleno funcionamento. Um teatro de arena complementa a estrutura.
Composto por forros e painéis de bambu, e acabamento da fachada em cerâmica extrudada, ele é de múltiplo uso e tem acesso independente, com recepção, foyer, café, bilheteria, camarins, salas de produção e capacidade para 200 pessoas.
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Roberto de Abreu Pereira, diretor da Etoile |
Com os serviços já contratados junto às empresas terceiras e valor médio do condomínio em R$ 17/m2, a gerenciadora Jones Lang LaSalle dá os toques finais para receber os primeiros inquilinos, que já realizam obras nos andares: Sab Group, SP Investimentos e Steel Case.
Para Gisele da Silva, assistente Administrativa de Obras da Etoile, tem início agora um desafio maior. O interesse pela certificação LEED de Operação já norteia os passos da administração predial, que precisará realizar um trabalho importante de conscientização dos usuários, além de manter a equipe de manutenção sempre atenta à eficiência dos processos e equipamentos do JK 1600.
| Diferenciais técnicos Transporte vertical São cinco elevadores sociais com sistema de chamada antecipada, outro de serviço e dois que atendem às garagens e um tipo cargueiro, com acesso restrito ao teatro e capacidade para 1.500 kg. Telefonia Previsão para instalação de sistema digital de telecomunicações avançado com utilização de fibra óptica. Hidráulica Vasos sanitários equipados com controle de volume de água, sistema economizador de duplo fluxo e metais com sistema de fechamento automático. Elétrica 500 lux de iluminação com a utilização de luminárias fluorescentes de alto rendimento tipo T5 + gerador de emergência a diesel com transferência automática e manual para atendimento a todas as cargas vitais da edificação. Ar Condicionado Cada conjunto será beneficiado por um condicionador tipo multi-split, com cinco unidades internas alimentadas por uma unidade condensadora, operando em VRF (fluxo de refrigerante variável). Segurança Catracas no acesso ao hall dos elevadores. Sistema de CFTV nas áreas comuns do empreendimento. Sistema de elevadores e escadas independentes entre os cinco subsolos e a torre. Detecção e Combate de Incêndios O edifício está equipado com todos os equipamentos exigidos pela lei, sendo: sistema de detecção e combate a incêndio, alarme audiovisual, rota de fuga sinalizada, detectores de fumaça, rede pressurizada de sprinklers e hidrantes, escadas de emergência pressurizadas, elevador de segurança enclausurado, iluminação de emergência e gerador de segurança. |
Autoconhecimento: o princípio da liderança
O Autoconhecimento é a premissa básica do processo de autodesenvolvimento e o alicerce das relações interpessoais. Por estarmos pouco familiarizados com nossos próprios sentimentos e emoções, em grande parte do tempo baseamos a interpretação de nossas reações na forma como os outros nos avaliam e nos isentamos do precioso processo de autopercepção.
Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral mostrou que, para liderar uma equipe, um gestor precisa conhecer a si mesmo e ser um exemplo para o grupo. O levantamento, feito com 1.200 empresários de todo o Brasil e baseado em conceitos de dois autores da área, Daniel Goleman e Richard Boyatzis, considerou que os principais traços – autoconhecer-se e ser referência – devem fazer parte das características de líderes de negócios.
A busca da liderança é, inicialmente, uma busca interior para descobrir quem você de fato é. Assim, por meio do autoconhecimento, vem a confiança necessária para liderar. Um líder que não conhece a si mesmo não pode pressupor ser dono de si, nem tampouco imaginar-se responsável por outras pessoas. É preciso ter a consciência de que pessoas diferentes têm necessidades diferentes para, então, ser assertivo nas suas posições.
No processo de liderança, quanto mais o gestor souber de si mesmo e conseguir visualizar quem são e ao que reagem seus pares e colaboradores para legitimar seus objetivos, mais chances ele terá de manter-se como referência no propósito de liderar pelo exemplo, não só através da terceirização de menções.
Para conhecer o perfil dos líderes empresariais brasileiros, a pesquisa elencou, ainda, os pontos que mais precisam de atenção para desenvolver essa competência. Os mais citados foram oautoconhecimento, a capacidade para desenvolver sucessores, a comunicação e o equilíbrio emocional, principalmente, diante de situações de pressão e stress.
O êxito das nossas iniciativas pessoais e profissionais depende diretamente do conhecimento sobre o que nos motiva e limita. Nesse contexto, as novas lideranças têm recorrido cada vez mais aos recursos do coaching, mentoring e outras fontes que promovam questionamentos e suscitem respostas condizentes com quem são e com o que, realmente, querem conquistar para, a partir da compreensão de si mesmo tornar-se capaz de incluir as necessidades e expectativas do outro na sua realidade.
Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral mostrou que, para liderar uma equipe, um gestor precisa conhecer a si mesmo e ser um exemplo para o grupo. O levantamento, feito com 1.200 empresários de todo o Brasil e baseado em conceitos de dois autores da área, Daniel Goleman e Richard Boyatzis, considerou que os principais traços – autoconhecer-se e ser referência – devem fazer parte das características de líderes de negócios.
A busca da liderança é, inicialmente, uma busca interior para descobrir quem você de fato é. Assim, por meio do autoconhecimento, vem a confiança necessária para liderar. Um líder que não conhece a si mesmo não pode pressupor ser dono de si, nem tampouco imaginar-se responsável por outras pessoas. É preciso ter a consciência de que pessoas diferentes têm necessidades diferentes para, então, ser assertivo nas suas posições.
No processo de liderança, quanto mais o gestor souber de si mesmo e conseguir visualizar quem são e ao que reagem seus pares e colaboradores para legitimar seus objetivos, mais chances ele terá de manter-se como referência no propósito de liderar pelo exemplo, não só através da terceirização de menções.
Para conhecer o perfil dos líderes empresariais brasileiros, a pesquisa elencou, ainda, os pontos que mais precisam de atenção para desenvolver essa competência. Os mais citados foram oautoconhecimento, a capacidade para desenvolver sucessores, a comunicação e o equilíbrio emocional, principalmente, diante de situações de pressão e stress.
O êxito das nossas iniciativas pessoais e profissionais depende diretamente do conhecimento sobre o que nos motiva e limita. Nesse contexto, as novas lideranças têm recorrido cada vez mais aos recursos do coaching, mentoring e outras fontes que promovam questionamentos e suscitem respostas condizentes com quem são e com o que, realmente, querem conquistar para, a partir da compreensão de si mesmo tornar-se capaz de incluir as necessidades e expectativas do outro na sua realidade.
Por:Jesusley Pereira Araujo - Analista de frotas no Grupo imperial
Goiânia e Região, Brasil
terça-feira, março 05, 2013
O Processo de Produção e Gestão de Segurança Patrimonial de Edificios Residenciais Verticais na Cidade de São Paulo

Katia Beatris Rovaron Moreira
Sinopse: Este estudo tem como objetivo discutir o processo de produção e gestão da segurança patrimonial de edifícios residenciais verticais na cidade de São Paulo. Busca-se examinar, as causas da fragilidade da segurança neste tipo de condomínio. São analisadas as principais questões que estão diretamente envolvidas com a segurança: a violência urbana; as características de projeto dos edifícios e a implantação no lote; o crescente individualismo e falta de convivência em comunidade; a ausência de legislação regulatória para a segurança patrimonial; a deficiência na aplicação de metodologias para os planos de segurança e a falta de aplicação de conceitos de segurança nos projetos arquitetônicos. Para o desenvolvimento da tese, são pesquisados os fatores ligados à violência urbana que desencadeiam a sensação de insegurança nos habitantes e o histórico da legislação edilícia e urbana de São Paulo, para analisar a relação desta com as características arquitetônicas dos edifícios e com a formação dos bairros inseguros. São realizadas pesquisas de campo, com o objetivo de compreender o ponto de vista dos moradores de condomínios em relação às medidas de segurança aplicadas nos edifícios. Além disso, entrevistas com os especialistas de segurança objetivaram verificar se há padronização na aplicação de metodologias e para descobrir quais são as dificuldades encontradas para a implementação dos planos de segurança. Finalizando o processo de pesquisa de campo, são entrevistados arquitetos que elaboram projetos de edifícios residenciais, para avaliar o grau de envolvimento deles com as questões de segurança. Na sequência, é explorada a conceituação de espaços seguros sugerida pelo CPTED (Crime Prevention Through Environmental Design ou Prevenção do Crime Através do Desenho Urbano), como forma de demonstrar que os projetos de segurança devem ser integrados à arquitetura não apenas por meio de medidas pontuais. Com o objetivo de analisar o desenvolvimento de planos de segurança em edifícios residenciais por meio de técnicas de avaliação de riscos, é estudada a aplicabilidade das normas brasileiras que tratam do assunto.
20 habilidades imprescindíveis a qualquer profissional
Conheça as 20 habilidades profissionais mais procuradas pelas grandes empresas atualmente.
Todos querem trabalhar numa excelente corporação. Todos querem estar nas "Melhores Empresas Para Se Trabalhar". O que nem todos captam, é que quem faz esta ou aquela empresa ser uma organização bem quista por todos, são as pessoas. São os funcionários, os capitais humanos que faz com que uma empresa cresça e se multiplique em seu nicho mercadológico. Logo, o que faz uma empresa ser melhor para se trabalhar é a própria pessoa que nela atua.
Várias pessoas têm conversado comigo, seja após minhas palestras, seja quando me contratam para ministrá-las, e me perguntam quais habilidades esses profissionais devem ter para fazer de qualquer organização, uma empresa melhor. Como estou sempre observando o ambiente onde me encontro, para identificar tendências e analisar como é o comportamento das pessoas, pude perceber quais são as necessidades das organizações, e quais são os profissionais que estão um passo a frente dos demais.
Procurei sintetizar o que observei para poder compartilhar com você um pouco dessas habilidades, que, creio, são imprescindíveis. Noto que essas habilidades fazem parte das pessoas que possuem um perfil empreendedor. Nas minhas palestras, costumo dizer que, se eu fizesse parte dos Recursos Humanos de uma empresa, somente contrataria uma pessoa que tivesse brilho nos olhos, uma "cara de orgasmo", ou seja, que fosse cheia de vitalidade, de energia, que não vê a hora de arregaçar as mangas e começar a fazer aquilo que ela tem de melhor, porque ela tem consciência do que pode agregar e o que pode fazer de diferente em seu ambiente profissional.
Além desse brilho único no olhar e da consciência da relevância que ela tem no que faz, eu destaco ainda outras habilidades:
1) Integridade e coerência. Revela a capacidade que o profissional tem de se relacionar. Faz com que as outras pessoas se comprometam e cooperem com ele. Para isso é preciso confiança dentro de uma organização, bem como potencializar alguns pontos do profissional: analisar as situações em que houve um descomprometimento com alguma tarefa; informar aos outros quando não irá poder cumprir com uma tarefa, para não perder sua credibilidade; aplicar os feedbacks em suas ações; reconhecer seus erros perante os demais; fazer um planejamento, como um fluxograma, dos compromissos adquiridos que devem ser cumpridos.
2) Flexibilidade. É a atitude para lidar com os imprevistos e contornar os momentos de crise. Para isso, tem que se “treinar” a improvisação. Mas como? Há alguns pontos que ajudam esse treinamento: reduzir o tempo que se emprega planejando uma tarefa; sempre que puder troque um trabalho que exige minuciosidade e morosidade por ações; trabalhe com equipes que contenham uma diversidade de pessoas, que vai te ajudar a aceitar que não existem verdades absolutas; crie o costume de pedir a opinião para toda sua equipe, e observe os vários pontos-de-vista para resolver um determinado problema; marque num papel os motivos que o levaram a determinar certa decisão, e se você os mantém ou não quando a situação muda de rumo.
3) Autoconfiança e autoconhecimento. Essas habilidades são importantes para você assumir riscos e ter segurança, são ótimas para o espírito empresarial, visando ser um líder e empreendedor. Para isso saia da sua zona de conforto e comece a ter uma visão mais ampla de até onde você pode chegar; marque num papel seus objetivos, circule os que já alcançou e sempre determine novos; fuja das pessoas muito protetoras e de superiores que não delegam tarefas, limitando sua capacidade; para melhorar seu autoconhecimento tente enxergar como as pessoas ao seu redor o vêem, ou procure um especialista no assunto, como um terapeuta, para melhorar suas capacidades pessoais.
4) Intuição. Deixar guiar-se pela sua intuição pode ajudar a livrar-se de um problema rapidamente, quando há escassez de tempo, e ajuda a melhorar sua capacidade de criação. Para isso é preciso aprender a pensar intuitivamente, como um “efeito helicóptero”, que significa ver as coisas de cima com uma certa distância; tente resolver um problema que pode até ser óbvio para os outros, e encontre mais de uma solução; quando tiver que explicar situações complexas, crie o hábito de simplificar as informações, identificando o ponto-chave para aqueles que concordam com a sua argumentação.
5) Capacidade crítica. Habilidade para analisar criticamente toda tarefa que lhe é delegada. Como se todo projeto ou trabalho seja feito com todos os prós e contras. Segundo os especialistas essa é uma das habilidades mais difíceis de se desenvolver, porém há algumas maneiras de exercitá-la: tente utilizar o lado mais racional do cérebro, evitando tomar decisões baseadas nas emoções; melhore sua capacidade de enxergar a realidade, analisando separadamente cada uma das partes que condicionam a solução de um problema, e peça a ajuda de outras pessoas para descobrir novos fatores que você não havia percebido; crie o hábito de marcar num papel qual o motivo lógico (racional) que o levou a chegar a determinada conclusão; discipline sua mente para criar todas as argumentações possíveis para defender suas idéias, sem se esquecer os detalhes como datas e investimentos.
6) Iniciativa. Serve para tornar as idéias boas em prática. É agir com velocidade e inovação. Para potencializar essa habilidade: ofereça ajuda para resolver situações difíceis e imprevisíveis; se tem tendência a evitar os riscos, passe a considerar os erros cometidos no passado como novas oportunidades para aprender; desenvolva atividades que estão coligadas à iniciativa como delegar tarefas, análise de custo-benefício; clarifique suas prioridades para colocá-las em prática.
7) Compreensão. Refere-se a compreensão e domínio da cultura da organização, otimizando o relacionamento de todos aqueles que trabalham, para ter um bom relacionamento com colegas, clientes e fornecedores. Para isso analise sua organização internamente, averigüe seu funcionamento e saiba dos obstáculos que possa vir a enfrentar; quando te anunciam um caminho, tente descobrir como as outras pessoas da organização reagirão em relação a esta nova meta.
8) Competitividade. Ter metas claras, não deter-se em chegar ao objetivo comum. Preocupar-se em realizar um excelente trabalho, ir além dos objetivos determinados por seus superiores, ter tendência a inovar e desfrutar coisas que antes não conseguia. Todos esses fatores referem-se a uma competitividade sadia, um passo para o sucesso. Esta habilidade está intimamente ligada às suas emoções e motivações pessoais. Questionar sobre seus objetivos e metas; sobre aquilo que realmente gosta de fazer e evitar rotinas de trabalho, sempre inovando, é um modo de potencializar essa habilidade.
9) Visão no cliente. Descobrir os desejos ocultos do outro, investir tempo sobre as necessidades das outras pessoas e clientes, enfim, detectar aquilo que satisfaz o cliente. Para potencializar essa habilidade: controle suas emoções e tenha flexibilidade para relacionar-se com os diversos tipos de pessoas; quando tem que lidar com clientes que não são muito claros naquilo que desejam, aprenda a questioná-los, para detectar sua real necessidade e desejos; tente manter-se sempre disponível para o cliente; seja simpático; desenvolva um histórico de pedidos de todos os seus clientes, para que quando eles entrarem em contato, você possa otimizar a comunicação.
10) Compreensão interpessoal e empatia. Ter sensibilidade para lidar com todos, satisfazer aos demais, tornar-se o líder do grupo graças a sua empatia. Esta é a habilidade chave, principalmente para aqueles que lidam diretamente com o atendimento ao cliente e profissionais na área de prestação de serviços, pois cabe a esses profissionais identificar com empatia aquilo que seus clientes realmente necessitam. Na verdade, a empatia se desenvolve com a prática, primeiro conscientemente (tomando notas do que o outro diz, escutando dúvidas e necessidades), e depois convertendo isso num hábito diário.
11) Capacidade de liderança. É a capacidade natural dos outros seguirem a você. Se você tem facilidade em motivar seus colegas de trabalho, e eles sempre pedem a sua opinião para tomar decisões importantes, você já tem essa capacidade dentro de si. Fazer com que os superiores também te sigam é uma boa proposta. Para pontecializar ainda mais essa capacidade, dedique uma parte do seu tempo para escutar os demais da equipe, conhecer os problemas pelos quais estão passando e deixar claro que eles podem confiar em você para alcançarem suas metas; tente ganhar o respeito dos demais por meio de suas atitudes, trabalhando com coerência e dando sempre o bom exemplo.
12) Persuasão. Influenciar e persuadir os demais para alcançar os objetivos propostos é uma habilidade muito poderosa. Alguns têm um inexplicável magnetismo com os outros membros da equipe, para que eles dêem o melhor de si. Mas, para conseguir ganhar mais capacidade de persuasão, há algumas dicas: melhore sua capacidade de comunicação e a maneira de por no papel o planejamento das metas; seja coerente em tudo o que diz ou faz, pois é a segurança de sua credibilidade, e assim poderá fazer com que os outros te sigam. Apenas não confunda essa poderosa habilidade de persuadir com a de manipular as pessoas, pois nesse caso essa capacidade deixa de trazer benefícios profissionais para você.
13) Relacionamentos/Pessoas. Manter relações de longo prazo com os colegas de trabalho fora do ambiente profissional; dominar as habilidades interpessoais importantes, como escutar os outros; trabalhar orientando-se nas pessoas e não nas tarefas. Essas e outras atitudes pertencem a uma habilidade muito valiosa e bem requisitada no meio corporativo pelas grandes empresas: a capacidade de relacionamento interpessoal. Para aprimorar essa habilidade: compartilhe com os demais seus assuntos pessoais; escolha pessoas que mais têm afinidade contigo, e estabeleça uma relação de confiança dentro e fora do ambiente de trabalho; trate cada um de forma personalizada; amplie sua rede de relacionamentos, entrando em contato com pessoas novas em reuniões, por exemplo.
14) Coaching. A palavra coach em português significa treinador, mentor. Quem tem a habilidade de “coaching” é aquela pessoa capaz de observar o trabalho em equipe e identificar quais os indivíduos são mais adequados para executar determinada tarefa; consegue abranger as necessidades pessoais de cada um com as necessidades da empresa como um todo e se preocupa para que toda equipe se desenvolva e cresça profissionalmente. Para aprimorar sua capacidade de coach, é preciso primeiramente se espelhar em um outro coach, que te ajude a identificar suas próprias fortalezas, e fazer com que você desenvolva-se profissionalmente, cada vez mais.
15) Trabalho em equipe. Se sentir bem em estar colaborando com todas as pessoas, em que elas também lhe digam o que deve fazer; escutar e respeitar as opiniões alheias diversas das suas; preferir trabalhar em conjunto para alcançar um objetivo comum a trabalhar sozinho para almejar por metas individuais. Essas são atitudes daqueles que possuem essa brilhante capacidade de trabalhar em equipe. Aprender a aceitar críticas; aprender a delegar tarefas; pedir opiniões para os demais e eliminar as barreiras formais em situações rotineiras são formas de você pontecializar mais essa habilidade.
16) Visão do negócio. Para aqueles que se preocupam em estar sempre atualizados; têm a própria opinião sobre em qual lugar está sua organização e para onde ela irá caminhar e é capaz de prever as conseqüências das suas decisões antes que elas virem um problema. Essas são as características de quem já possui essa habilidade, de aguçar seu faro para um todo. Para pontecializar ou começar a treiná-la: desenvolva seu lado e sua curiosidade intelectual, acostumando-se a ler livros, revistas e jornais periódicos; dedique uma parte do seu tempo para planejar, analisar e estabelecer prioridades na sua área de atuação; para prever possíveis conseqüências no futuro, passe a analisar a realidade do mercado em longo prazo, contrastando dados do passado com dados do presente.
17) Autocontrole das emoções. Controlar as situações difíceis e ter capacidade para suportar com naturalidade as situações de máximo estresse. Essas são algumas das características das pessoas que possuem essa habilidade. Para otimizar o controle das suas emoções, ou começar a ter essa habilidade: tome as decisões importantes em momentos de lucidez e não quando você estiver de mal-humor; aprenda a frear as reações negativas, contar até 10 já começa a resolver, ou peça para que alguém te ajude a se controlar; pare para respirar se necessário; potencialize sua habilidade interpessoal com os demais, assim você entenderá os pontos-de-vista dos outros, o que lhe ajudará a compreender melhor suas reações negativas em alguns momentos.
18) Comunicação e negociação. Aqueles que têm a capacidade para iniciar conversas com todos os tipos de pessoas e que, quando explicam assuntos complexos aos demais, conseguem fazer com que eles captem a mensagem logo em seguida. Essas são características das pessoas que possuem a habilidade da comunicação e negociação em evidência. Para otimizar ainda mais essa habilidade: use o feedback para descobrir quais são os obstáculos que te limitam quando se comunica com os demais; para evitar mal-entendidos, use sempre expressões como “ajude-me a...”, assim você consegue negociar e delegar tarefas aos demais.
19) Agilidade para tomar decisões. Não deixe que uma análise excessiva dos fatos faça com que você não tome decisões, te paralise. Essa habilidade se encaixa perfeitamente nas áreas em que se exijam resultados imediatos e decisões estratégicas, sem perder tempo em longas reuniões. Para otimizar: sempre analise todas as informações possíveis antes de tomar uma decisão, evite agir sob pressão; crie o hábito de anotar como você resolve os problemas mais complexos, assim quando tiver que tomar uma decisão difícil, já saberá como resolvê-los.
20) Aprendizado e desenvolvimento pessoal. Aqueles que estão dispostos a iniciar novas tarefas e buscar novos enfoques ou novos modos de fazer as coisas; sentem-se mais motivados com o desenvolvimento pessoal do que com as recompensas materiais que possam vir a ter. Essas são algumas das características que essa habilidade influi. Para otimizar ainda mais ou desenvolver essa habilidade: tente melhorar sua autocrítica com os feedbacks, pois, com eles os outros lhe informam o que está indo bem e mal com você. Se você for capaz de assumir suas críticas e erros será capaz de desenvolver qualquer aprendizado.
Leila Navarro
Há mais de 10 anos no mercado de palestras, Leila Navarro conquistou sólida carreira no Brasil e no exterior. Suas palestras já foram assistidas na Espanha, Chile, Uruguai, Paraná, Japão, México, Angola e Portugal. Nos últimos anos tem feito apresentações anuais no Japão e trimestrais na Espanha e Portugal. No Brasil, segundo a Revista Veja, integra o ranking dos 20 mais notáveis palestrantes brasileiros e já ganhou por duas vezes o prêmio dos 100 melhores fornecedores de RH – Categoria palestrante do ano (2005 e 2009).
Autora de treze livros, entre eles, "Talento para ser Feliz", "Talento a prova de crise", "Confiança, a chave para o sucesso pessoal e empresarial" e "Confiança, o diferencial do líder", os dois últimos desenvolvido a quatro mãos com o consultor espanhol José María Gasalla, Leila Navarro mantém como base da sua carreira a inovação, a confiança, a sustentabilidade, o comprometimento e a capacidade de manter todos esses quesitos em altos níveis de satisfação e felicidade
Autora de treze livros, entre eles, "Talento para ser Feliz", "Talento a prova de crise", "Confiança, a chave para o sucesso pessoal e empresarial" e "Confiança, o diferencial do líder", os dois últimos desenvolvido a quatro mãos com o consultor espanhol José María Gasalla, Leila Navarro mantém como base da sua carreira a inovação, a confiança, a sustentabilidade, o comprometimento e a capacidade de manter todos esses quesitos em altos níveis de satisfação e felicidade
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