quinta-feira, fevereiro 21, 2013

TODOS QUE RECLAMAM DO BRASIL, LEIAM ISSO AQUI

Por: Raquel Assis no Google +

 
Já sabemos o que é proibido em todos os países de regimes totalitários.São todos iguais.Mas há pequenos detalhes que não são mencionados por serem um verdadeiro Teatro do Absurdo e parece que se está entrando no terreno da ficção. Mas o que se segue são fatos da vida cotidiana em Cuba.

É Proibido:
1) Mudar de emprego sem permissão do governo.

2) Mudar de casa: as permutas podem ser realizadas se aprovadas e após os interessados se submeterem a dezenas de regulamentos.

3) Publicar seja o que for sem permissão do governo.

4) Possuir um PC, fax, ou antena parabólica.

5) O acesso a Internet, severamente controlado e vigiado pela segurança do Estado. Apenas 1,7% da população tem acesso a Internet.

6) Ler livros, revistas ou jornais, com exceção dos aprovados e publicados pelo governo. Não existe Imprensa independente. Ler “1984” ou “A Revolução dos Bichos”, de Orwell, é considerado tão subversivo quanto ter um exemplar da revista Sputnik ou Novidades de Moscou, editadas durante a Perestroika, na antiga URSS.

7) Receber publicações do exterior, ou levadas por visitantes (passível de detenção segundo a Lei 88).

8) Comunicar-se livremente com jornalistas estrangeiros.

9) Frequentar hotéis, restaurantes, praias, spas e demais complexos para turistas, onde cubanos não podem entrar.

10) Aceitar presentes ou doações de visitantes estrangeiros.

11) Procurar emprego em companhias estrangeiras estabelecidas na ilha sem aprovação antecipada do governo.

12) Possuir negócios próprios (propriedade privada). Apesar de alguns negócios de pequena monta terem obtido a aprovação do governo, são submetidos a impostos e regulamentações asfixiantes.

13) Ganhar mais do que o salário estabelecido pelo governo para todos os empregos: 7-12 dólares por mês para a maioria dos trabalhos; 15-20 dólares ao mês para profissionais como médicos e funcionários do governo.

14) Vender qualquer objeto pessoal, serviços, produtos alimentícios preparados em casa ou artesanato caseiro, sem a aprovação do governo.

15) Pescar no litoral ou em um bote, sem permissão do governo.

16) Organizar times desportivos, atividades de esporte e atuações artísticas sem permissão do governo.

17) Receber prêmio em dinheiro ou tentar atuar no estrangeiro.

18) Escolher um médico ou um hospital. Quem escolhe isso é o governo.

19) Buscar ajuda médica fora de Cuba.

20) Contratar um advogado, a não ser que se obtenha a aprovação do governo.

21) Negar-se a participar de manifestações ou demonstrações em massa organizadas pelo Partido Comunista. Negar implica em ser caracterizado como inimigo do regime

22) Negar-se a participar em trabalho 'voluntário' com adultos e crianças.

23) Negar-se a votar nas eleições com partido único e candidatos nomeados pelo governo... (Fidel Castro não é eleito em voto direto. Seu nome nunca aparece nas cédulas).

24) Transportar produtos alimentícios para consumo pessoal ou familiar de uma província a outra. As maletas dos viajantes podem ser revistadas a qualquer momento em trens, ônibus, carros particulares, bicicletas ou qualquer outro meio de transporte. Os produtos são confiscados e os portadores processados judicialmente pelo delito.

25) Matar uma vaca. Os camponeses que ousarem matar uma rês, mesmo que de sua propriedade, para consumo da família, e muito menos para vender, cometem um delito cuja pena é de 5 anos de detenção.

26) Comprar ou vender imóveis e terrenos. Só é permitida a permuta, e isso depois de seguir inúmeras regulamentações. Apesar de menos de 6% das terras agricultáveis ainda permanecerem em mãos de camponeses, pois a grande maioria foi expropriada na primeira década após a revolução.

27) Importar freezer, condicionadores de ar, fogões, fornos, microondas, ferros de passar, aquecedores de água, duchas, frigideiras e torradeiras.

28) Regressar para viver no país depois de ter emigrado. Quem decide voltar à ilha para rever seus parentes necessita de um visto de permissão que custa 450 dólares, mesmo que tenha passaporte estrangeiro. Se o visto for rejeitado, o dinheiro não é devolvido.

29) Escolher livremente a carreira que deseja seguir. O processo de seleção para as universidades leva em conta fatores ideológicos e as “necessidades da revolução” naquele momento.

30) Convidar um estrangeiro para passar uma noite em sua casa. Se os vigilantes CDR (Comitês de Defesa da Revolução, quer dizer, espiões de vizinhos) denunciam que um estrangeiro esta pernoitando na casa de um cubano, as investigações iniciadas terminarão em multa ou, em caso de reincidência, na expropriação da casa.

31) Comprar leite para crianças maiores de sete anos.

*Parece que ainda é permitido respirar!*

Crise é oportunidade para gerenciamento de risco


 
Coluna Emprego S/A mostra quem são e o que fazem os caçadores de soluções.  
Um mercado que está faturando em plena crise.


Em uma grande empresa exportadora de grãos, João Beltrame Filho ocupa um cargo recém criado: o de gerente de risco. Missão diária? Evitar que a empresa perca dinheiro.


"Isso elimina qualquer risco nosso de inversão de mercado, de não estar preparado para isso e também risco de não honrar com nossos compromissos", afirma o gerente de risco João Beltrame Filho.


No campo, os fazendeiros também têm uma receita para enfrentar a crise. Criaram o Grupo Guará - que reúne dez fazendeiros da região de Rondonópolis e Itiquira, a 300 quilômetros de Cuiabá.


Eles se passam por auditores. Querem saber de tudo e quanto foi gasto em cada hectare, período do plantio. “São nove cabeças pensando na sua fazenda”, diz um dos integrantes.


Para analisar os dados, eles contrataram um especialista que veio de Londrina no Paraná. "tratar de pagar, manter a liquidez o máximo possível, não fazer investimento além de pagamento. Para cada real que você deve, deve ter R$ 3 ou R$ 2 de receita disponível”, declara o consultor José Henrique Rodrigues.

Na região dominada pelo cinturão verde da soja, os produtores descobriram que a rotação de culturas vale a pena. Uma área está reservada para o plantio de milho, além disso, um espaço da propriedade também é usado para criação de gado. É uma atividade que aumenta a rentabilidade, principalmente, quando os preços dos grãos estão em queda.


"Você consegue um pasto de excelente qualidade, em uma época mais seca, onde você vai ter um barateamento do custo do confinamento", diz o produtor rural Jossiel Almeida.


 Em grupo, eles aprendem a receita de sucesso do colega e o principal: a não repetir os erros. "As facilidades são maiores, porque você não precisa errar para aprender. Você aprende com os outros”, declara a produtora rural Norma Gatto.


O caminho para aumentar a eficiência está sendo trilhado também pelas empresas de outras regiões do país que decidiram se instalar em Mato Grosso. A expectativa é de geração de 30 mil empregos diretos. Está sendo construída uma granja que vai exportar ovos para todo o país.


 “A gente costuma dizer que para cada um caminhão de ovo que transporta a gente transporta, dois são de matéria-prima. Aqui estamos no meio da soja milho, sogro, que é o principal da nossa ração", conta o gerente industrial Rodrigo Jordão. ]


Uma indústria têxtil resolveu ir mais longe. "Nova ampliação da empresa, onde estaremos gerando 400 empregos. Iremos aumentar a produção para mil toneladas de fios”, comente o gerente industrial Mário Sérgio Veloso Silva.


Assim, indústria e campo seguem gerando riqueza. Safra a safra, inventam para enfrentar as dificuldades - apoiados no conhecimento.

"A crise existe para todos, só que a gente em parceria pensa em conjunto, e as dificuldades já não são tão grandes. A gente vai conseguindo caminhar”, afirma a produtora rural Norma Gatto.


Notícia publicada em Segunda, setembro 28 @ 09:48:08 BRT por webmaster

Brasil precisa reinventar seu planejamento de segurança para a Copa de 2014


Centros de controle em Brasília e nas cidades-sede serão conectados à Interpol.
Desafio é de estabelecer diálogo e cultura anti-terrorismo entre as polícias

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro


Centro de Operações da Prefeitura do Rio: planejamento de segurança da Copa e dos Jogos Olímpicos têm inspiração em cidades como Londres e Nova York (Prefeitura do Rio)

“Nosso principal desafio é a integração entendida de uma forma ampla: integração da atuação dos órgãos federais, estaduais e municipais que têm relação com o planejamento de segurança. Temos que integrar as polícias federais e estaduais. E fazer o mesmo com sistemas policiais dos estados-sede com sistemas federais, e destes com as bases de dados da Interpol”, explica o secretário extraordinário de segurança para grandes eventos, Valdinho Jacinto Caetano

A decisão das autoridades encarregadas da segurança dos Jogos Olímpicos de Londres, que anunciaram esta semana que vão instalar mísseis no topo de seis prédios da cidade, é radical. Mas mostra ao Brasil o tamanho do desafio de garantir tranquilidade a uma competição com as dimensões de uma Olimpíada. Apesar das diferenças óbvias entre as duas cidades, no que se refere a criminalidade e necessidades de policiamento, a preocupação dos ingleses norteia uma reforma profunda na forma como o Brasil pensa e executa seus planos de segurança. Antes mesmo de 2016, um desafio igualmente grandioso se apresenta para policiais e gestores brasileiros: em 2014, grandes deslocamentos de público, atletas e autoridades vão ocorrer quase simultaneamente em 12 capitais, de Porto Alegre a Manaus. A palavra-chave, no momento, é “integração”. O desafio da vez é fazer com que órgãos, sistemas e autoridades falem a mesma língua, para a maior operação de segurança já realizada no país.

Apesar de não se cogitar qualquer coisa parecida com os mísseis dos jogos de Londres, a transformação de cenário por aqui também será radical. A imagem de autoridades americanas reunidas diante de telões, decidindo e deslocando equipes de policiais e bombeiros para conter uma crise é bastante conhecida, graças ao cinema. As cenas dos filmes de ficção, no entanto, não são muito diferentes do que hoje em dia já ocorre em cidades como Nova York, que conseguiram dar um passo além quando o assunto é gestão de segurança e comunicação entre as forças policiais. “Nosso principal desafio é a integração entendida de uma forma ampla, de forma a conectar e utilizar da melhor forma os órgãos federais, estaduais e municipais no planejamento de segurança. Temos que integrar as polícias federais e estaduais. E fazer o mesmo com sistemas policiais dos estados-sede com sistemas federais, e destes com as bases de dados da Interpol”, explica o secretário extraordinário de segurança para grandes eventos, Valdinho Jacinto Caetano, que é delegado da Polícia Federal (PF).

O comando da segurança da Copa será em Brasília, onde funcionará o centro de controle central do país. Um sistema de reserva ficará montado no Rio de Janeiro por precaução. E em cada estado que vai receber partidas da competição haverá um centro independente, conectado à Interpol, e pelo menos dois centros móveis para serem deslocados de acordo com a estratégia para cada local. Rio, São Paulo e Minas terão três centros móveis cada. A meta da secretaria é fazer com que todos os centros fixos estejam em funcionamento para a Copa das Confederações, em 2013. “Os centros de integração são parte de um plano de atuação que contempla três frentes: enfrentamento a ameaças externas, ações em portos aeroportos e fronteiras, e segurança e estabilidade interna”, diz Caetano.

Os estádios da Copa também terão seus centros móveis, ligados diretamente às unidades de comando e controle governamentais. O objetivo do ministério é transformar as sedes das partidas em um Big Brother, vigiando 24 horas cada atitude suspeita e antevendo acidentes possíveis. O sistema usa câmeras que mostram o que acontece nos pontos escolhidos da cidade. “Usamos como referência países que realizaram grandes eventos recentemente, como Alemanha, África do Sul, Estados Unidos, e também países que estão perto de receber grandes eventos, como Londres”, conta o secretário.

Pela primeira vez, uma ação que prevê, entre outras ameaças, os ataques virtuais, capazes de provocar um colapso nos sistemas de informação que gerenciam de sinais de trânsito à rede de telefonia. Na Rio+20, diferentemente do que ocorreu na Eco-92, a preocupação maior não será com os morros, mas com pontos como depósitos de água, subestações de energia e instalações de telecomunicações.

Nova York é o exemplo de integração ideal, quando o assunto é segurança. No caso de um acidente, como um incêndio ou uma ocorrência policial, é possível detectar as viaturas mais próximas para fazer o atendimento, isolar a área, avisar aos estabelecimentos do entorno - como escolas, hotéis e hospitais -, acompanhar a chegada dos policiais ou bombeiros e dar ordens de ação. A Cassidian, empresa do Grupo EADS, foi a responsável por desenvolver a tecnologia do centro de comando e controle de Nova York. Ela elabora um estudo para nove cidades e estados brasileiros que já sinalizaram interesse na tecnologia. “Não existem soluções de prateleira. É preciso que seja feita uma imersão total na necessidade de cada lugar”, explica o gerente de marketing e operações comerciais da Cassidian, Diego Insignares.

Na cidade norte-americana, há 1.200 postos de atendimento - todos em locais confidenciais - conectados ao centro. Se um telefonema com uma denúncia de ameaça terrorista ou uma batida de carro chega ao posto - uma espécie do serviço 190 brasileiro -, o atendente direciona policiamento e aciona as autoridades. As prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo já quiseram conhecer o centro de Nova York de perto, mas não conseguiram. Tudo é sigiloso. Até quem cuida da manutenção dos equipamentos tem que assinar termos de confidencialidade com o FBI.

A secretaria extraordinária de segurança para grandes eventos tem um orçamento de 714 milhões de reais para este ano. O total chega a 1,17 bilhão. Estão incluídos gastos com equipamentos para os centros de comando e controle e instalações de câmeras em helicópteros para enviar imagens das cidades, entre outras tecnologias. “Todas as referências de ponta eficientes para o sistema nós implantaremos. Serão adquiridos, por exemplo, computadores, sistemas de computador, equipamentos de vídeo monitoramento, scanners corporais (para aeroportos) e muitos outros”, afirma o secretário.

Durante a feira Latin American Aerospace and Defence (LAAD), que apresentou novidades nas áreas de equipamentos e tecnologias para a segurança pública e corporativa entre os dias 10 e 12 de abril, no Rio de Janeiro, foi apresentado um robô alemão capaz de desarmar bombas sem colocar em risco os operadores. O equipamento está na lista de compras do Brasil.

A integração entre diferentes instâncias de decisão e forças policiais permitiu, em Londres, no dia 27 de abril, uma mobilização rápida diante de uma ameaça de bomba. A sede dos Jogos Olímpicos de 2012 precisou enfrentar o pesadelo de qualquer cidade às vésperas de uma grande reunião de público. Para os ingleses, contou a experiência nesse tipo de cenário – e o caso se revelou um ato isolado, de um homem que não conseguia a habilitação para transporte de carga. Durante os jogos, Londres vai mobilizar 25 mil homens e, como manda o figurino, itens de tecnologia de ponta para evitar surpresas desse tipo. No Rio, além do desafio de correr atrás da tecnologia – como sistemas de monitoramento mais modernos –, há a necessidade de formar uma cultura de segurança que vai além do policiamento das ruas.
 
Notícia publicada em Segunda, setembro 28 @ 09:48:08 BRT por webmaster

Assédio moral no local de trabalho (MOBBING)



O assédio moral no local de trabalho, vulgo mobbing é “qualquer comportamento abusivo (gesto, palavra, atitude) que atente, pela sua freqüência, contra a dignidade e a integridade psíquica ou física de uma pessoa, pondo em perigo o seu emprego ou degradando o clima de trabalho.” Esta é uma prática tão antiga quanto a existência do trabalho em si. Contudo, pese embora o fato de, em alguns países europeus pertencentes à mesma CE na qual estamos integrados, a mesma já ser considerada um crime, por cá, e em pleno final da primeira década do século XXI, verificamos que ainda é “tabu” falar-se neste tema, especialmente nas Organizações. A nível de Direito do Trabalho já existem ótimos artigos escritos por alguns especialistas, nomeadamente pelo melhor Advogado e Professor desta área, Doutor A. Garcia Pereira, bem como já começam a aparecer investigações sobre o tema. Na internet, através das referências acima mencionadas e/ou através do acesso a bibliotecas (digitais ou não) terão à vossa disposição literatura sobre o assédio moral. Na grande maioria dos casos este fenômeno é desencadeado pela entidade patronal, quer pelo próprio empresário, quer pela chefia que o representa; no entanto, também existem alguns casos praticados pelos próprios trabalhadores em relação aos seus ascendentes. Por ter passado por três episódios de assédio moral no local de trabalho passo a partilhar convosco algumas das sensações que são, de resto, comuns nesta prática, independentemente do agressor ou do agredido. O que me faz partilhar alguns dos contornos das experiências vividas é a necessidade que sinto de alertar os mais incautos no sentido de saberem lidar com a argúcia dos predadores que os rodeiam, por forma a conseguirem encontrar o equilíbrio necessário para ultrapassarem as barreiras que se vão criando, sem que fiquem muitas marcas físicas e psicológicas. É verdade, sim, que ainda hoje não me lembro como são os sonhos resultantes de um sono tranqüilo, uma vez que as mesmas imagens preenchem as minhas noites de pesadelos contínuos.

por: Manuela Rodrigues

Enquanto isso, na Europa.......

Boas notícias para a SST na Europa

Nos últimos tempos as notícias que nos têm chegado da Europa não são propriamente das melhores, sobretudo em termos econômicos. Mas, paradoxalmente, em termos da segurança e saúde no trabalho, as mais recentes notícias da União Européia são francamente animadoras. Em primeiro lugar há que realçar o fato de a Comissão estar já a trabalhar na próxima Estratégia Comunitária que irá vigorar desejavelmente até 2020. Há que aplaudir a antecipação com que começa a discutir-se esta matéria, contrastante com o sigilo que rodeou a preparação da atual. Mas há que aplaudir sobretudo (e a revelarem-se verdadeiras) as primeiras informações que começam a surgir sobre a orientação dessa Estratégia. Aparentemente irá tentar corrigir o excesso de enfoque que a atual Estratégia Comunitária atribui ao combate à sinistralidade laboral, dedicando bastante mais importância à saúde ocupacional, ao combate às doenças profissionais, nomeadamente aos cancros de origem ocupacional. É uma alteração que só podemos saudar. Para além disso, as informações disponíveis apontam para uma atenção ainda mais centrada nas micro e pequenas empresas. É outro aspecto que poderá revelar-se muito positivo, sobretudo para um país com um tecido empresarial como o nosso... Mas há que garantir que essa abordagem não resulte em qualquer diminuição dos patamares já alcançados de proteção aos trabalhadores. Mas outras boas notícias vão chegando. Prevê-se para breve a disponibilização de vários guias de boas práticas no campo da prevenção de riscos profissionais: “Campos Electromagnéticos”, “Sectores agrícola e florestal”, “Formação para Trabalhos de Remoção ou Manutenção de Amianto”, “Segurança e Saúde no Sector Hospitalar”, “Directiva Estaleiros Móveis” e “Pequenas Embarcações de Pesca”. Todos eles deverão ser disponibilizados também em português. Há ainda que saudar a criação, no âmbito do Comitê Consultivo, com sede no Luxemburgo, de um Grupo de Trabalho “Segurança Viária Ocupacional”, tema em cuja abordagem a revista “segurança” tem sido pioneira no nosso país.
Mas também nos nanomateriais/nanotecnologias chegam boas notícias. Começa a questionar-se seriamente se a legislação comunitária atualmente existente será suficiente para a proteção dos riscos para os trabalhadores a eles expostos. Em conseqüência prepara-se um grande estudo sobre esta matéria, cujos resultados deverão ser disponibilizados já em 2012, e que poderão conduzir a alterações legislativas significativas. Está igualmente previsto para 2012 a realização de um estudo sobre “Saúde Mental no Trabalho” que se espera venha constituir um elemento de referência no campo da prevenção dos riscos psicossociais. Não posso obviamente deixar de saudar entusiasticamente a escolha do tema para a Campanha Européia 2012-2013: “Melhor Segurança e Saúde no Trabalho através da Prevenção”. Tenho a certeza de que este meu entusiasmo será partilhado por todos os que consideram que este lema, mais que um simples slogan facilmente manipulado e papagueado pelos publicitários que por aí pululam, é um verdadeiro axioma, um guia para a ação, uma definição de prioridades. Só assim chegaremos ao fim da campanha em condições de demonstrar inequivocamente que os investimentos na prevenção são sempre muito menos onerosos e muito mais rentáveis que os gastos na reparação, para além de socialmente muito mais responsáveis. Mas há ainda que saudar o empenhamento dos parceiros sociais que em sede de diálogo social europeu estão prestes a concluir um acordo para um sector muitas vezes esquecido mas que tem hoje uma dimensão importante nas nossas sociedades: o dos cabeleireiros. E para ilustrar essa dimensão é importante referir que o sector emprega hoje, na Europa, cerca de um milhão de profissionais, quase todos em micro e pequenas empresas, onde laboram lado a lado empregador e trabalhadores e onde a dimensão do gênero tem um peso acrescido, já que se trata de um sector com uma forte predominância de trabalhadoras e onde a formação é muitas vezes deficitária e agravada pela curta permanência média dos trabalhadores no sector. Não obstante essa curta permanência, os trabalhadores que aí laboram têm em média 5 vezes mais problemas músculo-esqueléticos que as médias nacionais. E em termos de problemas dermatológicos a incidência pode chegar a ser 30 vezes superior à dos restantes sectores. Por fim, prepara-se uma mega avaliação de 20 diretivas diretamente relacionadas com a SST. Em suma, é muito positivo que, num momento em que nos assaltam (legítimas) dúvidas sobre muito do que nos chega de Bruxelas, sejamos ainda agradavelmente surpreendidos por notícias como estas. Poderão não ser suficientes para transformarem os eurocépticos em europeístas convictos, mas pelo menos impedem que muitos europeístas se transformem em eurocépticos convictos. E devem servir para que, na “frente interna”, sejamos igualmente capazes de imprimir dinâmicas de progresso e aprofundamento na área da prevenção de riscos profissionais.

Luís do Nascimento Lopes´
Coordenador Executivo para a Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho da ACT


SEU CONDOMÍNIO É REALMENTE SEGURO?


Prezado leitor,
Quero chamar sua atenção para este artigo e levá-lo a refletir sobre a realidade da segurança de seu condomínio.
Aqui vou abordar, de forma sucinta e objetiva, tudo que envolve e abrange a segurança, seja ela para um condomínio, uma indústria ou uma empresa. Mas antes, vamos resgatar um pouco sobre o que acontece no dia-a-dia dos condomínios.
É comum, ouvir moradores de alguns prédios comentarem que onde moram tem segurança (ou é seguro), porque implantaram câmeras, ou um alarme, ou uma cerca elétrica. Ou até porque contrataram vigilantes e blindaram a guarita, etc.
Mas, passado algum tempo, o condomínio acabou sendo invadido e assaltado (e, pior, saiu na mídia). Toda àquela segurança adquirida, ou que se imaginava ter, foi por água abaixo. E, geralmente, o porteiro é quem acabou levando a culpa.
Esse é um cenário encontrado nos edifícios residenciais e empresariais.
É importante entender que Segurança, com letra "S" em maiúsculo, é muito mais do que uma compra em equipamentos (câmeras, alarme, etc.) ou uma contratação de serviços (portaria, vigilância, etc.).
Para seu condomínio ter uma segurança eficaz é preciso, antes de qualquer compra ou contratação, um planejamento e um estudo criterioso para:
- conhecer seus riscos / vulnerabilidades
- definir o grau de segurança desejada
- conhecer seus inimigos (neste caso, quadrilhas especializadas)
Após essa fase, é necessário implantar as medidas integradas de segurança, recomendadas por um profissional, que englobam a combinação de:
- segurança física
- iluminação protetora
- sistemas de segurança
- recursos humanos
- procedimentos de segurança
- treinamento para porteiros e zelador
- palestra de conscientização aos moradores
Agora que você leu um pouco mais sobre o conceito e abrangência da segurança empresarial, volto à reflexão que é o próprio tema deste artigo: SEU CONDOMINIO É REALMENTE SEGURO?

SEGURANÇA EM EDIFÍCIOS COMERCIAIS

Quando falamos em segurança no ambiente de trabalho, muitas coisas podem surgir na nossa mente. Talvez em cidades grandes, como São Paulo e Rio de Janeiro, o primeiro item que nos ocorra seja a segurança contra roubos. Se você trabalha em uma fábrica ou local de produção em série, é provável que pense na segurança contra acidentes; mas se você é um engenheiro, ou alguém da área de construção e arquitetura, o aspecto que mais chama a atenção é a segurança estrutural da edificação.
Seja qual for o tipo de segurança que você imagina, o fato é que todas são importantes, e em edifícios comerciais são regidos por legislações federais, estaduais e municipais. Cada segmento responsável pelo funcionamento de um prédio desde seu projeto até a sua administração e manutenção, é diretamente ligado a algum aspecto de segurança, em todas as suas esferas de aplicação, sejam elas patrimoniais, contra acidentes e incêndios.
Assim, para que uma edificação tenha a autorização para funcionar, é necessário obter, junto aos vários órgãos responsáveis, nos níveis estaduais e municipais, a devida autorização que cada órgão deve emitir.

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
A Vistoria do Corpo de Bombeiros certifica que, durante a vistoria, a edificação possua condições de segurança contra incêndio (ou o conjunto de medidas estruturais, técnicas e organizacionais integradas, para garantir à edificação um nível ótimo de proteção no segmento de segurança contra incêndios e pânico). Tais condições estão previstas pela legislação e constantes no processo estabelecido num período de revalidação, e devem ser observadas e implementadas.

SEGURANÇA PATRIMONIAL
Se há alguns anos conhecer e cumprimentar o porteiro do prédio era sinônimo de identificação para o acesso, hoje as coisas são completamente diferentes. Com a sofisticação dos edifícios,
cada vez mais eletrônicos, automatizados e computadorizados, o cuidado que se tem com todo esse patrimônio é importantíssimo. Por outro lado, a sofisticação que se adquiriu para quebra de tudo isso também se aprimorou. Hoje, falar em segurança patrimonial é ir muito além de crachás e catracas eletrônicas.
Agora, em janeiro de 2010, foi entregue, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 828 metros de altura, 300 metros mais alto que o antigo recordista Taipei 101, em Taipei / Taiwan (509 m). Com um custo total estimado em US$ 1,5 bilhão, segundo fontes de O Estado de São Paulo, a necessidade de se adotar o que há de mais moderno em sistemas de segurança é prioritária. Entre as medidas tomadas, já na entrada, estão o uso de aparelhos detectores de metal e tomada de fotos dos visitantes, que serão armazenadas nos arquivos do sistema de segurança, para posterior identificação.
Mas voltando ao mundo “normal”, a segurança patrimonial está tomando rumos que se alinham com a realidade dos grandes mercados. Empresas especializadas em sistemas de segurança estão cada vez mais comuns.
Um dos sistemas mais modernos de segurança empregados pelas empresas do ramo é conhecido com BMS, Building Management System, ou apenas Sistema de Administração Pre-
dial. O BMS consiste basicamente em um sistema de controle computadorizado, instalado no edifício – mas que pode ser operado à distância –, que controla e monitora equipamentos mecânicos e elétricos como sistemas de ar-condicionado, detecção e alarme de incêndio, elétrica, hidráulica, iluminação, elevadores, bombas d’água, além de todo o sistema de segurança, sendo este subdividido em controle de acesso, identificação de usuários e circuito fechado de TV.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

“IRAQUE À BEIRA DO ABISMO” UMA DÉCADA DEPOIS DA BRUTAL INVASÃO



Por Ramzy Baroud, no “Counterpunch”




Ramzy Baroud

Depois da campanha de bombardeio conjunto conhecida como “Operação Raposa do Deserto”, quando EUA e Grã-Bretanha devastaram partes do Iraque em dezembro de 1998, lembro-me de reclamar com um amigo, no saguão do Palestine Hotel em Bagdá.


Incomodava-me muito que, por causa de nossa agenda sobrecarregada no Iraque – principalmente com visitas a hospitais superlotados de vítimas de urânio baixo-enriquecido no Iraque – não me sobrava tempo para comprar livros árabes para minha filha pequena que me esperava nos EUA. Quando já me preparava para embarcar na longa viagem de ônibus de volta à Jordânia, um iraquiano de grandes bigodes e barba cuidadosamente aparada aproximou-se. “Leve para sua menina” – disse ele sorrindo, entregando-me uma sacola de plástico. Na sacola havia uma dúzia de livros com imagens coloridas de histórias infantis iraquianas tradicionais. Não conhecia o homem e nunca voltei a vê-lo. Estava hospedado no hotel e, sabe-se lá como, soubera das minhas dificuldades. Agradeci-lhe o mais que pude, na correria para tomar meu ônibus, com o homem insistindo que não havia o que agradecer. “Somos irmãos. Sua filha é como minha filha” – disse ele.


Não se pode dizer que o gesto tenha sido completa surpresa. A generosidade de espírito e de ação é traço típico dos iraquianos, que todos os árabes conhecemos bem. Dentre outras qualidades, os iraquianos são orgulhosos e perseverantes; orgulhosos, porque a Mesopotâmia – que corresponde hoje a quase todo o Iraque moderno – é “o berço da civilização”; perseverantes, porque sobreviveram a experiências terríveis em sua história moderna.


Os britânicos dispararam a tragédia moderna do Iraque, começando pela tomada de Bagdá em 1917 e a modelagem perversa do país para que se encaixasse perfeitamente nas necessidades coloniais e nos interesses econômicos de Londres. Pode-se dizer que a confusão e os desmandos inigualáveis criados pelos invasores britânicos continuaram ativados, sempre se manifestando sob diferentes modalidades – fazendo aumentar o sectarismo, a violência política e disputas de fronteiras entre o Iraque e seus vizinhos – até hoje.


Evidentemente, cabem hoje aos EUA os créditos por ter destruído toda e qualquer conquista que os iraquianos tenham obtido na luta para construir uma sempre elusiva soberania. O secretário de Estado dos EUA, James Baker, ao que se sabe, ameaçou o Ministro das Relações Exteriores do Iraque, Tariq Aziz, em reunião em Genebra em 1991, dizendo que os EUA destruiriam o país e “devolveriam o Iraque à idade da pedra”. A guerra dos EUA, que se estendeu de 1990 a 2011, incluiu bloqueio devastador e terminou na invasão brutal que o mundo viu. Essas guerras tiveram de inescrupulosas o que tiveram de violentas. Além do inconcebível preço que cobraram em vidas humanas, foram feitas conforme uma horrenda estratégia política que visou sempre a explorar e a aprofundar o sectarismo já existente no país e outros pontos frágeis, para provocar guerras civis e ódio sectário crescente dos quais o Iraque dificilmente se recuperará ainda por muitos anos.

``Para os norte-americanos, foi mera estratégia orientada para aliviar a pressão sobre os próprios soldados e exércitos aliados, que sempre encontraram feroz resistência desde o primeiro momento em que puseram o pé no Iraque. Mas para os iraquianos, foi sempre um terrível pesadelo que não se consegue expressar, nem em palavras nem em números. Mas, sim, também faltam números. Conforme estimativas da ONU citadas pela BBC, entre maio e julho de 2006 “foram mortos por efeito da violência no Iraque, por dia, mais de 100 civis”. Estimativas não divulgadas da ONU calculam em 34 mil o número de civis mortos no Iraque em 2006. Foi o ano durante o qual a estratégia norte-americana de dividir para conquistar provou-se mais eficiente. Ao longo dos anos, muita gente fora do Iraque – como aconteceu em relação a outros conflitos de alta violência prolongada, com cadáveres contados aos milhares – foi-se insensibilizando. Quanto maior o número de cadáveres, menos importantes as vidas que se percam.


EUA e Grã-Bretanha destruíram o Iraque moderno, sem qualquer remorso ou arrependimento – nem jamais cogitaram de arrependimentos nem de pedir desculpas, nem arrependimentos ou desculpas alterariam coisa alguma. Os ex-colonizadores do Iraque, assim como os novos, jamais tiveram qualquer amparo legal ou moral que os autorizassem a invadir o Iraque já devastado pelas sanções. Jamais manifestaram tampouco qualquer piedade, enquanto destruíam uma geração inteira de iraquianos e preparavam o cenário para conflito futuro, que já se apresenta, hoje, tão sangrento quanto o anterior. Quando, segundo relatos oficiais, a última brigada de combate dos EUA deixou o Iraque em dezembro de 2011, previa-se que fosse o fim de uma era. Mas historiadores sabem que os conflitos não terminam por decreto presidencial ou deslocamento de soldados. O Iraque, simplesmente, entrou em nova fase do mesmo conflito; e EUA, Grã-Bretanha e outros continuam a ser partes ativas desse conflito.

Uma das realidades pós-invasão e pós-guerra é que o Iraque foi dividido em áreas de influência segundo linhas exclusivamente sectárias e étnicas. Na classificação de vitoriosos e derrotados inventada pela imprensa-empresa ocidental, os sunitas, culpados de serem os preferidos do ex-presidente Saddam Hussein, aparecem como maiores perdedores. Enquanto as novas elites políticas iraquianas foram divididas entre políticos xiitas e políticos curdos (cada partido com seu exército privado próprio, alguns reunidos em Bagdá, outros na região autônoma do Curdistão), a população xiita organizava-se em vários grupos militantes sempre responsabilizados pelos infortúnios dos sunitas. Dia 8 de fevereiro, cinco carros bombas explodiram em região rapidamente identificada como “áreas xiitas”, matando 34 pessoas. Poucos dias antes, dia 4 de fevereiro, outra explosão semelhante deixara 22 mortos.


A violência sectária no Iraque, que já provocou dezenas de milhares de mortos, está de volta. Sunitas iraquianos, incluindo grandes tribos e partidos políticos, exigem igualdade e o fim da segregação que sofrem hoje no relativamente novo sistema político iraquiano comandado pelo Primeiro-Ministro, Nouri al-Maliki. Protestos massivos e greves têm sido organizados e vêm com mensagem política clara de unificação. Mas, no outro campo, vários partidos exploram também a polarização: para acertar velhas rixas, para empurrar o país para uma guerra civil, para aumentar os desmandos e o descalabro já reinantes em outros países árabes, sobretudo na Síria; e, em alguns casos, para “ajustar” os limites sectários de modo a criar boas oportunidades de negócios.

Sim. Os negócios e as divisões sectárias no Iraque de hoje andam de mãos dadas. Matéria da Reuters noticiava que a empresa Exxon Mobil contratou Jeffrey James, ex-embaixador dos EUA no Iraque (2010-12) como “consultor”. É exemplo de como a diplomacia de pós-guerra e os negócios são aliados naturais. Mas há mais nessa história.


Tirando vantagem da autonomia do Curdistão, a gigante multinacional de petróleo e gás já armou lucrativos negócios independentes do governo central em Bagdá – que desde o ano passado reúne seus exércitos em área próxima dessa região rica em petróleo. O governo curdo fez o mesmo. Incapaz de definir que partido tem mais poder, definirá o rumo do novo conflito e, portanto, quem controlará o petróleo, a Exxon está dividida entre honrar seus contratos com os curdos ou partir em busca de negócios talvez mais lucrativos no sul. James talvez tenha alguma boa ideia, sobretudo se mobilizar o prestígio político que acumulou no tempo em que foi embaixador dos EUA.


O futuro do Iraque está sendo hoje determinado por várias forças; praticamente em nenhuma delas os iraquianos com alguma visão de unidade têm alguma voz. Colhido entre ricas elites movidas a sectarismo, extremismo, sede de poder, atores regionais, interesses ocidentais e o violento legado da guerra, o povo iraquiano padece tanto, que praticamente já não há análises políticas ou estatísticas que capturem toda a angústia. Uma nação orgulhosa, de impressionante potencial humano e notáveis possibilidades econômicas foi rasgada em farrapos.


Hussein al-Alak, escritor iraniano que vive na Grã-Bretanha, escreveu, a propósito do próximo décimo aniversário da invasão do Iraque, sobre as “vítimas mudas” do país: as crianças. Segundo o Ministro do Trabalho e Assuntos Sociais do Iraque, “há hoje cerca de 4,5 milhões de crianças órfãs no país, “chocantes 70% das quais perderam os pais depois da invasão de 2003”.


Desse total, cerca de 600 mil crianças vivem nas ruas, sem teto ou alimento – escreveu al-Alak. – E as poucas que vivem em orfanatos mantidos pelo estado não recebem nem o mínimo indispensável para atender suas necessidades básicas.


Não me sai da cabeça aquele iraniano gentil e generoso que trouxe uma sacola de histórias infantis iraquianas para a minha filha. Penso também nos filhos dele. Um dos livros que o homem trouxe era “Simbad, o marujo”, apresentado na história como um menino bonito e valente, que amava aventuras como amava sua terra. Por pior e mais trágico que fosse o desfecho das suas aventuras, Simbad sempre voltava ao Iraque para renovar as energias. E recomeçava. Como se nada tivesse acontecido.”


FONTE: escrito por Ramzy Baroud, no “Counterpunch”, sob o título original “A Decade After the Invasion: Iraq on the Brink”. “IRAQUE À BEIRA DO ABISMO” UMA DÉCADA DEPOIS DA BRUTAL INVASÃO

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Presídio Federal de Mossoró, no RN, recebe 37 presos de Santa Catarina



Policiais da Força Nacional de Segurança Pública participaram da ação

(Foto: Marcelino Neto)

Trinta e sete homens, que estavam custodiados em unidades prisionais catarinenses, desembarcaram na tarde deste sábado (16) no Rio Grande do Norte. O destino final foi o Presídio Federal de Mossoró, na região Oeste potiguar. A transferência, segundo anunciado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, faz parte de uma das cinco medidas adotadas para conter os ataques de violência que atingem cidades de Santa Catarina. O município de Mossoró fica a pouco mais de 280 quilômetros de Natal.
O desembarque aconteceu por volta das 15h45, no Aeroporto Dix-Sept Rosado, em Mossoró. O avião, um Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira, segundo informações da direção do presídio, saiu de Florianópolis e chegou ao RN sem escalas. Um forte esquema de segurança, organizado por agentes federais, impossibilitou a aproximação da imprensa.



Do aeroporto - em comboio formado por veículos do Sistema Penitenciário Federal e viaturas da Polícia Rodoviária Federal -, os presos foram escoltados diretamente para o Presídio Federal. A direção da unidade, no entanto, não repassou qualquer informação com relação aos detentos ou mesmo sobre o tempo de permanência deles no Rio Grande do Norte.
Além da transferência de detentos para outros estado, prisões, reforço de homens da Força Nacional, criação da Operação Divisa e a formação de uma Frente Nacional de Defensores Públicos compõem o pacote anunciado em coletiva realizada com o ministro e autoridades catarinenses na manhã deste sábado. Segundo Cardozo, há ainda outras operações que serão realizadas sem serem divulgadas, em função de segurança.
"Em certos momentos de crise, é preciso aprofundar essa troca", disse o ministro. A intenção, ainda de acordo com Cardoso, é combater os atentados que ocorrem em Santa Catarina desde 30 de janeiro. Até as 11h deste sábado, a Polícia Militar havia registrado 106 ataques a 33 cidades no estado.
A transferência de presos iniciou justamente nesta manhã, quando 40 homens foram retirados de prisões catarinenses e levados a dois presídios de segurança máxima. Destes, 37 foram encaminhados para Mossoró (RN) e três para Porto Velho (RO).
"O Governo Federal disponibiliza quantas vagas forem necessárias para a transferência de novos presos. É uma remoção de grande porte e o Ministério da Defesa prontamente atendeu as nossas solicitações", afirmou o ministro.


SNB


10 profissionais (muito) raros no Brasil

Por: Talita Abrantes
Levantamento da consultoria EXEC mostra quais são os cargos em que mais faltam profissionais qualificados Os "moscas brancas" São Paulo - O descompasso entre oferta e procura por mão de obra altamente especializada não é novidade no Brasil. Mas, em algumas carreiras, este apagão de mão obra qualificada atinge níveis ainda mais preocupantes. De tão raros, alguns profissionais são apelidados de "moscas brancas" pelos recrutadores. O termo se refere aquele tipo profissional que de tão especializado (e demandado) raramente está disponível no mercado. Se é que ele existe, em alguns casos. Levantamento feito pela consultoria EXEC para EXAME.com mostra quais são os profissionais mais raros, atualmente, do mercado brasileiro. Confira quem são eles:
1. Tecnologia: Engenheiros especializados em cloud computing Até pouco tempo atrás, apenas promessas de um futuro promissor embalavam as decisões de quem decidia se especializar em computação em nuvem. Os tempos mudaram (na velocidade da luz) e, hoje, engenheiros que saibam desenvolver aplicativos para dispositivos móveis e para a nuvem estão mais do que em alta no mercado. De acordo com os especialistas, cada vez mais busca-se engenheiros com um bom background técnico e conhecimentos em cloud computing. “É uma evolução da internet que temos hoje”, diz Altona.
2. Educação/Editorial: Gerentes de Vendas “O mercado de educação cresce muito no Brasil. Há empresas estrangeiras comprando universidades e o governo que, bem ou mal, cada vez mais cria programas para investir em educação”, diz Altona. “É um mundo de oportunidades”. Mas faltam gestores com experiência no setor e capazes de desenvolver negócios com o governo. “O executivo precisa conhecer a secretaria de educação, as leis específicas e ter uma atuação sofisticada em marketing”, afirma o especialista.
3. Tecnologia: Gerentes de Serviços “Cada vez mais a tecnologia é uma commodity e os vendedores precisam estar preparados para vender não só o produto, mas a solução como um todo”, diz o especialista. Nesse quesito, os gerentes de serviços de tecnologia assumiram um papel essencial na pré e pós-venda. “Eles estão assumindo uma abordagem consultiva para customizar a solução da companhia para a necessidade do cliente”, afirma. Na prática, tecnologia não é suficiente para atender a esta demanda. É preciso compreender, com profundidade, os negócios dos clientes para propor as melhores soluções. “Ele tem que entender do produto, das possibilidades e também do negócio dos clientes”, diz. 4. Tecnologia: Gerentes de Vendas para América Latina Nos últimos anos, o Brasil virou a sede de muitas empresas com operação na América Latina. “Isso é muito visível na indústria de tecnologia, mas há poucos executivos que tenham uma real experiência no desenvolvimento de negócios para a América Latina”, diz Forte. Resultado? Faltam profissionais que compreendam as peculiaridades de cada país latino americano, saibam desenvolver estratégias de negócios de acordo com essas diferenças, tenham espanhol fluente e, principalmente, profundos conhecimentos de tecnologia
5. Gerentes de Planejamento Tributário: planejamento internacional outbound Mais e mais companhias nacionais estão desembarcando operações em outros países. “Do ponto de vista tributário, as companhias precisam saber como constituir essas novas operações de modo a economizar impostos”, diz Altona. Por isso, cresce a demanda por profissionais especializados em planejamento tributário que saibam tudo sobre as peculiaridades do sistema tributário dos países destino. “Como você aprende isso? Na prática. Geralmente, essas pessoas tiveram uma formação fora do Brasil”, afirma.
6. Gerentes de Planejamento Tributário (impostos indiretos) Diante de uma das cargas tributárias mais complexas do mundo, as multinacionais que acabam de desembarcar no Brasil estão, literalmente, à caça de profissionais especializados em planejamento tributário que saibam tudo sobre impostos indiretos. “Os impostos indiretos são aqueles que incidem sobre as operações”, diz Altona, da EXEC. “O entendimento desta legislação pode mudar desde a composição de um produto até a localização de centros de distribuição”. Para desempenhar este papel, o profissional deve entender muito do negócio em questão e saber, em detalhes, toda a legislação. Além, é claro, de inglês fluente (para atender as multinacionais) e capacidade de fazer planejamento tributário estratégico. “As empresas, no Brasil, não têm uma cultura de planejamento tributário”, diz o especialista. Mas, com este profissional, podem economizar, dentro da lei, milhões de reais.
7. Geração de energia: gerentes e engenheiros de obras Para os projetos de geração de energia, o gargalo está no nível de especialização que esta missão requer. De acordo com Rodrigo Forte, sócio-diretor da EXEC, dois tipos de profissionais são requeridos, porém raramente encontrados para esses megaempreendimentos. Um deles é o engenheiro civil com experiência em grandes obras. O outro, o engenheiro mecânico, que tem a missão de instalar turbinas, geradores e todos os outros elementos para a geração e distribuição de energia. Mas o caráter técnico não é o único fator que torna esses profissionais raros no mercado. “Essas obras são implantadas em locais isolados. Eles precisam estar dispostos a ficar bastante isolados por um tempo”, diz Forte. Segundo o especialista, o cenário complica ainda mais quando os projetos englobam novas modalidades de energia, como a eólica. “O Brasil é muito tradicional em hidroenergia, quando você parte para outras formas, não há tantos profissionais capacitados”, afirma.
8. Agronegócio: Gerentes Agrícolas A chegada de empresas multinacionais ao mercado sucroalcooleiro no Brasil deu um chacoalham nas usinas tupiniquins. Até então, as empresas do setor eram formatadas em modelos de gestão tipicamente familiares. Com o novo cenário, tiveram que se profissionalizar. E os gerentes agrícolas ganharam um papel de destaque nesta nova fase. "Estima-se que entre 60% a 70% do custo operacional de uma usina é a área agrícola. É aí que se consome mais investimento”, afirma Forte, da EXEC. Com isso, uma estratégia mal direcionada no campo e pronto: bilhões de dólares desperdiçados. “O gerente agrícola é responsável por buscar a melhor produtividade com o menor custo. Ele tem a responsabilidade técnica sobre um orçamento muito grande”, afirma o especialista. O trabalho vai desde selecionar o tamanho da área a ser cultivada a determinar quais espécies de cana de açúcar serão plantadas, passando por escolha de fertilizantes de noções de condições climáticas. “É uma área com muitas variáveis”, diz Forte. Fatores suficientes para incluir os gerentes agrícolas na lista dos moscas brancas dos recrutadores
9. Construção: Gerentes e Diretores de Incorporação com foco na captação de terrenos A expansão do mercado imobiliário se, por um lado, tornou mais robustos os cofres das incorporadoras, por outro, tornou a disponibilidade de espaços para novas construções ainda mais diminuta. Por isso, para encontrar esses locais é preciso um olhar clínico e muita experiência. Resultado? Faltam profissionais capazes de identificar este tipo de área. “Os diretores de incorporação com foco em captação de terrenos têm uma visão ampla do mercado e são conectados para saber onde estão as áreas disponíveis”, afirma Autora. Mas isso não é tudo. O profissional que atua neste tipo de cargo precisa ter um bom relacionamento com as prefeituras das cidades dos terrenos em questão e uma elevada capacidade de negociação. “Tem que ter um perfil comercial, negociador. Tem que gostar de negócios. Normalmente, este profissional é criado e formado em uma incorporadora”, afirma o especialista
10. Petróleo e Gás: Engenheiros e Técnicos para Upstream A cadeia produtiva de óleo e gás, como um todo, vive um cenário de descompasso entre oferta e procura por profissionais. Mas, de acordo com o levantamento da EXEC, encontrar mão de obra especializada para a atuação nos poços de petróleo é ainda mais difícil. “Todo tipo de engenheiro que está envolvido em upstream (que é a perfuração de poços) está muito valorizado”, afirma Carlos Eduardo Altona, sócio-diretor da EXEC. O gargalo está na formação, altamente especializada, mas não somente. “Este profissional fica muito tempo nas plataformas, por isso, você precisa de um público mais jovem”, diz o especialista. Em outras palavras, profissionais que estejam dispostos a passar longos períodos longe da terra firme.

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Apenas para reflexão!


Onde está a gestão dos riscos jurídicos no caso abaixo?
Onde está a tão desejada e falada gestão de pessoas?
Onde está a prevenção de perdas?

A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao negar provimento a recurso da Construções Comércio Camargo Corrêa na sessão do dia 28 de novembro de 2012, manteve a reversão da demissão por justa causa por abandono de emprego aplicada a um armador que, após ser mandado para casa após um incêndio nos alojamentos da Usina de Jirau, em Rondônia, não foi devidamente comunicado pela empresa de que deveria retornar ao trabalho. A decisão condena a empresa ao pagamento das verbas decorrentes da reversão da dispensa. Em sua reclamação trabalhista o armador descreve que trabalhou para a construtora por cerca de um ano e meio até ser demitido por justa causa. Ele conta que após um incêndio no canteiro de obras da Usina de Jirau, a empresa dispensou, com a promessa de retorno ao trabalho, um grande número de trabalhadores. Segundo o trabalhador, ele teria retornado ao Maranhão, em transporte fornecido pela empresa. Passado alguns meses recebeu uma comunicação de dispensa por justa causa por ter abandonado o emprego. Ingressou então, com reclamação trabalhista alegando que não havia recebido qualquer tipo de comunicação da empresa solicitando o seu retorno ao trabalho. Em sua defesa a empresa alega que fora vítima de incêndio criminoso nos alojamento e ônibus do acampamento de trabalhadores em Jirau, tendo prestado todo auxilio aos trabalhadores, inclusive providenciando transporte para os que quisessem retornar às suas residências até que a obra pudesse ser retomada. Segundo a empresa, naquele mesmo dia o autor da ação retornou à sua residência no Estado do Maranhão e não mais voltou a empesa. Após as atividades serem retomadas nos canteiros de obras, a empresa teria enviado telegrama ao endereço fornecido na ficha de admissão do trabalhador sem obter resposta. Dessa forma, passados três meses sem que obtivesse sucesso no retorno do trabalhador, a empresa resolveu dispensá-lo por abandono de emprego. O juízo da Vara do Trabalho de Chapadinha (MA), onde ele ingressou com a ação, decidiu reverter a justa causa e condenar a empresa ao pagamento das verbas rescisórias decorrentes da conversão em dispensa imotivada. Para o juízo, a empresa se omitiu de comprovar o abandono de emprego alegado em sua contestação. O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA), da mesma forma, entendeu que ao empregado não poderia ter sido aplicada a justa causa, observando que de fato a empresa não juntou aos autos qualquer documento que comprovasse a tentativa de convocação do empregado ou mesmo que justificasse a sua ausência. O juízo regional afastou as alegações da empresa de que houve tentativa de contato com o empregado por telefone e considerou insuficientes as alegações de que os empregados haviam sido convocados por meio de informe veiculado na Rede Globo de Televisão. Da mesma forma não acatou os argumentos da empresa quanto às dificuldades em se recrutar os empregados espalhados por todo Brasil. Para o Regional, bastaria que a empresa efetuasse o prévio depósito das verbas trabalhistas dos trabalhadores, mas não a "solução mais simplista e econômica" de dispensar os empregados por justa causa. Ao julgar na Turma o agravo de instrumento da empresa, a relatora do caso, desembargadora convocada Maria das Graças Laranjeira (foto), observou que por se tratar de ação sujeita ao rito sumaríssimo, a admissibilidade do recurso de revista estaria sujeita às hipóteses de violação de dispositivo da Constituição Federal e/ou contrariedade a súmula do TST, não sendo possível a admissibilidade por violação de dispositivo infraconstitucional como alegado pela empresa (violação a artigos da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT e do Código de Processo Civil - CPC).
AIRR-99600-24.2011.5.16.0006 ) - O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho, por Dirceu Arcoverde , 06.02.2013
Por: Adm. Teanes Carlos Santos Silva 11-99880-1372 Gestor de Segurança Diretor Suplente - Conselho Fiscal ABSEG

Terrorismo e a Universalidade dos Direitos Humanos



Por mvreis

O estratagema do terrorismo tem sido utilizado ao longo dos tempos para, principalmente, estabelecer uma pressão política. Assim foi empregado por grupos como Narodnaya Volya, Narodna Obrana, Organização para Libertação da Palestina (OLP), Front de Libération du Québec, Euskadi ta Askatasuna (ETA), Irish Republican Army (IRA), Sendero Luminoso etc. Entretanto, após 11 de setembro de 2001, a ação de grupos terroristas de caráter religioso extrapolaram o fim de pressão política e iniciaram uma nova era do terrorismo internacional, com o escopo de aniquilamento total do inimigo, em que não há espaço para negociação. O que se deseja é a destruição do inimigo pagão, de toda cultura que não compartilhe dos mesmos valores e credos. É também notório que o poderio militar da única superpotência, os Estados Unidos da América, não é suficiente para impedir ações terroristas e que qualquer ação contra essa mazela da comunidade internacional terá que ser compartilhada por essa mesma comunidade. Não há como um Estado ser a polícia do mundo, isso é impossível nos dias atuais. Cooperação entre Estados é o grande tema da agenda internacional. O número de pessoas feridas ou mortas em decorrência de atentados terroristas é preocupante. Entre 1998 e 2003 foram aproximadamente 21.630 vítimas. Se contarmos com os dados dos atentados de 11 de março de 2004, em Madri, de 7 de julho de 2005, em Londres, e com aqueles feridos ou mortos em atentados no Iraque entre 2004 e 2005, bem como os diversos atentados pós 2005 ocorridos no Afeganistão, Israel, India, Bali etc. o número de vítimas passa dos 23.000. É fundamental destacar o efeito desses ataques sobre a coletividade, pois não se tratam de vítimas de acidentes de carro ou de doenças. Cada imagem de um ato terrorista tem o escopo de trazer pânico a um grande número de pessoas, em um efeito multiplicador assustador, como ocorreu com o atentado de 11 de setembro de 2001, impondo a sensação de insegurança a praticamente todo o mundo ocidental. Essa nova realidade insere a necessidade em se padronizar estatutos legais para o combate ao terrorismo. Isso somente é possível com o estabelecimento de valores comuns e inegociáveis, ainda que mínimos, como a defesa de direitos humanos universais. Aceitar a universalidade de alguns direitos, inerentes a todas as pessoas, é dar o primeiro passo ao tratamento homogêneo do fenômeno terrorismo pela sociedade internacional. O mundo não pode mais aceitar violações de direitos humanos escondidas ou protegidas por qualquer prática cultural

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Segurança Nacional Blog: Tropas de Operações Especiais (Rangers), Lamego, E...

Segurança Nacional Blog: Tropas de Operações Especiais (Rangers), Lamego, E...: SNB

RESULTADO DE UMA VERGONHA NACIONAL



A primeira aviadora oficial da força aérea brasileira pediu baixa para assumir um cargo burocrático na auditoria da controladoria geral da União. Um militar, para chegar a tenente, como ela, precisa passar por estudos bastante exigentes, treinamento e ter muita paciência para se conseguir atingir seus objetivos. Normalmente são profissionais com qualificação maior do que muito civil que ganha o dobro deles para fazer muito menos.
É uma vergonha para mim, como brasileiro, ver que as forças armadas são tão negligenciadas pelos políticos brasileiros (para mim, todos corruptos, pois duvido que alguém preste dentro do congresso e do poder executivo), que faz uma pessoa que passou por tantas dificuldades para entrar para a história do país (ela foi a primeira aviadora da FAB), a desistir disso para trabalhar em algo que ela possa receber um salario de acordo com o que ela certamente merece. Fora a questão da remuneração baixa, como aqui comentei, o sucateamento das forças armadas levam a uma desmotivação geral quanto a seguir a nobre carreira militar. Enquanto isso, o povinho do país (no diminutivo mesmo, pois não passam de uns idiotas) assiste a merda do Big Brother, cheio de veados e putas, assiste, alegremente a bosta imunda do carnaval, a maior imbecilidade publica deste planeta.

Por: CARLOS E. S. JUNIOR http://assuntosmilitares.blogspot.com.br/2013/02/saida-de-tenente-aviadora-da-fab.html

Perdas sobre Controle

Com oito anos de implantação, o setor de prevenção de perdas da rede gaúcha Imec é um dos mais vitoriosos da organização. A empreitada dura foi conduzida com disciplina e novos processos e hoje dá um bom exemplo Perdas e quebras são os fantasmas que mais assombram os supermercados. Os prejuízos causados por mercadorias estragadas ou danificadas, além de produtos furtados chegam a superar a média de 2,3% do total de vendas de uma empresa. A grande questão tem sido como reduzir esse problema de maneira sólida e não apenas pontual. Magali Ludwing Postal, controller da rede Imec, 25 lojas, em 15 cidades, tem algumas respostas.

SIGA OS PASSOS O Imec não improvisou. Seguiu um roteiro que permitiu potencializar os resultados

1» Organizar as informações e criar indicadores. A rede adotou um sistema de gestão integrada que permite controlar processos de compra, venda, controladoria e logística. Também definiu e iniciou acompanhamento de indicadores de perdas, além de margem líquida e vendas.

2» Realizar inventários regulares. Para identificar as perdas, apurar as causas e agir sobre elas, o Imec passou a fazer inventários mensais em perecíveis e trimestrais nas demais seções (cada semana um grupo de produtos de um setor), além de um balanço geral uma vez por ano. A empresa usa coletores de dados.

3» Utilizar guia-cega. Trata-se de cópia de nota fiscal de um lote recebido, com os campos de volume em branco preenchidos por um funcionário após contagem das mercadorias. A rede joga os dados no sistema e consegue comparar as informações com a nota emitida pelo fornecedor para identificar divergências.

4» Centralizar lançamento de notas fiscais de compras. Lojas passaram apenas a escanear as notas, para que entrem direto no sistema. A matriz faz a conferência de preços e impostos e libera a guia-cega. Evita práticas como fazer o valor total “fechar”, em vez de analisar custo de item por item. É o fim da perda financeira.

5» Diminuir número de códigos de barra. Isso para evitar emissão de etiquetas fraudulentas, sobretudo no açougue, onde o problema exigiu muitas demissões – o açougueiro entregava produto caro com etiqueta de produto barato. Agora, com menos códigos, não há mais a desculpa de “confusão” na emissão de etiqueta. Indicadores ajudam no controle, já que revelam o rendimento de cada corte.

6» Checar validade. A rede só aceita itens com pelo menos 75% de vida útil, ou 75% do prazo de validade. E mantém o que chama de “Mutirão da Validade”. Uma vez por semana, o chefe da loja, repositores e o agente de prevenção de perdas percorrem um corredor para vistoriar os prazos de validade. "O Mutirão da Validade é um recurso que dá certo. O chefe da loja, repositor e agente de prevenção percorrem um corredor por semana para vistoriar a reposição, o que permite correções imediatas"

BOM EXEMPLO O que o imec fez Criou setor de prevenção de perdas Implantou manual de prevenção para estabelecer controles e orientar ações “Limpou” cadastro, para garantir melhor controle dos produtos Melhorou condições de estocagem, como evitar empilhamento alto ou deixar caixas num canto, para reduzir avarias. Adotou o rastreamento da frota por satélite Passou a checar a temperatura dos produtos no recebimento e a marcar as caixas rejeitadas, para impedir reenvio das mesmas pelo fornecedor

COMO FUNCIONA A ÁREA DE PREVENÇÃO O setor não para nunca. Afinal, causas de perdas, mesmo combatidas e resolvidas, tendem a se repetir, exigindo controle permanente e ações contínuas



Na rede gaúcha, o setor é responsável pelo acompanhamento dos indicadores que medem as perdas e pelo treinamento da equipe nos processos de combate aos problemas. Um profissional importante é o Agente de Prevenção de Perda (APP) – existe um atuando em cada loja. De dois em dois dias, ele analisa vários pontos de cada setor, como validade de produtos e processos de abastecimento, atribuindo notas de zero a dois. Quando a nota é baixa, desenha um plano de ação, a partir de critérios estabelecidos pela empresa, e acompanha as correções. "O mais difícil na condução de um programa são as pessoas: convencê-las, mobilizá-las, garantir sua adesão incondicional. Sobretudo porque o alto turnover dificulta a cultura de prevenção" BONS NÚMEROS QUEDA LIVRE Em 8 anos, o Imec fez o percentual de perdas sobre o total de vendas despencar.

Veja

4,5% - 2004
2,2% - 2010
1,9% - 2011*

*Previsão COMO ENVOLVER OS FUNCIONÁRIOS Metas premiadas são solução para conquistar a confiança da equipe



Reclamar das dificuldades não consta do repertório do Imec. A rede prefere buscar soluções. Foi o que fez para envolver os funcionários no programa de prevenção de perdas. Além de reuniões regulares, feedbacks constantes e treinamento de boas práticas em setores como o depósito, instituiu o concurso bimestral " Meu Talento Faz a Diferença". A ação premia os funcionários cujo setor apresenta o menor índice de perda. São 10 prêmios, como TV LCD, além de R$ 50 para cada profissional. Participam as áreas de açougue, padaria/confeitaria, FLV, fiambreria, mercearia e frente de caixa, todas com indicadores próprios. O resultado tem sido muito bom. A equipe se sente recompensada e faz de tudo para atingir as metas. Com faturamento em 2011 estimado de R$ 300 milhões, 20% a mais do que em 2010, a rede Imec conseguiu reduzir as perdas de 4,5%, em 2004, para previstos 1,9%, no ano passado. Sem pressa e atropelos, Magali fez o que era preciso para resolver o problema: criou um setor de prevenção, estabeleceu medições, identificou causas, atacou erros, furtos, fraudes. "O que ainda dificulta o trabalho são as lojas novas, por conta da rotatividade dos funcionários", explica a controller, que foi responsável pela estruturação do setor. Hoje, ela conta com seis profissionais. Na sua opinião, o alto turnover é o que atrapalha a tarefa de treinar e repassar a cultura de prevenção. Mas, ainda assim, não se queixa. Afinal, as perdas já não são fantasmas e nem assombram o Imec.

Fonte: Supermercado Moderno - http://www.sm.com.br/Editorias/Gestao/Perdas-sob-controle-16406.html

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Chris Kyle matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos



Chris Kyle matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos

Por: DORRIT HARAZIM

Nestes tempos de drones, como são chamados os aviões não tripulados capazes de matar à distância e anonimamente, sobra menos espaço para a glorificação individual de atiradores que se notabilizam pelo número de inimigos eliminados. O texano Chris Kyle tem lugar garantido na história militar dos Estados Unidos. Como franco-atirador da tropa de elite Seal, da Marinha ( a mesma que desentocou e executou Osama Bin-Laden dois anos atrás), ele serviu quatro turnos na guerra do Iraque. Cumpriu como ninguém a missão para a qual fora treinado: garantir a proteção de seus companheiros na fase mais sangrenta dos combates. Matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos (pelas contas dos colegas foram 255) e teve a cabeça colocada a prêmio de 20.000 dólares pelas milícias locais. Ao retornar para casa, em 2009, trazia no peito dezesseis condecorações — entre elas 2 Purple Hearts, 2 Estrelas de Prata, 5 Estrelas de Bronze.
Kyle foi a resposta americana à atuação de um inimigo mítico conhecido como “Juba”, cuja ubiquidade e pontaria haviam se transformado em assombração para os soldados yankees em Bagdá. Vídeos de propaganda islâmica postados na internet mostravam “Juba” eliminando soldados americanos, um a um, noite ou dia, em grupo ou sozinhos. Ninguém sabia quem era esse temido atirador islâmico que, além de matar, ainda narrava e filmava cada cena. Dependendo da fonte, seria um mercenário europeu ou um jihadista sírio. À época, a rede de notícias CNN chegou a submeter os vídeos a peritos, que concluíram não tratar-se de montagem. Fosse quem fosse, “Juba”, portanto, existia, e, à falta de sua eliminação física, sua lenda, pelo menos, precisava ser contida



Os estragos que um franco-atirador é capaz de causar na moral de tropas inimigas são conhecidos e povoam a narrativa patriótica de vários países. Na Finlândia, há mais de meio século o nome Simo Häyhä é pronunciado com orgulho de geração a geração. Fazendeiro desconhecido quando a União Soviética invadiu seu país, em 1939, Häyhä, sozinho, eliminou uma unidade inteira de russos — mais precisamente 542, em menos de 100 dias. Entrou para a história com o apelido de “Morte Branca” por usar uma pelerine alvíssima que o camuflava na neve. O americano Chris Kyle não alcançou os píncaros do finlandês matador, mas recebeu dos insurgentes o apelido de “Demônio” pelos estragos que provocou nas fileiras islâmicas na cidade de Ramadi. A destreza com que manuseava seu fuzil municiado de cartuchos .300 Winchester Magnum lhe rendeu feitos memoráveis. Gaba-se de ter acertado um alvo a 1,9 km de distância, em 2008, antes de o insurgente disparar um lançador de foguete que visava a um comboio americano. Tudo isso e muito mais Kyle conta em suas memórias, “Atirador americano: a autobriografia do atirador mais letal da história dos Estados Unidos”, publicadas um ano atrás. Elas são preocupantes no tom e no conteúdo. “Não sou muito fã de política”, diz ele no livro, “gosto de guerra”. Seu mundo se divide entre “bons” e “maus”, sem nuances ou espaço para dúvidas. Os americanos são “do bem” pelo simples fato de serem americanos, enquanto os muçulmanos são “do mal” por quererem matar os americanos. “Odeio esses selvagens”, acrescenta, referindo-se aos iraquianos. Ao testemunhar perante uma comissão militar de inquérito, acusado da morte de civis, esclareceu: “Não atiro em quem tem um Corão na mão, mas bem que gostaria.” Uma semana atrás, na tarde de um sábado ensolarado em Stephenville, Texas, Kyle foi morto a tiros pelo fuzileiro naval Eddie Rough, de 25 anos. Rough voltara da guerra com claros sinais de estresse pós-traumático e havia sido colocado sob vigilância por ter ameaçado explodir a cabeça do pai. Procurando ajudar o filho, a mãe de Rough buscou apoio na fundação Fitco Cares, montada por Chris Kyle ao retornar do Iraque e que proporciona assistência a veteranos com distúrbios decorrentes da guerra. O atirador nº 1 da América morreu aos 38 anos, alvejado num campo de treinamento de tiro do Texas. Não foi abatido por “Juba” nem por nenhum dos “iraquianos selvagens” que combateu. Foi derrubado em solo pátrio por um americano. Em entrevista concedida por ocasião do lançamento de seu livro declarara não sentir arrependimento por nenhuma das mortes de sua folha corrida. Assegurou também não sentir qualquer desajuste decorrente da brutalidade de tantos anos de combate.

“Nenhum dos problemas que tenho deriva das pessoas que matei”, garantiu.



Chris Kyle morreu sem entender nada da guerra em que acredita ter triunfado O GLOBO..SN

A Percepção da Segurança e o Combate ao Crime



Por mvreis

Ao ler o excelente trabalho de Gastón Hernán Schulmeister, intitulado VIOLÊNCIA Y CRIMINALIDAD EN AMÉRICA LATINA (2012), constata-se que uma das maiores preocupações dos latinoamericanos é a segurança pública. Na Argentina, por exemplo, aparece como o problema principal para 34% da população. Em média, segundo o autor, é o problema principal para 28% dos latinoamericanos. O interessante, é que em alguns dos países desse continente as taxas de homicídio encontram-se em níveis considerados baixos, como Argentina e Uruguai, mas mesmo assim a população encontra-se assustada. No Brasil, ao contrário, um país que beira os 22 homicídios por 100.000 hab., ou seja, aproximadamente quatro vezes as taxas de Argentina e Uruguai, a preocupação acerca da violência está no topo da lista para apenas 7% da população.
Isso significa que a segurança (ou insegurança) é percebida de forma diferente pelas pessoas. Essa sensação de bem-estar, de sentir-se salvo e protegido, varia de povo para povo, considerando suas diferenças psicológicas, sociológicas e culturais. Ser mais tolerante com a violência, como no caso da população brasileira, pode ter consequências péssimas para a luta contra o crime. A pressão política que um povo exerce sobre seus governantes para exigir maior segurança pública pode ser fraca em países mais tolerantes com a violência, como no nosso, o que certamente gera um ciclo pernicioso na resposta estatal ao combate ao crime.
Assim, não estando na agenda de prioridades de um governo, porque não é prioridade também da população, a segurança pública será ceifada de recursos necessários para a sua mantença. Isso significará a diminuição dos custos do crime para pessoas e organizações criminosas, o que aumentará a violência no país.

Manual de Segurança do Cidadão

Saiba como se prevenir ou enfrentar diversas situações, aumentando a sua segurança e de seus familiares. Manual elaborado pela Polícia Militar traz cinqüenta ações contendo diferentes situações para cada uma delas. O Manual de Segurança do Cidadão foi criado pela Polícia Militar para auxiliar os cidadãos na prevenção em diversas situações, como: acidentes, afogamentos, assaltos, entre outras; dar dicas essenciais de segurança para se contratar uma babá ou fazer compras; traz alertas sobre doenças sexualmente transmissíveis, cuidados com animais de estimação e com a exposição solar, e muito mais. Ao todo são cinqüenta ações contendo situações diversas para cada uma delas, como, por exemplo, "Jogos de Futebol", que tem duas situações relacionadas: "nas ruas" e "nos estádios". No manual, além dos procedimentos básicos nas várias situações enfrentadas no dia-a-dia, são citadas as formas de condutas e medidas que cada cidadão deve adotar para aumentar sua segurança. As situações contidas neste manual devem ser discutidas em família, pois ao enfrentar uma delas, todos saberão como agir. É importante lembrar que a segurança de cada cidadão depende do conhecimento adquirido, da predisposição em adotar condutas adequadas e de saber como enfrentar as situações. A Polícia Militar continua vigilante e disponível para atender a população, em qualquer dia e horário. Além disso, vem se aprimorando constantemente e desenvolvendo novas tecnologias, condutas e estratégias para aumentar o nível de segurança da população. Portanto, ao aliar as dicas e recomendações deste manual com o trabalho preventivo e ostensivo desenvolvido pela Polícia Militar, o cidadão estará muito mais protegido e seguro. Clique no link para baixar o seu Manual de Segurança do Cidadão. http://www.ssp.sp.gov.br/servicos/manual-seguranca.aspx

Guerra: a mais humana expressão de quem somos



Por mvreis

“O primeiro que, ao cercar um terreno, teve a audácia de dizer ISTO É MEU e encontrou gente bastante simples para acreditar nele foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras e assassinatos, quantas misérias e horrores teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas e cobrindo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: não escutem esse impostor! Estarão perdidos se esquecerem que os frutos são de todos e a terra é de ninguém” Assim Rousseau destaca que a origem de todos os males da sociedade é a propriedade privada. A partir do momento que o homem se apropriou de algo, surge a discórdia, inveja, pobreza, subserviência, conflitos, destruição, crimes etc., mazelas que afetam a humanidade. Alguns consideram o discurso de Rousseau sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens o texto motivador do Comunismo, pela sua característica de ataque ao bem privado. Entretanto, se fosse assim, estariam os nossos amigos soviéticos, cubanos, norte coreanos etc. felizes da vida, sem conflitos, deitados em berço esplêndido. O que pode explicar essa contradição é a psicologia. Faz parte da natureza humana o querer, o desejar, o ter. Trabalhamos para termos uma casa melhor, um carro melhor, uma escola melhor para nossos filhos, para viajarmos etc. O homem é ambicioso, não se pode negar sua natureza, assim como a de um animal. Igualdade estrita é contra a natureza humana, pois o homem busca na verdade a diferenciação. Claro que o Estado ao não fornecer educação, saúde, lazer, transporte etc. a todos é causa de uma desigualdade injusta, que prejudica a diferenciação pela competência e pelo trabalho. Assim, creio que o conflito, a guerra são humanos. Fazem parte da nossa natureza de querer mais – que se expressa também na dos Estados a que pertencemos -, de necessitar, de apropriar, de ser o primeiro, o vencedor. A história já nos contou isso. Não existe nenhum momento da história da humanidade sem a Guerra. Os impérios foram formados com base nesses desejos e assim continuarão sendo. Estados continuarão a fazer guerras, continuarão a se apropriar de recursos de outros países, continuarão evitando a escassez aos seus nacionais as custas da fome em outro canto do planeta. Talvez até o nosso país fará isso, na tentativa de entrar para o clube dos ricos. Aliás, um clube que tem seu número de sócios restrito e não pode ser ampliado a todos.