Ramo da segurança que cuida dos interesses ligados à empresas públicas ou privadas, no que tange à proteção de seus recursos humanos e materiais e deve estar em consonância com a missão e valores da empresa, devendo também respeitar os limites éticos e legais impostos nas regiões em que atuam. " Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." Salmos 127:1
quarta-feira, agosto 08, 2012
BOEING - Apresentou oportunidades em Porto Alegre e São José dos Campos
Boeing e fornecedores do Super Hornet, apresentam oportunidades para a indústria brasileira em conferências em Porto Alegre e São José dos Campos. Oportunidades incluem componentes do sistema aviônico, materiais compostos avançados e atividades relacionadSÃO PAULO, 6 de agosto de 2012 – A Boeing e 12 de fornecedores de seu caça
F/A-18E/F Super Hornet destacaram as oportunidades disponíveis para a indústria brasileira em conferências realizadas no dia 31 de julho emPorto Alegre e 1 de agosto, em São José dos Campos. Um programa com ampla participação da indústria local é um dos itens da proposta de venda do F/A-18E/F Super Hornet apresentada pela Boeing para a licitação de caças do governo brasileiro, conhecida como F-X2.
“A participação de tantos fornecedores do Super Hornet nas conferências e as oportunidades nelas apresentadas demonstram o comprometimento da Boeing e de seus fornecedores em trabalhar com a indústria brasileira de maneira a aproveitar os pontos fortes das empresas locais e lançar as bases para um crescimento de longo prazo,” disse Susan Colegrove, diretora regional de parcerias estratégicas internacionais da Boeing Defense, Space & Security.
A seguir, algumas das oportunidades apresentadas:
· A Raytheon identificou oportunidades para a fabricação e suporte local de componentes do sistema de rastreamento e visualização de alvos por infravermelho ATFLIR (Advanced Targeting Forward Looking Infrared pod) e os sistemas aviônicos do radar AESA APG-79, com varredura eletrônica ativa.
· A Northrop Grumman planeja trabalhar com empresas aeroespaciais brasileiras em atividades relacionadas a materias compostos avançados, como produção de materiais compostos, ferramentas para a fabricação de compostos, ferramental de montagem e produção de peças com compostos avançados e grandes componentes de montagem.
· A GE Aviation descreveu oportunidades relacionadas à inspeção, teste, manutenção e suporte de motores.
Os demais fornecedores do Super Hornet presentes nas conferências foram empresas como BAE Systems, Eaton, GKN, Harris, Honeywell, Moog, Parker Aerospace, UTC Aerospace Systemse Woodward.
O encontro realizado em São José dos Campos contou com a presença de representantes da Embaixada dos Estados Unidos e de quase 80 empresas do estado de São Paulo. O evento foi organizado pelo Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (CECOMPI) e pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) .
Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, FIERGS, foi a responsável pela coordenação da conferência em Porto Alegre, que atraiu representantes de mais de 50 empresas do estado do Rio Grande do Sul.
Sobre a Boeing
A Boeing é a maior companhia aeroespacial do mundo e líder na fabricação de aeronaves comerciais e sistemas de defesa, espaciais e de segurança. Uma das grandes exportadoras dos EUA presta suporte a companhias aéreas e clientes governamentais nos Estados Unidos e 150 países aliados. Os produtos e serviços desenvolvidos sob medida pela Boeing incluem aeronaves comerciais e militares, satélites, armas, sistemas eletrônicos e de defesa, sistemas de lançamento, sistemas avançados de informação e comunicação, logística e treinamento baseados em desempenho.
A Boeing emprega mais de 170.000 pessoas nos Estados Unidos e em 70 países. Além disso, a liderança da companhia é reforçada pelas centenas de milhares de pessoas que trabalham para os fornecedores da Boeing em todo o mundo.
SEGURANÇA NACIONAL BLOG DEFESA NET
Publicada por Paulo Lima Sandoff em segunda-feira, agosto 06, 2012
Taurus apresenta o Fuzil 556 (CT556)
A Forjas Taurus apresentou o Fuzil 556 (CT 556), seu mais novo lançamento, durante feira de tecnologia, serviços e produtos para segurança pública realizada em São Paulo na última semana. O produto, destinado a grupos de pronto emprego tático e policiamento ostensivo, permite à empresa oferecer aos seus clientes uma família completa de armamento de uso policial, incluindo, agora, o calibre de fuzil mais utilizado mundialmente. A similaridade de design e operação com outros produtos da linha, como a carabina calibre .40 (CT 40) e a submetralhadora calibre .40 (SMT 40), facilita o treinamento e adaptação do usuário.Segundo o Diretor Vice-Presidente Sênior da Empresa, Jorge Py Velloso "O equipamento atende com perfeição aos padrões exigidos para o emprego policial em áreas urbanas ou rurais, é um produto robusto, leve e ergonômico, que tem na simplicidade de operação e manutenção seus pontos fortes" explica.Por ser uma arma de comandos ambidestros, o CT 556 permite a fácil adaptação para destros e canhotos. Possui, ainda, coronha com regulagem de comprimento telescópica e rebatível, o que auxilia na adaptação do usuário ao equipamento e ao seu manuseio em ambientes confinados (viaturas, interior de edificações etc.). No desenvolvimento da caixa da culatra do modelo foram utilizadas ligas de alumínio aeroespacial de alta resistência, garantindo assim mais leveza e resistência a todo o conjunto. A arma possui ainda alavanca de manejo reversível, empunhadura na posição frontal ao carregador, que permite maior segurança e melhor ergonomia para o atirador e, finalmente, um botão liberador tático do carregador, permitindo a troca rápida do carregador sem perder a posição de confronto.
Publicada por Paulo Lima Sandoff em segunda-feira, agosto 06, 2012
Fábrica de armas Ijmach anuncia AK-12
O fuzil AK-12, desenvolvido na Ijmach, terá novo mecanismo de disparo, transportador de ferrolho e estrutura modular. Em entrevista publicada no site da revista Expert, o construtor-chefe da fábrica russa, Vladímir Zlóbin, falou sobre as inovações do ultimo modelo.Segundo Zlóbin, o trabalho de desenvolvimento do novo fuzil começou em meados de 2011 e, no final do ano, já estava pronto o primeiro protótipo.
Os modelos significativos estão sendo finalizados e, em breve, serão fabricadas novas versões do fuzil para testes preliminares na própria fábrica.A composição do fuzil, de acordo com Zlóbin, continuará clássica. Em outras palavras, será tão simples quanto a Kalachnikov.
Além disso, o AK-12 distingue-se bastante de seus antecessores no arranjo e na ergonomia. O fuzil será equipado com um novo freio de boca.
Terá 20% mais efetividade do que os antecessores da mesma família, proporcionando mais conforto e estabilidade na hora do tiro e diminuindo o recuo em 20%.
O AK-12 ganhou um regime de tiro com seletor de três disparos e suspensão do ferrolho para rapidez do recarregamento. A alavanca de manejo de recarregamento pode ser instalada tanto no lado esquerdo quanto no direito. A coronha ajusta-se sob o ombro.
Além disso, é possível tirar o fuzil do dispositivo de segurança e mudar o regime e o carregador com uma única mão. Para a instalação de recursos complementares, o AK-12 ganhou trilhos Picatinny.
Por conta da mudança na dinâmica das partes, o AK-12 dispõe de maior poder de fogo. Segundo Zlóbin, o novo fuzil, em termos de efetividade, compara-se ao AK-107, ao qual foi aplicada a tecnologia do automatismo balanceado.
Entretanto, no AK-12 decidiram abrir mão dessa tecnologia porque ela torna a arma mais cara e ainda reduz a sua segurança.
Assim como os fuzis da geração anterior, o AK-12 terá um dispositivo para acoplamento de baioneta em caso de combate corpo a corpo.
No conjunto titular, o fuzil será equipamento com um carregador de 30 cartuchos. Nas versões especializadas, haverá carregadores com 20 cartuchos (para subseções especiais), com caixa de 60 cartuchos e com tambor de 100 cartuchos.
O AK-12 para forças de operações especiais pode ainda ganhar um conjunto de ferrolho e um cano extra.
Em entrevista ao Expert, Zlóbin anunciou também o novo cartucho do AK-12. Ele disse que os serviços de defesa não estão satisfeitos com os calibres existentes, 5,45, 5,56 e 7,62. Por isso, no novo fuzil, pode ser incluído um calibre “intermediário”.
Como informou o construtor-chefe da Ijmach, para criação do AK-12, ele se baseou na experiência e nos conhecimentos de seus mestres, os construtores Stetchkin, Korobov e Afanassiev, com os quais trabalhou na fábrica de armas da cidade de Tula.
Site analisa arquivo com base em 46 antivírus
Por Monica Campi, de INFO Online
• Sábado, 04 de agosto de 2012
São Paulo – Lançado recentemente, o site VirusImmune promete analisar gratuitamente um arquivo de qualquer tipo na web utilizando como base 46 programas de antivírus.
Entre os software utilizados para a varredura do arquivo estão programas como Norton, Trend Micro, Kaspersky, McAfee, Comodo e Sophos.
Ao enviar o arquivo para o site a análise será feita e apresentada na mesma página. Se reconhecer o arquivo como malicioso, o serviço irá exibir a origem do mesmo.
Além disso, o serviço também possui a ferramenta “Similaridade. Esta função exibe arquivos similares, caso não detecte nenhum malware no arquivo enviado.
A ferramenta irá exibir os arquivos similares presentes na base do site, mostrando o percentual de igualdade entre os arquivos. Caso exiba um percentual muito alto, o site poderá identificar malware desconhecidos.
O BOM EXEMPLO DO EXÉRCITO
“No momento em que notícias sobre superfaturamento e atraso em obras públicas se tornam corriqueiras, é animador saber que algumas dessas obras estão sendo entregues antes do prazo previsto e a custos inferiores aos originalmente orçados. Não se trata de milagre. É apenas o resultado do trabalho competente e sério realizado por uma instituição cuja missão precípua não é tocar canteiros de obras, mas que, nos últimos anos, tem assumido maiores responsabilidades na elaboração e execução de projetos de infraestrutura em todo o País: o Exército.
O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, como mostra o jornal “Valor” (12/7), está tocando 34 obras em vários Estados, 25 delas do “Programa de Aceleração do Crescimento” (PAC), e elabora, a pedido da Infraero, projetos de engenharia destinados a acelerar a expansão dos aeroportos de Porto Alegre, Vitória e Goiânia. Nessa área, o Exército já trabalha na administração dos serviços de terraplenagem da ampliação do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista do aeroporto de Amarante, no Rio Grande do Norte.
É, principalmente, o desempenho do Exército nas obras do aeroporto de Cumbica que tem animado a Infraero a ampliar a parceria com os militares numa área que se tem transformado numa das maiores dores de cabeça do governo no que diz respeito ao cumprimento dos prazos das obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.
A terraplenagem do Terminal 3 de Cumbica, cuja previsão inicial de entrega era para dezembro de 2013, será concluída em setembro próximo, com antecipação de 15 meses. Além disso, o custo original da obra, orçado em R$ 417 milhões, deverá ser reduzido - e não é apenas porque a União paga os soldos militares - em cerca de R$ 130 milhões, o que equivale a 25%. É exatamente o contrário do que tem sido noticiado a respeito da verdadeira lambança que a principal empreiteira do PAC, a Delta, tem promovido nas obras bilionárias sob sua responsabilidade em todo o País.
É claro que tocar obras públicas não é a missão precípua das Forças Armadas, que existem para zelar pela defesa nacional. E o Exército, cuja "intervenção" no mercado é malvista pelas empreiteiras de obras públicas, sabe muito bem que essa não é sua verdadeira vocação. O general Joaquim Maia Brandão, chefe do Departamento de Engenharia e Construção, garante, segundo o “Valor”, que não há planos de ampliar a estrutura da unidade sob seu comando, apesar do aumento da demanda ocorrido nos últimos anos, inclusive no que diz respeito ao planejamento e construção de novas estradas e manutenção das existentes, responsabilidade do mal afamado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Nessa área, o Exército tem 19 contratos firmados. E cumpre outros tantos nos setores portuário e de navegação fluvial.
O Exército está hoje envolvido em 34 projetos de construção, no valor de R$ 3 bilhões em obras, dos quais R$ 2,4 bilhões são do PAC. Intervenção indevida no mercado? Desvio de funções? O general Brandão responde: "O que temos é uma missão para cumprir, que é a preparação de nossas tropas para a guerra. Se não temos guerra, temos a obrigação de manter nosso contingente em atividades que, se necessário, (a tropa) irá desempenhar em situação de emergência".
Não é, portanto, a lógica do mercado, mas a necessidade de manter seu contingente ativo e preparado que motiva o Departamento de Engenharia e Construção.
A situação de emergência a que se refere o general seria, obviamente, um eventual conflito militar. Mas não resta dúvida de que o DEC está atendendo, também, a uma importante e extremamente lamentável emergência ao cumprir com competência, seriedade e economia de recursos públicos uma tarefa fundamental para o desenvolvimento do País que a iniciativa privada tem sido frequentemente incapaz de executar com a mesma eficiência e probidade, devido à crescente promiscuidade entre negócios públicos e privados. É de imaginar que seja difícil trabalhar com orçamentos enxutos quando a regra do jogo [há muitas décadas] é pagar propinas que satisfaçam a crescente voracidade de homens públicos tão desonestos quanto quem lhes molha a mão.”
FONTE: Editorial do “O Estado de São Paulo”, transcrito no portal da FAB.
O fantasma da bomba
por Richard Rhodes
Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL
Teste de uma bomba atômica em 1946, detonada pelos Estados Unidos no atol Bikini, no Pacífico
Sessenta anos atrás, em uma noite tempestuosa de 1945, o físico americano Robert Oppenheimer subiu ao palco de uma sala de cinema na cidade secreta de Los Alamos, Novo México. Magro e compenetrado, ele estava prestes a dirigir-se a centenas de cientistas – homens e mulheres que, sob sua direção, haviam construído as primeiras bombas atômicas. Detonadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente, as bombas haviam acabado de pôr fim à mais destrutiva guerra da história – e mudaram para sempre a feição das guerras.
O mundo logo iria se dar conta de algo que eles próprios já sabiam, alertou Oppenheimer: uma vez dominado o processo, a fabricação de armas nucleares era algo surpreendentemente barato e fácil. Não demoraria para que outros países também começassem a produzi-las. E, segundo ele, o poder de destruição das bombas só iria aumentar. A despeito dessas previsões perturbadoras, o físico entrevia benefícios inegáveis, considerando as armas nucleares “não apenas uma ameaça mas também uma grande esperança”.
O que Oppenheimer queria dizer com isso? O perigo era óbvio: Hiroshima e Nagasaki estavam em ruínas, e dezenas de milhares de pessoas haviam sido mortas e feridas. A “grande esperança” que tais armas poderiam trazer era algo mais difícil de imaginar, mesmo num momento de vitória. Seis décadas depois, continua sendo assim.
Hoje, oito países reconhecem dispor de arsenais nucleares, ao passo que 20 outros possuem tecnologia e matéria-prima para fabricar bombas no prazo de um ano, caso decidam fazê-lo. Mas as nações são apenas uma parte da história. O colapso da União Soviética colocou enorme variedade de armas e materiais nucleares sob o risco de ser roubada e vendida clandestinamente a grupos terroristas ou redes criminosas. Conhecimentos técnicos também estão em demanda. Estima-se que o “pai” da bomba paquistanesa, Abdul Qadeer Khan, tenha transferido técnicas e projetos de fabricação de bombas para Líbia, Coréia do Norte e Irã. Sua equipe pode ter revelado segredos a outros países. Desde os anos 1990, Osama bin Laden e seus seguidores sonham em obter dispositivos nucleares para realizar ataques. Ninguém sabe se os terroristas estão prestes a conseguir uma “bomba suja” de radiação ou até mesmo uma bomba atômica.
A esperança entrevista por Oppenheimer surgiu de suas discussões com um brilhante físico dinamarquês, Niels Bohr, que fugiu de seu país quando este foi ocupado pelos nazistas e chegou a Los Alamos no fim de 1943. A disseminação da tecnologia de construção das armas nucleares, Bohr argumentou com Oppenheimer, acabaria por tornar esse tipo de arma uma ameaça para toda a humanidade. Ambos achavam que, quando as nações por fim reconhecessem a magnitude dessa ameaça, o mundo todo iria se unir, como nunca antes havia ocorrido, movido pela necessidade de garantir a própria sobrevivência. Ao realizar tais acordos, as nações acabariam reduzindo o perigo e a chance de um conflito.
Nas décadas seguintes, enquanto muitos países se empenhavam em conseguir a bomba, a visão de um mundo aberto e mais seguro deve ter parecido de uma ingenuidade assombrosa. O sonho de Bohr e Oppenheimer, no entanto, começou a tomar forma na década de 1960, quando, após um aterrorizante episódio em que quase estalou um conflito nuclear, durante a crise dos mísseis em Cuba, os Estados Unidos e a União Soviética começaram a afastar-se da beira do abismo. Outros países fizeram o mesmo e, assim, em 1968 foi assinado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Como compensação por desistirem de formar um arsenal nuclear, os países desprovidos de bombas atômicas que firmaram o TNP (hoje são 183, além das cinco principais potências nucleares) receberam a garantia de que as grandes potências promoveriam o desarmamento, não iriam transferir armas atômicas para nações desnuclearizadas e partilhariam a tecnologia ao uso civil da energia nuclear. Mais tarde, tratados proibindo os testes de armas nucleares ampliariam ainda mais tais restrições.
A despeito de suas limitações, esses acordos conseguiram de fato afastar a ameaça de um conflito nuclear nas décadas de 1970 e 80. E também confirmaram o fato de que as nações nem sempre passam a fabricar bombas assim que dominam a tecnologia para tanto. A formação de um arsenal nuclear é uma decisão política, impulsionada sobretudo pela preocupação com a segurança nacional, e muitas vezes tais preocupações podem ser mantidas sob controle.
Mas aí vieram os acontecimentos de 1991, quando um terremoto geopolítico – a derrocada da União Soviética – abalou a arquitetura dos acordos. O que havia sido uma potência nuclear unificada, a União Soviética, fragmentou-se em vários países com arsenais nucleares. Todas as bombas de pequeno alcance foram devolvidas à Rússia em 1992, mas três nações recém-independentes – Belarus, Ucrânia e Cazaquistão – mantiveram milhares de ogivas para mísseis balísticos intercontinentais (MBICs).
Pressionados pelos Estados Unidos e por outros países, Belarus e Cazaquistão logo concordaram em devolver seus arsenais à Rússia. “Nós tínhamos 81 plataformas móveis de mísseis, o suficiente para devastar a Europa e os Estados Unidos”, contou-me Stanislav Shushkevich, o primeiro chefe-de-Estado de Belarus. “Mas de quem precisávamos nos defender? Quanto mais cedo elas fossem retiradas do país, melhor para nós.”
Na Ucrânia, as coisas foram diferentes. A fim de desestimular uma eventual agressão russa e obter garantias de segurança e recursos financeiros do Ocidente, os ucranianos aferraram-se às 1 240 ogivas nucleares estratégicas armazenadas em seu território. Sob pressão da comunidade internacional, porém, em 1993 a Ucrânia concordou em devolver as armas à Rússia e assinar o TNP. Hoje, só a Rússia possui armas nucleares.
Pela maioria dos critérios, o mundo é agora mais seguro do que durante a Guerra Fria. Após vários acordos para o controle das armas, os Estados Unidos e a Rússia desativaram milhares de bombas de pequeno e de longo alcance.
O arsenal nuclear americano conta hoje com 10 mil ogivas nucleares, e o russo, com cerca de 16 mil – durante a Guerra Fria, eram 32 mil e 45 mil, respectivamente. O tratado de Moscou, assinado pelos presidentes George W. Bush e Vladimir Putin em maio de 2002, restringe cada um dos dois países a não mais do que 2,2 mil ogivas estratégicas até o fim de 2012.
A França e a Grã-Bretanha também reduziram seus arsenais; a China está modernizando suas armas, mas reforçou o controle sobre as exportações nucleares, após ter fornecido ao Paquistão os projetos e materiais físseis que este país necessitava para construir sua bomba. Os dados sobre o formidável arsenal nuclear de Israel ainda são mantidos sob sigilo. Há pouco, a Líbia encerrou seu programa nuclear sob pressão de países europeus e dos Estados Unidos. Em etapa mais avançada, o programa iraquiano foi desmantelado pelos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) nos anos subseqüentes à Guerra do Golfo. A Índia e o Paquistão confirmaram sua condição de potências nucleares, realizando testes subterrâneos em maio de 1998, mas nenhum dos países acumulou mais do que 100 bombas, e sua recente escaramuça nuclear parece ter estimulado uma atitude de cautela.
Essas são as boas notícias.
As notícias preocupantes referem-se, primeiro, a duas nações: a Coréia do Norte, que talvez possua um pequeno arsenal nuclear, e o Irã, do qual se suspeita que esteja empenhado em produzir armas atômicas. Os EUA consideraram ir à guerra contra a Coréia do Norte em 1993, quando os norte-coreanos, que supostamente já possuíam uma ou duas bombas, ameaçaram retirar-se do TNP e pareciam dispostos a extrair mais plutônio com fins militares por meio do reprocessamento de combustível nuclear usado.
As negociações levaram a uma conciliação: os norte-coreanos desativaram seu reator e permitiram que as varetas de combustível fossem examinadas pela Aiea, em troca da promessa de dois outros reatores nucleares, de carregamentos americanos de petróleo para a geração de energia e de uma melhoria nas relações com os EUA.
Esse acordo vigorou até 2002, quando o governo Bush acusou o regime norte-coreano de se empenhar sigilosamente na produção de urânio enriquecido para fins militares. Com isso, os Estados Unidos interromperam o vital fornecimento de petróleo e denunciaram o acordo de 1994.
Como retaliação, a Coréia do Norte expulsou os inspetores da Aiea, removeu as varetas de combustível de seu local de armazenamento e afirmou que daria início a seu reprocessamento, visando a extração de plutônio. Este seria suficiente para a fabricação de quatro a seis bombas atômicas. Desde então, os norte-coreanos alegam contar com um pequeno arsenal nuclear. Mas eles bem sabem que, se lançarem um ataque nuclear contra qualquer país vizinho, ou contra os Estados Unidos, a reação seria devastadora.
“Não estamos em condições de chantagear os Estados Unidos, a única superpotência”, afirmou uma autoridade norte-coreana a uma delegação de congressistas americanos que visitou Pyongyang em junho de 2003. “Nosso objetivo ao obter uma força dissuasória está vinculado à guerra no Iraque, e às declarações feitas pelos falcões do governo americano. Se não tivermos uma força nuclear dissuasória, não poderemos nos defender.”
O Irã é um caso ainda mais complexo. Durante décadas, o país investiu sigilosamente em um programa para o enriquecimento de urânio por meio de centrífugas, violando sua obrigação, diante da Aiea, de manter este órgão informado de todas as suas atividades nucleares. Ao serem confrontados, os iranianos alegaram que estavam desenvolvendo a capacidade de dominar o ciclo completo do combustível nuclear em função de um planejado programa nuclear para a geração de eletricidade. Como as centrífugas podem produzir urânio enriquecido para fins militares, assim como urânio menos enriquecido para reatores civis, e todo o projeto era mantido sob sigilo, isso despertou a desconfiança da Aiea.
Além disso, a fábrica, abrigando 50 mil centrífugas, que o Irã planeja construir teria capacidade para produzir urânio enriquecido suficiente para a confecção de até 25 bombas por ano. É significativo que também o Paquistão optasse pelo enriquecimento do urânio (em vez da geração de plutônio em um reator, um processo mais difícil de ser mantido sob sigilo) como a solução inicial para a obtenção da bomba. Se levar adiante o programa nuclear, mesmo que não produza a bomba, o Irã pode tornar-se uma potência nuclear “virtual”, capaz de fabricar armas no prazo de um ano após tomar essa decisão. E o regime teocrático do país é abertamente hostil a Israel.
A perspectiva mais assustadora, contudo, não é a nuclearização de nações e sim a de grupos terroristas – graças ao roubo ou aquisição de material físsil adequado para uso militar nos países da antiga URSS, ou em Estados delinqüentes, como a Coréia do Norte. Durante a Guerra Fria, a União Soviética implantou um sistema rígido de proteger suas fronteiras externas e assegurar a estabilidade interna. Com isso, os materiais nucleares dispersos por toda a imensa rede de bases militares e centros de pesquisa estavam protegidos, ainda que não bem documentados. Quando houve a desintegração da URSS e a abertura das divisas, o governo russo defrontou-se com uma série de novos desafios – que iam desde uma multidão de cientistas nucleares desempregados até a tarefa monumental de cuidar de todo o seu estoque nuclear e impedir que este fosse roubado.
Os EUA se ofereceram para ajudar a Rússia. Mas a desconfiança remanescente da Guerra Fria atrasou um acordo entre os dois países, e mesmo depois dos anos 1990 o esforço conjunto não contou com os necessários recursos financeiros.
Desde 1991, o programa americano chamado Redução Cooperativa de Ameaças Nunn-Lugar vem apoiando os esforços para o controle e eliminação desses materiais, mas o ex-senador Sam Nunn, co-patrocinador da legislação juntamente com o senador Richard Lugar, avaliou no início de 2005 que até agora apenas “algo entre 25% e 50%” da tarefa de assegurar o controle sobre os materiais nucleares russos havia sido feita. Comprovou-se que pequenas quantidades foram adquiridas e vendidas clandestinamente (mapa nas páginas 42-43), mas, até onde se sabe, nenhum grupo não-estatal obteve a quantia mínima de material – cerca de 4 quilos de plutônio, ou 15 quilos de urânio enriquecido – necessária para a fabricação de uma bomba rudimentar.
Dentre os vários cenários em que poderia ocorrer um ato de terrorismo nuclear, o mais plausível envolve o uso de uma “bomba suja”, ou seja, um explosivo convencional associado a material radiativo extraído de fontes médicas ou industriais. Os especialistas descrevem as bombas sujas como “armas de perturbação maciça”, devido ao pânico e à contaminação que provocariam. A descontaminação após um ataque desse tipo a uma grande cidade exigiria meses de trabalho, a um custo de dezenas de bilhões de dólares. As principais vítimas de uma bomba suja seriam as pessoas feridas ou mortas pela explosão inicial.
Muito mais devastadora seria uma bomba terrorista fabricada com urânio enriquecido ou com plutônio roubados, e transportada por um veículo comum, como barco ou caminhão. A impossibilidade de detecção prévia de um ataque assim tira o sono de funcionários da defesa civil em todo o mundo, e levou as autoridades americanas a optarem pela guerra preventiva como a melhor defesa contra uma investida terrorista.
Um ataque imprevisto sempre foi o pesadelo da era nuclear. A fim de se precaver contra uma investida soviética de surpresa, o Conselho de Segurança americano chegou a considerar um ataque preventivo a Moscou em 1954, pois na época alguns especialistas consideravam o arsenal americano suficientemente superior ao soviético para justificar tal risco. A proposta foi rejeitada pelo presidente Dwight D. Eisenhower. Na década de 1960, as idéias de uma investida preventiva foram substituídas pela crença no poder da dissuasão – a “certeza de destruição mútua” – como a estratégia para evitar um ataque soviético.
Também visando proteger o país, o presidente Ronald Reagan propôs um sistema de defesa que ficaria conhecido como “Guerra nas Estrelas” – enfim instalado, numa versão restrita, no Alasca, em 2004. No entanto, ainda não existe nenhum sistema similar que possa interceptar armas clandestinas transportadas por aviões, navios ou caminhões. Após 60 anos de busca por um sistema ideal, nada foi encontrado capaz de impedir um ataque com armas que, mesmo em suas formas mais rudimentares, podem ser pequenas e portáteis – e imensamente destrutivas.
Para Sam Nunn, é preciso que as nações nuclearizadas “reduzam de maneira visível sua dependência” em relação a tais armas, de modo a torná-las “menos relevantes” e, portanto, menos atraentes. Hoje, os países signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear estão discutindo outro acordo, pelo qual seria proibida a produção de plutônio ou urânio para fins militares, ao mesmo tempo que os estoques existentes seriam diluídos ou reciclados como combustível em reatores nucleares. Um programa semelhante vigora entre os EUA e a Rússia por intermédio de uma empresa americana, a Usec, que até agora já adquiriu dos russos 250 toneladas de material físsil militar diluído – quantidade suficiente para a fabricação de 10 mil ogivas atômicas – a fim de revendê-lo para empresas americanas que possuem reatores para a geração de energia elétrica.
Iniciativas desse tipo são avanços na direção certa, mas elas não afastam as maiores ameaças que hoje enfrentamos, “o terrorismo catastrófico, o aumento da quantidade de países com arsenal nuclear e o crescente perigo de um lançamento nuclear acidental ou não autorizado”, disse Nunn. “Não tenho certeza de que entendemos bem o impacto de um ataque nuclear”, continuou Nunn. “Se uma bomba de 10 quilotons for detonada no centro de Manhattan em um dia normal de trabalho, ela poderia matar mais de meio milhão de pessoas. Dez quilotons, uma potência plausível para uma rústica bomba terrorista, é o equivalente a 10 mil toneladas de TNT. Para transportar essa carga de explosivos, seria preciso um trem de 100 vagões. Se fosse uma bomba atômica, bastaria a carroceria de um caminhão.”
Niels Bohr e Robert Oppenheimer teriam plena consciência do dilema atual: o que fazer com a espada de dois gumes que eles nos deixaram, forjada em metais exóticos por uma reação nuclear que os cientistas descobriram em um dia de 1938 enquanto se empenhavam em entender o funcionamento do mundo. Na minha opinião, o conselho dos dois físicos ainda é válido: apenas um esforço conjunto internacional irá garantir a segurança dos materiais usados na fabricação de armas nucleares. Somente as negociações para a redução dos arsenais e a restrição do desenvolvimento de armas podem diminuir, a longo prazo, os riscos que todos estamos correndo. Era nisso que Bohr e Oppenheimer acreditavam, e foi isso o que Oppenheimer disse aos cientistas de Los Alamos em uma noite chuvosa, há 60 anos.
sexta-feira, julho 13, 2012
Seja um líder catalisador
O conceito de liderança catalisadora recebeu reconhecimento recentemente, com a identificação da necessidade de promover mudanças, que se tornam especialmente difíceis quando líderes potenciais podem não ter a autoridade executiva sobre alguns grupos de pessoas dentro da organização.
Diversas organizações enfrenta situações como esta, problema que foi amplificado com a terceirização de serviços, joint ventures, alianças estratégicas, colaborações multiagências e projetos em grupo. Situações rotineiras nas empresas, na contemporaneidade.
O líder catalisador é aquele que estimula o desenvolvimento de sua equipe e, quando necessário, viabiliza mudanças.
No dicionário, a palavra catalisador é definida como a substância que tem a propriedade de acelerar ou retardar a velocidade de uma reação química sem se alterar no decorrer deste processo, o que provoca a catálise.
Tendo identificado essa demanda nas empresas, o tópico visa compreender o conceito de líder catalisador, examinar as características pessoais deste tipo de líderes e explorar as oportunidades do gestor se tornar um Líder Catalisador.
Rick Crawley, pró-reitor de Relações Exteriores e Comunicação Corporativa, na Lancaster University Management School, do Reino Unido
quinta-feira, julho 05, 2012
Prevenção de Perdas Brasil: Segurança e Prevenção de Perdas para Centros de Di...
Prevenção de Perdas Brasil: Segurança e Prevenção de Perdas para Centros de Di...: Olá, Amigos! Neste artigo vou deixar algumas dicas básicas de Segurança e Prevenção de Perdas para Centros de Distribuição. 1 – Porta...
terça-feira, julho 03, 2012
Segurança nacional: Gladius, o soldado do futuro
Segurança nacional: Gladius, o soldado do futuro: O Exército da Alemanha encomendou para a germânica Rheinmetall equipamentos avançados de infantaria para equipar 900 soldados de seu ef...
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quarta-feira, junho 13, 2012
PROGRAMA ONDE MORA O PERIGO...: MANUAL DO TECNÓLOGO
PROGRAMA ONDE MORA O PERIGO...: MANUAL DO TECNÓLOGO: AOS AMIGOS TECNÓLOGOS DE GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA O CFA PUBLICOU O MANUAL DE ORIENTAÇÃO PARA TECNÓLOGOS, LEIAM COM ATENÇÃO. A GNA...
sexta-feira, maio 25, 2012
Ameaça põe em alerta Consulado de Israel em SP
O governo israelense, com base em informações sigilosas, alertou o Consulado-Geral de Israel em São Paulo para a possibilidade de um atentado do grupo extremista libanês Hezbollah na capital paulista. A representação diplomática entrou em estado de alerta.A informação foi dada ao Estado pelo cônsul israelense, Ilan Sztulman, que confirmou ter recebido instruções de seu governo para reforçar a segurança nos arredores do consulado e nas instituições judaicas paulistas. Ele mesmo declarou ter alterado a rotina e cancelado compromissos por motivos de segurança. "Estamos temerosos e com cautela. Tomamos medidas de precaução extrema no trabalho do consulado e de entidades da comunidade judaica", disse nesta quarta-feira, 23, o diplomata, que está no cargo desde 2010.
Sztulman afirmou que o governo brasileiro já foi informado sobre a possibilidade de um ataque terrorista e reforçou a segurança nas fronteiras, nos portos e nos aeroportos.
"Temos indícios de que o Hezbollah pretende retomar ataques na América Latina. O Brasil é um dos países que correm risco. Quando me dão o alerta, não dizem o que é exatamente. As fontes de informação são sigilosas. Recebi informações sobre um risco maior, com um pedido de providências para aumentar a segurança."
O andar ocupado pelo consulado, em um edifício na zona sul paulistana, está sob intensa vigilância. Para entrar no local, blindado por uma porta de vidro na entrada principal, é necessário passar por detalhada revista, que inclui a utilização de detector de metais em cada objeto pessoal - incluindo agasalhos, cinto e canetas. Não é permitido o ingresso com mochilas ou sacolas, nem mesmo na sala de segurança. Aparelhos eletrônicos ficam retidos e só podem ser retirados no momento da saída.
Na semana passada, o jornal italiano Corriere della Sera destacou que fontes de alto escalão do governo israelense confirmaram a chegada de membros do Hezbollah, com apoio do Irã, à América do Sul. Segundo a reportagem, a Bolívia e a Colômbia seriam outros possíveis alvos.
Para reafirmar seu temor, Sztulman lembrou os atentados nos anos 90 lançados contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, que deixou 29 mortos, e a entidade judaica Amia, que matou 85 pessoas. Israel e EUA atribuem as ações ao Hezbollah e afirmam que o grupo recebeu apoio financeiro do Irã, que nega as acusações.
Apesar das suspeitas do Ministério Público argentino, as investigações não foram concluídas. "Antes dos atentados também era difícil acreditar que o Irã realizaria um ataque em um país soberano", afirmou o cônsul.
Apesar de um acordo entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estar próximo, ele não tem dúvidas de que o Irã busca construir uma bomba nuclear. "A discussão não é se o Irã está fazendo a bomba, mas o quanto está avançado."
Ameaça. Sztulman ressalta, porém, que o conflito árabe-israelense não se enquadra na questão. "O Irã não é árabe, é persa. Não temos fronteiras comuns, nunca houve conflito. Israel era aliado do Irã, com voos diários e intercâmbio entre os países", afirmou.
"Nosso problema não é com o povo, mas com o governo iraniano, que busca a hegemonia na região e tenta desviar a atenção de problemas internos, tornando-se uma ameaça ao mundo.
Eugenio Goussinsky / ESPECIAL PARA O ESTADO
quinta-feira, maio 24, 2012
Criado Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos na Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil da Bahia criou, em 04 de maio de 2012, o Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos, vinculado diretamente à Direção-Geral daquela instituição. Resultado das "batalhas" dos colegas Delegados de Polícia, Drs. Charles Antônio Leão Gomes e Ivo Tourinho, além de muitos outros.
Segue-se, ainda, a luta para implementação nos outros Estados. Veja a lista dos Estados que possuem órgãos especializados no combate aos crimes cibernéticos:
Eis o ato normativo que criou o Grupo na Bahia, publicado no DOE em 04/05/2012:
Portaria nº 139 de 04 de maio de 2012.
Cria o Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos e dá outras providências.
O DELEGADO-GERAL DA POLÍCIA CIVIL DA BAHIA, no uso das suas atribuições que lhe confere a Lei n. 11370, de 04 de fevereiro de 2009, artigo 19, incs. I, VI, VII, XII, XIV e
CONSIDERANDO que incumbe à Polícia Civil as funções de Polícia Judiciária e a apuração das infrações penais e de sua autoria, “ex vi”, do artigo 144, § 4º, da Constituição Federal de 1988 e artigo 4º, do Código de Processo Penal;
CONSIDERANDO a necessidade de se especializar e otimizar o trabalho policial para planejar e coordenar a repressão às fraudes cometidas com o emprego de recursos tecnológicos de informação computadorizada, incluindo (hardware, software e rede de computadores) e crimes cometidos contra propriedade intelectual, consoante legislação vigente;
CONSIDERANDO que esta investigação exige um trabalho pericial especializado e uma gama de conhecimento pertinente a área de conhecimento moderna e se exige na atualidade o controle das ações de organizações criminosas ou fatores específicos que possam gerar índices de criminalidade e violência;
CONSIDERANDO o grande número de ações, transações comerciais, financeiras, informações públicas e privadas, que trafegam utilizando protocolos eletrônicos, em especial a rede mundial de computadores (Internet); e,
CONSIDERANDO o desdobramento das tecnologias em ações positivas e negativas, estas consistentes na prática de atividades ilícitas mediante o uso de todo um aparato tecnológico.
CONSIDERANDO, em fim, a existência de Organizações Criminosas voltadas a este tipo de delito demandando uma resposta adequada e especializada por parte de um Grupo especializado,
RESOLVE:
Art. 1º. Criar o Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos.
Art. 2º. Compete a este Grupo especializado:
I - prevenir e reprimir as infrações penais praticadas precipuamente por Organizações Criminosas:
a) Cometidas com o uso ou emprego de meios ou recursos tecnológicos de informação computadorizada (hardware, software, redes de computadores, computadores e sistemas de telefonia);
b) Contra a propriedade intelectual da tecnologia da informação computadorizada, consoante a legislação vigente.
c) Contra fraudes financeiras e econômicas praticadas por meios eletrônicos, especialmente furto qualificado mediante fraude, em se tratando de fraude e desvio de valores procedidos, via internet, com a utilização de “saques eletrônicos” em contas bancárias;
d) Estelionato, em se tratando de fraudes ocorridas com a utilização, via internet, de cartões de crédito e saques (transferências) de contas bancarias;
e) Violação de correspondência, quando sua ocorrência tiver ocorrido via rede interativa “internet – e-mail”;
f) Divulgação de segredo, quando disser respeito ao acesso à rede “internet” com a utilização de credenciamento de terceiro, não autorizado pelo provedor, e a “clonagem” de linhas de telefonia móvel celular ou o uso dessa freqüência radioelétrica sem o consentimento da concessionária dos serviços;
g) Divulgação de segredo, consistindo na ação delituosa praticada na divulgação, via internet, de correspondência que possa provocar dano a outrem;
Parágrafo único – A apuração de infração penal não elencada neste artigo, cuja execução tenha ocorrido, preponderantemente, pela via eletrônica, internet ou outros meios análogos, poderá processar-se-á pelo Grupo Especializado, conforme definição superior, devendo, outras hipóteses, quando solicitada, disponibilizar o apoio técnico e a orientação pertinente para a atuação policial investigativa.
II - manter permanente contato com os provedores de acesso à rede mundial de computadores em operação no Estado da Bahia, bem como realizar o cadastramento atualizado dessas pessoas jurídicas, de seus proprietários, diretores e mantenedores, sejam comerciais ou institucionais;
III - auxiliar os demais órgãos da Polícia Civil nas investigações e inquéritos policiais ou administrativos, quando haja necessidade de pesquisa na rede mundial de computadores;
IV- cumprir as requisições do poder Judiciário, do Ministério Público e de outras autoridades administrativas com atribuições legais, na forma da legislação em vigor.
Parágrafo único - A sua atribuição abrange o Estado da Bahia, sem excluir a atribuição das delegacias de bairro e do interior do estado, para as quais dará suporte operacional e pericial na elucidação destes crimes, na forma do parágrafo único, do art. 2º.
Art. 3º - Para seu funcionamento fica instituída, sem aumento de despesa, a seguinte estrutura:
a) 01 (um) Delegado de Polícia Civil (Coordenador);
b) 01 (um) Escrivão de Polícia Civil;
c) 02 (dois) Investigadores de Polícia Civil.
Parágrafo único – Este Grupo ficará vinculado ao Gabinete do Delegado Geral.
Art. 4º - No desempenho de suas atividades, o Grupo atuará de forma integrada com a Polícia Técnica, Polícia Militar, Polícia Federal e outras instituições policiais, inclusive no tocante à execução de operações conjuntas e a coleta de dados informativos acerca de fatos de natureza policial, mantendo estreito relacionamento cooperativo com organizações públicas ou privadas, não afetas à sua área de atuação.
Art. 5º - A Academia de Polícia Civil promoverá o treinamento específico dos policiais lotados no Grupo. E depois este conhecimento será disseminado em todo o Estado.
Art. 6º - Os órgãos de polícia técnica e científica e a Academia de Polícia Civil estabelecerão medidas de incremento à especialização e aperfeiçoamento de servidores policiais para atuação específica neste Grupo, inclusive na formação de núcleo pericial permanente.
Art. 7º - Caberá ao gestor do grupo, de forma coordenada, medidas para a formação, o aperfeiçoamento e a especialização de recursos humanos necessários ao desempenho das atividades do grupo, por meio da participação de seu corpo funcional nos cursos e estágios específicos ministrados pela Academia da Polícia Civil, ou naqueles por ela indicados ou recomendados, assegurando, também, a qualificação do setor pericial, o qual tem caráter permanente e, ainda:
I - estimular a permanência do pessoal qualificado em investigações por meios eletrônicos, guerra eletrônica, no exercício de atividades afins;
II - estimular, e viabilizar, a participação de recursos humanos em cursos e estágios realizados em organizações militares e civis, do Brasil e do exterior;
III - promover o contínuo aperfeiçoamento do pessoal qualificado em investigações eletrônicas, guerra eletrônica, por meio da participação em cursos de pós-graduação, seminários, simpósios, congressos e atividades correlatas, no Brasil e no exterior;
IV - incentivar o desenvolvimento da pesquisa, elaboração de teses e trabalhos voltados para a área de atuação deste Grupo especializado, em instituições de ensino superior, sob orientação da ACADEPOL.
Art. 8º – O Delegado Geral da Polícia Civil, dentro da previsão orçamentária, dotará o grupo ora criado dos recursos humanos e materiais necessários à sua efetivação e implantação.
Art. 9 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Gabinete do Delegado Geral
Art. 10º - Esta portaria entra em vigor a partir da data de sua publicação, revogadas as disposições anteriores ou contrárias a ela.
Lista dos Estados que possuem Delegacias de Polícia de combate aos Crimes Cibernéticos
Como muita gente pediu e o post sobre os órgãos especializados no combate aos crimes virtuais estava desatualizado, estou fazendo essa atualização com vistas a uma melhor orientação às pessoas.
O primeiro aspecto de um registro de ocorrência de um crime virtual é saber o que levar ao conhecimento da Polícia Judiciária. Por isso, sugiro a leitura do post sobre como proceder em casos de crimes virtuais, deste blog.
* Crimes virtuais: com proceder?
Também, o Dr. Rafael Correa, Delegado de Polícia do Espírito Santo, lançou o seu site pessoal e um dos artigos é justamente sobre como resolver problemas nas mídias sociais. Aliás, é muito bom o conteúdo orientador contido ali.
Então, vamos à lista dos Estados brasileiros onde você pode encontrar atendimento especializado, não esquecendo que se você não se encontra na cidade ou Estado em que há um órgão policial específico você pode e deve registrar a ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima. O que não pode é deixar o fato sem o conhecimento de uma Autoridade Policial.
- Rio Grande do Sul: possui delegacia específica, criada em 28/05/2010. É a Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais - DRCI/DEIC. A DRCI fica na Av. Cristiano Fischer, 1440, Bairro Jardim do Salso em Porto Alegre, na mesma sede do DEIC. O telefone de contato é (0xx51) 3288-9815, e-mail drci@pc.rs.gov.br e o perfil no Twitter com a arroba @drci_rs.
- Paraná: Nuciber da Polícia Civil do Paraná, sito na Rua José Loureiro, 376, 1º andar – sala 1 – Centro – 80010-000 – Curitiba-PR, Tel:(41) 3323-9448 – Fax: (41) 3323-9448, e-mail cibercrimes@pc.pr.gov.br. O Núcleo de Combate aos Cibercrimes do Paraná é dirigido pelo Dr. Demétrius Gonzaga de Oliveira;
- São Paulo: existe, além da Delegacia Eletrônica para registro de ocorrências,a 4ª Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos DIG/DEIC, localizada na Avenida Zack Narchi,152 - Carandiru, São Paulo/SP (CEP: 02029-000), telefone: (0xx11) 2221-7030 e e-mail 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.br;
- Rio de Janeiro: possui a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), com endereço na Rua Professor Clementino Fraga, nº 77 (2º andar), Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro/RJ (CEP: 20230-250), telefones (0xx21) 2332-8192, 2332-8188 e 23328191 e e-mails drci@pcivil.rj.gov.br;
- Espírito Santo: Delegacia de Repressão a Crimes Eletrônicos (DRCE), com endereço na Av. Nossa Senhora da Penha, 2290, Bairro Santa Luiza, Vitória/ES (CEP: 29045-403), telefone (0xx27) 3137-2607 e e-mail drce@pc.es.gov.br. A arroba do Nucecel é @nurecel.
- Distrito Federal: Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT), com endereço na SIA TRECHO 2, LOTE 2.010, 1º ANDAR, BRASÍLIA-DF (CEP: 71200-020), telefone (0xx61) 3462-9533 e e-mail dicat@pcdf.df.gov.br. A DICAT é uma Divisão especializada em crimes tecnológicos que tem como atribuição assessorar as demais unidades da Polícia Civil do Distrito Federal, não atendendo diretamente ao público, por isso a vítima de crime cibernético no Distrito Federal pode procurar qualquer uma das Delegacias de Polícia (as não especializadas) para efetuar registro da ocorrência.
- Goiás: embora no site do Safernet tenha menção, o setor dentro da DEIC não está ativo, funcionando mais diretamente dentro da Gerência de Inteligência da Polícia Civil, mais precisamente no Setor de Análise (0xx62) 3201-6352 e 6357). Recentemente fiz um treinamento com o pessoal de lá, com 23 alunos entre alunos e delegados. Portanto, caso o registro seja feito nas Delegacias certamente elas procurarão orientação com a área de inteligência sobre como proceder nas investigações.
- Rondônia: não possui um órgão específico, mas formou duas turmas de alunos, entre agentes e delegados, em Agosto/Setembro de 2009, habilitando profissionais de várias delegacias. Portanto, você pode se dirigir a qualquer DP e registrar o fato que, certamente, não ficará sem apuração. Rondônia também possui uma Delegacia Interativa, para registro de ocorrências online;
- Minas Gerais: DEICC – Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos, com endereço na Av. Nossa Senhora de Fátima, 2855 – Bairro Carlos Prates – CEP: 30.710-020, Telefone (33) 3212-3002, com titularidade dos Delegados Dr. Bruno Tasca Cabral e Dr. Pedro Paulo Uchoa Fonseca Marques. E-mail dercifelab.di@pc.mg.gov.br.
- Pernambuco: possui uma Delegacia Interativa, para registros de ocorrências online. Foi onde realizei, em 2005, o primeiro curso sobre o assunto, juntamente com policiais de todo Brasil. Em junho deste ano ministrei um curso sobre como investigar #crimesvirtuais e a intenção era criar um órgão específico para isso. Os policiais treinados também têm condições de dar suporte às Delegacias de Polícia onde foram feitos registros policiais;
- Pará: possui a Delegacia de Repressão aos Crimes Tecnológicos, com a titularidade pela Dra. Beatriz Silveira. E-mail drct@policiacivil.pa.gov.br. A DRCT é vinculada à Diretoria de Repressão ao Crime Organizado, que está situada na Travessa Vileta, n° 1.100, entre Avenidas Marquês de Herval e Pedro Miranda. Bairro: Pedreira. Belém-PA. CEP: 66.085-710, com telefone de contato (91) 4006-8103.
- Mato Grosso: criou, em outubro de 2010, a GECAT (Gerência Especializada de Crime de Alta Tecnologia), órgão similar ao existente no Distrito Federal. Não consegui mais dados de contato.
- Rio Grande de Norte: possui o Núcleo de Investigação aos Crimes de Alta Tecnologia NICAT, com a titularidade pelo Dr. Iramar Xavier da Cruz. E-mail ecscesar@rn.gov.br. O NICAT é vinculado à Delegacia Geral de Policia Civil - DEGEPOL, que está situada na Avenida Interventor Mário Câmara, 2250 – Cidade da Esperança, CEP 59.064-600, Natal/RN, com telefone de contato (84)3232-4084.
ONDE OS GESTORES FALHAM NA HORA DE MOTIVAR A EQUIPE
Dentre as três principais frustrações dos donos dos negócios (tempo, equipe e dinheiro), equipe é o único componente que necessita de algumas habilidades naturais por parte dos gestores para garantir o bom desempenho das diversas funções na empresa. Trabalhar com colaboradores significa conviver com a imprevisibilidade do comportamento humano; é ter competência para entrar no jogo de mover pessoas para alcançar objetivos.
Algumas ferramentas nesse jogo determinam o grau de sucesso que um gestor terá com a sua equipe e até onde a empresa poderá chegar com o seu quadro de colaboradores. Obter mais, superar metas, ter de fato o comprometimento da equipe depende da ferramenta que chamamos de “motivação”. Equipe motivada, envolvida em um plano de negócio consistente e orientado para resultado, pode levar uma empresa a aquilo que chamamos de “o céu é o limite”. Só que muitos gestores e mesmo donos de negócios falham na hora de motivar os seus colaboradores, colocando em risco a integridade de um importante componente do ciclo dos negócios que conhecemos da seguinte forma: Investidor/Empresário – Equipe – Cliente – Empresa.
Veja a seguir dez erros clássicos que os gestores cometem na hora de motivar a sua equipe e que podem ser evitados mediante o uso de técnicas específicas, aliadas às habilidades naturais para liderar pessoas.
1. Os profissionais são únicos – “não existe motivação em massa”. Uma das maneiras erradas de motivar os profissionais é acreditar que o que motiva um motiva todos. Os líderes que não conhecem cada um dos membros de suas equipes podem cometer esse erro. Na prática, o gestor acredita que determinado elemento vai motivar um profissional, pois foi o mesmo elemento que já motivou outro colaborador. Cada membro da equipe precisa ser conhecido e reconhecido pelo seu gestor, entendendo suas necessidades e interesses.
2. Desafios inatingíveis - a maioria das pessoas sabe que os profissionais, para se sentirem motivados, querem desafios constantes. Ou seja, uma oportunidade de superar uma meta e de mostrar um bom trabalho. O erro acontece quando o líder, pensando que vai motivar, estipula um desafio absurdo, que dificilmente será atingido. O profissional sabe que não vai conseguir e logo fica desmotivado. Os desafios devem sempre ser propostos, mas precisam ser palpáveis, atingíveis.
3. Marcação cerrada – ainda na lógica do item um, o líder pode desmotivar, tentando motivar, se não entender as necessidades e os interesses dos profissionais. Nesse caso, a desmotivação acontece porque o chefe fica em cima demais do funcionário, acreditando que ele quer esse acompanhamento de perto, quando, na realidade, o que ele deseja é mais autonomia e liberdade. Novamente, os profissionais são diferentes uns dos outros. Se o chefe entende que acompanhar de perto o trabalho de um profissional o motiva, ele não deve acreditar que isso vai motivar todos os demais. Portanto, é importante identificar as necessidades de cada um.
4. Regras do jogo claras - o líder também pode desmotivar alguns membros da equipe quando está tentando motivar outros. Promover um funcionário, por exemplo, sem dúvida fará com que esse profissional se motive. Porém, se essa promoção não for clara, ou seja, se os demais não entenderem os motivos dela, será um grande fator desmotivacional para os demais membros da equipe. O segredo está em deixar as regras do jogo claras quanto às condições necessárias para que ocorra uma promoção.
5. Feedback mal dado - alguns líderes acreditam que fazer uma crítica fará com que o profissional queira mudar, melhorar e virar o jogo. Por isso, ao dar um feedback, criticam alguns pontos do trabalho do profissional – pensando que ele vá querer melhorar. O problema, novamente, é que as pessoas são diferentes, ou seja, alguns são automotiváveis, enquanto outros desanimam totalmente. A sugestão é fazer um feedback bem estruturado, ou seja, apontar os pontos que deveriam ser melhorados, observando a maneira de falar e ainda ressaltar os pontos positivos do trabalho do profissional.
6. Falta de feedback - na mesma linha do item anterior, o feedback é uma questão bastante delicada. Se o líder prefere não fazer, pensando que o profissional vai achar que a ausência de feedback significa que não há nada de errado com seu trabalho, isso pode ser um “grande tiro no pé”. Sem uma avaliação do seu trabalho o profissional pode sentir que não é importante, que seu trabalho não faz nenhuma diferença. Os colaboradores também devem sentir-se à vontade para pedir ao seu superior um feedback do seu trabalho, isso alimenta as perspectivas pessoais dentro da empresa.
7. Promoção sem remuneração - promover uma pessoa de cargo é um ótimo fator motivacional, mostra que seu trabalho foi reconhecido e que ele está pronto para novos desafios. Mas, novamente, nem todos os profissionais são iguais, e se o líder pensar que uma promoção sem aumento de salário é sinônimo de motivação para qualquer profissional, ele pode estar muito enganado. Mesmo que o funcionário se motive num primeiro momento, com o tempo ele vai entender que só tem mais trabalho, pelo mesmo salário.
8. Promessas que nunca se realizam – prometer coisas que nunca se realizam desmotiva demais um colaborador, que ainda pode influenciar os demais disseminando a sua imagem sobre o seu gestor ou mesmo sobre a empresa. Mencionar uma promoção que nunca chega, até coisas menores, como uma visita ao cliente, a participação em um projeto, novos desafios e remuneração maior. Claro que inicialmente o profissional vai se motivar, mas, quando ele entender que nada acontece, a situação pode ficar muito ruim.
9. Delegar sem dar suporte - se o líder delega funções extras a um membro da equipe, é preciso que ele também dê o suporte necessário. Muitas vezes os profissionais podem sentir que não estão preparados para assumir determinadas tarefas e, se não puderem contar com o suporte do líder, o que deveria ser um fator motivacional, acaba desmotivando diante do fantasma do fracasso por não ter o apoio do líder.
10. Delegar sem dar autonomia - o líder também deve saber que autonomia é importante para alguns profissionais. Logo, se ele delegar algumas funções, mas continuar centralizador demais, isso pode ofuscar a motivação inicial de ter assumido novas responsabilidades.
Marcos Biaggio - Portal Nacional de Seguos (www.segs.com.br) - 16/04/2012
A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL DA MODERNIDADE IV – Complexidade do Crime Celso Moreira Ferro Júnior e George Felipe de Lima Dantas
terça-feira, 1 de maio de 2012
A palavra "complexa", em sua etimologia, deriva de "plexus", cujo significado original, em latim, traduz a descrição anatômica de uma rede de nervos, vasos sangüíneos ou linfáticos e entrelaçados. Vem daí que o termo refere-se à qualidade do que é complexo, cujos componentes funcionam entre si em numerosas relações de interdependência ou de subordinação, de apreensão muitas vezes difícil pelo intelecto e que geralmente apresentam diversos aspectos.
O que é complexo, portanto, abrange ou encerra muitos elementos ou partes, observáveis sob diferentes aspectos, grupos ou conjuntos de coisas, fatos ou circunstâncias, que tenham qualquer ligação (entrelaçamento ou vínculo) ou nexo entre si. A expressão também conota aquilo que é confuso, complicado ou intrincado.
A idéia que fica de complexidade pode ser também de caos, desordem, obscuridade e dificuldade. Ao reconhecer a existência de organizações em que o ambiente (ecologia) contém sistemas não-lineares, fora de equilíbrio estável e de dinâmica imprevisível, é necessário considerar um novo paradigma de cognição dessa complexidade. MORESI (2001) explica que a cognição da complexidade vem sendo utilizada para estudos no mundo da física, alguns de escala planetária, envolvendo, por exemplo, a emissão de gazes poluentes, a camada de ozônio, as correntes marítimas e o próprio aquecimento da Terra, tema candente nos dias atuais.
No mundo biológico, entretanto, a complexidade aparece em sua plenitude nos seres humanos, com seus múltiplos sistemas e aparelhos interagindo para manter a homeostasia, termo que designa a tendência inerente aos organismos vivos de manter sua estabilidade.Já nos fenômenos sociais, a complexidade pode ser observada, por exemplo, na comunicação, acelerada com importantes avanços tecnológicos que permitem interações (conectividade) cada vez mais rápidas entre pessoas, povos e nações, independente de sua proximidade geográfica ou não.
Um sistema complexo é caracterizado pela imprevisibilidade do seu comportamento, fruto da ação conjunta e aleatória de fatores internos (endógenos) e externos (exógenos). Ele pode ser compreendido por intermédio da construção de modelos ou simulações de suas entidades e do seu comportamento, mercê da observação do todo. Assim, o grau de complexidade de um determinado sistema pode ser determinado pelo levantamento do número de inter-relações entre seus elementos constitutivos, atributos e respectivos graus de organização.
Atualmente, na prática, investigadores que trabalham na elucidação de crimes e apuração de desvios e irregularidades estão baseados, primordialmente, em suas próprias experiências profissionais e intuição. As regras da experiência, dessa maneira, são exclusivamente adquiridas e assimiladas pela vivência e experiência individual. Essa experiência constitui-se em um fato genérico único, singular e isolado da ‘ecologia institucional’ ao longo da carreira dos seus prepostos.
A importância das regras da experiência no campo probatório já foi posta em relevo pela doutrina jurídica, conforme apontam MORAIS e LOPES (1994). Ainda que o legislador processual não tenha voltado os olhos para ela, a "regra da experiência" não é uma simples conexão de acontecimentos vividos, mas sim uma síntese de eventos, consubstanciada em uma espécie de asserção de caráter abstrato e genérico que pretende ser válida para casos posteriores.
O processo de assimilação e socialização do conhecimento pode ser denominado como "heurístico" [1], em sua conotação com a descoberta e a invenção. É o que também poderia ser chamado de exercício da "arte investigativa", muitas vezes considerada uma "habilidade menor", diante de uma nova "ciência investigativa", tremendamente ampliada e até mesmo glamourizada na atualidade, em suas novas possibilidades e com a utilização prática das tecnologias surgidas a partir da segunda metade do século 20 e início do século 21.Entre as novas possibilidades de produção de conhecimento científico de interesse investigativo, são dignas de destaque as resultantes da Análise de Vínculos (AV), Análise Criminal (AC) e a Inteligência de Fontes Abertas (IFA).
STRANO (2003) esclarece ainda que, rotineiramente, psicólogos, médicos legistas e investigadores trabalham juntos em "locais de crime", para assim produzir um "perfil do criminoso", perfil esse baseando em experiências profissionais prévias e intuições pessoais. O resultado, algumas vezes, é um retrato comportamental do criminoso, também referido como "perfil psicológico", tendo como propósito auxiliar os investigadores a diminuírem a extensão da lista de possíveis suspeitos, ou seja, reduzir o "universo amostral" da investigação da autoria de um delito.
Tal perfil, então, estará baseado na noção tradicionalmente aceita de que a análise de certas “assinaturas” comportamentais, detectáveis em locais de crime, pode sugerir as condições mentais do criminoso, tanto antes, quanto durante e após o cometimento de um delito. Contudo, essas mesmas técnicas investigativas estão muito freqüentemente sujeitas ao cepticismo de alguns, face à ausência de embasamento científico que lhes dê sustentação e, com isso, plena legitimidade (ausente aparência de sua validade e confiabilidade).
Os criminologistas ou criminólogos tem estudado tradicionalmente o comportamento socialmente desviante, utilizando para tanto métodos que derivam de uma variedade de disciplinas científicas: estatística, antropologia, psicologia, sociologia, medicina e psiquiatria, entre outras. A maioria das teorias criminológicas atribui as causas do crime e outros desvios a fatores singelos, ou em interação, de variáveis pertinentes a uma única ou combinação de uma ou mais das ciências acima referidas.
A diversidade, eficiência e a rapidez dos sistemas de comunicação e o acesso à informação são fatores propiciam o crime complexo, e por sua vez uma complexidade investigativa. A ação delituosa supera divisas e fronteiras, que seriam tempos atrás dificuldades para atuação organizada. Isso vem abrindo espaço para um fenômeno, denominado "globalização do crime" (ou "translocalização"). Tal fenômeno resulta na junção e conexão de vários tipos de crimes em Estados diferentes. Isso, por si só, já indica um quadro de complexidade, o que, conseqüentemente, demanda uma compreensão diferenciada daquela observada nos processos ordinários de cognição, a policial inclusive.
Embora o tráfico de drogas seja hoje o fenômeno transnacional mais lembrado, vários tipos de tráfico se estendem igualmente no mundo atual: de armas, de tecnologia (a nuclear inclusive), de seres humanos em geral, de órgãos humanos, de crianças, de defensivos agrícolas, de espécies animais e vegetais, além do contrabando de vários outros produtos com origem e destinação final em diferentes partes do globo.
O dinheiro, assim, pode ser considerado como sendo "o sangue que flui no corpo do tráfico e do crime organizado em geral". Sem ele, muitas vezes em grande quantidade, a "economia do crime" não apontaria, caracteristicamente, o fato de existir uma criminalidade moderna tão insidiosa e lucrativa. À medida que o mundo "fica menor", com o avanço das comunicações e a melhoria dos sistemas de acesso à informação, os criminosos passam a ter aquelas mesmas ferramentas da globalização e da translocalização, para realizar seus próprios negócios ilícitos, gerando para eles quantias fabulosas.
Atualmente, os criminosos têm acesso à informação e tecnologias, agem de forma diversificada, abrem empresas, estabelecem vínculos com o governo ocultam dinheiro com facilidade. No Brasil, como em vários outros países, a globalização do crime se expressa também em seu caráter "translocalizado" em nível municipal, estadual, nacional, regional, internacional e finalmente transnacional, considerando o mundo como um todo. Grupos organizados agem, portanto, articuladamente, em diferentes unidades federativas, em diversos países ou globalmente, com conexões translocalizadas de múltiplas possibilidades em suas inter-relações ou vínculos.
Os criminosos têm acesso à Internet, recrutam e compram fontes de informação, invadem sistemas, bases de dados, corrompem policiais, negociam com servidores, se infiltram em governos, subtraem documentos sigilosos estabelecendo na maioria das vezes vínculos espúrios com autoridades. Todo esse comportamento desviante pode ser um grave problema, e em pouco tempo, ser situação irreparável, diante de uma legislação não for cuidadosamente e rapidamente revista.
Investigar o crime e desvios como irregularidades administrativas, em tempos de globalização, implica lidar com relações numerosas de dados e informações, diversificadas e difíceis de analisar e compreender. O sucesso desse trabalho, portanto, irá quase sempre depender da capacidade de analisar e perceber, em sua complexidade, dados distintos sintetizados, depois de reunidos de suas origens em ambientes virtuais.
Por tudo que vai citado anteriormente, a investigação policial e administrativa precisa ser hoje multifacetada, dado a complexidade de seus objetos, devendo poder realizar as seguintes ações: (i) verificar a existência de elementos associáveis; (ii) identificar as relações entre fatos conexos e;(iii) construir modelos e sistemas integrados de informação, possibilitando a compreensão da investigação como um todo e de suas partes constitutivas singularmente (entre Estados). Tal construção resulta em estratégias e políticas para o desenvolvimento de estrutura (melhoramento das que já existem inclusive), processo (redefinição de procedimentos para a gestão do conhecimento), e produto (resultados efetivos para a tomada de decisão).
Assim, situações complexas exigem um processo de transformação de grande quantidade de dados e informações díspares em informações sintéticas, convergente e conclusivas, capazes de gerar conhecimento útil, preciso e oportuno. Com uso de tecnologias, profissionais passam a descobrir e interpretar relações ocultas entre informações contidas em grandes volumes de dados, inclusive com a substituição de diagramas intuitivos e artesanais (como nos antigos "bolotários”[2]).
Diagramas informacionais são representações gráficas, em painéis de comando e controle, capazes de indicar conexões sintéticas e de significado para o decisor, assim como outros tipos de medidores que podem ser parametrizados para a gestão estratégica da segurança pública permitindo uma visualização global, em tempo real e dinâmico de todos os acontecimentos e fatos relevantes para ação policial.
[1] Pertencente ao domínio da heurística, que por sua vez significa "arte e ciência da descoberta". A expressão deriva da raiz grega "eureca", que se traduz pelo verbo "encontrar".
[2] Quem não se lembra do bolotário, aquelas teias gráficas desenhadas em paredes ou enormes colagens de papel de fotos de pessoas e coisas, com agulhas de cabeça colorida, que investigadores vivem enfiando em quadros”? Disponível em < http://www.forumseguranca.org.br/referencias/inteligencia-organizacional-analise-de-vinculos-e-a-investigacao>. Acesso em 30
Veículo não-tripulado decola como helicóptero e voa como avião
Voo vertical e horizontal
Ele não é exatamente um helicóptero e também não é exatamente um avião.
O Flexrotor é um veículo misto, que decola e pousa como um helicóptero, mas que, ao alcançar a altitude necessária, passa a voar como um avião.
Para pousar, o processo é invertido, tudo de forma automática - o Flexrotor é um VANT, um veículo aéreo não-tripulado.
E ele acaba de passar por seu teste mais difícil: fazer tudo isso na prática, decolando, voando e pousando de volta exatamente no mesmo lugar, uma espécie de varal semi-móvel.
Assim como os aviões de acrobacia, o Flexrotor possui um motor superdimensionado, que permite que ele decole verticalmente.
E as transições entre voo vertical e horizontal exigem verdadeiras acrobacias.
Após a decolagem, o Flexrotor sobe algumas centenas de metros, alto o suficiente para que ele desacelere e desça rapidamente em mergulho. Sua "cauda" traseira é então aberta e ele passa a voar como um avião.
Quando se prepara para pousar, ele faz uma forte ascensão, invertendo o processo.
Equilíbrio
Uma aeronave de decolagem e pouso verticais exige sistemas complexos tanto de propulsão quanto de controle de voo. Já o sistema de voo tradicional não é assim tão complicado - ocorre que o Flexrotor precisa das duas coisas em um sistema só.A hélice precisa ser grande o bastante para gerar uma sustentação capaz de permitir a decolagem vertical, mas pequena o suficiente para ser eficiente quando em voo horizontal - o rotor tem um diâmetro de 1,8 metro.
O mesmo acontece com as asas, que têm uma envergadura de 3 metros, mas que precisam de dois pequenos motores de controle em suas extremidades.
O sistema de controle de voo também deve ser capaz de lidar com as mínimas variações ocorridas nas decolagens e pousos verticais, reagindo em tempo real, além de acionar os dispositivos necessários para manter o arrasto o mais baixo possível quando em voo horizontal.
Segundo Tadd McGeer, criador do Flexrotor, conciliar tudo isso está exigindo uma busca constante de equilíbrio entre potência, eficiência e peso.
VANT marítimo
A empresa recém-fundada de McGeer, a Aerovel, está desenvolvendo o Flexrotor para missões de vigilância e monitoramento marítimos, com seu lançamento sendo feito de navios.
Antes disso, porém, o inusitado veículo deverá se mostrar capaz de suportar os fortes ventos típicos do ambiente marítimo - os testes agora realizados foram feitos em condições de ar quase parado.
Ele atingiu 145 km/h em voo horizontal, embora sua velocidade de cruzeiro seja calculada em 80 km/h. Na decolagem vertical ele sobe a até 3,8 metros por segundo, totalmente lotado com sua carga útil de 900 gramas
A Grã-Bretanha enviou mortal sub nuclear HMS Talent às Malvinas para avisar os Argies sabre-chocalhar
O submarino temível foi enviado ontem à noite com ogivas Tomahawk como tensões cozinhe em o 30 º aniversário do conflito com a Argentina.
A Trafalgar classe "caçador assassino" navio escorregou em uma porta na África do Sul na semana passada sob um manto de segredo.
Doca de Simon Town, em Cape Town é uma etapa estratégica para as missões do Atlântico Sul.
Insiders Defesa confirmou as sub estava pronta para uma longa missão em torno das Malvinas.
Talent vai chegar em boa hora para 14 de junho - aniversário do dia em que a força-tarefa britânica terminou a 74 dias de ocupação Argie das ilhas. estão sendo feitos na África do Sul antes de uma implementação para o Atlântico sul. HMS Talent vai ser passar pelo Falklands e vigiando. Isso é o que ela é construída para fazer - proteger os interesses da Grã-Bretanha.
"E é isso que ela vai fazer neste verão."
Argentina e presidente Cristina Fernandez foram levantando a tensão sobre as Falklands com uma série de acrobacias inflamatórias.
Eles choramingou quando piloto de helicóptero príncipe William foi enviado em implantação lá, eles instigaram bloqueios comerciais e acusaram a Grã-Bretanha da guerra fautor.
Cristina Fernandez
Stunts episódio Cristina Fernandez
E a Argentina provocou indignação internacional por filmar secretamente um treinamento atleta olímpico nos degraus do memorial de guerra na capital, Port Stanley. O vídeo termina com o slogan provocativo: "Para competir em solo Inglês, treinamos em solo argentino."
A fonte acrescentou: "Há muita conversa sobre as Ilhas Malvinas, mas há somente uma nação nesta linha com submarinos nucleares."
HMS Talent - construído para caçar e destruir submarinos e navios de guerra - chegou na África do Sul na terça-feira após tranquilamente solicitar uma autorização nuclear para uma visita entre 10 de maio e 30.
Ela está prevista para sair nesta semana.Sua presença no Atlântico Sul vai acalmar os temores de quaisquer manobras equivocadas por parte da Argentina em de 14 de junho de aniversário.
Desde o lançamento em 1988 HMS Talent realizou operações em todo o mundo em seu papel principal como um caçador assassino.
Mas ela pode ser implantado em um papel de vigilância - e está equipado com câmeras e de imagem térmica periscópios.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
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