Ramo da segurança que cuida dos interesses ligados à empresas públicas ou privadas, no que tange à proteção de seus recursos humanos e materiais e deve estar em consonância com a missão e valores da empresa, devendo também respeitar os limites éticos e legais impostos nas regiões em que atuam. " Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." Salmos 127:1
quinta-feira, março 21, 2013
INDÚSTRIA DE DEFESA E SEGURANÇA: TREINAMENTO CONTRA TERRORISMO
INDÚSTRIA DE DEFESA E SEGURANÇA: TREINAMENTO CONTRA TERRORISMO: Embaixada americana treina polícia brasileira contra terrorismo para a Copa Mais de 300 policiais já foram treinados no País em cursos...
quarta-feira, março 20, 2013
Como tornar sua comunicação interpessoal eficaz
Muitas pessoas não se dão conta que a má comunicação pode trazer prejuízos para a carreira e negócios. Veja como ter uma comunicação eficaz
Hamilton T. Mitsumune.
HAMILTON TERUAKI MITSUMUNE
MASTER COACH. Bacharel em Direito pela PUC/SP. Advogado. Formação em Professional & Self Coaching, Business & Executive Coaching e Master Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Certificações internacionais reconhecidas pela Global Coaching Community (GCC), European Coaching Association (ECA), International Association of Coaching Institutes (ICI) e Meforum Internacional.
Certificação em Coaching de Carreira e Analista Comportamental com o Instrumento Coaching Assessment, ferramenta de apoio em Coaching, Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos.
Capacitação gerencial com foco em resultados: uma questão de sobrevivência
Este artigo aborda a importância do desenvolvimento das competências e habilidades para uma carreira gerencial de sucesso
São cada vez mais crescentes as exigências do mercado de trabalho quanto às competências e habilidades gerenciais daqueles que ocupam ou estejam em fase de seleção para ocupar num futuro próximo cargos gerenciais nas Organizações.
Desenvolver competências e habilidades gerenciais imprescindíveis para o exercício eficaz da função gerencial com foco em resultados não é mais retórica, mas, sim uma realidade, um desafio permanente que deve ser enfrentado e vencido por todos aqueles que objetivam assumir e galgar postos de comando dentro das estruturas organizacionais nas quais se vinculam.
Em linhas gerais, citando apenas algumas competências e habilidades, as Organizações esperam que seus profissionais que ocupam cargos gerenciais, gerenciem de forma eficaz com foco em resultados e consciência de custos; encantem seus clientes; organizem e aloquem corretamente os recursos que lhe são disponibilizados, sejam eles, físicos, humanos ou financeiros; formem e liderem equipes de alta performance e que exerçam na sua plenitude as funções clássicas de Administração que nos foram ensinadas por Peter Drucker, a saber: Planejamento, Organização, Direção e Controle.
O novo ambiente de negócios, cada vez mais globalizado, dinâmico, altamente tecnológico, volátil e imprevisível, está a exigir agilidade nas decisões e eficácia das ações gerenciais; pois, “ser eficaz é função do gerente”.
Segundo o que temos observado, as principais características que as Organizações buscam identificar nos candidatos potenciais a ocuparem cargos de nível gerencial, sejam oriundos do mercado, sejam recrutados internamente, são as seguintes: Empreendedor, Ético, Criativo, Inovador, Comunicativo, Resiliente, Provedor de soluções, Decidido, Empático, Facilitador e possuidor de Visão Sistêmica.
Fiquemos com apenas duas delas: Empreendedor e possuidor de Visão Sistêmica.
O que significam, afinal, tais características?
Definimos Visão Sistêmica como sendo a capacidade que um profissional tem de “ver” a empresa como um todo e entender como funcionam e se integram seus processos de obtenção, transformação e entrega (delivery) de seus serviços, produtos e informações, ao mercado e, particularmente, aos seus clientes. Possuir Visão Sistêmica é entender como se integram os processos internos e como eles se relacionam com o ambiente externo, como circulam as informações veiculadas através destes processos internos, desde seus pontos de origem, nos quais são geradas, até seus destinos, nos quais são utilizadas.
Empreendedor significa que a Organização espera que você atue como se você fosse o proprietário dela, seu acionista majoritário, não, importando o nível gerencial que você venha a ocupar. O importante é que o detentor desta característica, pense e aja como se fosse o “dono do negócio”.
A isto chamamos de Intraempreendedorismo ou INTRAPRENEURING, expressão cunhada em 1985, pelo francês Gifford Pinchot III, ao lançar o best-seller do mesmo nome com o seguinte argumento: Você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor. A partir daí, surgiu a expressão INTRAPRENEURS para definir pessoas empreendedoras que permaneciam vinculadas aos seus empregos, no que chamamos atualmente de intraempreendedorismo.
Dentro desta nova realidade do mercado, é fundamental que você se prepare adequadamente para enfrentar e vencer os novos desafios da empregabilidade gerencial.
Mantenha-se permanentemente atualizado, fique de “olho” nos movimentos do mercado, mantenha seu equilíbrio energético, acompanhe as tendências do negócio em que atua e suas oportunidades, admita a flexibilização e a mobilização como meios de progresso e carreira profissional e cultive suas redes de relacionamento e ... Sucesso!
Por: Sérgio Lopes Mestre em Administração (Metodista, 1985, Pequenas e Médias Empresas), Pós-Graduado em Análise de Sistemas (FAAP, 1978), Sistemas de Informações (Mauá, 1979) e em Administração Financeira (Fecap, 1981) e Graduado em Administração (USP, 1974), com experiência profissional de 45 anos, tendo ocupado cargos técnicos e executivos nas áreas de Organização, Sistemas e Tecnologia da Informação em diversas empresas.
O melhor momento para ir em busca da realização dos seus sonhos é agora
Não importa o que aconteceu antes, a vida é feita de contínuo renascimento. Faça de seus erros passados uma oportunidade de crescimento
Todos têm sonhos e desejam que eles se realizem. Há quem faça de tudo para alcançar o êxito da realização de seus sonhos. Há quem prefere acreditar em milagres.
Não é a intenção julgar sobre a fé de cada pessoa. O intuito é demonstrar a necessidade de agir racionalmente para enxergar que tudo na vida e no mundo corporativo é meritocracia.
Correr atrás, enfrentar e vencer os obstáculos de forma idônea é o salto em rumo ao sucesso. Para isso, é primordial amadurecer as ideias e perceber que os erros são o pilar do crescimento e quem não arrisca jamais erra.
Milagres acontecem, mas é para os merecedores. Prefira arrepender-se de seus erros e não por nunca tentar. Portanto, a melhor forma de alcançar os sonhos é identificar o principal objetivo, traçar metas, definir parâmetros e periodicamente avaliar o desempenho.
Sonhos... Sonhos... Já é hora de iniciar a sua realização.
"Uma estrada sem obstáculos é muito sem graça, eu prefiro a tempestade do que a calmaria pois, na tempestade tenho a oportunidade de provar que sou capaz de me supera." Adilson Costa.
terça-feira, março 19, 2013
Gestão de Serviços por SLA no Segmento de Segurança Privada
A intensa competitividade no segmento de Segurança Privada e a qualidade questionável dos serviços prestados por algumas empresas impulsionam a busca por novos fornecedores no mercado e por excelência nos serviços prestados. No entanto, a busca por fornecedores deve obedecer a alguns critérios simples que pode contribuir para a escolha certa, como conhecer os clientes atuais do fornecedor e visitá-los para conhecer os serviços e sua qualidade através do benchmarketing, preferir empresas especialistas por segmentos de seus clientes ( Industriais, Shopping Centers, Hospitais ou Condomínios) e saber se esta tem em seu know-how a prestação de serviços baseado em nível de serviços. Então, teremos fornecedores de serviços preparados para atender as necessidades e expectativas de seus clientes de acordo com seu tipo de negócio, sabendo qual sua capacidade de entrega de serviços e que possui equipe de profissionais técnicos habituados a trabalhar com metas de desempenho organizacional. Com isso, depois de escolhido qual empresa será o fornecedor de serviços deve-se estabelecer na fase contratual o acordo de nível de serviços. O acordo de nível de serviços ou SLA (Service Level Agreement) estabelece metas e entregas de acordo com as expectativas do cliente, definindo-se indicadores de desempenho conexos as principais atividades realizadas. Este modelo de acordo por nível de serviços surgiu com as indústrias multinacionais, sendo que atualmente vem sendo utilizado largamente por vários clientes de mercados diferentes, inclusive em Condomínios de alto padrão que normalmente possui uma administração composta por profissionais contratados para sua gestão.
O mercado de serviços tem evoluído de tal forma que seus clientes passaram a utilizar ferramentas de gestão corporativa para medir e avaliar seus fornecedores, fazendo com que as empresas que prestam serviços de segurança privada para atender aqueles com expectativas diferenciadas aprimorassem seus processos e sua qualidade para manterem-se competitivas. O SLA (Service Level Agreement), como medidor de desempenho utiliza indicadores estabelecidos de acordo com os serviços contratados, facilitando a mensuração e a percepção pelo cliente da qualidade na entrega dos serviços. Portanto, os indicadores devem ser bem definidos para que auxilie o cliente contratante na Gestão do contrato de serviços, acompanhando o desempenho da empresa contratada e possibilitando esta direcionar seus esforços para melhoria contínua de seus serviços.
Pessoas:
1. Programa de capacitação;
2. Pesquisa de clima organizacional;
3. Avaliação de desempenho individual;
Processos:
1. Portarias (reclamações, inspeções e revistas);
2. Rondas preventivas ( quantidade X qualidade);
3. Central de Monitoramento ( tempo de atendimento de alarmes);
4. Supervisão ( aderência de procedimentos, relatórios mensais e auditorias);
5. Prevenção de Perdas (programa mesa limpa, saving e outros);
Ferramentas:
1. Manutenção Preventiva (quantidade X qualidade);
2. Manutenção Corretiva ( quantidade X tempo de atendimento);
3. Disponibilidade de equipamentos.
Os indicadores de desempenho mencionados são exemplificativos podendo ser estabelecido conforme as necessidades e as características da Operação de cada cliente. Uma vez definido o acordo de nível de serviços com seus indicadores e principalmente as metas esta finalizada a estruturação do modelo de gestão por SLA.
É de fundamental importância para a gestão dos serviços por SLA que seja aplicada outra ferramenta de gestão corporativa chamado PDCA ( planejar, fazer, avaliar e agir). Isso porque o SLA (Service Level Agreement) fornece a gestor dos serviços indicadores que podem ser positivos ou negativos, e no último caso demonstra as deficiências dos serviços que precisarão ser solucionadas. Para tanto, utilizando o PDCA temos o planejamento ( definição do acordo e metas), o desenvolvimento ( realização da atividades principais estabelecidas), a avaliação ( verificação se o resultado esperado foi atingido) e agir ( plano de ação corretivo para tratamento das não-conformidades). Desta forma, temos as entradas, processamento, saídas que vão agregando valor e melhorando continuamente a qualidade dos serviços prestados com foco nas expectativas do cliente.
Podemos perceber que a prestação de serviços é intangível, não pode ser apalpada, estocada e exaure-se logo após sua realização, mas pode-se através de indicadores de desempenho ser medida e mensurada conforme demonstramos. Através do SLA ( Service Level Agreement) a qualidade dos serviços é percebida tanto quanto suas necessidades de melhoria são conhecidas dando ao gestor informações para o direcionamento das medidas corretivas e de aprimoramento dos processos de gestão.
Vimos que o PDCA é uma ferramenta que quando aplicada em ciclos contínuos através das entradas fornecidas pelo SLA contribui para atingir as metas estabelecidas e o nível de excelência na qualidade dos serviços. Com isso, as empresas de Segurança Privada têm com a utilização destes mecanismos de gestão corporativa evoluído na prestação de seus serviços e tornando-se mais competitivas no mercado em que atuam, sempre com foco no cliente para satisfazer as suas expectativas e atender as necessidades de seus negócios.
*Luis Fernando Sales Santana, Bacharel graduado em Direito pela Universidade do Vale do Paraíba, pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, membro do CEAS BRASIL ( CORPORACION EURO-AMERICANA DE SEGURIDAD).
Carta ao blog.: Tendência da Consultoria no Brasil.
Iniciando esta matéria na contra mão do título, vamos dizer que é uma tendência das grandes empresas brasileiras ou as estabelecidas no Brasil, enxugar seus quadros celetistas, a um número muito reduzido de profissionais orgânicos.
Muitas destas organizações acreditam que é mais eficiente a contratação de Consultores, pois acreditam que eles geram o resultado em curto prazo de tempo.
Por que esta visão das grandes empresas? É muito simples, o Celetista acumula diversas funções ou áreas dentro da mesma organização, gerando perda na qualidade e cumprimento de resultados, já o Consultor, trabalha com foco, ou seja, atua apenas na área designada, conseguindo ter maior eficiência.
Focado na área de Segurança Privada (Gerenciamento de Risco, Prevenção de Perdas, Auditorias e Prevenção de Incêndios), dando sequência ao raciocínio das grandes empresas, aproximadamente há quatro anos, eu iniciei uma consultoria em uma empresa que lidera o Ranking de artigos esportivos no Brasil, e para a minha surpresa o resultado foi simplesmente espantoso, o que o gestor celetista desta organização tentava emplacar há mais de dois anos, a consultoria conseguiu em três meses, e isto não aconteceu por incompetência do gestor celetista ou por mágica do consultor, e sim porque os trabalhos seguiram com foco e prazos.
Concluindo o raciocínio do titulo, realmente existe uma grande tendência do mercado na contratação de Consultorias especializadas, pois os resultados são notórios e mais econômicos.
Muitas destas organizações acreditam que é mais eficiente a contratação de Consultores, pois acreditam que eles geram o resultado em curto prazo de tempo.
Por que esta visão das grandes empresas? É muito simples, o Celetista acumula diversas funções ou áreas dentro da mesma organização, gerando perda na qualidade e cumprimento de resultados, já o Consultor, trabalha com foco, ou seja, atua apenas na área designada, conseguindo ter maior eficiência.
Focado na área de Segurança Privada (Gerenciamento de Risco, Prevenção de Perdas, Auditorias e Prevenção de Incêndios), dando sequência ao raciocínio das grandes empresas, aproximadamente há quatro anos, eu iniciei uma consultoria em uma empresa que lidera o Ranking de artigos esportivos no Brasil, e para a minha surpresa o resultado foi simplesmente espantoso, o que o gestor celetista desta organização tentava emplacar há mais de dois anos, a consultoria conseguiu em três meses, e isto não aconteceu por incompetência do gestor celetista ou por mágica do consultor, e sim porque os trabalhos seguiram com foco e prazos.
Concluindo o raciocínio do titulo, realmente existe uma grande tendência do mercado na contratação de Consultorias especializadas, pois os resultados são notórios e mais econômicos.
Por: Marcelo Augusto O. Souza.
segunda-feira, março 18, 2013
Segue algumas dicas para o gestor responsável pela segurança de um evento
Não podemos esquecer que em um evento a
segurança é um fator essencial no planejamento, por isso todos os itens
relacionados com a segurança devem ser checados para que ninguém presente corra
riscos, a proteção do público e também da área e de responsabilidade o gestor de
segurança ou da empresa contratada;
- Todos os profissionais envolvidos deve saber
que um evento precisa ser planejado com antecedência;
- Ao definir a equipe de segurança, é essencial
checar as referencias dos profissionais que serão contratados;
- A equipe de segurança deve estar preparada e
treinada para lidar com o público-alvo do evento;
- os seguranças devem saber exatamente como
devem se portar diante das mais adversas situações, agindo conforme as
instruções passadas por você e sempre respeitando as normas de cada
evento;
- Uma boa equipe de seguranças deve estar
preparada para atuar sob várias circunstâncias;
- O treinamento dos seguranças é fundamental ,
de modo que eles saibam como agir civilizadamente e sem exageros, mesmo quando
houver alguém descontrolado e que ameace os outros participantes do
evento;
Outro detalhe importantíssimo a daquele
estereótipo do segurança, um homem enorme e forte com cara de mal é a primeira é
coisa do passado . utilizando o slogan da Empresa Marconi&Associados “
Segurança não é força é estratégia” resume muito bem nossa realidade, o
treinamento do profissional é ferramenta crucial no bom andamento do evento, o
segurança deve estar preparado não só para situações como a remoção de pessoas à
força, mas também para fornecer informações para quem chega ao local, entre
outras funções. Há até casos em que os seguranças podem auxiliar em primeiros
socorros, se alguém desmaiar no evento, por exemplo.
Finalizando o assunto a segurança em eventos
também consiste em vários detalhes, como a infraestrutura do local escolhido
para sediar o evento em questão.Você deve informar e se for o caso não pode
permitir que o cliente faça um evento em um lugar que não tenha capacidade para
comportar o número de pessoas estimadas ou que o lugar funcione irregularmente
devido a falhas na parte elétrica, na arquitetura do local ou qualquer outro
problema que coloque em risco a vida das pessoas.
Siderley Lima, é consultor de segurança, formado em Gestão de
Segurança,
Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da
Escola Superior de Guerra,
colaborador do CONSEG Alphaville.
colunista do jornal
Viva Cidade,
Possui artigos
publicados no Jornal da Segurança,
Revista Security,
Revista Blindagem&
Segurança e Revista Segurança & Cia de circulação nacional;
Idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/;
Colunista do site www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação
Brasileira de Profissionais de Segurança;
Palestrante, Proprietário da CS3
Consultoria e Assessoria em Segurança patrimonial; coordenador do curso de
formação de instrutor de armamento e tiro.
Autor do Livro “ Manual Básico do
Instrutor de Armamento e tiro.
A segurança durante um evento
“Infelizmente em
segurança aprendemos com os erros dos outros, o Brasil agora é um exemplo de
como transformar um evento em tragédia.”
Dentro do desenvolvimento de novos negócios,
podemos destacar o segmento de segurança privada, com toda a certeza terá muito
trabalho, a segurança durante o evento será de responsabilidade da esfera
federal, estadual e municipal, porém em muitas ocasiões como, por exemplo,
durante as partidas, a segurança pública será integrada com a privada. Sem
contar depois das partidas, durante todos os dias, por exemplo, a escolta de
executivos? No hotel? Nos deslocamentos? Trabalho que não é de responsabilidade
das autoridades, é então que entra o papel do profissional de segurança privada,
neste contexto ficam as perguntas: Será que o gestor de segurança está
preparado? Ou melhor, será que está se preparando?
Da mesma maneira que algumas cidades nem se
quer começaram a se preparar, assim também tem sido com a maioria dos
profissionais de segurança que estão inertes. Temos uma grande oportunidade de
provar que a segurança privada também pode contribuir para a segurança de todos,
sendo uma extensão da segurança pública.
Lamentável a perda de tantas pessoas que
estavam se divertindo, triste realidade na qual iremos aprender com um desastre
de tamanha proporção. Agora muitas autoridades irão fazer discursos de que é
necessário criar leis, endurecer a fiscalização, criar procedimentos. Enfim
entre outras mudanças no que diz respeito a segurança de eventos, principalmente
agora que o país será vitrine de eventos que irão acontecer.
Já sabendo da realidade na qual muitos eventos
não oferecem segurança adequada a Polícia Federal antes da tragédia criou há
dois mês o Curso de Extensão em Segurança para Grandes Eventos, como forma de
qualificar e especializar os vigilantes para atuação nos locais onde haja grande
concentração de pessoas, principalmente nos estádios de futebol, a exemplo da
Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de 2014, conforme modelo padrão
da FIFA, que prevê a utilização de segurança privada nos eventos esportivos de
forma integrada aos órgãos de segurança pública. Porém ainda é muito
pouco, infelizmente em segurança aprendemos com os erros dos outros, o Brasil
agora é um exemplo de como transformar um evento em tragédia.
Ao ser contratado para fazer a segurança de um
evento ou ao escolher um lugar, fiscalize se as normas de segurança estão em
dia, se há um alvará de funcionamento. Procure uma equipe composta por
profissionais. Fábio lembra que como a fiscalização no país é falha, muitos
espaços estão em desacordo com o que reza a norma e colocam inocentes em
perigo.
“Que esta tragédia sirva de alerta
para aqueles que estão no mercado se fazendo passar por pessoas sérias e para
aqueles que encaram a profissão de eventos como diversão. Quer fazer uma festa
brincando? Faça em casa para sua família e amigos. Não coloque em risco a vida
de terceiros!”(trecho do texto postado pelo coordenador da Estácio
BH, Fábio Pessoa, no Facebook, dia posterior ao acidente em Santa Maria).
O
que nos chama a atenção e que além dos hofotes para Copa do mundo e Olimpíadas
no Brasil, o destaque é a capital de São Paulo que realiza 90 mil
eventos por ano, que geram:
- Um evento a cada 6 minutos
- 120 das 176 grandes feiras do Brasil
- Cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos
- Uma feira de negócios a cada três dias
- 75% do mercado brasileiro de feiras de negócios
- R$ 2,9 bilhões de receita ao ano com eventos
- US$ 1,7 bilhões de receita ano, dos quais US$ 424,2 milhões em locação de área para exposições
- US$ 424,2 milhões em serviços nos pavilhões
- US$ 850 milhões em viagens, hospedagem, alimentação, transporte e compras
- Cerca de 2,54 milhões de m2 em grandes espaços para realização de eventos, além de centenas de locais menores.
- Só o Anhembi tem em torno de 400 mil m2 - é o maior complexo de eventos da América Latina
- Movimenta 35 mil empresas expositoras
- Circulam pelos eventos 4 milhões de pessoas, entre profissionais e compradores, sendo 45 mil compradores estrangeiros.
- Os setores que mais realizam feiras, reuniões e eventos na cidade são, pela ordem médico, científico, tecnológico, industrial e educacional.
- Virada Cultural – 4 milhões (2010)
- Parada GLBT – 3 milhões (2010)
- Réveillon na Paulista – 2,4 milhões
- Bienal do Livro – 740 mil (2010)**
- Salão do Automóvel – 610 mil (2008)**
- Bienal Internacional de Arte de São Paulo – 535 mil (2008)**
- Salão Duas Rodas – 240 mil (2009)**
- Mostra Internacional de Cinema – 200 mil (2009)
- GP Brasil de Fórmula 1 – 140 mil (2009)
- Carnaval (sambódromo) – 110 mil (2010)
- SP Fashion Week – 100 mil (Jan/2010)
- Hospitalar – 89 mil (2010)
- Couromoda – 65 mil (2010)
- Adventure Sports Fair – 61 mil (2009)
- Francal – 60 mil (2010)
- Equipotel – 50 mil (2009)
- Fenatran – 48 mil (2009)**
- Fórmula Indy – 40 mil
*(Números informados pela organização do evento).
**Acontece somente a cada dois anos.
Fonte: http://www.visitesaopaulo.com/dados-da-cidade.asp)
sexta-feira, março 15, 2013
Posters sobre Continuidade de Negócios
- Rato e ratoeira ; http://www.lootok.com/PDF/Business%20Continuity%20Awareness%20Week%20Poster%20-%20Mouse%2018x24%20[Lootok].pdf
- Peixe no liquidificador ; http://www.lootok.com/PDF/Business%20Continuity%20Awareness%20Week%20Poster%20-%20Fish%2018x24%20[Lootok].pdf
- Urso no gelo ; http://www.lootok.com/PDF/Business%20Continuity%20Awareness%20Week%20Poster%20-%20Fish%2018x24%20[Lootok].pdf
PS: Em Maio / 2013 o CERNE / UVA irá promover um
curso de Gestão de Continuidade de Negócios. Informações:
cerne@cernebr.com.br
Um obstáculo ao prazer
Estudo feito pela Universidade Federal de Minas
Gerais liga o nível de testosterona abaixo do normal a disfunções sexuais em
mulheres
Por: Carolina Cotta
Belo Horizonte — Elas
ocuparam espaço no mercado de trabalho, governam nações, ganharam espaços
inimagináveis até alguns anos atrás. Mas, na cama, 46% das mulheres ainda
relatam experiências de disfunção sexual, problema definido pela Organização
Mundial de Saúde (OMS) como a incapacidade de ter relações com satisfação.
Cansaço, estresse, pouca sintonia com o parceiro e influência de medicamentos
são fatores constantemente associados à ausência de prazer. Uma pesquisa
inédita do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
(HC/UFMG) acrescenta mais uma causa a essa lista: o baixo nível de
testosterona.
O dado consta do estudo Avaliação da frequência de alterações hormonais em mulheres no menacme com disfunção sexual, tema da dissertação de mestrado da ginecologista e sexóloga Fabiene Vale. Menacme é o período da vida adulta feminina com atividade hormonal. É a fase entre a menarca e a menopausa. A análise da pesquisadora revelou a relação dos baixos níveis de testosterona com desordens que podem afetar o desejo, a excitação e o orgasmo ou causar dor durante ou depois do sexo. Segundo Vale, para uma função sexual adequada, toda mulher precisa de androgênio — sendo a testosterona o mais importante.
O dado consta do estudo Avaliação da frequência de alterações hormonais em mulheres no menacme com disfunção sexual, tema da dissertação de mestrado da ginecologista e sexóloga Fabiene Vale. Menacme é o período da vida adulta feminina com atividade hormonal. É a fase entre a menarca e a menopausa. A análise da pesquisadora revelou a relação dos baixos níveis de testosterona com desordens que podem afetar o desejo, a excitação e o orgasmo ou causar dor durante ou depois do sexo. Segundo Vale, para uma função sexual adequada, toda mulher precisa de androgênio — sendo a testosterona o mais importante.
Geralmente, os níveis do hormônio começam a
diminuir a partir dos 20 anos, de forma lenta, até chegar à menopausa, quando
há uma queda abrupta. “A novidade é a descoberta de mulheres em período
reprodutivo, com 44 anos no máximo, com níveis de testosterona muito abaixo da
normalidade e quadro de disfunção”, explica Fabiane.
Foram estudadas 60 mulheres entre 18 e 44 anos com queixa de disfunção sexual. Setenta e cinco por cento delas apresentaram baixos níveis de testosterona ou a síndrome de insuficiência androgênica feminina. Só foram incluídas na amostra pacientes sem problemas psicológicos, sociais ou de relacionamento, com o objetivo de permitir a observação isolada da influência das alterações hormonais. Nenhuma delas tomava medicamentos, que também poderiam influenciar os resultados. Todas as mulheres envolvidas na pesquisa são pacientes do Ambulatório de Sexologia Ginecológica do Hospital das Clínicas, que desde 2011 atende queixas sexuais.
Foram estudadas 60 mulheres entre 18 e 44 anos com queixa de disfunção sexual. Setenta e cinco por cento delas apresentaram baixos níveis de testosterona ou a síndrome de insuficiência androgênica feminina. Só foram incluídas na amostra pacientes sem problemas psicológicos, sociais ou de relacionamento, com o objetivo de permitir a observação isolada da influência das alterações hormonais. Nenhuma delas tomava medicamentos, que também poderiam influenciar os resultados. Todas as mulheres envolvidas na pesquisa são pacientes do Ambulatório de Sexologia Ginecológica do Hospital das Clínicas, que desde 2011 atende queixas sexuais.
“As mulheres com queixas sexuais geralmente estão
infelizes e não têm onde procurar ajuda no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje,
a mulher que não sente desejo e não tem orgasmos encontra esse atendimento à
disposição. E como estamos em um hospital universitário, temos dados para
pesquisas. O próximo passo é um estudo que busque alternativas de tratamentos”,
adianta o coordenador do ambulatório e orientador da pesquisa, Selmo Gebero. Os
mecanismos responsáveis pela resposta sexual feminina ainda não estão
totalmente esclarecidos. Sabe-se que alterações anatômicas, desequilíbrios
neuroendócrinos ou diminuição dos hormônios sexuais podem levar à disfunção. Os
fatores biológicos, contudo, são apenas parte do problema, que também envolve
fatores psicológicos e sociais.
E.B.S., 32 anos, vivenciou essa realidade. Casada
há oito anos, foi diagnosticada com distúrbio do desejo sexual hipoativo, um
dos tipos de disfunção sexual (veja quadro). “Durante um ano, observei a
diminuição do desejo sexual e, nos últimos meses, perdi completamente a vontade
de fazer sexo. Não tinha vontade nenhuma de começar uma relação e, no último
mês, antes de procurar ajuda, tive apenas uma relação, muito ruim. Tenho um
ótimo relacionamento com o meu marido, ele é bom pai e ótimo companheiro, mas
isso estava me deixando triste, e ele, insatisfeito”, relata. Depois de exames
com dosagem de testosterona, foi confirmada a baixa nos índices do hormônio. A
paciente passou por seis semanas de tratamento com medicação e terapia sexual.
“Resgatei meu desejo sexual, estamos tendo quatro relações satisfatórias por
semana. Melhorei a convivência com o meu marido também em outros aspectos.”
Gatilho do sexo
As disfunções sexuais são os transtornos mais
comuns da sexualidade, que incluem ainda os transtornos de preferência sexual e
os transtornos de identidade sexual. Segundo a psiquiatra Carmita Abdo,
coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de
Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o ato sexual se divide em
desejo, excitação e orgasmo. Em todos eles, a mulher pode sofrer bloqueios e/ou
dor. Entretanto, é necessário que exista sofrimento para se fazer uma intervenção.
Geralmente, seis meses de evolução do quadro são necessários para fechar o
diagnóstico de disfunção sexual. “Não se intervém na primeira semana. Em geral,
é preciso avaliar o contexto.”
O sexo, segundo a especialista, começa com um desejo. Esse é o gatilho que acelera a frequência cardíaca e respiratória, alterando também a pressão e a temperatura corporal. Tudo isso leva, no caso do homem, à ereção, e, no caso da mulher, à lubrificação da vagina. Essa fase é a excitação. Se tudo corre bem, os parceiros chegam ao clímax de prazer, o orgasmo. A partir daí, entra-se na resolução do ato, ou saciedade, em que respiração e a frequência cardíaca voltam aos níveis anteriores. Mas homens e mulheres passam de forma diferente por essas fases. O homem entra na relação com muito desejo e logo entra na fase de excitação, afinal seu estímulo é visual. O da mulher é auditivo, tátil, seu desejo vem com a proximidade. Daí a necessidade das preliminares. A resolução do homem é rápida, a da mulher, paulatina.
O sexo, segundo a especialista, começa com um desejo. Esse é o gatilho que acelera a frequência cardíaca e respiratória, alterando também a pressão e a temperatura corporal. Tudo isso leva, no caso do homem, à ereção, e, no caso da mulher, à lubrificação da vagina. Essa fase é a excitação. Se tudo corre bem, os parceiros chegam ao clímax de prazer, o orgasmo. A partir daí, entra-se na resolução do ato, ou saciedade, em que respiração e a frequência cardíaca voltam aos níveis anteriores. Mas homens e mulheres passam de forma diferente por essas fases. O homem entra na relação com muito desejo e logo entra na fase de excitação, afinal seu estímulo é visual. O da mulher é auditivo, tátil, seu desejo vem com a proximidade. Daí a necessidade das preliminares. A resolução do homem é rápida, a da mulher, paulatina.
Só 10% das mulheres têm desejo sexual espontâneo. A
maioria precisa de um desejo responsivo para se excitar. A partir daí, a
excitação é maior e ela chega a uma satisfação emocional e física. “A mulher
não precisa iniciar o ato com desejo e, se isso não ocorrer, não significa que
é uma disfunção. Não ter organsmo também não é, necessariamente, uma disfunção
sexual. Ficar neutra durante o ato é possível sem que seja caracterizada a
disfunção. A mulher precisa estar saudável física, emocional, cultural e
socioeconomicamente, além de ter um parceiro. É isso que garante integridade e
integração. E a mulher precisa de estímulo. Ela tem outro perfil hormonal,
neuropsicológico e psicossocial.”
Segundo Fabiene Vale, para quem deseja uma vida sexual saudável, carinho e companheirismo podem ajudar. Atualmente, o modelo mais aceito para explicar a resposta sexual nas mulheres reforça a importância da intimidade emocional com o parceiro e a satisfação da própria percepção de desejo e necessidade sexual. A ginecologista alerta não ser possível pelo estudo afirmar qual seria a prevalência desse problema na população em geral. Porém, sabe-se que é alto o índice de mulheres afetadas por essa síndrome. “Por isso, é preciso tratar esse assunto como um problema de saúde pública”, defende a pesquisadora, que já prevê que o próximo passo será quantificar essas mudanças. “Com mais esse dado em mãos será possível propor uma melhor abordagem no tratamento”, comemora.
Para saber mais - Mínimo necessário
A testosterona, apesar de ser conhecida como um “hormônio masculino”, também é encontrada em mulheres, ainda que em quantidades menores. Sua ação direta em receptores específicos está relacionada ao prazer e à resposta sexual feminina. São necessários níveis mínimos desse hormônio para que exista a ativação do centro cerebral do prazer. A queda acentuada desses níveis leva à síndrome de insuficiência androgênica, que provoca a queda da libido assim como diminuição da sensação de bem-estar geral, mudança de humor e fadiga persistente e sem causa aparente.
Tipos de disfunção
» Distúrbio do desejo sexual hipoativo —
Caracterizado por falta de libido e de vontade de fazer sexo mesmo diante de
motivação. A paciente simplesmente não consegue ter desejo sexual. Essa é a
disfunção mais comum
» Distúrbio da excitação — Não ocorre manifestações do corpo diante de um estímulo sexual. A
vagina não fica úmida, não há ereção dos pelos e dos mamilos, nem taquicardia e
aumento da frequência respiratória
» Distúrbio do orgasmo — Caracteriza-se pela incapacidade de atingir o orgasmo
» Disfunção da dor sexual — Pode ser por dispareunia, que é a dor durante o ato sexual, ou
vaginismo, quando há impossibilidade da penetração devido a uma contração
involuntária da musculatura pélvica. É comum em jovens que têm desejo, mas não
conseguem ser penetradas. O vaginismo não tem causa psicológica e é o mais
fácil de ser tratado
Túlio Santos/EM/D. A Press Fabiene Vale: "É
preciso tratar esse assunto como um problema de saúde pública"
Criminosos compram acesso a banco de dados de segurança pública do Brasil
Cracker vende acesso ao Infoseg pelo período de 30 dias
por 2 mil reais. Criminosos tem como objetivo conseguir dados para fraudar
documentos, placas de carros ou aplicar golpes
Reportagem exibida pelo SBT afirma
que existe um esquema de venda de senhas do maior banco de dados de Segurança
Pública do Brasil, o Infoseg. A denúncia foi feita ao SBT Brasil por um hacker,
que não teve o nome divulgado.
O sistema contém dados de milhões de cidadãos brasileiros, como informações
sobre vigilância, mandados de prisão, armas de fogo e registros de veículo, e
seu acesso é restrito a agentes nacionais de Segurança Pública, Justiça e
Fiscalização.
Segundo a reportagem, um cracker da Bahia invadiu o sistema ao inserir as
credenciais de um policial no portal do Ministério da Justiça. Com as
credenciais preenchidas, o acesso ao Infoseg é liberado.
Os criminosos interessados no serviço devem pagar 2 mil reais para conseguir
esses dados que garantem acesso ao Infoseg durante o período de 30 dias. Ainda
de acordo com a reportagem, quem compra o serviço tem como objetivo conseguir
dados para fraudar documentos, placas de carros ou aplicar golpes com as
informações conseguidas com o sistema.
A reportagem do SBT Brasil comprou
uma senha e recebeu os dados de login da soldado Luciana Marques, policial
militar em Maceió (AL) - ela negou ter vendido suas informações. O hacker disse
que, provavelmente, a PM não saiba do vazamento.
Os dados dos cidadãos são obtidos digitando o CPF da pessoa no sistema.
Em 2008 o SBT também relatou outro esquema de venda de senhas do Infoseg. À
época, a polícia prendeu cerca de 50 envolvidos no esquema, em cinco estados.
quarta-feira, março 13, 2013
"Estamos a caminho de curar a cegueira"
Neurocientista brasileiro
desenvolve uma tecnologia que abre a possibilidade de recuperar a visão e a
audição em humanos
por Juliana
Tiraboschi
O neurocientista brasileiro Miguel
Nicolelis não se cansa de surpreender. Em 2011, fez um macaco controlar um braço
robótico apenas com o pensamento, feito inédito na história da ciência e que
entrou na lista das tecnologias que irão mudar o mundo, elaborada pelo Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Nesta semana, uma das ramificações da
revista britânica "Nature" publicou a nova e surpreendente pesquisa de
Nicolelis: ele e seus colegas Eric Thomson e Rafael Carra fizeram ratos "sentir"
a luz infravermelha, invisível para os mamíferos. Dessa forma, criaram um novo
sentido além dos cinco naturais: visão, audição, paladar, tato e olfato. Tão
importante quanto a descoberta são os novos caminhos abertos por ela. Fazer com
que uma parte do cérebro aprenda um novo sentido indica que é possível recuperar
capacidades perdidas, utilizando a mesma técnica. Para curar determinados tipos
de cegueira, bastaria religar os nervos ópticos em uma parte do córtex cerebral
que não estivesse avariada. O mesmo poderia ser feito com os demais
sentidos.
Professor de neurobiologia,
engenharia biomédica, psicologia e neurociência e codiretor do Centro de
Neuroengenharia da Universidade de Duke, nos EUA, e pesquisador do Instituto
Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (INN), Nicolelis fala
na entrevista a seguir sobre esse estudo e projetos como o Andar de Novo, que
engloba uma série de pesquisas relacionadas à ligação entre cérebro e máquina e
ao uso da atividade elétrica produzida pelos neurônios para controlar
dispositivos robóticos como braços e pernas artificiais. Por trás desse plano
está o grande sonho do cientista: fazer um tetraplégico brasileiro voltar a
andar com a ajuda de um exoesqueleto e dar o pontapé inicial na Copa de
2014.
Istoé -Nessa nova pesquisa, vocês
fizeram com que os ratos sentissem a luz infravermelha como uma informação
táctil?
Miguel Nicolelis - Exatamente. Por
isso dizemos que é como se eles "tocassem" a luz. Induzimos os animais a
reconhecer uma luz invisível como se fosse uma sensação do
tato.
Istoé -E os animais demoraram
quanto tempo para aprender esse novo sentido?
Miguel Nicolelis - Cerca de 30
dias. E nós notamos que os ratos mudaram seu comportamento. Eles começaram a
fazer gestos com a cabeça que se parecem com movimentos de morcego, "escaneando"
o ambiente em busca da luz. Eles estavam em uma sala escura, não enxergavam a
luz, mas, toda vez que chegavam próximo dela, sentiam mais a sua intensidade
táctil. Assim, percebemos que eles desenvolveram uma nova sensação e uma
estratégia para processar esse estímulo.
Istoé -Vocês esperavam esse
resultado ou foi uma surpresa?
Miguel Nicolelis - Foi
surpreendente. Primeiro pela rapidez com que aconteceu a mudança e depois pela
forma como o animal usa esse sentido de uma maneira eficiente. Os ratos passaram
de movimentos aleatórios em busca de comida a quase 100% de
acerto.
Istoé -Esse resultado mostra que o
cérebro pode ser bem mais plástico do que se imagina?
Miguel Nicolelis - Sim, sem
dúvida. Ninguém esperaria que um pedaço de córtex táctil fosse capaz de criar
uma codificação de uma luz invisível. Essa foi uma grande demonstração de que,
mesmo durante a fase adulta da vida, o cérebro é capaz de criar um novo modelo
interno do mundo exterior, mesmo que seja de um sinal que o corpo nunca
experimentou.
Istoé -E esse novo modelo seria um
novo sentido?
Miguel Nicolelis - Isso mesmo. Não
temos um nome para isso, mas é como se tivéssemos criado uma mistura de visão e
tato, parecido com um fenômeno raro chamado sinestesia. Ele acontece com pessoas
que ouvem um tipo de som e enxergam determinadas cores, uma mistura de duas
modalidades de sentido.
Istoé -E vocês pretendem dar
continuidade a essa pesquisa?
Miguel Nicolelis - Sim, já temos
um macaco que consegue sentir luz infravermelha. Podíamos ter testado qualquer
outro tipo de onda eletromagnética: de rádio, raio X ou magnética propriamente
dita. Escolhemos a infravermelha porque ela não interfere com os registros
cerebrais. Agora estamos pensando em iniciar testes com ondas de
rádio.
Istoé -O sr. acha que essa técnica
poderá ser aplicada na criação de novos sentidos em humanos?
Miguel Nicolelis - Acho que sim.
Com os métodos não invasivos para estimular o cérebro que estão começando a
aparecer, é possível. Imagine poder aumentar os canais sensoriais dos seres
humanos. Iria ampliar bastante nossa capacidade de ver o mundo. Imagine poder
ter visão de raio X, sentir ondas de rádio, infravermelhas, campo magnético.
Teríamos uma capacidade de interpretar o mundo além dos limites do
corpo.
Istoé -Como a aplicação dessa
técnica pode ajudar na recuperação de visão e audição em pessoas cegas e surdas?
Há um potencial de cura dessas deficiências?
Miguel Nicolelis - Em pessoas que
tiveram lesões no córtex e ficaram cegas, por exemplo, sim, seria possível
reverter o quadro, porque você pode usar o córtex para outras coisas. Em teoria,
poderíamos tratar qualquer déficit sensorial com esse tipo de abordagem. É outra
linha de pesquisa que vai se abrir.
Istoé -O sr. acha que a ciência
está próxima disso?
Miguel Nicolelis - Esses trabalhos
começam a colocá-la próxima disso. É uma outra porta que ninguém tinha pensado
em usar até esse momento. Ainda não dá para estimar quão próximos estamos da
cura da cegueira ou da surdez por meio dessa técnica, mas as coisas estão
acontecendo muito rapidamente. E é um incentivo muito grande para os
pesquisadores saber que um pedaço de córtex não visual pode ser usado para se
transformar nesse estímulo. Agora temos outra alternativa de
pesquisa.
Istoé -Em que estágio está o
projeto Andar de Novo?
Miguel Nicolelis - Estamos
trabalhando dia e noite, aqui na Universidade de Duke, no Instituto de
Neurociências em Natal (RN) e na Universidade Técnica de Munique. Recebemos
pedidos de adesão de diversas instituições do Brasil e do resto do mundo que
querem colaborar. Agora estamos combinando todos os registros cerebrais que
criamos e construindo o exoesqueleto. Já temos um protótipo para macacos, vamos
testá-lo nos próximos quatro meses. O plano é simular uma lesão medular no
animal com uma anestesia que fará com que ele fique paralisado da cintura para
baixo por seis horas para testar o equipamento.
Istoé -Está mantido seu plano de
levar um tetraplégico a dar o pontapé inicial na Copa de 2014?
Miguel Nicolelis - Sim,
cientificamente estamos em dia com a pesquisa. Estamos começando o processo de
selecionar pacientes no Brasil e montar a equipe clínica. O projeto já é
conhecido no mundo inteiro. Para a área de neurociências é como ir para a Lua,
como um pouso em Marte.
Istoé -E como anda o projeto da
Cidade do Cérebro, que vai abrigar o Instituto de Neurociências e uma escola de
ciências?
Miguel Nicolelis - Estamos
esperando a Universidade Federal do Rio Grande do Norte cumprir a promessa de
terminar o campus no prazo. O projeto está atrasado em vários anos. É uma obra
muito grande. A parte de alvenaria dos dois prédios está pronta, agora faltam as
obras de infraestrutura. Esperamos que eles sejam entregues no ano que vem para
podermos iniciar a nossa escola em período integral para três mil alunos e levar
o Instituto de Neurociências para lá. Gostaríamos de inaugurá-lo antes da
Copa.
Istoé -Como vai funcionar essa
escola?
Miguel Nicolelis - Será a primeira
instituição de ensino que vai começar no pré-natal da mãe. Nós já temos um
programa de pré-natal há cinco anos na cidade de Macaíba (RN), onde a
mortalidade materna era de 90 óbitos a cada 100 mil partos. Estamos avaliando os
números, mas reduzimos dramaticamente esse índice, e nosso trabalho virou
referência para o Ministério da Saúde. Essas são as mães dos nossos futuros
alunos. A fase crucial de formação do cérebro é no período pré-natal. Ao longo
desses anos fomos introduzindo técnicas para que os bebês nasçam com seu
potencial neurobiológico intacto. Quando a escola abrir, essas crianças terão um
período de currículo oficial e um dedicado à educação científica. Isso
acontecerá desde o berçário até o final do ensino médio.
Istoé -Há três anos o sr. deu uma
entrevista criticando a falta de incentivo oficial a esses projetos. A situação
continua a mesma?
Miguel Nicolelis - Continua muito
parecida. O governo do Rio Grande do Norte não dá muita relevância para esse
tipo de investimento em educação científica. Mas já nos conformamos com isso, e
os recursos do governo federal estão sendo suficientes.
Istoé -Em 2011, o sr. rompeu com o
cofundador do Instituto de Neurociências Sidarta Ribeiro, que deixou o projeto
junto com outros pesquisadores da UFRN. Como está a situação
hoje?
Miguel Nicolelis - O que aconteceu
é que essas dez pessoas que saíram do INN não aceitavam as normas impostas pelo
instituto e pelo governo federal. Em qualquer lugar, você tem que seguir regras.
Por exemplo, você tem que esperar o fabricante vir instalar um equipamento – se
abrir antes, perde a garantia –, tem que aprovar protocolos, as pessoas que
acessam o instituto têm de ser identificadas e existem questões de segurança em
relação à propriedade intelectual.
Istoé -Uma das reclamações do
grupo que se desligou girava em torno da dificuldade de acesso de pessoal da
UFRN ao instituto.
Miguel Nicolelis - Imagina... Eles
tinham uma lista de 90 nomes que nunca se materializou. A média de presença de
gente da universidade era de apenas 12 pessoas por dia. Quando percebemos que o
conceito deles não batia com o nosso, para nós foi muito tranquilo que eles
saíssem. Ficamos surpresos com o estardalhaço que isso gerou. E agora, quase
dois anos depois, todas as reivindicações que eles fizeram, como a retirada de
equipamentos, foram negadas pelas agências reguladoras. A atitude deles
demonstrou imaturidade e falta de seriedade. Essas coisas acontecem em todo
lugar e não viram notícia de jornal.
Justiça sentencia colegas de trabalho por assédio moral contra empregado
Por: Sabrina Alves
Casos de assédio moral estão sendo
cada vez mais julgados pelo Tribunal de Justiça do Trabalho (TRT), e a 3ª Vara
de Uberaba, através do juiz Flávio Vilson da Silva Barbosa julgou mais um caso
de exposição de trabalhadores em situações humilhantes e
constrangedoras.
O caso, de acordo com TRT, o
denunciante vinha passando por repetidas situações ofensivas e se expondo a
repetidas e exaustivas jornadas de trabalho. Ainda de acordo com o TRT, “nos
tempos atuais, a tolerância da empresa a práticas que desestabilizem
emocionalmente o empregado é o quanto basta para caracterizar omissão do poder
diretivo e, consequentemente, a prática de ato ilícito que leva ao dever de
reparar o dano moral causado”.
Na situação julgada em Uberaba,
mediante provas orais, foi constatada que colegas de trabalho chamavam o
recorrente de “mostro e doidão”, e ainda conforme as declarações de testemunhas,
os fatos se vinham por conta de alguns exames que o reclamante vinha fazendo
para a cabeça.
Por conta disso, o magistrada
entendeu que o empregado sofria e por isso compensação do dano moral sofrido.
Conforme a sentença, o juiz levou em conta para decretar a penalidade final
confições financeiras das partes, bem como caráter pedagógico, fixada em 15 mil
reais. Porém a condenação foi mantida pelo Tribunal amenizando o valor da
indenização para R$ 5 mil.
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