quinta-feira, março 21, 2013

quarta-feira, março 20, 2013

Como tornar sua comunicação interpessoal eficaz

Muitas pessoas não se dão conta que a má comunicação pode trazer prejuízos para a carreira e negócios. Veja como ter uma comunicação eficaz

Já aconteceu de você falar algo e outra pessoa não entender o que disse? Ou, você tem a certeza que não recebeu a mesma informação que seu chefe insiste em dizer que comunicou? Ou, então, ao término de uma conversa você tem a sensação de que não compreendeu nada daquilo que a outra pessoa falou?
Com certeza todos nós já passamos por uma situação semelhante. Isso é conseqüência de uma má comunicação interpessoal.Muitos não se dão conta de que uma comunicação falha ou ineficiente pode trazer grandes prejuízos no desenvolvimento da carreira ou dos negócios. Por isso, a comunicação eficaz tornou-se uma das habilidades que diferenciam os profissionais de sucesso.
 
A comunicação, na definição do dicionário Aurélio, consiste na “capacidade de trocar e discutir idéias, de dialogar, de conversar, com vistas ao bom entendimento entre as pessoas”. O ato de comunicar, portanto, sempre envolve a interação de no mínimo duas pessoas e não se resume somente em transmitir algumas palavras, idéias ou ordens. A outra parte precisa compreender aquilo que lhe foi transmitida e com isto levá-la a uma reflexão sobre seu comportamento, atitudes ou pensamentos. “Sem compreensão não houve comunicação” (Keith Davis).
 
O processo de coaching mostra-se um ótimo exemplo de comunicação eficaz, com questionamentos profundos e obtenção de respostas, os quais conduzem uma das partes a uma nova forma de pensar e agir em relação a determinado problema ou situação.
 
Portanto, em uma época de constantes mudanças e competição cada vez mais acirrada, o profissional que deseja crescer e alcançar novos patamares não se pode contentar somente com conhecimento técnicos adquiridos na sua formação. É imprescindível estar sempre investindo em atualização e ampliação de seu repertório, principalmente outras habilidades e competências extracurriculares, dentre as quais se destaca a habilidades da comunicação eficaz.
 
Melhorando sua comunicação interpessoal em 3 passos:
1) Crie um ambiente favorável para o diálogo. Para isto fale menos, ouça mais. Muitas pessoas, por desejarem impor suas idéias ou para se defenderem, não dão a outra pessoa a oportunidade de falar. Para que a comunicação seja eficaz é preciso que os envolvidos no diálogo estejam sempre dando e recebendo informações. Por isso, é preciso atentar aos interesses e necessidades da outra pessoa, deixando-as mais à vontade e abertas para conversar.
2) Seja claro e objetivo. Tem pessoas que falam e falam sem dizer nada. É importante que as informações sejam transmitidas de modo claro e objetivo, evitando-se as distorções da mensagem. Nada pior do que a dubiedade da mensagem.
 
3) Faça perguntas. Quando há espaço, as perguntas são uma ótima ferramenta para a obtenção de mais informações ou para esclarecer pontos obscuros ou contraditórios. Ajudam confirmar se houve entendimento daquilo que realmente foi dito ou não pelas partes, evitando-se mal-entendidos posteriores.
 
“Aperfeiçoar a comunicação é uma habilidade necessária a todos aquele que desejam alcançar melhores resultados na empresa e em suas relações profissionais e pessoais.” 
Hamilton T. Mitsumune.
 
Como está sua comunicação? É eficaz?
 
HAMILTON TERUAKI MITSUMUNE
MASTER COACH. Bacharel em Direito pela PUC/SP. Advogado. Formação em Professional & Self Coaching, Business & Executive Coaching e Master Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Certificações internacionais reconhecidas pela Global Coaching Community (GCC), European Coaching Association (ECA), International Association of Coaching Institutes (ICI) e Meforum Internacional.
Certificação em Coaching de Carreira e Analista Comportamental com o Instrumento Coaching Assessment, ferramenta de apoio em Coaching, Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos.

Capacitação gerencial com foco em resultados: uma questão de sobrevivência

Este artigo aborda a importância do desenvolvimento das competências e habilidades para uma carreira gerencial de sucesso

 
São cada vez mais crescentes as exigências do mercado de trabalho quanto às competências e habilidades gerenciais daqueles que ocupam ou estejam em fase de seleção para ocupar num futuro próximo cargos gerenciais nas Organizações.
 
Desenvolver competências e habilidades gerenciais imprescindíveis para o exercício eficaz da função gerencial com foco em resultados não é mais retórica, mas, sim uma realidade, um desafio permanente que deve ser enfrentado e vencido por todos aqueles que objetivam assumir e galgar postos de comando dentro das estruturas organizacionais nas quais se vinculam.
 
Em linhas gerais, citando apenas algumas competências e habilidades, as Organizações esperam que seus profissionais que ocupam cargos gerenciais, gerenciem de forma eficaz com foco em resultados e consciência de custos; encantem seus clientes; organizem e aloquem corretamente os recursos que lhe são disponibilizados, sejam eles, físicos, humanos ou financeiros; formem e liderem equipes de alta performance e que exerçam na sua plenitude as funções clássicas de Administração que nos foram ensinadas por Peter Drucker, a saber: Planejamento, Organização, Direção e Controle.
 
O novo ambiente de negócios, cada vez mais globalizado, dinâmico, altamente tecnológico, volátil e imprevisível, está a exigir agilidade nas decisões e eficácia das ações gerenciais; pois, “ser eficaz é função do gerente”.
 
Segundo o que temos observado, as principais características que as Organizações buscam identificar nos candidatos potenciais a ocuparem cargos de nível gerencial, sejam oriundos do mercado, sejam recrutados internamente, são as seguintes: Empreendedor, Ético, Criativo, Inovador, Comunicativo, Resiliente, Provedor de soluções, Decidido, Empático, Facilitador e possuidor de Visão Sistêmica.

Fiquemos com apenas duas delas: Empreendedor e possuidor de Visão Sistêmica.
 
O que significam, afinal, tais características?
 
Definimos Visão Sistêmica como sendo a capacidade que um profissional tem de “ver” a empresa como um todo e entender como funcionam e se integram seus processos de obtenção, transformação e entrega (delivery) de seus serviços, produtos e informações, ao mercado e, particularmente, aos seus clientes. Possuir Visão Sistêmica é entender como se integram os processos internos e como eles se relacionam com o ambiente externo, como circulam as informações veiculadas através destes processos internos, desde seus pontos de origem, nos quais são geradas, até seus destinos, nos quais são utilizadas.
 
Empreendedor significa que a Organização espera que você atue como se você fosse o proprietário dela, seu acionista majoritário, não, importando o nível gerencial que você venha a ocupar. O importante é que o detentor desta característica, pense e aja como se fosse o “dono do negócio”.
 
A isto chamamos de Intraempreendedorismo ou INTRAPRENEURING, expressão cunhada em 1985, pelo francês Gifford Pinchot III, ao lançar o best-seller do mesmo nome com o seguinte argumento: Você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor. A partir daí, surgiu a expressão INTRAPRENEURS para definir pessoas empreendedoras que permaneciam vinculadas aos seus empregos, no que chamamos atualmente de intraempreendedorismo.
 
Dentro desta nova realidade do mercado, é fundamental que você se prepare adequadamente para enfrentar e vencer os novos desafios da empregabilidade gerencial.
 
Mantenha-se permanentemente atualizado, fique de “olho” nos movimentos do mercado, mantenha seu equilíbrio energético, acompanhe as tendências do negócio em que atua e suas oportunidades, admita a flexibilização e a mobilização como meios de progresso e carreira profissional e cultive suas redes de relacionamento e ... Sucesso!
 
Por: Sérgio Lopes Mestre em Administração (Metodista, 1985, Pequenas e Médias Empresas), Pós-Graduado em Análise de Sistemas (FAAP, 1978), Sistemas de Informações (Mauá, 1979) e em Administração Financeira (Fecap, 1981) e Graduado em Administração (USP, 1974), com experiência profissional de 45 anos, tendo ocupado cargos técnicos e executivos nas áreas de Organização, Sistemas e Tecnologia da Informação em diversas empresas.

O melhor momento para ir em busca da realização dos seus sonhos é agora

Não importa o que aconteceu antes, a vida é feita de contínuo renascimento. Faça de seus erros passados uma oportunidade de crescimento

 
Todos têm sonhos e desejam que eles se realizem. Há quem faça de tudo para alcançar o êxito da realização de seus sonhos. Há quem prefere acreditar em milagres.
 
Não é a intenção julgar sobre a fé de cada pessoa. O intuito é demonstrar a necessidade de agir racionalmente para enxergar que tudo na vida e no mundo corporativo é meritocracia.
 
Correr atrás, enfrentar e vencer os obstáculos de forma idônea é o salto em rumo ao sucesso. Para isso, é primordial amadurecer as ideias e perceber que os erros são o pilar do crescimento e quem não arrisca jamais erra.
 
Milagres acontecem, mas é para os merecedores. Prefira arrepender-se de seus erros e não por nunca tentar. Portanto, a melhor forma de alcançar os sonhos é identificar o principal objetivo, traçar metas, definir parâmetros e periodicamente avaliar o desempenho.
 
Sonhos... Sonhos... Já é hora de iniciar a sua realização.
 
"Uma estrada sem obstáculos é muito sem graça, eu prefiro a tempestade do que a calmaria pois, na tempestade tenho a oportunidade de provar que sou capaz de me supera."   Adilson Costa.
 

terça-feira, março 19, 2013

Gestão de Serviços por SLA no Segmento de Segurança Privada


A prestação de serviços tem como entrega aquilo que é intangível e de difícil mensuração pelas partes contratantes. Os clientes esperam receber serviços de qualidade e excelência que agregue valor a seu negócio e ter satisfeita suas necessidades e expectativas. A expectativa é estabelecida de acordo com que é oferecida como serviços vinculados a imagem e marca da empresa contratada no mercado, bem como se espera sempre que o fornecedor dos serviços atinja desempenho superior ao fornecedor anterior.

A intensa competitividade no segmento de Segurança Privada e a qualidade questionável dos serviços prestados por algumas empresas impulsionam a busca por novos fornecedores no mercado e por excelência nos serviços prestados. No entanto, a busca por fornecedores deve obedecer a alguns critérios simples que pode contribuir para a escolha certa, como conhecer os clientes atuais do fornecedor e visitá-los para conhecer os serviços e sua qualidade através do benchmarketing, preferir empresas especialistas por segmentos de seus clientes ( Industriais, Shopping Centers, Hospitais ou Condomínios) e saber se esta tem em seu know-how a prestação de serviços baseado em nível de serviços. Então, teremos fornecedores de serviços preparados para atender as necessidades e expectativas de seus clientes de acordo com seu tipo de negócio, sabendo qual sua capacidade de entrega de serviços e que possui equipe de profissionais técnicos habituados a trabalhar com metas de desempenho organizacional. Com isso, depois de escolhido qual empresa será o fornecedor de serviços deve-se estabelecer na fase contratual o acordo de nível de serviços. O acordo de nível de serviços ou SLA (Service Level Agreement) estabelece metas e entregas de acordo com as expectativas do cliente, definindo-se indicadores de desempenho conexos as principais atividades realizadas. Este modelo de acordo por nível de serviços surgiu com as indústrias multinacionais, sendo que atualmente vem sendo utilizado largamente por vários clientes de mercados diferentes, inclusive em Condomínios de alto padrão que normalmente possui uma administração composta por profissionais contratados para sua gestão.

O mercado de serviços tem evoluído de tal forma que seus clientes passaram a utilizar ferramentas de gestão corporativa para medir e avaliar seus fornecedores, fazendo com que as empresas que prestam serviços de segurança privada para atender aqueles com expectativas diferenciadas aprimorassem seus processos e sua qualidade para manterem-se competitivas. O SLA (Service Level Agreement), como medidor de desempenho utiliza indicadores estabelecidos de acordo com os serviços contratados, facilitando a mensuração e a percepção pelo cliente da qualidade na entrega dos serviços. Portanto, os indicadores devem ser bem definidos para que auxilie o cliente contratante na Gestão do contrato de serviços, acompanhando o desempenho da empresa contratada e possibilitando esta direcionar seus esforços para melhoria contínua de seus serviços.
Podemos apontar alguns indicadores importantes que variam de acordo com os serviços de Segurança Privada contratados, comumente encontrados na prestação de serviços em empresas ou indústrias de médio ou grande porte:

Pessoas:

1. Programa de capacitação;
2. Pesquisa de clima organizacional;
3. Avaliação de desempenho individual;

Processos:

1. Portarias (reclamações, inspeções e revistas);
2. Rondas preventivas ( quantidade X qualidade);
3. Central de Monitoramento ( tempo de atendimento de alarmes);
4. Supervisão ( aderência de procedimentos, relatórios mensais e auditorias);
5. Prevenção de Perdas (programa mesa limpa, saving e outros);

Ferramentas:

1. Manutenção Preventiva (quantidade X qualidade);
2. Manutenção Corretiva ( quantidade X tempo de atendimento);
3. Disponibilidade de equipamentos.

Os indicadores de desempenho mencionados são exemplificativos podendo ser estabelecido conforme as necessidades e as características da Operação de cada cliente. Uma vez definido o acordo de nível de serviços com seus indicadores e principalmente as metas esta finalizada a estruturação do modelo de gestão por SLA.
É de fundamental importância para a gestão dos serviços por SLA que seja aplicada outra ferramenta de gestão corporativa chamado PDCA ( planejar, fazer, avaliar e agir). Isso porque o SLA (Service Level Agreement) fornece a gestor dos serviços indicadores que podem ser positivos ou negativos, e no último caso demonstra as deficiências dos serviços que precisarão ser solucionadas. Para tanto, utilizando o PDCA temos o planejamento ( definição do acordo e metas), o desenvolvimento ( realização da atividades principais estabelecidas), a avaliação ( verificação se o resultado esperado foi atingido) e agir ( plano de ação corretivo para tratamento das não-conformidades). Desta forma, temos as entradas, processamento, saídas que vão agregando valor e melhorando continuamente a qualidade dos serviços prestados com foco nas expectativas do cliente.
Podemos perceber que a prestação de serviços é intangível, não pode ser apalpada, estocada e exaure-se logo após sua realização, mas pode-se através de indicadores de desempenho ser medida e mensurada conforme demonstramos. Através do SLA ( Service Level Agreement) a qualidade dos serviços é percebida tanto quanto suas necessidades de melhoria são conhecidas dando ao gestor informações para o direcionamento das medidas corretivas e de aprimoramento dos processos de gestão.
Vimos que o PDCA é uma ferramenta que quando aplicada em ciclos contínuos através das entradas fornecidas pelo SLA contribui para atingir as metas estabelecidas e o nível de excelência na qualidade dos serviços. Com isso, as empresas de Segurança Privada têm com a utilização destes mecanismos de gestão corporativa evoluído na prestação de seus serviços e tornando-se mais competitivas no mercado em que atuam, sempre com foco no cliente para satisfazer as suas expectativas e atender as necessidades de seus negócios.


*Luis Fernando Sales Santana, Bacharel graduado em Direito pela Universidade do Vale do Paraíba, pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, membro do CEAS BRASIL ( CORPORACION EURO-AMERICANA DE SEGURIDAD).

Carta ao blog.: Tendência da Consultoria no Brasil.

Iniciando esta matéria na contra mão do título, vamos dizer que é uma tendência das grandes empresas brasileiras ou as estabelecidas no Brasil, enxugar seus quadros celetistas, a um número muito reduzido de profissionais orgânicos.
Muitas destas organizações acreditam que é mais eficiente a contratação de Consultores, pois acreditam que eles geram o resultado em curto prazo de tempo.
Por que esta visão das grandes empresas? É muito simples, o Celetista acumula diversas funções ou áreas dentro da mesma organização, gerando perda na qualidade e cumprimento de resultados, já o Consultor, trabalha com foco, ou seja, atua apenas na área designada, conseguindo ter maior eficiência.
Focado na área de Segurança Privada (Gerenciamento de Risco, Prevenção de Perdas, Auditorias e Prevenção de Incêndios), dando sequência ao raciocínio das grandes empresas, aproximadamente há quatro anos, eu iniciei uma consultoria em uma empresa que lidera o Ranking de artigos esportivos no Brasil, e para a minha surpresa o resultado foi simplesmente espantoso, o que o gestor celetista desta organização tentava emplacar há mais de dois anos, a consultoria conseguiu em três meses, e isto não aconteceu por incompetência do gestor celetista ou por mágica do consultor, e sim porque os trabalhos seguiram com foco e prazos.
Concluindo o raciocínio do titulo, realmente existe uma grande tendência do mercado na contratação de Consultorias especializadas, pois os resultados são notórios e mais econômicos.
Por: Marcelo Augusto O. Souza.

segunda-feira, março 18, 2013

Segue algumas dicas para o gestor responsável pela segurança de um evento

Não podemos esquecer que em um evento a segurança é um fator essencial no planejamento, por isso todos os itens relacionados com a segurança devem ser checados para que ninguém presente corra riscos, a proteção do público e também da área e de responsabilidade o gestor de segurança ou da empresa contratada;

- Todos os profissionais envolvidos deve saber que um evento precisa ser planejado com antecedência;

- Ao definir a equipe de segurança, é essencial checar as referencias dos profissionais que serão contratados;

- A equipe de segurança deve estar preparada e treinada para lidar com o público-alvo do evento;

- os seguranças devem saber exatamente como devem se portar diante das mais adversas situações, agindo conforme as instruções passadas por você e sempre respeitando as normas de cada evento;

- Uma boa equipe de seguranças deve estar preparada para atuar sob várias circunstâncias;

- O treinamento dos seguranças é fundamental , de modo que eles saibam como agir civilizadamente e sem exageros, mesmo quando houver alguém descontrolado e que ameace os outros participantes do evento;

Outro detalhe importantíssimo a daquele estereótipo do segurança, um homem enorme e forte com cara de mal é a primeira é coisa do passado . utilizando o slogan da Empresa Marconi&Associados “ Segurança não é força é estratégia” resume muito bem nossa realidade, o treinamento do profissional é ferramenta crucial no bom andamento do evento, o segurança deve estar preparado não só para situações como a remoção de pessoas à força, mas também para fornecer informações para quem chega ao local, entre outras funções. Há até casos em que os seguranças podem auxiliar em primeiros socorros, se alguém desmaiar no evento, por exemplo.

Finalizando o assunto a segurança em eventos também consiste em vários detalhes, como a infraestrutura do local escolhido para sediar o evento em questão.Você deve informar e se for o caso não pode permitir que o cliente faça um evento em um lugar que não tenha capacidade para comportar o número de pessoas estimadas ou que o lugar funcione irregularmente devido a falhas na parte elétrica, na arquitetura do local ou qualquer outro problema que coloque em risco a vida das pessoas.


Siderley Lima, é consultor de segurança, formado em Gestão de Segurança,
Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra,
colaborador do CONSEG Alphaville.
colunista do jornal Viva Cidade,
Possui artigos publicados no Jornal da Segurança,
Revista Security,
Revista Blindagem& Segurança e Revista Segurança & Cia de circulação nacional;
Idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/;
Colunista do site www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança;
Palestrante, Proprietário da CS3 Consultoria e Assessoria em Segurança patrimonial; coordenador do curso de formação de instrutor de armamento e tiro.
Autor do Livro “ Manual Básico do Instrutor de Armamento e tiro.

A segurança durante um evento

 

“Infelizmente em segurança aprendemos com os erros dos outros, o Brasil agora é um exemplo de como transformar um evento em tragédia.”
Devido ao novo cenário, a transformação no qual estamos acompanhando é impossível comparar a 1ª vez em que o Brasil organizou a Copa do Mundo e nos dias atuais. O crescimento econômico do país, as transformações, a cultura, costumes, enfim o cenário é completamente diferente, já se passaram 60 anos, os desafios agora são outros muito maiores entre eles estão : Investimentos em infra-estrutura e construção dos estádios;investimento em infra-estrutura urbana; rede de hotelaria; geração de empregos diretos e indiretos; Oportunidades para desenvolvimento de novos negócios.
Dentro do desenvolvimento de novos negócios, podemos destacar o segmento de segurança privada, com toda a certeza terá muito trabalho, a segurança durante o evento será de responsabilidade da esfera federal, estadual e municipal, porém em muitas ocasiões como, por exemplo, durante as partidas, a segurança pública será integrada com a privada. Sem contar depois das partidas, durante todos os dias, por exemplo, a escolta de executivos? No hotel? Nos deslocamentos? Trabalho que não é de responsabilidade das autoridades, é então que entra o papel do profissional de segurança privada, neste contexto ficam as perguntas: Será que o gestor de segurança está preparado? Ou melhor, será que está se preparando?
Da mesma maneira que algumas cidades nem se quer começaram a se preparar, assim também tem sido com a maioria dos profissionais de segurança que estão inertes. Temos uma grande oportunidade de provar que a segurança privada também pode contribuir para a segurança de todos, sendo uma extensão da segurança pública.
Se por um lado o mercado está com grandes expectativas, não podemos esquecer o ocorrido no dia 27/01/13 que será lembrado por muito tempo na história de tragédias no Brasil. A Boate que pegou fogo em Santa Maria provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência, a utilização de fogos de artifício (pirotécnico), os seguranças despreparados e sem rádios de comunicação não autorizaram a saída das pessoas, falta de luz e saídas de emergência, uma sequencia de falhas não poderia ser pior, o resultado 239 pessoas mortas e outras tantas socorridas e internadas.
Lamentável a perda de tantas pessoas que estavam se divertindo, triste realidade na qual iremos aprender com um desastre de tamanha proporção. Agora muitas autoridades irão fazer discursos de que é necessário criar leis, endurecer a fiscalização, criar procedimentos. Enfim entre outras mudanças no que diz respeito a segurança de eventos, principalmente agora que o país será vitrine de eventos que irão acontecer.
Já sabendo da realidade na qual muitos eventos não oferecem segurança adequada a Polícia Federal antes da tragédia criou há dois mês o Curso de Extensão em Segurança para Grandes Eventos, como forma de qualificar e especializar os vigilantes para atuação nos locais onde haja grande concentração de pessoas, principalmente nos estádios de futebol, a exemplo da Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de 2014, conforme modelo padrão da FIFA, que prevê a utilização de segurança privada nos eventos esportivos de forma integrada aos órgãos de segurança pública. Porém ainda é muito pouco, infelizmente em segurança aprendemos com os erros dos outros, o Brasil agora é um exemplo de como transformar um evento em tragédia.
Ao ser contratado para fazer a segurança de um evento ou ao escolher um lugar, fiscalize se as normas de segurança estão em dia, se há um alvará de funcionamento. Procure uma equipe composta por profissionais. Fábio lembra que como a fiscalização no país é falha, muitos espaços estão em desacordo com o que reza a norma e colocam inocentes em perigo.
“Que esta tragédia sirva de alerta para aqueles que estão no mercado se fazendo passar por pessoas sérias e para aqueles que encaram a profissão de eventos como diversão. Quer fazer uma festa brincando? Faça em casa para sua família e amigos. Não coloque em risco a vida de terceiros!”(trecho do texto postado pelo coordenador da Estácio BH, Fábio Pessoa, no Facebook, dia posterior ao acidente em Santa Maria).
O que nos chama a atenção e que além dos hofotes para Copa do mundo e Olimpíadas no Brasil, o destaque é a capital de São Paulo que realiza 90 mil eventos por ano, que geram:
  • Um evento a cada 6 minutos
  • 120 das 176 grandes feiras do Brasil
  • Cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos
  • Uma feira de negócios a cada três dias
  • 75% do mercado brasileiro de feiras de negócios
  • R$ 2,9 bilhões de receita ao ano com eventos
  • US$ 1,7 bilhões de receita ano, dos quais US$ 424,2 milhões em locação de área para exposições
  • US$ 424,2 milhões em serviços nos pavilhões
  • US$ 850 milhões em viagens, hospedagem, alimentação, transporte e compras
  • Cerca de 2,54 milhões de m2 em grandes espaços para realização de eventos, além de centenas de locais menores.
  • Só o Anhembi tem em torno de 400 mil m2 - é o maior complexo de eventos da América Latina
  • Movimenta 35 mil empresas expositoras
  • Circulam pelos eventos 4 milhões de pessoas, entre profissionais e compradores, sendo 45 mil compradores estrangeiros.
  • Os setores que mais realizam feiras, reuniões e eventos na cidade são, pela ordem médico, científico, tecnológico, industrial e educacional.
Ranking de eventos na cidade de São Paulo em público total*
  • Virada Cultural – 4 milhões (2010)
  • Parada GLBT – 3 milhões (2010)
  • Réveillon na Paulista – 2,4 milhões
  • Bienal do Livro – 740 mil (2010)**
  • Salão do Automóvel – 610 mil (2008)**
  • Bienal Internacional de Arte de São Paulo – 535 mil (2008)**
  • Salão Duas Rodas – 240 mil (2009)**
  • Mostra Internacional de Cinema – 200 mil (2009)
  • GP Brasil de Fórmula 1 – 140 mil (2009)
  • Carnaval (sambódromo) – 110 mil (2010)
  • SP Fashion Week – 100 mil (Jan/2010)
  • Hospitalar – 89 mil (2010)
  • Couromoda – 65 mil (2010)
  • Adventure Sports Fair – 61 mil (2009)
  • Francal – 60 mil (2010)
  • Equipotel – 50 mil (2009)
  • Fenatran – 48 mil (2009)**
  • Fórmula Indy – 40 mil

*(Números informados pela organização do evento).
**Acontece somente a cada dois anos.
Fonte: http://www.visitesaopaulo.com/dados-da-cidade.asp)

sexta-feira, março 15, 2013

Posters sobre Continuidade de Negócios

 
 
  • Rato e ratoeira ; http://www.lootok.com/PDF/Business%20Continuity%20Awareness%20Week%20Poster%20-%20Mouse%2018x24%20[Lootok].pdf
  • Peixe no liquidificador ; http://www.lootok.com/PDF/Business%20Continuity%20Awareness%20Week%20Poster%20-%20Fish%2018x24%20[Lootok].pdf
  • Urso no gelo ; http://www.lootok.com/PDF/Business%20Continuity%20Awareness%20Week%20Poster%20-%20Fish%2018x24%20[Lootok].pdf

PS: Em Maio / 2013 o CERNE / UVA irá promover um curso de Gestão de Continuidade de Negócios. Informações: cerne@cernebr.com.br

 

AUTO CONTROLE DO LUTADOR



Por:

ÁREAS DE ATUAÇÃO DO GESTOR DE SEGURANÇA



Por:

Um obstáculo ao prazer


Estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais liga o nível de testosterona abaixo do normal a disfunções sexuais em mulheres

 

Por: Carolina Cotta

 

Belo Horizonte — Elas ocuparam espaço no mercado de trabalho, governam nações, ganharam espaços inimagináveis até alguns anos atrás. Mas, na cama, 46% das mulheres ainda relatam experiências de disfunção sexual, problema definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a incapacidade de ter relações com satisfação. Cansaço, estresse, pouca sintonia com o parceiro e influência de medicamentos são fatores constantemente associados à ausência de prazer. Uma pesquisa inédita do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG) acrescenta mais uma causa a essa lista: o baixo nível de testosterona.

O dado consta do estudo Avaliação da frequência de alterações hormonais em mulheres no menacme com disfunção sexual, tema da dissertação de mestrado da ginecologista e sexóloga Fabiene Vale. Menacme é o período da vida adulta feminina com atividade hormonal. É a fase entre a menarca e a menopausa. A análise da pesquisadora revelou a relação dos baixos níveis de testosterona com desordens que podem afetar o desejo, a excitação e o orgasmo ou causar dor durante ou depois do sexo. Segundo Vale, para uma função sexual adequada, toda mulher precisa de androgênio — sendo a testosterona o mais importante.

Geralmente, os níveis do hormônio começam a diminuir a partir dos 20 anos, de forma lenta, até chegar à menopausa, quando há uma queda abrupta. “A novidade é a descoberta de mulheres em período reprodutivo, com 44 anos no máximo, com níveis de testosterona muito abaixo da normalidade e quadro de disfunção”, explica Fabiane.

Foram estudadas 60 mulheres entre 18 e 44 anos com queixa de disfunção sexual. Setenta e cinco por cento delas apresentaram baixos níveis de testosterona ou a síndrome de insuficiência androgênica feminina. Só foram incluídas na amostra pacientes sem problemas psicológicos, sociais ou de relacionamento, com o objetivo de permitir a observação isolada da influência das alterações hormonais. Nenhuma delas tomava medicamentos, que também poderiam influenciar os resultados. Todas as mulheres envolvidas na pesquisa são pacientes do Ambulatório de Sexologia Ginecológica do Hospital das Clínicas, que desde 2011 atende queixas sexuais.

“As mulheres com queixas sexuais geralmente estão infelizes e não têm onde procurar ajuda no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, a mulher que não sente desejo e não tem orgasmos encontra esse atendimento à disposição. E como estamos em um hospital universitário, temos dados para pesquisas. O próximo passo é um estudo que busque alternativas de tratamentos”, adianta o coordenador do ambulatório e orientador da pesquisa, Selmo Gebero. Os mecanismos responsáveis pela resposta sexual feminina ainda não estão totalmente esclarecidos. Sabe-se que alterações anatômicas, desequilíbrios neuroendócrinos ou diminuição dos hormônios sexuais podem levar à disfunção. Os fatores biológicos, contudo, são apenas parte do problema, que também envolve fatores psicológicos e sociais.

E.B.S., 32 anos, vivenciou essa realidade. Casada há oito anos, foi diagnosticada com distúrbio do desejo sexual hipoativo, um dos tipos de disfunção sexual (veja quadro). “Durante um ano, observei a diminuição do desejo sexual e, nos últimos meses, perdi completamente a vontade de fazer sexo. Não tinha vontade nenhuma de começar uma relação e, no último mês, antes de procurar ajuda, tive apenas uma relação, muito ruim. Tenho um ótimo relacionamento com o meu marido, ele é bom pai e ótimo companheiro, mas isso estava me deixando triste, e ele, insatisfeito”, relata. Depois de exames com dosagem de testosterona, foi confirmada a baixa nos índices do hormônio. A paciente passou por seis semanas de tratamento com medicação e terapia sexual. “Resgatei meu desejo sexual, estamos tendo quatro relações satisfatórias por semana. Melhorei a convivência com o meu marido também em outros aspectos.”



Gatilho do sexo

As disfunções sexuais são os transtornos mais comuns da sexualidade, que incluem ainda os transtornos de preferência sexual e os transtornos de identidade sexual. Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o ato sexual se divide em desejo, excitação e orgasmo. Em todos eles, a mulher pode sofrer bloqueios e/ou dor. Entretanto, é necessário que exista sofrimento para se fazer uma intervenção. Geralmente, seis meses de evolução do quadro são necessários para fechar o diagnóstico de disfunção sexual. “Não se intervém na primeira semana. Em geral, é preciso avaliar o contexto.”

O sexo, segundo a especialista, começa com um desejo. Esse é o gatilho que acelera a frequência cardíaca e respiratória, alterando também a pressão e a temperatura corporal. Tudo isso leva, no caso do homem, à ereção, e, no caso da mulher, à lubrificação da vagina. Essa fase é a excitação. Se tudo corre bem, os parceiros chegam ao clímax de prazer, o orgasmo. A partir daí, entra-se na resolução do ato, ou saciedade, em que respiração e a frequência cardíaca voltam aos níveis anteriores. Mas homens e mulheres passam de forma diferente por essas fases. O homem entra na relação com muito desejo e logo entra na fase de excitação, afinal seu estímulo é visual. O da mulher é auditivo, tátil, seu desejo vem com a proximidade. Daí a necessidade das preliminares. A resolução do homem é rápida, a da mulher, paulatina.

Só 10% das mulheres têm desejo sexual espontâneo. A maioria precisa de um desejo responsivo para se excitar. A partir daí, a excitação é maior e ela chega a uma satisfação emocional e física. “A mulher não precisa iniciar o ato com desejo e, se isso não ocorrer, não significa que é uma disfunção. Não ter organsmo também não é, necessariamente, uma disfunção sexual. Ficar neutra durante o ato é possível sem que seja caracterizada a disfunção. A mulher precisa estar saudável física, emocional, cultural e socioeconomicamente, além de ter um parceiro. É isso que garante integridade e integração. E a mulher precisa de estímulo. Ela tem outro perfil hormonal, neuropsicológico e psicossocial.”


Segundo Fabiene Vale, para quem deseja uma vida sexual saudável, carinho e companheirismo podem ajudar. Atualmente, o modelo mais aceito para explicar a resposta sexual nas mulheres reforça a importância da intimidade emocional com o parceiro e a satisfação da própria percepção de desejo e necessidade sexual. A ginecologista alerta não ser possível pelo estudo afirmar qual seria a prevalência desse problema na população em geral. Porém, sabe-se que é alto o índice de mulheres afetadas por essa síndrome. “Por isso, é preciso tratar esse assunto como um problema de saúde pública”, defende a pesquisadora, que já prevê que o próximo passo será quantificar essas mudanças. “Com mais esse dado em mãos será possível propor uma melhor abordagem no tratamento”, comemora.


Para saber mais - Mínimo necessário


A testosterona, apesar de ser conhecida como um “hormônio masculino”, também é encontrada em mulheres, ainda que em quantidades menores. Sua ação direta em receptores específicos está relacionada ao prazer e à resposta sexual feminina. São necessários níveis mínimos desse hormônio para que exista a ativação do centro cerebral do prazer. A queda acentuada desses níveis leva à síndrome de insuficiência androgênica, que provoca a queda da libido assim como diminuição da sensação de bem-estar geral, mudança de humor e fadiga persistente e sem causa aparente.


Tipos de disfunção

» Distúrbio do desejo sexual hipoativo — Caracterizado por falta de libido e de vontade de fazer sexo mesmo diante de motivação. A paciente simplesmente não consegue ter desejo sexual. Essa é a disfunção mais comum

» Distúrbio da excitação — Não ocorre manifestações do corpo diante de um estímulo sexual. A vagina não fica úmida, não há ereção dos pelos e dos mamilos, nem taquicardia e aumento da frequência respiratória

» Distúrbio do orgasmo — Caracteriza-se pela incapacidade de atingir o orgasmo

» Disfunção da dor sexual — Pode ser por dispareunia, que é a dor durante o ato sexual, ou vaginismo, quando há impossibilidade da penetração devido a uma contração involuntária da musculatura pélvica. É comum em jovens que têm desejo, mas não conseguem ser penetradas. O vaginismo não tem causa psicológica e é o mais fácil de ser tratado

 

Túlio Santos/EM/D. A Press Fabiene Vale: "É preciso tratar esse assunto como um problema de saúde pública"

Criminosos compram acesso a banco de dados de segurança pública do Brasil

 


Cracker vende acesso ao Infoseg pelo período de 30 dias por 2 mil reais. Criminosos tem como objetivo conseguir dados para fraudar documentos, placas de carros ou aplicar golpes
Reportagem exibida pelo SBT afirma que existe um esquema de venda de senhas do maior banco de dados de Segurança Pública do Brasil, o Infoseg. A denúncia foi feita ao SBT Brasil por um hacker, que não teve o nome divulgado.
O sistema contém dados de milhões de cidadãos brasileiros, como informações sobre vigilância, mandados de prisão, armas de fogo e registros de veículo, e seu acesso é restrito a agentes nacionais de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização.
Segundo a reportagem, um cracker da Bahia invadiu o sistema ao inserir as credenciais de um policial no portal do Ministério da Justiça. Com as credenciais preenchidas, o acesso ao Infoseg é liberado.
Os criminosos interessados no serviço devem pagar 2 mil reais para conseguir esses dados que garantem acesso ao Infoseg durante o período de 30 dias. Ainda de acordo com a reportagem, quem compra o serviço tem como objetivo conseguir dados para fraudar documentos, placas de carros ou aplicar golpes com as informações conseguidas com o sistema.
A reportagem do SBT Brasil comprou uma senha e recebeu os dados de login da soldado Luciana Marques, policial militar em Maceió (AL) - ela negou ter vendido suas informações. O hacker disse que, provavelmente, a PM não saiba do vazamento.
Os dados dos cidadãos são obtidos digitando o CPF da pessoa no sistema.
Em 2008 o SBT também relatou outro esquema de venda de senhas do Infoseg. À época, a polícia prendeu cerca de 50 envolvidos no esquema, em cinco estados.

BOM DIA . . .


quarta-feira, março 13, 2013

CONFIE EM DEUS

 
ELE ESTÁ EM VOCÊ,
 

ESCOLHA A DEUS.


"Estamos a caminho de curar a cegueira"

Neurocientista brasileiro desenvolve uma tecnologia que abre a possibilidade de recuperar a visão e a audição em humanos

por Juliana Tiraboschi

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis não se cansa de surpreender. Em 2011, fez um macaco controlar um braço robótico apenas com o pensamento, feito inédito na história da ciência e que entrou na lista das tecnologias que irão mudar o mundo, elaborada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Nesta semana, uma das ramificações da revista britânica "Nature" publicou a nova e surpreendente pesquisa de Nicolelis: ele e seus colegas Eric Thomson e Rafael Carra fizeram ratos "sentir" a luz infravermelha, invisível para os mamíferos. Dessa forma, criaram um novo sentido além dos cinco naturais: visão, audição, paladar, tato e olfato. Tão importante quanto a descoberta são os novos caminhos abertos por ela. Fazer com que uma parte do cérebro aprenda um novo sentido indica que é possível recuperar capacidades perdidas, utilizando a mesma técnica. Para curar determinados tipos de cegueira, bastaria religar os nervos ópticos em uma parte do córtex cerebral que não estivesse avariada. O mesmo poderia ser feito com os demais sentidos.

Professor de neurobiologia, engenharia biomédica, psicologia e neurociência e codiretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade de Duke, nos EUA, e pesquisador do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (INN), Nicolelis fala na entrevista a seguir sobre esse estudo e projetos como o Andar de Novo, que engloba uma série de pesquisas relacionadas à ligação entre cérebro e máquina e ao uso da atividade elétrica produzida pelos neurônios para controlar dispositivos robóticos como braços e pernas artificiais. Por trás desse plano está o grande sonho do cientista: fazer um tetraplégico brasileiro voltar a andar com a ajuda de um exoesqueleto e dar o pontapé inicial na Copa de 2014.

Istoé -Nessa nova pesquisa, vocês fizeram com que os ratos sentissem a luz infravermelha como uma informação táctil?

Miguel Nicolelis - Exatamente. Por isso dizemos que é como se eles "tocassem" a luz. Induzimos os animais a reconhecer uma luz invisível como se fosse uma sensação do tato.

Istoé -E os animais demoraram quanto tempo para aprender esse novo sentido?

Miguel Nicolelis - Cerca de 30 dias. E nós notamos que os ratos mudaram seu comportamento. Eles começaram a fazer gestos com a cabeça que se parecem com movimentos de morcego, "escaneando" o ambiente em busca da luz. Eles estavam em uma sala escura, não enxergavam a luz, mas, toda vez que chegavam próximo dela, sentiam mais a sua intensidade táctil. Assim, percebemos que eles desenvolveram uma nova sensação e uma estratégia para processar esse estímulo.

Istoé -Vocês esperavam esse resultado ou foi uma surpresa?

Miguel Nicolelis - Foi surpreendente. Primeiro pela rapidez com que aconteceu a mudança e depois pela forma como o animal usa esse sentido de uma maneira eficiente. Os ratos passaram de movimentos aleatórios em busca de comida a quase 100% de acerto.

Istoé -Esse resultado mostra que o cérebro pode ser bem mais plástico do que se imagina?

Miguel Nicolelis - Sim, sem dúvida. Ninguém esperaria que um pedaço de córtex táctil fosse capaz de criar uma codificação de uma luz invisível. Essa foi uma grande demonstração de que, mesmo durante a fase adulta da vida, o cérebro é capaz de criar um novo modelo interno do mundo exterior, mesmo que seja de um sinal que o corpo nunca experimentou.

Istoé -E esse novo modelo seria um novo sentido?

Miguel Nicolelis - Isso mesmo. Não temos um nome para isso, mas é como se tivéssemos criado uma mistura de visão e tato, parecido com um fenômeno raro chamado sinestesia. Ele acontece com pessoas que ouvem um tipo de som e enxergam determinadas cores, uma mistura de duas modalidades de sentido.

Istoé -E vocês pretendem dar continuidade a essa pesquisa?

Miguel Nicolelis - Sim, já temos um macaco que consegue sentir luz infravermelha. Podíamos ter testado qualquer outro tipo de onda eletromagnética: de rádio, raio X ou magnética propriamente dita. Escolhemos a infravermelha porque ela não interfere com os registros cerebrais. Agora estamos pensando em iniciar testes com ondas de rádio.

Istoé -O sr. acha que essa técnica poderá ser aplicada na criação de novos sentidos em humanos?

Miguel Nicolelis - Acho que sim. Com os métodos não invasivos para estimular o cérebro que estão começando a aparecer, é possível. Imagine poder aumentar os canais sensoriais dos seres humanos. Iria ampliar bastante nossa capacidade de ver o mundo. Imagine poder ter visão de raio X, sentir ondas de rádio, infravermelhas, campo magnético. Teríamos uma capacidade de interpretar o mundo além dos limites do corpo.

Istoé -Como a aplicação dessa técnica pode ajudar na recuperação de visão e audição em pessoas cegas e surdas? Há um potencial de cura dessas deficiências?

Miguel Nicolelis - Em pessoas que tiveram lesões no córtex e ficaram cegas, por exemplo, sim, seria possível reverter o quadro, porque você pode usar o córtex para outras coisas. Em teoria, poderíamos tratar qualquer déficit sensorial com esse tipo de abordagem. É outra linha de pesquisa que vai se abrir.

Istoé -O sr. acha que a ciência está próxima disso?

Miguel Nicolelis - Esses trabalhos começam a colocá-la próxima disso. É uma outra porta que ninguém tinha pensado em usar até esse momento. Ainda não dá para estimar quão próximos estamos da cura da cegueira ou da surdez por meio dessa técnica, mas as coisas estão acontecendo muito rapidamente. E é um incentivo muito grande para os pesquisadores saber que um pedaço de córtex não visual pode ser usado para se transformar nesse estímulo. Agora temos outra alternativa de pesquisa.

Istoé -Em que estágio está o projeto Andar de Novo?

Miguel Nicolelis - Estamos trabalhando dia e noite, aqui na Universidade de Duke, no Instituto de Neurociências em Natal (RN) e na Universidade Técnica de Munique. Recebemos pedidos de adesão de diversas instituições do Brasil e do resto do mundo que querem colaborar. Agora estamos combinando todos os registros cerebrais que criamos e construindo o exoesqueleto. Já temos um protótipo para macacos, vamos testá-lo nos próximos quatro meses. O plano é simular uma lesão medular no animal com uma anestesia que fará com que ele fique paralisado da cintura para baixo por seis horas para testar o equipamento.

Istoé -Está mantido seu plano de levar um tetraplégico a dar o pontapé inicial na Copa de 2014?

Miguel Nicolelis - Sim, cientificamente estamos em dia com a pesquisa. Estamos começando o processo de selecionar pacientes no Brasil e montar a equipe clínica. O projeto já é conhecido no mundo inteiro. Para a área de neurociências é como ir para a Lua, como um pouso em Marte.

Istoé -E como anda o projeto da Cidade do Cérebro, que vai abrigar o Instituto de Neurociências e uma escola de ciências?

Miguel Nicolelis - Estamos esperando a Universidade Federal do Rio Grande do Norte cumprir a promessa de terminar o campus no prazo. O projeto está atrasado em vários anos. É uma obra muito grande. A parte de alvenaria dos dois prédios está pronta, agora faltam as obras de infraestrutura. Esperamos que eles sejam entregues no ano que vem para podermos iniciar a nossa escola em período integral para três mil alunos e levar o Instituto de Neurociências para lá. Gostaríamos de inaugurá-lo antes da Copa.

Istoé -Como vai funcionar essa escola?

Miguel Nicolelis - Será a primeira instituição de ensino que vai começar no pré-natal da mãe. Nós já temos um programa de pré-natal há cinco anos na cidade de Macaíba (RN), onde a mortalidade materna era de 90 óbitos a cada 100 mil partos. Estamos avaliando os números, mas reduzimos dramaticamente esse índice, e nosso trabalho virou referência para o Ministério da Saúde. Essas são as mães dos nossos futuros alunos. A fase crucial de formação do cérebro é no período pré-natal. Ao longo desses anos fomos introduzindo técnicas para que os bebês nasçam com seu potencial neurobiológico intacto. Quando a escola abrir, essas crianças terão um período de currículo oficial e um dedicado à educação científica. Isso acontecerá desde o berçário até o final do ensino médio.

Istoé -Há três anos o sr. deu uma entrevista criticando a falta de incentivo oficial a esses projetos. A situação continua a mesma?

Miguel Nicolelis - Continua muito parecida. O governo do Rio Grande do Norte não dá muita relevância para esse tipo de investimento em educação científica. Mas já nos conformamos com isso, e os recursos do governo federal estão sendo suficientes.

Istoé -Em 2011, o sr. rompeu com o cofundador do Instituto de Neurociências Sidarta Ribeiro, que deixou o projeto junto com outros pesquisadores da UFRN. Como está a situação hoje?

Miguel Nicolelis - O que aconteceu é que essas dez pessoas que saíram do INN não aceitavam as normas impostas pelo instituto e pelo governo federal. Em qualquer lugar, você tem que seguir regras. Por exemplo, você tem que esperar o fabricante vir instalar um equipamento – se abrir antes, perde a garantia –, tem que aprovar protocolos, as pessoas que acessam o instituto têm de ser identificadas e existem questões de segurança em relação à propriedade intelectual.

Istoé -Uma das reclamações do grupo que se desligou girava em torno da dificuldade de acesso de pessoal da UFRN ao instituto.

Miguel Nicolelis - Imagina... Eles tinham uma lista de 90 nomes que nunca se materializou. A média de presença de gente da universidade era de apenas 12 pessoas por dia. Quando percebemos que o conceito deles não batia com o nosso, para nós foi muito tranquilo que eles saíssem. Ficamos surpresos com o estardalhaço que isso gerou. E agora, quase dois anos depois, todas as reivindicações que eles fizeram, como a retirada de equipamentos, foram negadas pelas agências reguladoras. A atitude deles demonstrou imaturidade e falta de seriedade. Essas coisas acontecem em todo lugar e não viram notícia de jornal.

OBRIGADO


DICAS DE HOJE


Justiça sentencia colegas de trabalho por assédio moral contra empregado

 

Por: Sabrina Alves

Casos de assédio moral estão sendo cada vez mais julgados pelo Tribunal de Justiça do Trabalho (TRT), e a 3ª Vara de Uberaba, através do juiz Flávio Vilson da Silva Barbosa julgou mais um caso de exposição de trabalhadores em situações humilhantes e constrangedoras.

O caso, de acordo com TRT, o denunciante vinha passando por repetidas situações ofensivas e se expondo a repetidas e exaustivas jornadas de trabalho. Ainda de acordo com o TRT, “nos tempos atuais, a tolerância da empresa a práticas que desestabilizem emocionalmente o empregado é o quanto basta para caracterizar omissão do poder diretivo e, consequentemente, a prática de ato ilícito que leva ao dever de reparar o dano moral causado”.

Na situação julgada em Uberaba, mediante provas orais, foi constatada que colegas de trabalho chamavam o recorrente de “mostro e doidão”, e ainda conforme as declarações de testemunhas, os fatos se vinham por conta de alguns exames que o reclamante vinha fazendo para a cabeça.

Por conta disso, o magistrada entendeu que o empregado sofria e por isso compensação do dano moral sofrido. Conforme a sentença, o juiz levou em conta para decretar a penalidade final confições financeiras das partes, bem como caráter pedagógico, fixada em 15 mil reais. Porém a condenação foi mantida pelo Tribunal amenizando o valor da indenização para R$ 5 mil.