terça-feira, outubro 02, 2012

Malafaia é Descrito pelo New York Times como ‘Comandante de um Vasto Império’

39ª Conferência Mundial nos EUA - Ministério Morris Cerullo O pastor Silas Malafaia, da Igreja Vitória em Cristo, concedeu uma entrevista ao jornal norte-americano New York Times onde é descrito como um próspero líder religioso atingindo telespectadores em dezenas de países e que possui a capacidade de reunir igrejas e empresas em torno de sua pregação Pentecostal. Comparado a outros proeminentes líderes, como Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus e Romildo Ribeiro Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, Malafaia é apresentado como “comandante de um grande império”. A matéria de Simon Romero conta que o líder religioso, recentemente atraiu atenção para si por desferir ataques verbais contra uma ampla gama de inimigos, como os líderes do movimento gay do Brasil para os direitos, os defensores do direito ao aborto e apoiadores da descriminalização da maconha. Em uma de sua recentes “Cruzadas”, evento descrito como uma mistura de Escrituras e canções evangélicas e que reúne cerca de 200 mil pessoas, o líder da igreja Vitória em Cristo declarou: "Eu sou o inimigo público n º 1 do movimento gay no Brasil". Malafaia tem como meio de divulgação de suas mensagens não só a televisão, como sua conta no Twitter, onde ele tem quase um quarto de milhão de seguidores e o You Tube, onde frequentemente posta vídeos em que distribui recados a desafetos, jornalistas e lideres evangélicos rivais. A matéria o compara a Pat Robertson, pois ele seria um pioneiro no movimento evangélico conservador e responsável por levar as teses cristãs à esfera política nacional. Segundo o texto do influente jornal norte-americano, a expansão das igrejas pentecostais - que incluem princípios como cura pela fé, profecias e exorcismo - está alterando a política no Brasil. São citadas estatísticas em que um quarto dos brasileiros já fazem parte de congregações protestantes e pentecostais, em que Malafaia estaria na vanguarda desse movimento. O Brasil estaria se equiparando aos EUA por ter uma das maiores populações pentecostais do mundo. Ateus Mas o visível crescimento dos evangélicos está desagradando alguns segmentos da sociedade. Em um artigo este mês, a jornalista Eliane Brum escreveu sobre a intolerância dos evangélicos para com os ateus descrevendo o que chamou de “disputa cada vez mais agressiva por féis” entre as grandes igrejas. As palavras de Eliane desencadeou uma onda de réplicas, entre as quais a de Malafaia. O líder referiu-se à jornalista com a palavra “tramp” (vagabunda, em português) e afirmou ainda que os “ateus comunistas” da antiga União Soviética, Camboja e Vietnã foram responsáveis por mais mortes do que as guerras travadas por questões religiosas.
A linguagem de Malafaia é classificada de “agressiva” e isso tem se tornado frequentemente um espetáculo, diz a matéria, apontando que a figura do líder tem sido ao mesmo tempo uma fonte de admiração e inquietação. Fonte: Christian Post Malafaia é Descrito pelo New York Times como ‘Comandante de um Vasto Império’ 39ª Conferência Mundial nos EUA - Ministério Morris Cerullo O pastor Silas Malafaia, da Igreja Vitória em Cristo, concedeu uma entrevista ao jornal norte-americano New York Times onde é descrito como um próspero líder religioso atingindo telespectadores em dezenas de países e que possui a capacidade de reunir igrejas e empresas em torno de sua pregação Pentecostal. Comparado a outros proeminentes líderes, como Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus e Romildo Ribeiro Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, Malafaia é apresentado como “comandante de um grande império”. A matéria de Simon Romero conta que o líder religioso, recentemente atraiu atenção para si por desferir ataques verbais contra uma ampla gama de inimigos, como os líderes do movimento gay do Brasil para os direitos, os defensores do direito ao aborto e apoiadores da descriminalização da maconha. Em uma de sua recentes “Cruzadas”, evento descrito como uma mistura de Escrituras e canções evangélicas e que reúne cerca de 200 mil pessoas, o líder da igreja Vitória em Cristo declarou: "Eu sou o inimigo público n º 1 do movimento gay no Brasil". Malafaia tem como meio de divulgação de suas mensagens não só a televisão, como sua conta no Twitter, onde ele tem quase um quarto de milhão de seguidores e o You Tube, onde frequentemente posta vídeos em que distribui recados a desafetos, jornalistas e lideres evangélicos rivais. A matéria o compara a Pat Robertson, pois ele seria um pioneiro no movimento evangélico conservador e responsável por levar as teses cristãs à esfera política nacional. Segundo o texto do influente jornal norte-americano, a expansão das igrejas pentecostais - que incluem princípios como cura pela fé, profecias e exorcismo - está alterando a política no Brasil. São citadas estatísticas em que um quarto dos brasileiros já fazem parte de congregações protestantes e pentecostais, em que Malafaia estaria na vanguarda desse movimento. O Brasil estaria se equiparando aos EUA por ter uma das maiores populações pentecostais do mundo. Ateus Mas o visível crescimento dos evangélicos está desagradando alguns segmentos da sociedade. Em um artigo este mês, a jornalista Eliane Brum escreveu sobre a intolerância dos evangélicos para com os ateus descrevendo o que chamou de “disputa cada vez mais agressiva por féis” entre as grandes igrejas. As palavras de Eliane desencadeou uma onda de réplicas, entre as quais a de Malafaia. O líder referiu-se à jornalista com a palavra “tramp” (vagabunda, em português) e afirmou ainda que os “ateus comunistas” da antiga União Soviética, Camboja e Vietnã foram responsáveis por mais mortes do que as guerras travadas por questões religiosas. A linguagem de Malafaia é classificada de “agressiva” e isso tem se tornado frequentemente um espetáculo, diz a matéria, apontando que a figura do líder tem sido ao mesmo tempo uma fonte de admiração e inquietação. Fonte: Christian Postv

CASAIS: EDUCAÇÃO DE FILHOS Lucas 2.41-52

O que é uma pessoa educada? As vezes ouvimos comentários de alguém dizendo assim: "Fulano, fulana é educada!" Como reconhecemos uma pessoa educada? Você é uma pessoa educada? Aonde a educação começa? Quem são os responsáveis pela educação dos filhos? São vários e graves os problemas na família. A educação dos filhos é um deles. Sabe-se que muitas são as famílias que simplesmente transferem para a escola e a igreja a responsabilidade de educação dos filhos. Um dos problemas que os pais costumam ter na educação de seus filhos é decidir quanto ao certo e o errado, isto é, deve-se ou não exigir isto, ou aquilo. Jesus e sua família foram a Jerusalém para celebrar a festa da Páscoa. Na época de Jesus a população de Jerusalém chegava a cerca de 70 mil habitantes, no período da páscoa este número dobrava. É possível aprender lições a respeito da educação que Jesus recebeu neste lar tão humilde. 1. Era uma educação com liberdade e limites. Os pais de Jesus ficaram preocupados com o seu desaparecimento ali em Jerusalém e passaram a procurá-lo. Jesus possui uma responsabilidade ou dever de retornar ao convívio do lar. Seus pais lhe deram a liberdade de estar naquela festa, ele tinha que voltar para casa e não o fez. É bom lembrar que desde o início da raça humana, Deus já apresentava este princípio de liberdade com limites. No Jardim do Éden, Adão e Eva possuíam uma liberdade quase total, mas Deus havia imposto um limite que era não comer do fruto da árvore. O ser humano é livre, mas nem tudo o que ele fizer lhe trará benefícios e momentos de alegria. Por isso, o apóstolo Paulo disse: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém..." (I Co 10.23) Infelizmente alguns pais oferecem total liberdade aos seus filhos. Daí surge a libertinagem e alguns filhos acabam dominando seus pais. A Bíblia declara que não se deve retirar a disciplina da criança (Pv 23.13). Quando há necessidade de disciplina é porque os limites da liberdade foram desrespeitados. Portanto, a verdadeira educação precisa oferecer liberdade, mas deve estabelecer limites. 2. Era uma educação que objetiva um compromisso religioso. A procura pelo menino Jesus levou cerca de 3 dias. Ao final deste período, Jesus é localizado no templo, dialogando com os doutores da lei. Ele não foi encontrado emalgum outro lugar impróprio, e declarou: "...me cumpria estar na casa de meu Pai". Isso revela que a educação que recebera era no sentido de infundir em sua mente os verdadeiros princípios bíblicos. Ana e Elcana procuraram educar seu filho Samuel sempre no templo, perto do Sacerdote Eli (I Sm 2.11, 21 e 28). Uma educação bíblica, coerente e equilibrada precisa proporcionar uma formação cujo compromisso maior é com o reino de Deus. É despertar nos filhos o interesse pelas coisas de Deus. Para isso os pais devem amar a igreja e respeitar seus líderes. Há indivíduos que falam tão mal da igreja e mesmo assim querem que seus filhos a freqüentem. 3. Era uma educação que possuía a marca do diálogo. Está claro no v.46 que Jesus estabeleceu um diálogo com os mestres ali presentes. "Ouvindo-os e interrogando-os". Onde será que Jesus aprendeu isso? É lógico que foi com sua família. Mesmo após ter encontrado Jesus, os seus pais estabeleceram uma conversa com ele (v.48, 49). Muitos pais utilizam palavras impróprias com seus filhos, com agressões e ameaças, mentiras, xingamentos, apelidos, piadas, etc e marcam seus filhos profundamente. Para que exista uma boa comunicação na família é necessário uma boa administração do tempo. Os pais devem gastar mais tempo com seus filhos. O relacionamento entre pais e filhos não é composto só de regras ou palavras, mas de um envolvimento entre eles. Aqui percebe-se a presença do pai e da mãe dialogando com o filho. O casal unido enfrentou o problema do desaparecimento do filho. Disto aprende-se que a responsabilidade quanto ao cuidado com os filhos recai sobre o casal. 4. Era uma educação que atinge a pessoa integralmente. O texto termina afirmando que: "Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens." (v.52). Isto comprova que a educação que recebera atingia todas as áreas de sua vida. Mexeu com todo o seu ser. Sabedoria - Aqui está a referência ao seu desenvolvimento intelectual, ou seja, a sua identidade. Estatura - Jesus se desenvolveu fisicamente, pois era pessoa que caminhava muito, trabalhava num serviço muito pesado na carpintaria de seu pai. Graça - Este é o principal resultado da educação que recebeu, pois a sua vida espiritual era intensa e repleta de comunhão com Deus. Durante toda a sua caminhada terrena demonstrou desejo de estar junto ao Pai, gastando tempo para falar com Ele por meio da oração. Social - O versículo expressa que Jesus desenvolveu-se diante de Deus e dos homens. Isso mostra que Jesus desenvolveu junto com o povo, nos lares, praças, ruas, nas praias, no mar, nas festas de casamento; sempre envolveu-se com pessoas e estava acompanhado de multidões. Possuía amigos. E os seus filhos, você conhece os amigos dele? Quantos estão oferecendo só uma educação intelectual para os seus filhos. Mas, deixando as outras áreas de sua formação a desejar.

DIVÓRCIO NA IGREJA: ELES TÊM O DIREITO DE SEREM FELIZES ?

A separação conjugal é um assunto que permeia a sociedade. Na Bíblia, vários trechos referem-se ao divórcio. Em Mateus 19:3-12, Jesus responde aos fariseus, e fala que a carta de divórcio deveria ser dada à esposa caso seu marido não a quisesse mais. Porém, Jesus condenava a separação por motivos banais, eram aceitos os casos em que um dos cônjuges tivesse cometido adultério. "As mulheres eram simplesmente repudiadas, lançadas para fora de casa. Sem a carta de divórcio, essas mulheres permaneceriam casadas, a carta foi fornecida para protegê-las", explicou o reverendo Fausto Brasil, idealizador do Ministério Apoio, que atua com solteiros, separados, divorciados e viúvos, por meio do aconselhamento e eventos. Reverendo da Igreja Presbiteriana de São Vicente, Fábio Ciribelli complementa que havia vários motivos para que uma mulher fosse rejeitada por seu marido:"Se elas queimavam o pão ou não temperavam a comida adequadamente, ou se não gostavam de suas maneiras, ou se não era boa dona de casa". Ciribelli ressalta que o fim do casamento não é feito de acordo com a vontade de Deus e sim com a do homem: "O rompimento do vínculo matrimonial, uma vez consumado, seja ele sancionado ou não pelo poder civil, expressa a vontade do homem, jamais a vontade de Deus. Não é outro o sentido de Mateus 19.8: '... Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres, entretanto, não foi assim desde o princípio'". A última opção Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), só no ano de 2007, foram totalizada 179.342 separações no país. Para cada quatro casamentos feitos, havia um divórcio. Esses dados alcançaram também os bancos das igrejas evangélicas brasileiras. Tem sido mais habitual encontrar pastores divorciados, ou que estão em seu segundo casamento, ocupando os púlpitos. Esse é o caso de C. M., pastor de uma igreja no interior de Minas Gerais, casado com a mulher por quem nutriu sentimentos ainda em seu primeiro casamento. "O divórcio é o fim da linha. Quando se esgotam as possibilidades de reconciliação. O casamento torna-se uma hipocrisia", afirma o pastor. Para o rev. Ciribelli, a separação conjugal é a última opção para um casal com problemas no relacionamento: "O divórcio configura-se uma solução extrema para matrimônios já destruídos. Ele não cria condições favoráveis ao rompimento do vínculo matrimonial nem mesmo conduz o casal à separação. O divórcio apenas confirma a disposição de se separarem, manifesta pelo homem e pela mulher, em razão da impossibilidade que sentem de conviver como marido e mulher". Além das conseqüências emocionais, a separação conjugal traz outras implicações: "Quando acontece o divórcio você perde muito, mais perde do que ganha, em muitos casos. Perde amigos, status, a condição financeira às vezes cai para menos da metade. Muitas mulheres tiveram que voltar ao mercado de trabalho depois de estar há tempo sem trabalhar. Na maioria dos casos é mais fácil buscar restaurar o casamento do que divorciar-se e contrair um novo casamento", opinou o rev. Brasil, líder do ministério Apoio. A Igreja e o divórcio "O estímulo sempre deve ser dado no sentido de restaurar o casamento, mesmo porque é muito mais fácil do que casar-se novamente. [....]. Nós devemos continuar enfatizando o casamento, ajudar visando a restauração, mas entendendo que em alguns casos isso não vai acontecer. E na infelicidade dessas pessoas que não conseguirem restaurar seus casamentos, a Igreja precisa abraçar essas pessoas feridas e ajudá-las a se reerguerem na vida", afirma o rev. Fausto Brasil sobre o que aponta ser a missão da Igreja em relação ao divórcio. O pastor Josué Gonçalves, terapeuta familiar e pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça, também acredita que o divórcio é uma porta de emergência e não uma porta de saída para os matrimônios em crise: " A igreja não pode diminuir na sua pregação o valor do casamento, pelo contrário, comprometeremos a reputação do conteúdo doutrinário do Evangelho. No Sermão da Montanha, Jesus disse que ?estreita é a porta e apertado o caminho? e isso se enquadra também na questão do casamento. Antes de qualquer coisa, a igreja precisa ser um agente de cura para aqueles que precisam de um milagre no seu casamento". Segundo o rev. Ciribelli, a questão do divórcio deve ser considerada à luz da Graça de Cristo: "De fato, ao romperem o vínculo do matrimônio, homem e mulher rebelam-se contra a vontade de Deus, mas tal ato de desobediência não é maior nem mais grave que os demais atos de desobediência contra Deus, praticados pelo homem. Assim, o perdão de Deus vale também para aqueles que fracassarem no seu matrimônio". O ministério pastoral e o divórcio Logo que se envolveu emocionalmente com outra mulher, ainda casado, o pastor C. M pediu ajuda aos seus líderes e retirou-se do ministério. Divorciou-se e casou com a mulher por quem se apaixonara. "Eu não acreditava mais em mim. Achava que o meu ministério tinha acabado e que eu jamais teria condições morais de estar novamente em cima de um púlpito. Como iria orientar alguém sobre casamento, família? Precisei fazer terapia, desejava até a morte. Chorava muito e parecia que tudo havia acabado para mim", testemunhou o pastor C.M. C.M. retornou ao púlpito, entretanto, sofreu perseguição e oposição de outros líderes evangélicos: "Eles não aceitam e não creem que alguém que caiu no divórcio e case com outra pessoa diferente possa estar à frente de uma obra. Eles aceitam perdão para o assassino que matou 30, 40 pessoas, para o pastor que rouba igreja e comete outros tipos de pecados, mas o divórcio parece que é o fim da linha", apontou. Há 19 anos no ministério de famílias, Josué Gonçalves acredita que o adultério do pastor como motivo para uma separação tem resultados que transcendem a compreensão humana diante da graça de Deus: "Davi adulterou, mentiu, matou, e Deus não o excluiu, pelo contrário, o perdoou, mas ele pagou muito caro pelo que fez, a colheita foi dolorosa daquilo que ele plantou. A questão é que depois de uma tragédia desta na vida de um pastor, ele perde muito da sua autoridade para ministrar aquilo que mais defendeu. É o que vemos hoje acontecendo com muitos colegas no ministério". Para o rev. Brasil, a razão do divórcio é que vai dizer se o pastor deve continuar no ministério ou não: "Eu conheço alguns pastores divorciados, eu diria que avalio caso por caso. Tenho colegas que o divórcio aconteceu porque suas esposas os abandonaram, simplesmente desistiram. Eu não posso ser tão radical, julgar um colega nessa condição. Se o pastor adulterou e segue sua vida e seu ministério, não interessa, ele é um adúltero. A minha orientação deve ser que ele pare com seu ministério e vá dedicar-se a outra área". O divorciado Na opinião de Brasil, que é organizador do Ministério Apoio, juntamente com sua esposa Nanci Wiesel Brasil, as pessoas divorciadas possuem sentimentos comuns, como culpa e vergonha. "Uma coisa que eu sempre digo aos divorciados é isso: 'Cuidado com a culpa e a vergonha, porque a culpa te afasta de Deus e a vergonha te afasta das pessoas. Se você ficar sozinho na condição que está, isso vai ser uma tragédia para você?". Ele também aponta o preconceito por parte de mulheres casadas, que costumam enxergar as mulheres divorciadas como rivais. O Ministério Apoio trabalha desde 1996 com cristãos não-casados (solteiros, viúvos e divorciados). Oferecem apoio para diversos âmbitos das vidas dessas pessoas. "Nós enfatizamos a área espiritual, entendemos que o divorciado precisa voltar-se para Deus. Na área emocional, entendemos que o divorciados são pessoas machucadas. Na social, possibilitamos que esses interajam, não fiquem enclausurados em seu mundo, mas que se relacionem com pessoas, reconstruam ou construam novas amizades. Damos orientação sexual, que é uma área de conflito na vida deles. Atuamos na área de missões, que é o envolvimento dessas pessoas em alguma área dentro da Igreja. Há muitos divorciados que já se voltaram para Deus, mas as igrejas não abrem portas para que eles atuem", explicou Fausto Brasil. Um novo casamento Após passar pela dor do divórcio, muitos demoram para assumir um novo relacionamento. Outros assumem o relacionamento que antes era extra-conjugal e tentam seguir adiante. O rev. Ciribelli explica que na passagem de Mateus 5:32 Jesus afirma que qualquer pessoa que se divorciar, por motivos diferentes de traição, e iniciar um novo casamento, está adulterando, porque a separação não quer dizer a dissolução do casamento: "A mulher não tinha direito de casar-se de novo, e nem o marido. Ambos pecam se casam de novo ou mantêm relações sexuais com outra pessoa. Neste caso, está claro que o casamento não foi dissolvido. Apesar do divórcio, o casal ainda permanece casado. A questão da dissolução é o ponto central de todo o problema". O motivo pelo qual ocorreu a separação conjugal é avaliado por muitos pastores na hora de celebrar um novo matrimônio. "Alguns casamentos de divorciados eu já fiz e faço. Desde que eu entenda que os motivos do divórcio ocorrido são irreparáveis e que esse novo casamento pode ser bem sucedido", explicou o rev. Brasil. Para o pastor Josué Gonçalves é importante também analisar cada divórcio e os motivos pelo qual ele ocorreu. "Se uma pessoa foi abandonada pelo seu cônjuge, que já está com outra pessoa, ele pode ser considerado uma vítima. Eu nunca fiz, e confesso que teria dificuldade para fazer [casamento de pessoas divorciadas], mas não estou fechado quanto a isto se eu for convencido de que a pessoa que está se casando é uma 'vítima'", reiterou..

segunda-feira, outubro 01, 2012

A VOLTA DO SENHOR - Texto ll Ts 2.1-12

Entre tantos assuntos importantes na palavra de Deus, ministrar sobre a volta do messias se torna cada vez mais uma necessidade absoluta. A igreja de Tessalônica abraçou tanto a ideia da eminência da volta de Jesus que alguns até abandonaram o trabalho secular, se aprontaram para esperar Jesus; pois tudo parecia algo imediato demais para eles. Ao contrário dos cristãos de hoje, para muitos a volta de Jesus é algo muito remoto ou apenas uma doutrina, mas não uma realidade. Os sinais do fim dos tempos tem se manifestado claramente entre nós: Jesus foi o que mais deu pistas sobre este tempo do fim. Falsos cristos, rumores de guerras, terremotos, fome, pestes, multiplicação da iniquidade, perseguição, esfriamento do amor a Deus, a pregação do Evangelho ao mundo, coisas espantosas, epidemias e a banalização da vida humana. Jl 2.1-11 – Tocar a trombeta em Sião significava: Avisar a igreja de todas as nações; tanto do bem quanto do mal, que são precedentes à volta do Senhor Jesus a esta terra. Será um dia de trevas. Não que Jesus voltará num cenário escuro literalmente, mas, de acordo com Ap 9, uma nuvem de gafanhotos, com aparência de cavalos e cavaleiros, cobrirão a terra nesta ocasião. Aqui pode ser que Joel estivesse relatando a força do exército chinês que de acordo com apocalipse ele terá um contingente de 200 milhões de soldados e partirão contra Jerusalém e o povo de Deus. Este exército usará o poder das três armas de destruição em massa: Química, biológica e nuclear. Por um instante confundimos esse exército com demônios, os quais estarão presentes neste tempo de destruição. Cavalos e cavaleiros na Bíblia são figuras de demônios que saem pela terra para causar a destruição do homem sem aliança com Deus. Ap 9.1-12 – Deus permite a soltura de muitos demônios que permaneceram aprisionados por milhares de anos, pois são de alto poder de destruição. Seu alvo: Homens que não receberam a marca de Deus vivo na fronte. Isso quer dizer que nunca receberam a mente de Cristo. vv. 6 – A morte – Neste tempo o desespero consiste no desconsolo em não ser capaz de morrer. Todos temem o perigo da morte, porém quando alguém conhece um perigo mais temível ainda, espera morrer. Vv. 4 – Quando nos deparamos com a promessa de imunidade ao dano, não podemos concluir de imediato que estes danos são físicos, pois no que tange ao verdadeiro prejuízo, o eterno, estamos imunes. Lc 21.34-36 – Haverá um escape para os que permanecerem na torre de vigília, os que não se embriagarem com as conseqüências da orgia, da embriagues e das preocupações deste mundo. Pr. Edimilson Moraes (91) 3277-1716/3276-2336 - Trav. Doutor Eneas Pinheiro, 2370 - - Belem

terça-feira, setembro 25, 2012

Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. 2 Timóteo 1:12

Exército recebe treinamento do Gate para realizar "Missão de Paz" no Haiti

A tropa de elite da PM cearense ministrou para os soldados técnicas de patrulhamento urbano e ações táticas antiterror ImagemVinte e nove militares, integrantes da tropa do Exército Brasileiro (EB), que assumirá a Missão de Paz no Haiti, em novembro próximo, foram treinados na última semana pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) cearense. Os militares passaram dois dias recebendo instruções no quartel da tropa de elite da Polícia Militar (PM) cearense. A instrução foi ministrada pelo subcomandante do Gate, capitão PM Gerlúcio Vieira. Efetivo De acordo com o tenente do EB Wellington Moura Oliveira, comandante do pelotão que irá para o Haiti, além dos 29 militares que viajarão para o país caribenho, nove integrantes do efetivo reserva, também participaram do curso. Segundo Moura, eles farão parte de um efetivo de 800 militares de dois batalhões do Exército Brasileiro que servirá por seis meses no Haiti. Eles fizeram o que subcomandante do Gate denomina de "Curso Rápido de Força Policial". Ontem, embarcaram para João Pessoa (PB), onde participarão de outros treinamentos. Até novembro, eles voltarão para Fortaleza, depois viajarão novamente para Natal, retornando no fim do mês para a capital cearense, onde ficarão aquartelados aguardando o embarque final para a Missão de Paz na América Central. O Haiti, desde os anos 1980, está mergulhado em crise política, com seguidos de golpes de estado. Em 2004, o presidente da Suprema Corte, Bonifácio Alexandre, assumiu a presidência, interinamente. Ele requisitou a assistência da Organização das Nações Unidas (ONU) para apoiar uma transição pacífica e manter a segurança interna. O Conselho de Segurança (CS) aprovou o envio da Força Multinacional Interina (MIF). Por acreditar que a situação no Haiti ainda constituía ameaça para a paz internacional e a segurança na região, o Conselho decidiu estabelecer a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), que assumiu a autoridade exercida pela MIF em junho de 2004.
O Exército Brasileiro assumiu o comando dos trabalhos, que conta com um efetivo militar oriundo de outros países. Desde então, a cada seis meses, o contingente é substituído. Técnicas Como os militares do Exército são preparados para atuar em situação de guerra, mas não têm treinamento para patrulhamento urbano, os integrantes do curso conheceram as técnicas de policiamento em áreas de risco. A Reportagem acompanhou a instrução dos militares brasileiros na manhã de terça-feira (18). Entre as lições do curso intensivo estava a ´progressão ponto a ponto´, técnica de aproximação de locais perigosos utilizada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Rio de Janeiro. O oficial explicou que os militares também receberam noções de abordagem a pessoas, veículos, além de simulações de entradas táticas em áreas de riscos, como favelas. Segundo o capitão Gerlúcio Vieira, apesar do pouco tempo, os ensinamentos repassados serão importantes na missão que os soldados realizarão no Haiti.

Entre maiores vendedores de armas, Brasil é o que mais esconde dados de exportações

O Brasil é hoje o quarto maior exportador de armas leves do mundo e o maior da América do Sul, com vendas que superam meio bilhão de reais por ano. Apesar de ser uma potência mundial nesse comércio, o País é duramente criticado por especialistas nacionais e internacionais por esconder os dados das exportações. Segundo estudos e fontes ouvidas peloR7, pouco se conhece sobre os países que compram nossas armas e não é possível saber se critérios relacionados aos direitos humanos, tão caros ao Brasil, são respeitados. Com quase 314 milhões de dólares (cerca de R$ 636 milhões) em exportações em 2010, segundo levantamento da Iniciativa Norueguesa em Transferência de Armas Leves (NISAT, na sigla em inglês), o Brasil ficou atrás apenas de Estados Unidos, Itália e Alemanha. Outro relatório, elaborado pelo Small Arms Survey, coloca o Brasil na 5ª posição. Mas entre esses grandes exportadores de armas leves, o Brasil é o menos transparente. De acordo com relatório publicado em 2010 pelo Small Arms Survey, o nível brasileiro de transparência é de apenas 9. Bem abaixo do nível máximo (25) e da média mundial, de 11,47.A classificação do Brasil fica abaixo de México, Israel e Índia e é muito próxima daquela do Paquistão (8,5) — estes três últimos países são os únicos a nunca terem assinado o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Ainda segundo o estudo, o Brasil perde muitos pontos na avaliação porque não publica nenhum relatório de exportação de armas leves e não informa dados sobre licenças concedidas. Para o coordenador da área de controle de armas do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, é necessário questionar para onde estão indo as armas brasileiras. — Para quem a gente está exportando? Para quais órgãos? Para que essas armas vão servir? Na opinião de Júlio Cesar Purcena, um dos pesquisadores do livro Brasil: as Armas e as Vítimas, o Brasil não é transparente, sobretudo em relação às exportações de revólveres, pistolas e munições. Ele destaca, no entanto, que esse não é um problema exclusivamente brasileiro. — Em geral, os países são pouco transparentes nesse assunto. Exemplo disso é a Áustria, que não declara suas exportações de munições. O México e a Bélgica também não. Os países, de uma maneira geral, tendem a subnotificar essas exportações.Segundo o instituto independente NISAT, nos últimos dez anos, o Brasil vendeu armas para países no topo da lista de violadores de direitos humanos, como Argélia, Iêmen, Indonésia, Paquistão e República Democrática do Congo (veja mais no infográfico abaixo). Langeani lembra que, em episódios recentes, como durante a queda do ditador Muammar Gadaffi, na Líbia, foram encontradas armas brasileiras. — A gente não sabe se o Brasil vendeu diretamente para Líbia, se vendeu para outro país e esse outro país passou para a Líbia... Quando tem esse tipo de denúncia de armas brasileiras na mão de ditadores, o Brasil fica numa posição bastante difícil de explicar. Fabricantes de armas triplicaram receita no Brasil em apenas cinco anos Países violadores de direitos humanos compram armas do Brasil O País fica numa posição ainda mais delicada porque divulga informações erradas sobre suas exportações, como explica o livro Brasil: as Armas e as Vítimas. Segundo o estudo, embora exporte uma grande quantidade de armas curtas para os EUA, por exemplo, o Brasil constantemente não registra essas vendas. Enquanto isso, os dados norte-americanos mostram claramente a importação de revólveres e pistolas brasileiros. A reportagem confirmou a falta de transparência com relação aos países que compram as armas daqui. Embora tenha a responsabilidade de autorizar as exportações, o Itamaraty não forneceu a lista dos importadores, apesar dos pedidos do R7. O Ministério da Defesa, por sua vez, indicou que “não efetua esse controle, e sim a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, do Comando do Exército”. Questionado pelo R7, o Exército forneceu o número de armas exportadas, mas não a lista de compradores. Foram 4,5 milhões de armas brasileiras vendidas para outros países nos últimos dez anos. Brasil não faz questão de mudar estratégia Tornar o mercado mundial de armas mais claro não parece fazer parte dos planos brasileiros. Em carta assinada pelo embaixador Antônio Guerreiro, representante do Brasil na Conferência do Tratado de Comércio de Armas (ATT, na sigla em inglês), em 2 de julho de 2012, o governo afirma que “obrigações relacionadas a comunicação e transparência devem ser tratadas com a necessária cautela e bom senso. Muitos Estados dependem de armas convencionais para a sua defesa nacional. [...] Ao mesmo tempo, não seria justo colocar Estados importadores sob escrutínio permanente, enquanto Estados produtores não precisam informar sobre armas adquiridas no mercado interno”. O pesquisador Júlio Cesar Purcena não vê razão nos argumentos de defesa nacional e proteção à indústria brasileira. —Em relação à defesa, eu acho lamentável que seja esse o argumento, porque o Brasil não vai construir uma defesa capaz de impedir qualquer ataque com base em revólveres e pistolas. [...] Eu não consigo ver nisso uma questão de defesa, nem tampouco uma estratégia empresarial. É uma perda de tempo. De acordo com nota divulgada pelo Sou da Paz no dia 30 de agosto, que avalia a posição do Brasil nas negociações do Tratado de Comércio de Armas, o Brasil “não parecia fazer a mínima questão de incluir critérios relacionados aos direitos humanos no tratado, de forma a impedir a transferência de armas àqueles que os violam sistematicamente”. — Os representantes do Brasil não deixaram dúvidas sobre suas preocupações relacionadas à defesa nacional (absolutamente legítimas, mas não únicas) e à exportação de armas (e ao segredo dessas informações), áreas nas quais o Brasil por vezes se animou a participar do debate.

Saiba o que fazer para controlar as emoções no ambiente de trabalho

"Excessos chamam muito a atenção, principalmente pelos efeitos colaterais que eles causam como a queda de produtividade do funcionário", Eduardo Ferraz Demonstrações emocionais como o choro causado pelo estresse não são incomuns no ambiente de trabalho. No entanto, diante de situações como essa, é preciso cuidado para não perder o controle e, consequentemente, o emprego. Tanto mulheres quanto homens são capazes de extravasar as emoções em seu local de trabalho. Pesquisa da escritora americana Anne Kreamer, publicada recentemente, aponta que 41% das mulheres já choraram no expediente, contra 9% dos homens. Existem ainda aqueles profissionais que não choram, mas gritam, falam palavrões, vivem emburrados, tratam mal os colegas e essas atitudes podem ser tão ou mais perigosas quanto chegar às lágrimas. Segundo Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas, reações emocionais mais extremas devem ser mantidas dentro do razoável. "Se você tem vontade de chorar por algum motivo, seja ele profissional ou pessoal, peça para se retirar e só retorne quando a emoção tiver passado. Chorar, gritar ou se zangar com frequência demonstra descontrole emocional, o que, dependendo da posição que você ocupe ou almeje ocupar, pode ser extremamente prejudicial". Já as pessoas que falam palavrões ou vivem de mau humor, também precisam fazer um balanço de sua vida e analisar o que está errado, pois não é normal e muito menos produtivo viver em um estado de contínua tensão. "Provavelmente a pessoa está com sérios problemas pessoais ou se sentindo desconfortável com seu emprego e deveria pensar em mudanças", analisa o consultor. Eduardo completa ainda que a chefia da empresa costuma perceber facilmente aquilo que está fora do normal. "Excesso de agressividade ou tristeza além do habitual chamam muito a atenção, principalmente pelos efeitos colaterais que eles causam como a queda de produtividade do funcionário". Uma das atitudes que o departamento de Rh ou o próprio líder deve tomar com relação ao funcionário que esteja demonstrando comportamento inadequado é uma conversa direta sobre o problema, pois muitas vezes a própria pessoa não percebe o quanto seu trabalho está sendo prejudicado por tanto descontrole. Se não funcionar, vale expor diretamente ao líder sobre o desconforto que as ações negativas estão gerando na equipe. "Quando a pessoa perde o controle com muita frequência e não consegue mais reagir é recomendável pedir férias ou até uma licença médica se for o caso de algum distúrbio de comportamento que precise ser tratado. Seja o funcionário homem ou mulher, jovem ou maduro, todos estão sujeitos a fases difíceis. Quanto mais cedo a pessoa perceber e procurar ajuda, maiores serão as chances de controlar o problema," finaliza Ferraz.

Líderes despreparados: por que muitos deles têm tido sucesso?

Quando um profissional deseja ser o principal líder da organização simplesmente para ganhar dinheiro, ter status e poder, empresa e equipe devem ficar em alerta Em geral, o sucesso leva ao orgulho. E o orgulho, ao fracasso. É comum um profissional almejar o posto mais alto da companhia. Esse desejo é saudável, desde que seja acompanhado de um propósito empresarial – e pessoal – maior. Ou seja, é válido querer ser o presidente da empresa por ter um pensamento novo, de como ela poderia atender melhor os clientes, crescer e oferecer melhores condições aos seus funcionários. Entretanto, quando o indivíduo deseja ser o principal líder da organização simplesmente para ganhar dinheiro, ter status e poder, causa grandes danos à organização e às pessoas. A soberba de estar em uma posição de poder, acrescida da ausência de propósitos elevados, promove as condições para que o indivíduo, principalmente aquele de má índole, se deixe levar por ambições negativas. O que faz um bom líder é o seu propósito. Esse desígnio pode ser de construção, no qual identificamos elementos de coexistência e de desenvolvimento. Ou pode ser destrutivo – e nesse caso observamos evidências de desconstrução, desrespeito a normas e pessoas. Não é fácil fazer frente a um líder de destruição, quer seja individualmente ou em grupo. Afinal, o ato de destruir é muito mais fácil que o de construir. Um edifício demora anos para ser erguido. Exige planejamento, técnica, método e pessoas trabalhando em conjunto até a sua conclusão. Para destruí-lo, um explosivo pode fazê-lo em questão de segundos. Por isso é que um líder de destruição não precisa ser tão inteligente quanto aquele que constrói. E, em geral, não é. O mesmo ocorre com as empresas. Décadas de construção podem ser arrasadas com a simples ascensão de um líder destrutivo a uma posição relevante. Geralmente, adotam estratégias equivocadas, removem pessoas-chave de postos fundamentais, promovem indivíduos despreparados – mas que são bons puxa-sacos – e desdenham regras, auditoria e planejamento. Com frequência, se beneficiam de acordos obscuros e questionáveis com fornecedores. Normalmente, o líder destruidor chega a essas posições por sua capacidade de gerar resultados financeiros. Isso chama a atenção de acionistas e, com a habilidade de esconder seus métodos, acaba por ser visto de forma favorável. Somente no longo prazo aparece o verdadeiro resultado de suas ações, e do grupo que o acompanha: a destruição. Ela pode vir em forma de um dano à marca, à reputação da empresa, alta rotatividade e, nos casos mais agudos, acidentes e falência da companhia. Por essa razão é que existe a necessidade, cada vez maior, de formar bons líderes e fazê-los se interessar em ocupar posições relevantes nas empresas, no governo e no mundo. Não adianta que pessoas de boa índole se graduem em excelentes universidades, aprimorem suas competências em cursos, workshops e coachings executivos, se não tiverem energia e desejo de ocupar cargos de grande responsabilidade. É preciso fazer isso imbuídos de propósitos elevados. Infelizmente, nossa cultura, até nas organizações, valoriza demais quem fala bem e não necessariamente quem pensa bem. Muitas vezes observamos que a liderança é selecionada pela forma como expressa ideias, e não pelo conteúdo de sua fala e capacidade de reflexão. O mundo e as empresas estariam em melhores condições se refletissem profundamente sobre o significado das palavras pronunciadas por líderes. E se avaliassem, com severas restrições, seus resultados no curto prazo, carisma e capacidade de emocionar a plateia. Vamos em frente! Sílvio Celestino - é sócio-fundador da Alliance Coaching e autor do livro "Conversa de Elevador – Uma Fórmula de Sucesso para sua Carreira". No Twitter, siga @silviocelestino

Ativistas gays são os ‘verdadeiros intolerantes’, denuncia Pr. Silas; entenda o caso

pastor Silas Malafaia não está intimidado com as ameaças do nudismo do Grupo Gay da Bahia (GGB), nem com o abaixo-assinado que está circulando nas redes sociais para a retirada do seu título de cidadão soteropolitano. ”Eu não tenho medo deles e vou estar aí para receber meu título. Estou só esperando as eleições passarem”, afirma. “Eu estou gostando dessa polêmica. Vai ficar provado quem são os verdadeiros intolerantes, quem é que não suporta crítica”, disse o pastor ao jornal baiano. Segundo a imprensa local, desde que a Câmara divulgou a homenagem ao pastor Silas a militância gay da cidade vem se mobilizando contra a entrega do título. Por meio da internet os ativistas procuram militantes para tumultuar e tentar impedir a cerimônia, além de enviar mensagens para a página da Câmara pedindo o cancelamento da sessão. Na reportagem, pastor Silas nega a acusação de ser homofóbico e acusa a comunidade gay de querer privilégios. “Não tenho preconceito contra homossexual, sou contra a prática. Você pode ser contra a prática evangélica e não ter preconceito contra as pessoas evangélicas. A comunidade gay é que é o grupo social mais intolerante da pós-modernidade. Eles querem ter direito de xingar e achincalhar, mas qualquer um que fale alguma coisa é logo tachado de homofóbico. Eu tenho uma opinião contrária e ela não pode ser cerceada”. Os ativistas do GGB receberam apenas o apoio do deputado federal Jean Willys e da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil. A referida comissão disse que entrará com um requerimento junto à Câmara de Vereadores por causa da falta de regimentalidade, alegando que ‘Silas Malafaia não teria prestado relevantes serviços à cidade’. Os artistas convocados pela militância gay para dar apoio à causa (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Preta Gil, Ney Matogrosso e Marina Lima), conforme publicado pelo jornal A Tarde nesta terça-feira (18), não se manifestaram. Justificativa da homenagem O título de cidadão soteropolitano será entregue ao pastor Silas na sede do parlamento municipal baiano O vereador Heber Santana, autor do projeto que concede o título de cidadão soteropolitano ao pastor Silas Malafia, justificou a honraria pelo fato do pastor ser um “líder cultural” da comunidade evangélica. “O pastor Silas tem sido porta-voz de um modelo de sociedade que respeita a família e a vida. Em 2009, ele organizou o evento Vida Vitoriosa que levou a Palavra a várias pessoas”, argumenta o vereador. E o próprio pastor Silas emenda: “Estou há 30 anos na TV resgatando pessoas das drogas, da marginalidade. Eu fiz um dos maiores eventos públicos de Salvador. Devo receber o título em consideração a toda comunidade evangélica”.
Santana defende a manutenção do título. “Alguns cidadãos gays já receberam títulos na Câmara e a bancada evangélica não gostou, mas não tentou impedir”. Manifestação pacífica Diante desta situação de afronta e desrespeito, o Pr. Silas Malafaia solicita a comunidade evangélica que se manifeste de forma respeitosa, porém firme. Copie e cole a relação dos e-mails abaixo e envie uma mensagem para todas as autoridades da Câmara de Vereadores de Salvador dizendo: Eu apoio a condecoração do título de cidadão soteropolitano ao pastor Silas Malafaia. presidencia@cms.ba.gov.br; adrianomeireles@cms.ba.gov.br; aladilce@cms.ba.gov.br; dr.alancastro@cms.ba.gov.br; albertobraga@cms.ba.gov.br; alcindoanunciacao@cms.ba.gov.br; alemao@cms.ba.gov.br; alfredo@cms.ba.gov.br; andreamendonca@cms.ba.gov.br; batistaneves@cms.ba.gov.br; carballal@cms.ba.gov.br; carlosmuniz@cms.ba.gov.br; davidrios@cms.ba.gov.br; dr.giovanni@cms.ba.gov.br; dr.pitangueira@cms.ba.gov.br; edsondauniao@cms.ba.gov.br; ebispo@cms.ba.gov.br; geraldojunior@cms.ba.gov.br; gilbertojose@cms.ba.gov.br; gilmarsantiago@cms.ba.gov.br; hebersantana@cms.ba.gov.br; isnardaraujo@cms.ba.gov.br; jocevalrodrigues@cms.ba.gov.br; jorgejambeiro@cms.ba.gov.br; lau@cms.ba.gov.br; leokret@cms.ba.gov.br; martarodrigues@cms.ba.gov.br; moisesrocha@cms.ba.gov.br; odiosvaldovigas@cms.ba.gov.br; oliviasantana@cms.ba.gov.br; palhinha@cms.ba.gov.br; pastorluciano@cms.ba.gov.br; paulocamara@cms.ba.gov.br; pmjunior@cms.ba.gov.br; pepe@cms.ba.gov.br; pedrogodinho@cms.ba.gov.br; saba@cms.ba.gov.br; sguimaraes@cms.ba.gov.br; tcmustafa@cms.ba.gov.br; teosenna@cms.ba.gov.br; tiaeron@cms.ba.gov.br; vaniagalvao@cms.ba.gov.br; imprensa.cms@cms.ba.gov.br; ouvidoriacms@cms.ba.gov.br

terça-feira, setembro 18, 2012

POR QUE A COMPRA DE VOTOS NA REELEIÇÃO DE FHC/PSDB NUNCA CHEGOU AO STF?

terça-feira, 18 de setembro de 2012
[Ministro de FHC Sergio Motta, apontado como o coordenador da compra de votos para manter FHC/PSDB/DEM no poder] [OBS deste ‘democracia&política’: é muito bom para o país que crimes sejam identificados, investigados, processados, julgados e os criminosos punidos com rigor. Contudo, o que vem ocorrendo no Brasil é trágico, apesar de também cômico. Temos assistido grande show teatral de hipocrisia e cinismo. No centro da cena, autoridades como o Procurador-Geral da República e juízes do STF. Parecem inebriados com as luzes das câmeras. A imprensa a eles dedica profusos elogios, há meses, em muitas horas da programação diária das TV e muitas páginas de jornais e revistas. O hilariante é a falsa surpresa e a revolta unilateral de magistrados, da imprensa e da autojulgada “elite” com o velho crime do “caixa 2” e de sua repartição para cobrir custos eleitorais. Para mim, em resumo, em analogia simplista, o que ocorre pode ser comparado ao seguinte cenário: os crimes do Comando Vermelho são julgados, como devem ser, com todo o rigor. Porém, os crimes do PCC são ignorados, escondidos, engavetados, não julgados, não punidos, e seus perpetradores até transformados e alçados a paladinos da ética e da moralidade. Tragicomédia. Vejamos o seguinte artigo de Laurez Cerqueira]: “A campanha à reeleição de Fernando Henrique Cardoso é considerada por especialistas a mais cara da istória do país e nasceu contaminada. Segundo denúncia publicada na época pela “Folha de São Paulo”, a aprovação da emenda que possibilitou a reeleição contou com a compra do voto de vários parlamentares na Câmara dos Deputados, por R$ 200 mil cada um. [Isso foi confessado e vendedores de voto foram cassados. Os compradores foram ignorados. Não houve interesse da mídia e da Justiça em identificá-los e puní-los] . Por Laurez Cerqueira Quem não sabe como são feitas as salsichas, as leis e as eleições? A novidade é que parte do Ministério Público e parte do Supremo Tribunal Federal resolveram julgar o “caixa dois”, feito para as eleições municipais de 2004, curvando-se à versão sobre o “mensalão” criada por Roberto Jefferson, pela oposição e por parte da imprensa que sempre tratou o PT como um intruso na política brasileira. Um precedente perigoso que coloca o STF acima dos demais poderes da República. O alvo é o PT. Destruir o PT. Afinal, a elite não acreditava que os de baixo fossem capazes de se organizar num partido político de massa para fazer a luta social e eleitoral no país das desigualdades. Naquela eleição, em 2004, apesar de tudo, a esquerda cresceu eleitoralmente e em seguida reelegeu Lula. Agora, como num delírio narcísico diante do espelho (câmeras de TV, internet) ministros do STF, enrolados nas suas capas pretas, parecem fazer o jogo de setores da imprensa, que querem fazer valer a todo custo a sua versão do “Mensalão” e patrocinam um triste espetáculo. A hipocrisia, o cinismo aparecem reluzentes nas faces de alguns inquisidores como se o financiamento de campanhas eleitorais por meio de “caixa dois” fosse uma invenção do PT. As câmeras têm revelado, com riqueza de detalhes, aspectos sombrios do caráter de personagens centrais do julgamento no STF.
As investigações foram cirúrgicas e não foram além da superfície do sereno mar que encobre o financiamento das campanhas eleitorais de todos os partidos políticos. Não há nenhum questionamento sobre os demais partidos, como se os de oposição (PSDB, DEM, PPS) tivessem financiado as eleições de 2004 na mais perfeita ordem. Especialistas da Universidade de São Paulo (USP) calcularam que, nas eleições municipais de 2004, cerca de 400 mil políticos empregaram algo em torno de 12 milhões a 16 milhões de trabalhadores, para disputar 55 mil vagas de vereador e 5.600 cargos de prefeito no país. A infraestrutura das campanhas eleitorais municipais de 2004 - propaganda dos candidatos veiculada pelos mais variados meios de comunicação - comícios, shows, alugueis, equipamentos de comitês eleitorais, assessores, enfim, custou cerca de 5 bilhões de reais. O total gasto atingiu a cifra de 41 reais por eleitor. Especialistas estimam que, por baixo, mais da metade do dinheiro envolvido em campanhas não aparece nas prestações de contas. Cerca de 70% a 80% das despesas dos candidatos não foram registradas como manda a lei. O que daria, em média geral, 1 real para o caixa oficial e 3 reais para o “caixa dois”. Quem adota o “caixa dois” costuma dizer que as contribuições sem registro são feitas a pedido dos contribuintes que não querem se expor, como se o problema fosse a Lei Eleitoral. O professor David Samuels, da Universidade de Minnesota, pesquisador do processo eleitoral no Brasil, analisou o perfil de doadores oficiais a partir dos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e chegou à conclusão que as candidaturas à presidência da República são financiadas com maior volume de recursos do setor financeiro e da indústria pesada, como a de aço e a petroquímica. Isso porque a Presidência da República é quem responde pela macroeconomia (juros, tarifas, câmbio e política de exportação). Além disso, lida com marco regulatório e concessão de subsídios. Os setores financiadores das campanhas à presidência da República costumam ser os mesmos das candidaturas ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados, porque os assuntos tratados no Senado e na Câmara são também do âmbito da União Já as candidaturas a governador recebem mais recursos de empreiteiras, isso porque as grandes obras estão mais concentradas nos Estados. Os candidatos a prefeito e vereador recebem mais recursos das empresas de transporte e de coleta de lixo. A campanha à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é considerada por especialistas a mais cara da história do país e nasceu contaminada. Segundo denúncia publicada na época pelo jornal “Folha de São Paulo”, assinada pelo repórter Fernando Rodrigues, a aprovação da emenda que possibilitou a reeleição contou com a compra do voto de vários parlamentares na Câmara dos Deputados, por R$ 200 mil cada um. Naquele momento, Sérgio Motta, ministro das Comunicações havia declarado que o projeto dos tucanos era permanecer no poder por, no mínimo, 20 anos. Disse isso depois das privatizações dentre outras áreas, a de telecomunicações. No início da campanha presidencial de 1998, o comitê eleitoral responsável pelas articulações da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso elaborou um orçamento minucioso de gastos e concluiu que, para cobrir todas as despesas do pleito, seriam necessários R$ 73 milhões. Esse orçamento prévio foi comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral. Passadas as eleições, o comitê fez as contas e encaminhou a declaração oficial de doações ao TSE, informando que o total arrecadado e gasto na campanha foi de R$ 43,022 milhões. A revista “Época”, de 30 de novembro de 1998, informou que a equipe que cuidou das finanças, coordenada pelo ex-ministro Bresser Pereira, dias depois do envio da lista ao Tribunal, refez as contas e concluiu que os gastos foram R$ 45,931 milhões, uma quantia muito superior ao total declarado ao TSE. Esse desencontro de valores, entre o que se arrecadou, o que se gastou e o que se declarou ao TSE jamais foi explicado pelos coordenadores. Paira sobre esse assunto uma nuvem de mistério. Curioso é que, na campanha de 1998, o candidato Fernando Henrique Cardoso viajou menos, fez menos comícios do que em 1994, mas gastou R$ 10 milhões a mais. Bresser Pereira conta que, diante do volume das dívidas deixadas pelo comitê, ele foi obrigado a reunir a equipe financeira e colocá-la de novo em campo para arrecadar mais dinheiro dos empresários para cobrir o rombo. A revista “Época” informou, ainda, que as solicitações foram deliberadamente concentradas nos grupos empresariais que compraram as estatais. Na segunda quinzena de outubro daquele ano (período proibido pela lei), foram arrecadados R$ 8,2 milhões. Essa decisão foi absolutamente ilegal e contrariou a legislação eleitoral, mas, mesmo assim, a arrecadação de recurso foi feita. Dentre as empresas que doaram recursos após o pleito, constam a Vale do Rio Doce, Companhia Petroquímica do Sul (COPESUL) e TELEBRAS. As subsidiárias da Vale do Rio Doce doaram R$ 1,5 milhão. Os donos da COPESUL, R$ 1 milhão e os grupos “La Fonte/Jereissati/Andrade Gutierrez” e INEPAR, que haviam comprado as empresas do sistema TELEBRAS, doaram R$ 2,5 milhões. No final da ofensiva dos coletores, os dirigentes do comitê disseram que ficaram faltando R$ 2,9 milhões para liquidar as contas. Na mesma matéria, a “Época” destacou o setor financeiro como o que mais contribuiu para a campanha à reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Em 1994, os banqueiros deram R$ 7,1 milhões. De cada R$ 10,00 que entraram no caixa da campanha, R$ 4,30 originaram do setor financeiro. Em 1998, a aposta do setor no candidato à reeleição atingiu 43% (R$ 18,6 milhões) mais que o dobro da campanha anterior. Apenas cinco conglomerados financeiros contribuíram com quase R$ 10 milhões. Somados, responderam por 66,1% das doações feitas pelo setor financeiro e 28,6% do total de contribuições declaradas na campanha presidencial, informou a revista. As controvérsias sobre o financiamento da milionária campanha à reeleição de Fernando Henrique Cardoso não pararam por aí. Para complicar ainda mais a vida do tucanato a “Folha de São Paulo”, de 12 de novembro de 2000, publicou vasta matéria com informações comprometedoras, obtidas de planilhas eletrônicas datadas de 30 de setembro de 1998, vazadas do comitê eleitoral do candidato tucano. Essas planilhas revelam a existência de contabilidade paralela de arrecadações e gastos da campanha. O jornal informou que, pelo menos, R$ 10,120 milhões deixaram de ser declarados ao TSE e que, de cada R$ 5,00 arrecadados, R$ 1,00 era desviado para uma contabilidade particular desconhecida. Além dos R$ 10,120 milhões não declarados oficialmente ao Tribunal, feitos os cálculos, tomando por base a planilha completa, ficou de fora R$ 4,726 milhões, doados por empresas que constam da lista do TSE, com valores menores do que os da planilha, que aparecem sob a rubrica de uma associação de classe de empreiteiros. O dinheiro arrecadado pelo comitê financeiro, descrito em 34 registros na planilha principal obtida pelo jornal, totalizara R$ 53,120 milhões. Vale lembrar que, na data constante da planilha, a qual os repórteres tiveram acesso, o comitê ainda não havia registrado todas as contribuições, o que leva a crer que o volume de recursos não declarados devia ser muito maior, levando em consideração que o orçamento estimado inicialmente pelo comitê para os gastos, e comunicado ao TSE, era de R$ 73 milhões. Nota-se que havia margem suficiente para declarar os recursos constantes na contabilidade paralela em questão e a equipe financeira não o fez. As razões não foram esclarecidas à imprensa, que insistentemente tentou sem sucesso obter explicações dos responsáveis pelas contas. Toda essa história acabou envolta num manto de mistério. A imprensa, na época da divulgação das planilhas pelo jornal, andou escarafunchando a lista de contribuintes da campanha da reeleição e trouxe à baila informações preciosas. Os colaboradores, ao verem seus nomes e os nomes de suas empresas publicados nos jornais, não conseguiram esconder o constrangimento. Muitos deles acabaram dando informações contraditórias. A lista mais parecia um condomínio de interesses escusos. A maior doação constante na planilha publicada foi de R$ 3 milhões e não está registrada no TSE. O jornal atribuiu, à época, essa contribuição ao então ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Andrea Matarazzo. Ele negou, dizendo que não participou do grupo de arrecadadores e que apenas realizou alguns jantares com empresários. Mas, membros da equipe financeira, como Bresser Pereira e o publicitário Luiz Fernando Furquim afirmam que Andrea Matarazzo fazia parte, sim, do grupo de coletores. Um detalhe: na planilha não consta registro da procedência do dinheiro. O publicitário Roberto Duailibi, dono da “agência DPZ”, em entrevista à “Folha de São Paulo”, disse, no primeiro momento, que havia contribuído com R$7.500 mil. Quando ficou sabendo que a sua doação não estava registrada no TSE, ligou para o jornal e disse que a empresa dele não havia contribuído com a campanha. Porém, consta na planilha que a DPZ contribuiu com R$200 mil. Outro publicitário, Geraldo Alonso, da agência “Publicis Norton” disse ao jornal que contribuiu para a campanha com serviços de publicidade. O valor do trabalho prestado pela agência dele registrado na planilha foi de R$ 50 mil. Em seguida, ele negou que havia prestado serviços. A empresa “Atlântica Empreendimentos Imobiliários”, da banqueira Kátia Almeida Braga (“Grupo Icatu”), uma das coletoras de recursos, disse que contribuiu com R$ 100 mil e que tinha recibo emitido pelo PSDB. Esse valor aparece na planilha e não foi registrado na contabilidade oficial. Numa investida no Rio de Janeiro, Kátia Almeida Braga procurou dezoito empresários. Uma das empresas da lista era a SACRE, de Salvatore Cacciola, aquele banqueiro do caso Marka e FonteCindan, que fugiu para a Itália depois do escândalo financeiro. Kátia Braga conseguiu que a empresa dele doasse R$ 50 mil para a campanha. Outra empresa que chamou atenção na lista de contribuintes da campanha de Fernando Henrique Cardoso foi a VASP, de Wagner Canhedo, um dos acusados de integrar o esquema PC no governo Collor e que responde, até hoje, vários processos na justiça. A empresa de Canhedo era devedora, na época, de mais de R$ 3 bilhões ao governo. Canhedo doou R$ 150 mil e não consta na declaração do TSE. No caso da VASP, a lei proíbe doações, mas a direção da empresa confirmou a doação à “Folha de São Paulo”. Além desses casos, existem muitas outras irregularidades reveladas pela imprensa, como, por exemplo, doações feitas por universidades e escolas privadas. A legislação proíbe instituições de ensino de participar financeiramente de campanhas eleitorais, mas o presidente da “Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior” (ABMES), Edson Franco, confirmou a jornalistas que diversas instituições foram procuradas pelo ex-ministro Bresser Pereira e que várias delas fizeram doações. Ele citou a UNIP, de João Carlos Di Gênio e a “Faculdade Anhembi-Morumbi”. Todos esses casos nunca foram investigados, o Ministério Público e o STF não se interessam por esse assunto.”
A diferença do “caixa dois” da reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso do “caixa dois” das eleições municipais de 2004 é que o PT dançou, foi investigado e está sendo julgado, enquanto os tucanos e o PFL/DEM flanam na desgraça do PT. “O deputado José Dirceu, em seu depoimento no Conselho de Ética, lembrou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, certa vez, que não admitiu a instalação de CPIs durante seu governo porque sabia que uma CPI o derrubaria.”
Portanto, o financiamento de campanhas eleitorais por meio de “caixa-dois” é prática conhecida e só veio a público porque parte da cúpula do PT resolveu participar da festa e se deu mal. Agora, o partido está sendo ridicularizado como se fosse um penetra. “Financiamento público já!” FONTE: escrito por Laurez Cerqueira, jornalista e escritor, autor, entre outros trabalhos, de “Florestan Fernandes – vida e obra”, “Florestan Fernandes – um mestre radical” e “O Outro Lado do Real”, em parceria com o deputado Henrique Fontana. Artigo publicado no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=193954&id_secao=1) [Imagens obtidas no google, observação inicial, legenda, título e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’]. Postado por Política às 10:46

80 anos de Brasil Boeing comemora avanços no país de olho na concorrência FX-2

No último dia 12 de Setembro, no Clube de Engenharia em Brasília, a Boeing recebeu convidados da área governamental e seus parceiros comerciais e industriais locais para comemorar 80 anos de Brasil. O Brigadeiro Moretti Bermudez, Comandante do VI COMAR, representou o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito. Donna Hrinak, atual presidente da Boeing Brasil esteve acompanhada de Al Bryant, Joe McAndrew e Tom De Wald, executivos do primeiro escalão da empresa. Também presente ao evento o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, liderando os representantes diplomáticos da Embaixada Americana.Em 14 de Setembro de 1932, a Boeing e o governo brasileiro começaram a construir uma história sólida de parceria com a entrega dos caças biplanos F4B-4. As aeronaves chegaram ao país de navio no Rio de Janeiro e foram entregues para o governo brasileiro, pois na época ainda não havia sido constituída a Força Aérea Brasileira (FAB). Os aviões foram distribuídos entre a Marinha (Aviação Naval) e o Exército Brasileiro. Desde então, a Boeing tem mantido um relacionamento produtivo com o Brasil. Atualmente, o Boeing F/A-18E/F Super Hornet está na competição do Programa F-X2, que planeja a compra de 36 aviões de combate para substituírem os antiquados caças franceses Mirage 2000C e posteriormente, os caças Northrop F-5EM/FM e Embraer A-1M AMX modernizados, atualmente empregados pela FAB. Na área comercial, a Boeing fez sua primeira entrega para o Brasil em sete de Junho de 1960, um quadrimotor a jato 707 para a VARIG, uma das mais famosas companhias aéreas de todos os tempos no País. Desde então, a empresa entregou aproximadamente 177 aviões comerciais, incluindo aviões de carga, para 13 operadoras brasileiras. No setor de biocombustível para aviação, a Boeing está servindo como um catalisador para o setor, incluindo o recrutamento de empresas áreas brasileiras para o Grupo de Usuários de Combustível Sustentável para Aviação (SAFUG). Em outubro de 2011, a Boeing, a Embraer e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciaram um acordo de colaboração de longo prazo para pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação, o que representa mais um grande passo para a criação de uma indústria de biocombustíveis sustentáveis para aviação no Brasil (incluindo aí a aviação militar). Em 2011, a Boeing abriu dois escritórios no Brasil (São Paulo e Brasília) ampliando a atuação da empresa no país e afirmando seu compromisso de que veio para ficar. Em 2012, este movimento foi consolidado com o anúncio do Centro de Pesquisas Boeing Brasil e também da parceria Boeing/EDS para abrir novos mercados para o transporte militar KC-390, ora em desenvolvimento pela empresa brasileira e considerado como o virtual substituto das versões mais antigas do C-130 Hércules, fabricado pela Lockheed Martin nos Estados Unidos. Adicionalmente, a Boeing vem captando e qualificando empresas brasileiras em diversos estados para tornarem-se fornecedoras da sua cadeia mundial de suprimentos.

DEFESA - País planeja investir R$ 124 Bi em duas décadas

Os programas estratégicos das três Forças Armadas brasileiras para as próximas duas décadas somam R$ 124 bilhões em investimentos. Todos orientados para a transferência e o desenvolvimento de tecnologia no Brasil, com o objetivo de formar um parque industrial bélico no País. Os sete projetos estratégicos do Exército representam quase metade desse total: R$ 57,03 bilhões, de acordo com levantamento feito pelo Estado. A Força Aérea Brasileira pretende comprar 120 caças, no valor de cerca de R$ 10 bilhões. A transferência de tecnologia é um critério chave na escolha do fabricante. Por causa de sua oferta de transferência "irrestrita", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar a escolha do avião francês Rafale, fabricado pela Dassault, mas recuou diante da resistência da FAB. A maioria dos militares prefere o americano F-18, da Boeing, como máquina de guerra. Mas os obstáculos para a transferência de tecnologia são grandes entre os americanos, e os oficiais das áreas de pesquisa e desenvolvimento insistem no sueco Gripen, da SAAB. A EMBRAER está desenvolvendo para a FAB um novo cargueiro de 20 toneladas, o KC-390, destinado a substituir os C-130 Hercules e a concorrer com eles no mercado internacional. O custo estimado do projeto é de R$ 4,63 bilhões. Cada uma das três Forças receberá ainda 16 helicópteros de transporte EC-725 CARACAL, da Eurocopter, com capacidade para 2 tripulantes e 29 soldados com seu equipamento. O investimento de R$ 4,65 bilhões inclui a transferência da tecnologia e o aumento progressivo de conteúdo nacional. Os helicópteros serão fabricados pela Helibrás, subsidiária da Eurocopter. A Marinha trabalha na construção de um reator nuclear de geração de energia para a propulsão de submarino. O projeto, que envolve ainda o enriquecimento de urânio, não só para o submarino mas também para a geração de energia elétrica, está orçado em R$ 2,59 bilhões, e se estende até o ano 2025. A Marinha mantém um programa de desenvolvimento de submarinos, chamado de PROSUB, no valor total de R$ 27,26 bilhões, também até 2025. O projeto inclui um estaleiro para a construção de quatro submarinos convencionais e um nuclear, além de uma base naval. Outro programa da Marinha, o PROSUPER, no valor de R$ 18 bilhões, é a construção de 11 navios - 5 fragatas, 5 escoltas e um de apoio. Seis países disputam o contrato: Alemanha, Coreia do Sul, Espanha, França, Itália e Inglaterra. Os navios devem ser construídos no Brasil a partir de um projeto existente e já em operação. O fornecedor terá de transferir tecnologia a um estaleiro brasileiro. A maioria desses projetos foi gestada no fim do século passado. Mas eles parecem ganhar mais impulso, com a ênfase na transferência e desenvolvimento local de tecnologia, e a perspectiva de exportação. "Para que uma empresa possa exportar, primeiro ela precisa fornecer para o governo de seu país", observa Luiz Carlos Aguiar, presidente da EMBRAER Defesa e Segurança. A exigência de conteúdo nacional por parte da FAB tem tornado concorrentes da Embraer inelegíveis no Brasil. Algumas empresas brasileiras que se associaram a parceiros estrangeiros temem agora que o mesmo aconteça com elas nas disputas com a EMBRAER por contratos com o Exército. O assunto é delicado por causa do sigilo que encobre as escolhas e contratos feitos pelas Forças Armadas. No momento em que o Brasil deixa décadas de letargia na área da defesa e se lança para a criação de um parque tecnológico e industrial para o setor, muitas oportunidades surgem, e muitos desafios também, nas relações entre o público e o privado.

PARTICIPAÇÃO DO BRASIL EM OBSERVATÓRIO EUROPEU CONTINUA INDEFINIDA

Herton Escobar / O Estado de S. Paulo A adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO, em inglês) e sua participação na construção do Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT) continuam indefinidas, quase dois anos após a assinatura de um acordo formal entre o consórcio europeu e o governo brasileiro. A parceria, que garantirá o acesso de pesquisadores brasileiros a vários telescópios de ponta do ESO instalados no Chile, tem um custo estimado de R$ 565 milhões em dez anos. Os primeiros pagamentos deveriam ter sido feitos em 2011, mas não foram, porque o contrato de adesão não foi enviado ao Congresso para ser ratificado – etapa necessária por se tratar de um acordo entre países. Em janeiro, o diretor-geral do ESO, Tim de Zeeuw, fez várias advertências de que a sociedade com o Brasil poderia ser revista, ou até cancelada, caso o País não ratificasse o acordo até meados deste ano – o que não aconteceu. Agora, em nova entrevista ao Estado, Zeeuw diz que sua intenção não foi dar um “ultimato” ao Brasil, mas “encorajar” o País a acelerar o processo de ratificação e, assim, garantir a participação da indústria brasileira nas licitações para construção do E-ELT – que deverá ser o maior telescópio do mundo, com um espelho de 39 metros de diâmetro. “A indústria brasileira tem ótimas condições de competir nesse processo, mas só poderá receber contratos se o Brasil for membro pleno do ESO, o que implica em ratificar o acordo de adesão e depositar os pagamentos anuais”, afirma Zeeuw. Segundo informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o acordo de adesão foi enviado ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) no dia 30 de maio e agora está com a Casa Civil, com a anuência de ambas as pastas. A Casa Civil informou apenas que o documento está “em análise” e não deu previsão de quando (ou se) ele será enviado ao Congresso. Zeeuw, porém, não estipulou nenhum novo prazo para isso, dizendo apenas que “seria melhor” se o Brasil ratificasse o acordo até o fim deste ano, já que os contratos de construção do E-ELT começarão a ser negociados em 2013. “Nenhum dos 14 sócios europeus tem interesse em ‘expulsar’ o Brasil. Pelo contrário, eles têm uma opinião muito positiva sobre a adesão do País, uma vez que isso permitirá trabalhar em parceria com o Brasil em ciência e tecnologia, com benefícios mútuos”, afirma o diretor. Mais do que isso, a participação do Brasil é considerada vital, financeiramente falando, para a construção do E-ELT. Fontes próximas ao projeto dizem que os europeus, em meio a uma crise econômica e com seus orçamentos já esticados ao máximo, não têm como bancar o telescópio sozinhos – o que explicaria a inusitada “paciência” europeia com o Brasil. O custo estimado do telescópio é de mais de EU$ 1 bilhão.
A entrada do Brasil no ESO, se confirmada, faria do País o primeiro não europeu a integrar o consórcio. A maior parte da comunidade científica astronômica brasileira é favorável à adesão. Alguns críticos, porém, consideram o preço alto demais – mesmo com o desconto de 30% oferecido pelo ESO, comparado ao que pagam os países europeus. A bandeira do Brasil já figura no site e em todos os materiais de divulgação do ESO desde o início de 2011, mesmo com o acordo não ratificado. Astrônomos brasileiros, assim como os de qualquer outro país não membro, sempre puderam participar de pesquisas feitas com os telescópios do ESO (todos localizados nos Andes chilenos), mas sempre em colaboração com parceiros europeus. Como membro do consórcio, o País ganharia muito mais acesso e autonomia no uso desses telescópios, que estão entre os melhores do mundo para uma série de aplicações. O Observatório de Paranal é a maior “joia” do ESO, com vários telescópios de alta tecnologia. (FOTO: ESO/G.Hüdepohl) Abaixo, uma das fotos mais recentes divulgadas de lá, da galáxia NGC 1187, localizada a 60 milhões de anos-luz da Terra. A imagem foi feita com o Very Large Telescope, que significa, literalmente, Telescópio Muito Grande

segunda-feira, setembro 17, 2012

SERRA DEU UMA MEGA-SENA POR MÊS À MÍDIA DEMOTUCANA

Por Saul Leblon “Na campanha presidencial de 2010, Serra deu R$17,6 milhões por mês ao dispositivo midiático demotucano para veicular publicidade do governo de São Paulo. É como se o tucano transferisse 980 salários mínimos por dia (40 salários por hora), uma Mega-Sena por mês (a do últiimo sábado foi de R$ 17 milhões), aos veículos que o apoiam. Durante a gestão Serra em SP (2007/2011), o governo do Estado transferiu R$ 608,9 milhões à mídia 'isenta' para comprar espaço publicitário. Significa que Serra, sozinho, repassou aos veículos que formam o dispositivo midiático conservador um valor equivalente a 30% dos gastos totais com publicidade do governo federal no mesmo período. Os valores absolutos foram publicados pela “Folha” de sábado. O auge da "generosidade tucana" foi no ciclo eleitoral de 2009/2010: R$ 246 milhões. A “Globo” foi a mais aquinhoada na gestão Serra: R$ 210 milhões, 50% do total destinado a TVs, embora sua fatia na audiência seja declinante no período: caiu de 41% para 38% do total. Serra destinou às TVs religiosas mais recursos do que à TV Cultura, cuja audiência é superior. A empresa de publicidade que intermediou a maioria dos contratos, ficando com 20% de comissão --como acontecia com o Valerioduto- foi a “Lua”, cujo proprietário é Rodrigo Gonzales. Rodrigo vem a ser filho do publicitário Luiz Gonzales, o marqueteiro de Serra e Alckmin, que fez a campanha presidencial do tucano em 2010 e comanda a atual, à prefeitura de SP. A agencia “Lua” também tem a conta publicitária da “Dersa” e do programa “Nota Fiscal Paulista” ( valores divulgados pela “Folha”; 15-09).” FONTE: escrito por Saul Leblon no site “Carta Maior” Postado por Política às 12:14

A CIENCIA DA INFORMAÇÃO

Borko (1968) descreveu que a Ciência da Informação (CI) é como uma disciplina que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam seu fluxo, e os meios de processá-la para otimizar sua acessibilidade e uso. Está ligada ao corpo de conhecimentos relativos à origem, coleta, organização, estocagem, recuperação, interpretação, transmissão, transformação e uso da informação. Tem um componente de ciência pura, através da pesquisa dos fundamentos, sem atentar para sua aplicação, e um componente de ciência aplicada, ao desenvolver produtos e serviços. Por sua característica de ciência interdisciplinar, a CI deriva-se e associa-se a outras áreas do conhecimento, como Ciência da Computação, Comunicação, Administração, Informática, Matemática, Lógica, Lingüística, Psicologia, Pesquisa Operacional, Análise de Sistemas, Artes Gráficas, Educação, Biblioteconomia, Arquivística, entre outras. Assim, a biblioteca tradicional e a documentação não são mais do que aplicações particulares da Ciência da Informação. Entre um extremo e outro do processo de produção/utilização da informação, situam-se técnicos e especialistas que processam a informação contida nos diversos documentos, reunindo-a, canalizando-a, tratando-a, selecionado-a, difundindo-a, armazenando-a e recuperando-a, facilitando, assim, o trabalho dos usuários, que podem ter acesso a informação de que precisam, nos mais diferentes suportes e nas mais variadas formas de distribuição. Foskett (1980) privilegiando a CI no aspecto de sua inserção nos campos da ciência, diz que é uma disciplina que surge de uma ´fertilização cruzada´ de ideias que incluem a velha arte da biblioteconomia, a nova arte da computação, as artes dos novos meios de comunicação e aquelas ciências como psicologia e linguística que, em suas formas modernas, têm a ver diretamente com todos os problemas da comunicação – a transferência do conhecimento organizado. A informação se caracteriza, enquanto objeto da CI, pela função que lhe é atribuída, ou seja, uma utilidade informacional em algum momento para algum segmento institucional. Uma vez atribuída uma utilidade informacional ao objeto, em decorrência o mesmo deve ter sido registrado (para sua utilização no futuro) e armazenado de forma tal (organizado) que possa efetivamente ser encontrado quando buscado. Esta definição é restritiva, mas nos parece mais produtivo (construir conhecimento) neste sentido ao invés de adotarmos uma visão muito abrangente e nada conseguirmos avançar num universo que se diluirá em diferentes áreas do conhecimento. Um profissional de CI detém conhecimentos teóricos e domina fundamentalmente conceitos e procedimentos que podem ser utilizados em uma série de situações que pressupõem a necessidade da organização, manipulação, disponibilização e uso da informação. Enfatizando o domínio sobre uma área do conhecimento e o espectro de atividades em que o profissional da informação pode atuar o produto gerado potencializa consideravelmente o resultado. Lima (2003) comenta que a CI apareceu como uma nova área do conhecimento a partir da revolução técnico-científica posterior à II Guerra Mundial. O grande volume de informações gerado no crescente número de áreas do conhecimento passou a demandar um nível maior de organização informacional. As questões relativas à Recuperação da Informação (RI) desencadearam a busca da construção de um edifício teórico, empírico e prático no qual se pudesse abrigar a CI. São exemplos desse progresso a evolução de sistemas, técnicas e máquinas para recuperação de informação, assim como os estudos teóricos e experimentais sobre a natureza da informação; a estrutura do conhecimento e seus registros; os usuários da informação; o comportamento humano diante da informação e sua utilização; a interação homem-computador; a utilidade e obsolescência da informação; medidas e métodos de avaliação dos sistemas de recuperação; economia, impacto e valor da informação, entre outros. Além disso, o desenvolvimento epistemológico da CI propiciou e influenciou a emergência e a evolução da indústria informacional, a partir do pragmatismo observado na aplicação empresarial da RI. Na Era da informação e com o desenvolvimento tecnológico, o modelo da mente humana começou a ser associado ao computador. O cérebro e a mente humanos, por sua vez, têm sido comparados ao disco rígido e softwares dos computadores: "O cérebro é somente um computador digital e a mente é somente o programa de computador" (SEARLE, 1984). Para finalizar, Lima (2003) explica que na interseção da ciência da computação com a CI, tendo como base a aplicação dos computadores e da computação na RI, destacam-se as áreas da inteligência artificial (IA) e da interação homem-computador. A IA busca reproduzir a atividade mental do homem em tarefas como a compreensão da linguagem, a aprendizagem e o raciocínio. Essas tarefas estão associadas à CI e à CC no padrão de representação e nas atividades de processamento da informação, estabelecendo limites nos modelos de construção da representação do conhecimento. BORKO, H. Information science: what is it? American Documentation, v. 19, n. 1, p. 3-5, 1968. FOSKETT, D. J. A ciência da informação como disciplina emergente: implicações educacionais: ciência da informação ou informática. Rio de Janeiro: Calunga, 1980. p. 53-69. LIMA, Gercina Ângela Borém. Interfaces entre a ciência da informação e a ciência cognitiva. Ci. Inf. [online]. 2003, vol.32, n.1, pp. 77-87. ISSN 0100-1965. quarta-feira, 12 de setembro de 2012 Postado por Celso Moreira Ferro Júnior às 23:38

Cinco novas corvetas da "classe Tamandaré" a caminho!

Atualizando o furo exclusivo anunciado por ALIDE em 23 de agosto, apuramos hoje que muitas das inferências adiantadas por ALIDE naquela matéria estão absolutamente em linha com os planos atuais da Marinha. Confiram! a) A classe dos novos navios é conhecida dentro da Marinha como "Corveta Barroso Modificada", e não "Modernizada" termo este que, provavelmente, implicaria num programa de atualização de meia vida, como foi o ModFrag das fragatas Niterói. b) Este novo programa é absolutamente paralelo ao Prosuper, para a MB as novas fragatas de 6000tons são "indispensáveis". c) Este programa é realmente considerado na MB como sendo apenas "um passo acima" ao programa de construção de NPas de 500tons. As novas corvetas igualmente serão construídas em estaleiros brasileiros privados. d) O desenho do casco da nova classe será rigorosamente o mesmo utilizado na Corveta Barroso. Por esta razão, não haverá qualquer gasto a ser realizado na área de hidro-dinâmica na nova classe. e) O Centro de Projeto de Navios (CPN), localizado dentro do Arsenal de Marinha, já se encontra no processo de discutir internamente as características que devem ser implementadas nessa nova classe de corvetas. No entanto, não se iniciaram ainda a elaboração dos seus primeiros desenhos de configuração. f) Não foi fechada ainda a seleção dos sensores a serem utilizados na nova classe. g) Mísseis de defesa de ponto são desejados, mas ainda não se tem claro a oportunidade e os riscos ligados ao seu uso na nova classe. h) O sistema de combate Siconta 3 instalado na Barroso é considerado "um sucesso" e deve, por isso, ser reutilizado nas novas corvetas. i) A Marinha tem esperança de que seja possível comprar CINCO navios desta classe na primeira encomenda, e não apenas quatro como relatamos anteriormente. j) Existe uma fortíssima possibilidade do próximo navio ser batizado de "Corveta Tamandaré". Segundo uma fonte de ALIDE, daquelas bem "estreladas", a Barroso, a despeito de seu deslocamento modesto, recebeu este nome tão importante na MB devido à expectativa de sua grande contribuição para o desenvolvimento continuado da indústria nacional de navios militares. Nada mais natural que a geração seguinte de corvetas nacionais também receba um nome de imensa tradição e respeito dentro da história da MB. k) Embora não haja nenhuma verba já firmemente comprometida com este programa, o Ministério da Defesa já se encontra devidamente briefado e já apóia o programa construção das novas corvetas. Alide ainda apurou algumas outras novidades sobre o andamento de outros programas de reaparelhamento da MB: Navio de Propósitos Múltiplos (NPM): Segundo o desejo da MB neste momento, este novo navio deve ser um derivado da classe Mistral (ou de um de seus rivais internacionais) com um projeto modificado no Brasil para ter uma ainda maior "polivalência". Ele terá capacidade para ser usado no dia a dia como navio tanque, com sistema de mangotes e cabo de aço de suporte. A versão brasileira deverá ter grandes tanques internos onde transportará muito maiores quantidades de combustível de aviação e MAR-C para "alimentar" os navios da Esquadra e seus meios aéreos. Para atender aos desejos da MB, este modelo será otimizado ainda para realizar, adicionalmente, o transporte de munição e de contêineres de carga militar. Navio Aeródromo: Segundo informação levantada junto aos participantes do RFI do ProNAe para que a MB possa desenvolver no Brasil sua próxima classe de navio aeródromo, a Marinha terá que dispor de nada menos que SEICENTOS engenheiros navais apenas para dedicar a este programa. Este número, segundo as mesmas fontes de ALIDE, são comparáveis com o número total de engenheiros existente em TODA a Marinha. Os planos em curso na Diretoria de Pessoal da Marinha não prevêem ainda uma equipe deste porte para este programa. Fonte: ALIDE SEGURANÇA NACIONAL BLOG

Por 33 milhões de euros Marinha do Brasil e o Penguin MK3 da Kongsberg

A Marinha do Brasil, dando prosseguimento as ações desencadeadas após o recebimento dos novos helicópteros navais MH-16 Seahawk (quatro unidades entregues no final de agosto), assinou ontem (12 de setembro) um contrato avaliado em cerca de 33 milhões de euros para a entrega de novos mísseis antinavio Penguin MK3 (aerolançável), fabricados pela empresa norueguesa Kongsberg Defence Systems e selecionados para emprego na aeronave brasileira.O míssil da Kongsberg é homologado para emprego nos SH-60B Seahawk Lamps III da Marinha dos Estados Unidos e países aliados, sendo uma arma de navegação inercial de meio curso e orientação final por infravermelhos, de longo alcance e capaz de afundar até embarcações de médio porte com sua ogiva de 120 kg que impacta na linha d´água. Foi projetado para enfrentar navios na faixa costeira (anti-invasão) e submarinos navegando na superfície. Seu seeker infravermelho é capaz de distinguir entre alvos legítimos e decoys ou chamarizes, sendo muito resistente a contramedidas eletrônicas. A principal vantagem operacional do Penguin é o seu longo raio de operação, permitindo ao vetor de lançamento operar fora do alcance das defesas adversárias. Considerado como uma arma fire and forget, o míssil da Kongsberg apresenta um perfil de emprego ideal para as necessidades da Marinha do Brasil, como por exemplo, a defesa do Pré Sal e outras zonas de produção petrolífera do País em alto mar. SEGURANÇA NACIONAL

Embraer Defesa e Segurança fornecerá suporte logístico para aeronaves da Força Aérea Brasileira

A Embraer Defesa e Segurança e a Força Aérea Brasileira (FAB) assinaram um contrato para fornecimento de suporte logístico e serviços para a frota de 24 aeronaves da família ERJ-145 (ERJ-145, ERJ-135, Legacy 600, RS e AEW&C) operada pela FAB. Denominado ESSG (Embraer Solução de Suporte para Governo), o programa inclui suporte de material, gestão de reparos, controle técnico de manutenção, suporte de engenharia e apoio técnico em campo, além de serviços de manutenção programada e não-programada. O valor do contrato pode chegar a US$ 130 milhões, sendo US$ 98 milhões firmes, relativos ao apoio logístico rotineiro, e US$ 32 milhões opcionais, referentes a serviços adicionais. O Programa ESSG é uma solução integrada que aumenta a disponibilidade e a prontidão da frota para realização de missões, com preço fixo e requisitos de desempenho definidos, eliminando riscos para o cliente. Por meio de uma gestão centralizada, permite o planejamento de longo prazo, integração da rede global de parceiros e fornecedores, e clara definição de prazos para a entrega de peças. O resultado esperado é uma significativa redução dos custos operacionais e de suporte da FAB. “Atender à FAB com um novo modelo de serviços que lhe permitirá cumprir suas missões com excelência nos dá imensa satisfação”, disse Eduardo Bonini Santos Pinto, Vice-Presidente de Operações e COO - Embraer Defesa e Segurança. “Estamos convencidos de que o Programa ESSG contribuirá para uma gestão eficiente e econômica da sua frota”. “Este contrato representa uma grande conquista para o desenvolvimento da indústria de defesa nacional, uma vez que é de notório conhecimento a excelência na qualidade dos serviços prestados pela Embraer”, disse o Major-Brigadeiro Paulo João Cury, Diretor da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico da FAB. “O Programa ESSG contribui para que a Força Aérea cumpra seus objetivos institucionais, incluindo a defesa do território nacional, com grande desempenho e alta disponibilidade Publicada por Paulo Lima Sandoff em sexta-feira, setembro 14, 2012